Notas iniciais
Oi, mais um capítulo. Espero que gostem! Momento tenso entre o Jonathan e o pai. Kkkkkk. Boa leitura.

SABRINA...

Nossa que vergonha! Pensei que era o Fabiano e xinguei o coitado do homem. Confesso que a voz é sensual igual a do meu irmão. Acho que ainda não apresentei meus irmãos, pois é tenho dois. O Cláudio é o mais velho e tem 25 anos e o Fabiano é o do meio com 23 anos. Ambos são casados e com filhos.

Vou me explicar, pensei que fosse o engraçadinho do meu irmão, porque ele tem essas brincadeiras sem graça. E quem vende pacote de show? Nunca vi, por isso fiquei com vergonha e acabei desligando na cara do homem, tadinho.

...

Nossa ja é a terceira ligação que recebo hoje.

– Alo?

– Oi, por favor, você é a sabrina?- parece que já ouvi essa voz...

– Sim, quem gostaria?

– Eu não sei o número da sua amiga Amanda, por isso você poderia me passar?

– Mas como você sabe o meu e não o dela? — eu não conseguia entender, era meio impossível.

– Ela deve ter me passado errado, faça essa gentileza, por favor?

– Tudo bem anota ai- ele anotou e sem se despedir ou se quer agradecer desligou na minha cara, mal educado.

JONATHAN...

Já é um bom começo, vou ligar para a amiga dela, assim fico sabendo onde ela mora.

– Alo? -uma voz feminina atendeu.

– Poderia falar com a Fabiana?

– É ela!

– Oi, aqui é o carinha do show, o que pediu o número da sua amiga.

– Aaahhh, você, o que quer? — Nossa, que direta!

– Saber onde ela mora.

– Pra que?

– Pra poder, sei lá, frequentar os mesmos lugares que ela. — nem eu mesmo sabia o por que de tanta insistência.

– Ahhh entendi, mas olha, não vou falar, vai que você sequestra ela- deu risada e eu também ri.

– Nunca faria isso, me fala então onde ela estuda, sei lá.

– Nós estudamos no Maria Elena, fica aqui no bairro do Paraíso.

– E que série vocês estão?

– Primeiro colegial- que sorte, a mesma série que eu.

– Ta, vou me matricular.

– Não temos mais vagas, as salas tão superlotadas com 40 alunos cada.

– Nossa, mas eu dou meu jeito, passa o endereço direitinho, por favor?- ela me deu o endereço da escola- valeu, até mais, ah já ia me esquecendo, qual é a sala dela?

– É 1 D.

– Tchau, obrigado.

– De nada, só não vale sequestrar ela, hein.

– Fica tranquila — eu dei risada e deliguei.

Nossa Jonathan você está ficando louco, como assim você vai estudar e conviver com pessoas pobres só por causa de uma garota nada especial? Louco, só pode.

...

Okay, hoje eles tem que vir pra casa- pensei.

Depois de umas duas horas eles finalmente chegaram.

– Oi pai,oi mãe.

– Oi- responderam juntos.

– Então, quero mudar de escola- falei logo, esse negócio de ficar enrolando com meus pais não colava muito.

– Por que? — perguntou meu pai.

– Quero aprender a viver com pessoas mais simples. — disse a primeira coisa que veio a cabeça. Tinha um pouco de verdade naquilo, porque eu queria conviver com pessoas simples, mas que no caso era só uma.

– Como assim, você quer ir para uma escola pública? — disse a sempre esnobe da minha mãe.

– Sim, algum problema? — revirei os olhos.

– Clar...- começou a discutir, mas meu pai interrompeu.

– Não meu filho, nenhum, até gostei dessa sua decisão- minha mãe tentou discutir de novo, mas meu pai olhou com olhar repreensivo e ela se calou e foi embora.

– Para qual você quer ir? — ele perguntou um pouco interessado, milagre!

– Maria Elena.

– Sabia que eu estudei lá quando tinha sua idade? — Pela primeira vez na vida ele tentava puxar assunto? É isso mesmo Brasil?

– Não, como eu saberia se nunca nos falamos? — digo com desdém.

– Meu filho desculpa, mas pra te dar essa vida boa, eu e sua mãe precisamos trabalhar muito na câmera. — se fez de coitado, ninguém merece.

– Claro, a cidade precisa mais de vocês do que seu próprio filho, e não me vem com essa de que precisam trabalhar, pois estamos em uma ótima situação financeira, além de suas empresas estarem cada vez melhores, e como se não bastasse vocês ainda governam São Paulo, como se precisassem do dinheiro que ganham.

– Jonathan, já chega- gritou- se nós temos empresas multinacionais é por conta de muito esforço e dedicação de minha parte, e se sou o governador de São Paulo é porque gosto de fazer bem às pessoas.

– Mas é claro, só que primeiro goste e faça bem a mim, seu filho -gritei e sai dali, deixando ele sozinho. Panaca.

...

Não interessa que eles nunca estão comigo, o que importa é que ser governador tem suas qualidades, como a de conseguir o que quer e como quer. Além de conseguir ser matriculado no Maria Elena tive a oportunidade de escolher a sala e, claro, escolhi a dela. E tudo graças a profissão do meu pai. Valeu papai, ri sarcástico.

...

Notas finais
Espero que tenham gostado. Até amanhã. ;DDDD