Nem tudo é o que parece ser.
1 Essa é a primeira vez que alguém repara em mim.
-Filha, filha, filha?
-Sim mãe?
-Você quer que eu pare na esquina?
-Pode ser.
Eu volto a olhar para fora da janela do carro, as arvores que vejo são tão poucas. E o motivo de não terem muitas árvores aqui é porque eu moro em Seattle. Minha mãe para o carro e eu desço me despedindo dela. Ando e viro a esquina, eu entro direto por que eu não tenho amigos, empurro a porta e entro, viro para a esquerda e ando até o meu armário. Pego o necessário para a aula de química e me dirijo a sala, o nome da professora é Michelle e ela é muito legal.
Depois de duas longas aulas, um espetor vem ate a nossa sala e nos diz que teremos que sair mais cedo porque alguns professores faltaram, eu guardo minhas coisas no armário e ando de pressa para fora da escola. Eu não gosto que os outros fiquem me olhando. Eu tento várias vezes ligar para minha mãe, mas ela não atende, então resolvo ir andando para casa. No meio do caminho tem um garoto acompanhado por seu amigo, e os dos começam a mexer e chamar a minha atenção. O garoto com a feição de quieto vira na próxima esquina e o outro continua a me provocar. Ele anda mais rápido e me agarra pelo braço:
-Oi gata, eu percebi que você é da mesma escola que eu.
Eu puxando e me afastando dele digo:
-Que bom!
-Nós poderíamos sair pra curtir né?
-Não! Eu seu qual é a sua intenção! E eu não quero dormir com você!
Eu falo muito alto e ele continua andando, esses garotos só pensam em transar e isso me dá uma raiva!
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