Nem tudo é perfeito, não se engane!
38 O pedido
Notas iniciais
Jonathan...
Nós ainda nos beijávamos quando ouvimos palmas, nós olhamos assustados e era a Sophia. Eu ia xingar ela e mandar ela embora, mas a atitude da Sabrina foi muito melhor.
Ela simplesmente andou calmamente até onde a Sophia estava e deu um tapa na cara dela, ao qual fez um som muito alto. Acho que doeu pra caralho.
Eu comecei a rir. A Sophia me olhou com raiva e foi dar um tapa na cara da minha princesa. Eu fui logo em direção a elas com a finalidade de impedir isso, mas a Sabrina fez isso perfeitamente sem minha ajuda. Por isso me detive.
Ela segurou a mão da Sophia no ar e deu outro tapa na cara.
– Eu estava louca pra fazer isso, vadia. — cuspiu.
– Sai logo daqui Sophia. — digo.
Ela saiu batendo os pés de raiva.
– Vocês vão me pagar.
– Coloca na conta. — provoquei.
Eu e a Sabrina rimos, ela veio correndo até mim. Peguei ela no colo de novo a girando e gritei bem alto pra todo mundo ouvir:
– Eu te amo Sabrina.
– Eu te amo Jonathan.
Desci ela e nos beijamos de novo, eu nunca vou me cansar disso.
...
Depois do nosso “momento felicidade”, veio a parte séria. Fiz um interrogatório e ela me contou tudo. O motivo de ter saído de casa.
– Depois que sai de casa – continuou ela – eu não sabia pra onde iria, por isso peguei qualquer ônibus que me levasse pro centro de São Paulo. Eu não fiz nada nesse último mês a não ser chorar pela falta dos meus familiares e amigos, mas, principalmente, pela sua falta.
"Fiquei em alguns abrigos e casas de pessoas estranhas. Eu tive uma sorte tremenda por não ter sido sequestrada ou abusada por ninguém."
"Um dia eu estava lendo o livro da minha mãe e encontrei sem querer uma carta e o remetente era eu. Eu li curiosa – nesse momento ela começou a chorar, cheguei mais perto dela e a abracei o mais forte possível – estava escrito que ela queria que eu fosse feliz. Ela pedia perdão por todas as nossas discussões, ela abençoou nossa amizade e disse que um dia seriamos marido e mulher. Ela disse que não te achava uma má pessoa, mas que só tinha medo de me perder. Ela disse também pra eu dar muito orgulho a ela que ela estaria me olhando da onde fosse."
"No final ela disse que me amava muito e queria me ver feliz ao seu lado."
Ela terminou de falar e já estava em prantos. Depois que se acalmou um pouco continuou.
– Foi ai que percebi que não precisava mais negar meu amor por você.
– Como assim?
– Jonathan, eu sempre te amei, só nunca disse porque minha mãe não aceitava e eu achava errado ir contra ela.
Nesse momento me senti ainda mais feliz. Ela continuou dizendo o que fez nesse um mês.
– Ontem eu estava andando pelas ruas pensando em como voltaria pra casa já que nem sequer sabia onde estava, mas do nada eu fui agarrada e jogada pra dentro de um carro escuro, eu fiquei assustada, pensei que estava sendo sequestrada e comecei a gritar.
– Me perdoe, eram só os detetives que contratei para te achar.
– Eles me explicaram isso, foi quando me senti mais segura. Nós chegamos bem de madrugada aqui, eu pedi para me levarem em casa, com muito custo eles me deixaram. Eu expliquei tudo para meu pai e digamos que estou de castigo pro resto da vida.
– Mas estará perto de mim, é o que importa.
Nos beijamos.
– Depois de conversar e deixar minha família inteira mais calma, isso inclui até meus primos do interior que eu nunca vi – nós rimos – eu tomei um banho, dormi um pouco e vim te ver, pois os detetives estavam de plantão na minha porta, eles disseram que era o trabalho deles me entregarem para você. O resto você já sabe.
...
Depois dessa conversa ela acabou dormindo no meu colo, por isso eu deixei ela dormindo e dei uma saída para comprar uma coisinha.
...
Quando cheguei ela estava dormindo ainda, uns minutos depois ela acordou assustada.
– Calma amor.
Ela começou a chorar.
– Calma, calma, foi só um sonho.
– Foi horrível. Eu estava morta e sem você.
Logo ela se recuperou do susto e resolveu ir embora.
– Eu te levo.
– Não precisa.
– Claro que precisa, não quero te perder de novo, só vou garantir que você não vai fugir, literalmente.
...
Eu já conhecia a família da Sabrina, pois eu os ajudei na sua busca. Quando cheguei com ela, o pai dela, assim como todo mundo, me encheram de agradecimentos pelo que tinha feito, eu retribui os agradecimentos.
Nós tivemos um jantar até que agradável, todos estavam matando as saudades da minha princesa. Mas o grande momento estava chegando.
Todos nós após o jantar fomos para a sala.
Eu me ajoelhei aos pés da Sabrina, ela ficou vermelha do jeitinho que eu amava.
Olhei nós olhos dela.
– Sabrina, você deseja ser minha namorada? – mostrei a aliança que tinha comprado aquela tarde.
Ela com os olhos cheios de lágrimas disse:
– Sim, sim, sim, sim.
Eu soltei a respiração, pois o último pedido de namoro não foi muito legal, até porque recebi um não na cara.
Todos a nossa volta aplaudiram menos o pai dela é óbvio. Me virei para ele e perguntei com receio, pois sua cara dava medo nesse momento.
– O senhor me concede a mão da sua filha em namoro?
...
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