Nem tudo é perfeito, não se engane!
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Sabrina ...
– Diz alguma coisa, por favor, diz que me dá outra chance. — diz Felipe.
– Tudo bem, mas, por favor, não seja um bobo de novo.
– Eu serei o que você quiser, eu prometo.
– Não prometa o que não pode cumprir.
– Mas eu vou cumprir, você não vai se arrepender.
– Espero.
Ele se levantou e me deu um beijo apaixonante. Sim, foi incrível, como se fosse o nosso primeiro beijo.
– Vem, vamos para minha casa, dorme comigo hoje. Os meus pais saíram e vão voltar só na quarta, ou seja, uma semana com a casa só pra gente.
– Duvido que meu pai vai aceitar, você sabe como ele é.
– Eu peço para ele. Ele vai deixar, você vai ver só.
...
– Senhor, por favor, concederia a honra da Sabrina dormir em casa essa semana?
– É claro que não, vocês são loucos? — explode meu pai.
– Sogrinho, deixa eles aproveitarem a vida enquanto podem, faça me o favor e dá logo a honra. A Sabrina está sofrendo muito, deixa ela ser feliz pelo amor de Deus.
Depois desse pequeno discurso da minha cunhada, ele demorou mas cedeu, sendo assim eu passaria a semana fora.
Preparei as coisas que iria usar e meu pai nos levou até a casa do Felipe o que mais me surpreendeu foi a última fala dele:
– Usem camisinha, por favor, não quero ser avó de novo.
Eu fiquei sem falas, assim como o Felipe que também ficou envergonhado com a situação.
Acabamos entrando sem dizer tchau.
– Desculpa o meu pai, ele é um besta.
– Sim, até porque te convidei para dormir comigo apenas. A não ser é claro que você queira.
– Não, é cedo ainda.
Respondi tão rápido que o Felipe riu da minha reação.
Ele se aproximou de mim, pegando a minha cintura com uma mão e meu rosto com a outra.
– Amor, eu não tenho presa tudo ao seu tempo. Eu te amo e isso basta.
Eu nunca tinha dito “eu te amo” para ele, mas era por quê eu não o amava. Porém agora eu acho que amo ele.
– Eu te amo Felipe.
Os olhos dele lagrimejaram, eu nunca tinha visto ele chorar a não ser quando eu disse que o odiava, mas aquilo não foi chorar, pois não rolaram lágrimas dos seus olhos igual agora.
– Por que você está chorando?- perguntei segurando seu rosto entre as mãos.
– Agora eu sei que você me ama de verdade. EU TE AMO SABRINA.
Ele gritou a última parte e me girou no ar, demos risadas juntos. Ele se desequilibrou e caímos no chão, eu por cima dele.
Nossos lábios estavam muito próximos, resolvi acabar com a distância entre eles e lhe dei um beijo cheio de amor. Ao qual foi retribuído da mesma forma.
Eu sentei, ainda em cima dele. Ele fez o mesmo. Nos beijamos mais uma vez, eu sem querer rebolei, foi quando notei algo duro, foi ai que a ficha caiu e vi “onde” eu estava sentada. Vocês pensam que eu levantei, pelo contrário, rebolei mais uma vez. Aquilo era algo novo para mim e tudo estava sendo muito divertido, até minha “amiguinha” estava gostando da brincadeira.
Beijei ele de novo, só que desta vez rebolando sem parar.
Foi quando levei um susto, ele parou de me beijar de repente e segurou minha cintura com força, me forçando a parar com a minha brincadeira. O membro dele estava completamente duro e ereto debaixo de mim. E que coisa grande, CARAMBA!!!
– Será que dá para a senhorita parar de me provocar?
Ele disse com a voz entrecortada e apenas num sussurro, eu considerei aquela voz muito sexy.
– O que eu estou fazendo?- me fingi de desentendida.
– Sério mesmo que você não sabe o que está fazendo?- ele disse desconfiado, deixando os olhos semicerrados.
Ele soltou minha cintura com um pouco de receio. Assim que ele soltou completamente, eu rebolei mais uma vez com mais vontade.
Ele jogou a cabeça para trás e deu um pequeno gemido, quando voltou com a cabeça para frente, vi em seus olhos muito desejo.
– Eu disse para parar.
– Mas eu não sei com o que.
Rebolei de novo.
– Com isso.
– Isso? – perguntei e rebolei de novo.
– É – disse com a voz rouca.
– Tá bom.
Disse inocente e me levantei de seu colo. Olhei para ele, foi quando percebi o grande volume que estava “naquela” parte.
Sem querer soltei “nossa” com a boca aberta e os olhos arregalados. Quando vi a cara de safado e orgulhoso dele, eu me recuperei, tentando fingir que não tinha feito aquilo.
– Surpresa?- perguntou com uma sobrancelha erguida.
– Com o que ?
– Com o tamanho do meu brinquedinho.
– Ah isso, nem sei, não reparei, o que é seu brinquedo seria uma arma?
– É quase igual, te mata de desejo e te leva a loucura.
– Então eu quero brincar com essa arma, deixa? — sorrio safada.
Ele riu.
– Sabrina, para de se fazer de burra que eu sei que você não é.
Ele também levantou. Rimos.
– Eu vou no banheiro, já volto, aliás, por que você não sobe para colocar suas coisas no quarto.
– Qual quarto?- perguntei com medo da resposta.
– Se eu te chamei para dormir comigo, no quarto dos meus pais é que não é.
– Nossa ignorante. Tá bom, já que não é no dos seus pais, vou colocar no quarto de hóspedes. — disse só para ver a reação dele.
– Para de ser boba e coloca logo no meu quarto.
– Tá bom senhor general.
Subi as escadas com as coisas. O quarto dele era grande e para meu medo tinha uma cama de casal.
Eu estava colocando algumas peças de roupas na gaveta que estava vazia, quando ele entrou pela porta com outro shorts.
– Por que você trocou de roupa?
– Porque você não deixou minhas roupas em boas condições.
Ele disse envergonhado, achei isso superfofo, mas eu também fiquei um pouco constrangida, mas ao mesmo tempo orgulhosa por ver o efeito que causava nele.
– Você quer tomar banho agora ou depois? — ele perguntou.
– Agora seria melhor.
– Você dorme do quê?
Eu não sabia o que responder, pois eu dormia só de calsinha e camiseta curta.
– Por que ficou envergonhada com a pergunta? Você por um acaso dorme pelada?
– Não, mas eu também não durmo cheio de roupas.
– Olha, eu durmo pelado, mas como você está aqui, eu durmo de cueca. Tem algum problema? Se você quiser eu posso colocar um short e uma camisa, mas não vou deixar você dormir, porque não consigo dormir quando estou de roupa parece que estou sufocando.
Eu fiquei constrangida, mas eu era curiosa nesses assuntos até porque eu sempre fui uma nerd que lia sobre esses assuntos e ficava sonhando o dia em que chegaria o meu dia.
– Tudo bem, não tem problema, desde que você não se importe pelo jeito que eu durmo.
– E como você dorme? Estou curioso.
– Só de calcinha e com uma camiseta curta.
– Não me importo, vou até gostar, vai matar minha curiosidade sobre como é seu corpo.
Eu ri constrangida.
...
Tomei um banho, vesti minha calcinha fio dental preta(que por sinal era muito sexy) e minha camiseta branca que ficava acima do umbigo(sem sutiã mesmo, porque eu odeio). Eu estava desejável ao ponto de vista dos outros, porém ao meu ponto de vista eu estava parecendo uma palhaça.
Tomei coragem e sai do banheiro. Ele estava sentado na cama com o notebook no colo. Ele me olhou surpreso, eu tentei me cobrir, pois ele me olhava dos pés a cabeça. Fiquei envergonhada e corei.
Ele se levantou e foi até mim.
– Você é perfeita não tem que ficar com vergonha.
– Impossível com você me olhando assim.
– Impossível é não te olhar. Agora é minha vez de tomar banho.
Me deu um pequeno selinho e foi para o banheiro, eu estava com vergonha de mim mesma, por isso corri para debaixo das cobertas.
...
Quase meia hora depois ele saiu do banheiro. Fiquei tipo perplexa com aquela imagem, tipo ele era simplesmente PERFEITO, eu sempre fiquei imaginando como seria seu corpo por debaixo daquelas roupas, mas nunca pensei que fosse assim.
Ele estava só de cueca Box, o que o deixava muito sexy. Seu peitoral bem definido tinha algumas gotas d’água escorrendo, suas pernas eram grossas e perfeitas eram definitivamente pernas de homem. Seu cabelo bagunçado e molhado deixava ele com ar de menino inocente, porém seu sorriso safado desmentia isso.
Do volume, eu não tenho nem o que falar a não ser que faltava rasgar a cueca de tão grande que era.
– Quem vai ficar com vergonha sou eu, para de me olhar desse jeito.
– Direitos iguais, você ficou me olhando, agora minha vez.
Ele saiu correndo e pulou na cama em cima de mim. Eu levei um susto, nós dois começamos a rir da minha surpresa.
Quando a crise de risos acabou ele me deu um selinho seguido por vários outros. Eu me irritei, não queria só selinhos, queria um beijo de verdade.
Segurei a cabeça dele quando ele estava me dando outro selinho, ele me olhou surpreso. Aproximei nossas bocas e comecei a saborear aqueles lábios macios e deliciosos.
O beijo começou devagar e cheio de amor, mas foi ficando mais rápido e cada vez precisávamos mais um do outro.
Paramos por falta de ar.
– Calma princesa, temos todo o tempo do mundo.
Por que meu coração deu um pulo ao ouvir ele me chamando de princesa? Por que nesse momento eu lembrei de uma pessoa indesejável? Saco, ele tem namorada, assim como eu tenho um namorado também!
Comecei outro beijo para que o Felipe não percebesse meu momento de tristeza.
O clima foi esquentando cada vez mais. Quem eu sou? Não lembro, pois a única coisa que eu consigo lembrar é desse desejo que me domina.
...
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