Nem tudo é o que parece ser.
12 Eu gosto de você Arthur.
Vejo a maçaneta se mexendo e quando a porta se abre é aquele garoto.
–Precisamos ser rápidos, vamos.
Eu o acompanho e lhe dou a mão. Ele olha para mim e sorri. Nos começamos a correr até chegar no final do corredor, ele aponta uma escada e corremos.
Ao chegar na escada eu desço primeiro e ele logo atrás, no último degrau eu tropeço e caio de joelhos. Levanto desesperada e continuamos.
–Rápido por alí.
Diz ele. Nos descemos mais um lance de escadas e conseguimos sair de lá. Ele segura em minha mão e continuamos correndo. Não seu para onde ele esta me levando, mas eu apenas vou.
(...)
–Chegamos, é aqui que nos vamos ficar.
–Seu irmão sabe sobre este lugar?
–Não.
Eu lhe abraço e digo.
–Preciso de um banho, mas não tenho roupas.
–Você pode vestir algumas minhas, e depois eu posso comprar algumas para você.
–Ele pegou o meu celular, eu gostaria muito de fazer uma ligação.
Eu queria muito ligar para Jared e pedir ajuda.
–Vou ver se consigo ele para você.
Ele sai e volta com um roupão de banho.
–Eu ainda não seu o seu nome?
–É Arthur. E o seu?
–É Bradley.
Eu pego o roupão e vou para o banho. Eu gostei muito do Arthur, seu cabelo escuro, seus olhos azuis e sua pele clara e macia.
Depois do banho vou para o quarto para me vestir, na cama encontro uma calça de moletom, uma camisa branca de mangas cumpridas. Enquanto me visto Arthur me pergunta se pode entrar.
–Pode sim.
Ele entra e me vê de calcinha, a camisa eu já tinha colocado.
–É... Eu também preciso de um banho haha.
Ele vai para o banheiro e tira a camisa com a porta aberta, seu corpo é escultural. Eu fico olhando enquanto penteio o cabelo, até que ele fecha a porta. Eu coloco a calça e fico na cama, penso em minha mãe, Mia e em quem eu mais pensava. Jared.
Depois de um tempo não escuto mais o barulho da agua, a porta do banheiro se abre, ele esta de costas e está nú. Fico olhando ele se secar, ele coloca a cueca, depois a calça, pega a camisa e são com ela do banheiro. Definitivamente ele é maravilhoso, ele coloca sua camisa, uma regata bem apertada.
–Tudo bem eu me sentar do seu lado?
–Claro.
(...)
Faz uns dez minutos que estamos conversando. Ele é muito legal.
–Não entendo como o meu irmão pode fazer isso com você.
Ele coloca sua mão em meu rosto, que macia, ela é confortável.
–Uma garota tão linda.
Eu coloco a minha mão em sua perna, ele se aproxima de mim bem devagar. Seus labios se encontram com os meu e eu sinto o suave toque de sua boca na minha.
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