Nem todos os desejos podem ser realizados...
2 Capítulo 2
POV Analu
Estava em frente a escada da faculdade, conversando com as minhas amigas (Sim, ainda converso com elas depois de tudo que aconteceu) quando vejo Jintan chegar com Poppo.
–Analuuuuu!! — Grita Poppo, sorridente, fazendo metade da escola olhar em minha direção.
–O-oi — Sorrio fraco.
– Você vai à base secreta hoje? Já falei com Tsuruko e Yukiatsu e eles vão. — Jintan pergunta, indiferente.
–Base secreta? — Pergunto, em uníssono com Poppo.
–Sim, hoje fazem 6 anos que a Menma foi para o paraíso. Combinamos de refazer aquele dia de ano passado, em que fizemos churrasco e mandamos cartas para Menma. — Jintan disse como se fosse óbvio. — Mas, esse ano.. Não vamos fazer cartas. — Sorriu de lado.
– Eu lembro desse dia — Disse Poppo, alegre.
–E-eu vou — Falei gaguejando, droga. — Errr.. E-eu já vou indo...
Me virei para onde estavam minhas amigas, e que legal, nenhum sinal delas. Me virei para Jintan e Poppo de novo e eles me olhavam confusos. Bufei e dei meia volta para entrar na escola.
Os corredores estavam o de sempre, casais se pegando (lê-se quase se comendo no corredor), amigos conversando, e ainda aquelas pessoas fazendo tarefas atrasadas, antes que o sinal tocasse. Imagino o que eles devem fazer em casa, estudar não é, se nem fizeram os deveres.
Abro o meu armário para pegar meus materiais, e não consigo achar meu livro de matemática. Vasculho um pouco pro fundo até encontrar, e reparo que na aste tem uns papéis amassados. Desamasso eles e me deparo com um desenho que Menma fez quando éramos crianças. Ela e Jintan estavam sentados em um barril na base secreta jogando nokémon, e do outro lado, eu, Yukiatsu e Tsuruko rindo que nem idiotas por piadas idiotas. Eu sentia falta dessa época. Sorrio ao ver o desenho e em seguida me deparo com o outro papel. Era a folha do diário de Menma, que estava escrito "Analu, eu amo o seu jeito firme de ser". Uma lágrima escorre pelo meu rosto quando me lembro de tudo que aconteceu, rapidamente a enxugo e ouço o sinal que anuncia o começo das aulas bater e quase estourar meus tímpanos. Ouço as lamentações dos alunos que não conseguiram acabar as tarefas atrás de mim, e é claro, não pude evitar um sorrisinho de "bem feito".
Saio correndo para a sala de aula e sou a primeira a chegar, como sempre. Depois todos chegaram, menos Jintan. Até Poppo estava do meu lado tagarelando que nem um um sapo bêbado. Logo o professor de literatura chega em sala, e só lembro de minhas pálpebras estarem fechando lentamente. "Quem mandou dormir tarde, Analu?"
Bom, pelo menos ninguém percebeu, eu acho.
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