Nem Todos São Iguais !!
15 Capítulo 15 - Alucinação
Notas iniciais
# Julieta Narrando
— Aumenta o SOM — gritei a última palavra pro Mark, fazendo todo mundo tampar os ouvidos, estávamos no carro à caminho da tal festinha do Diego, nem preciso comentar que a jú com aquela pressa toda dizendo que eu ia me atrasar e tal, mas no fim quem acabou se atrasando foi ela (típico) depois de quase uma hora, ela ainda não tinha terminado o penteado, tive que literalmente arrasta — la de dentro do quarto se não, nunca sairíamos daquele apartamento à tempo, e eu aposto mil dólares ( coisa que eu não tenho, mas vamos ignorar esse fato, já que estou certa) de que ela se empiriquitou toda por causa do Diego, eu já falei mais acho necessário repetir : eu não engulo esse cara
— Não precisa gritar não, ó sua anã — falou Ricardo que estava do meu lado, o carro estava um pouco apertado já que estávamos eu, Gabriel, Mark , Ricardo, Jú, Chris, Belle e Matt nele, mas nada que um impressamento não resolva, estávamos parecendo laranja no espremedor de frutas, mas nada que incomodava tanto assim
— Esse lesado do Mark, já falei umas 10 vezes pra ele aumentar o som e ele não me ouve, vai logo Mark AUMENTA O SOM, que eu amo essa música vai logo, e Ricardo... anã é a sua mãe — falei, estava tocando a música night changes da banda One Direction, eu amo essa banda, geralmente eu só curto pop/rock ou rock puro mesmo, mas essa música é linda
— Eiw, eu não sou lesado — falou ele, se defendendo — so fingi que não escutei, porque não quero ouvir eles — murmurou, mas eu ainda consegue ouvir. Que safado
— AHH ê?! Seu espertinho de uma figa?! — falei me levantando, e me equilibrei no ombro de Ricardo, ignorando seus michoxos de reclamação, me esquivei da divisão do banco do passageiro da frente — e aumentei o volume e nem pense em baixar, não quero ter que procurar um assassino de aluguel — falei me sentando
— Nossa deu até medo! Me trocando por esses viados né?! Valew pela consideração — Falou Mais alto que o normal, fazendo sua voz sobressair a música, perai... ele chamou aquelas delícias de viado? Foi isso mesmo que eu ouvi?!
— Eiiw que isso criança?! Nunca, em hipótese nenhuma, chame os meus meninos de gay, viado ou coisa parecida okay? — falei
— Iiih, deu treta — falou Chris interrompendo meu discurso fazendo-me lhe direncionar um olhar assassino
— E para de tanto drama, que tu sabes que eu te amo , então para de querer chamar atenção branquelo — ignorei ela e continue, fazendo Mark sorrir de canto
— Também te amo, sua pulga de laboratório — falou ele, me fazendo pela primeira vez nesses cinco dias , demostrar um sorriso verdadeiro, sem ser um forçado para parecer legal, ou não tão chata e desgastante quanto sou
— Aiwwwn, que fofo, eu amo demonstrações de amor, em público — falou Matt com uma voz se gay, não sabia que ele tinha tanto talento pra isso
— E sabe o que eu amo Matt?! — Perguntei, capturando sua atenção
— O que?! — ele perguntou se virando pra mim, com um sorriso maldoso a brincar entre seus lábios, fiquei a observar a forma de como a seu lábios inferior tinha uma pequena parte prendida entre seus dentes ele me parecia tão... Bufo mentalmente com meus pensamentos fora de hora
— Eu amo, quando você fica com essa sua maltida boca calada , em silêncio, da pra fazer isso agora?! — perguntei, assustadoramente calma
Ele continuava a sorrir feito um parvo, que moleque, ele conseguiu me tirar do sério em apenas um segundo, mas confesso quando quer, ele consegue ser um pouco mais agradável
Tiro minha atenção dele e olho pra estrada
Em que confins do mundo esse Diego mora!? Parece que não vamos chegar nunca, solto um suspiro contido e deixo minha cabeça escorregar no ombro de gabe (um apelido que carinhosamente, dei pra Gabriel) aproveitando o som de night changes, é tão relaxante essa música, que as vezes quero passar o dia inteiro escutando ela, fecho os olhos, e logo em seguida sinto mãos massageando meus cabelos, deveria ser gabe, se fosse dois meses atrás, eu mandaria ele enfiar essa mão lá... Vocês sabem onde. Mas nesses dois meses nos tornamos muito próximos, com ele me sinto... , reconfortada, claro que também sinto isso com Mark, mas com gabe é como um pai, que de tudo pode te salvar, está sempre pronto pra expulsar os monstros que tem em baixo da sua cama, e com Mark , é como irmão que nunca tive, aquele que vive brigando com você, infernizando a sua vida dia e noite, mas no fundo sabemos que ele só quer o nosso bem, está sempre nos protegendo, bem, eu costumava sentir isso.... Com minha falecida irmã, não deveria ter pensando nisso, isso me traz nostalgia e mal pensamentos, abro os olhos e vejo de canto que Matt está me fitando ( porque, isso sempre acontece, e ainda mais quando não estou vendo?) esqueço esses pensamentos eu só estou pensando bosta nesses últimos minutos, me aconchego mais em Gabriel, está tão quentinho que se não chegar logo nessa maldita festa, sou capaz de dormir aqui mesmo no carro
— Já tá dormindo Julie!!? — falou Jú, meio que rindo da minha cara Tá fraca hoje em!
— Não jú, só estou descansando meus olhos — falei revirando os olhos mentalmente
***
Chegamos a tal casa,ou melhor : chegamos ao condomínio, possuíam vários carros e motos estacionados perto da casa e vários adolescentes bebendo e dançando até fora dela , e aposto que o estado que eles se encontravam nem eram mais de bêbados e sim uma coisa mais elevada, olhei um pouco mais ao redor, era enorme, possuíam várias casas, terrenos e jardins de grande porte, e graça a Deus eram afastada das vizinhanças, ou seja, não teríamos vizinho querendo confusão por causa do som, o que me deixa aliviada, não queira mais confusão com a polícia, a última vez que tive essa triste experiência , não foi uma coisa que gostaria de guardar como recordação
— Já vi que a noite vai ser quente — falei me referindo a festa, fazendo o olhar de Matt virar — se para mim. Que droga, não sabia que tinha virado um espelho
— Sabe?! Também tive esse pensamento agorinha mesmo — falou Belle, o que me fez olhar para ela, Belle pensando esses tipos de coisas?! , tá, tudo bem que ela não era tão santa assim, mas mesmo assim estranhei
— O que foi? Também quero me divertir — falou se defendendo
— Ué!! Nada — falei, desviando minha atenção dela
— Então... estamos esperando o que?! — falou Ricardo sendo seguido por Gabriel, Mark e Matt, e logo após nos saímos deixando eles na frente, quer dizer, a jú quase nos derrubou no chão, puxando-nos pelo braço pra isso acontecer
— O que foi sua doida?! — falou Belle, se equilibrando no salto, é por isso e por outras que não gosto de saltos, além de serem desconfortáveis, fazem — nos cair de cima dele como se estivéssemos em um touro mecânico
— É que eu quero procurar o Diego — falou, me fazendo revira os olhos lentamente
— Então porque não vai?! Que eu saiba, você não é deficiente pra não poder andar — falei
— HA HA HA — riu sem graça É que o Mark fica marcando em cima e eu queria que vocês, sei lá, distraissem ele para ele não ficar a noite toda me atormentando — falou ela
— Sério? Isso é sério?! — falou chris Eu também quero dar uns pega jú!!
— E quem disse que eu... — falou jú, sendo interrompida por chris
— Ah jú, tá na cara, você só vive dando amassos nesse Diego e porque logo hoje, ainda mais numa festa como essa, você não iria continuar fazendo — falou ela, fazendo jú corar violentamente. Ri baixinho
— Tá bom, a gente fica de olho nele- falei, chamando a antena de todos — nos vamos dar um jeito
— O que? — falou chris pasmada
— É — falou Belle concordando com a irmã o que?!
— Nossa Julie você não existe — falou jú, batendo palmas e pulando, parecia uma criança, eu nem Tá, agora tô indo procura ele falou saindo em disparatada em direção a casa
— Mas.. — falou Belle mas eu interrompi antes de ela continuar
— Shiu — falei fazendo — a se calar
***
Dentro da casa o barulho era maior ainda do que se escutava do lado de fora e não importava pra onde você andasse tinha pessoas do seu lado. Reviro os olhos pra mim mesma, estamos numa festa, o que eu espera encontra a não ser gente?! Sapos? a sala estava vazia de móveis, só contendo a mesa do dj, várias geladeirinhas espalhadas pelos cantos da parede, jogo de sinuca, os jogos de luzes, aquele de balada mesmo, parecia uma verdadeira casa noturna e pessoas,haviam muitas pessoas, muito loucas por sinal, dançando todo desengonçados e várias meninas a se esfregarem nos garotos e no meio da pista quem encontrava — se à fazer isso??! Exatamente, a polly. Bufo, até aqui ela está por perto!?
— Uou — falou Chris admirada
Pegamos umas bebidas e formos pra pista dançar, claro que um pouco afastada da cobra da polly, estava dançando quando A vejo com seus cabelos pretos, fui parando de dançar aos poucos, não é possível, não pode ser, bato os olhos tentando tira — lá da minha visão, mas quando os abro novamente vejo que ela continua lá ... à dançar, sem pensar no que estou a fazer, abro espaços por entre as pessoas que insistem em não me ajudar saindo do caminho, deixando Belle e Chris completamente boiando sem saber o que está à acontecer. Eu preciso chegar até ELA , quando sinto-me livre dos adolescentes que tanto me impressavam um nos outros, abraço — a com todas as minhas forças, sinto — a paralisada sob meus braços que estão a sua volta, sinto meus olhos manejarem e sinto uma lágrima solta correr de dentro dos meus olhos
— Não acredito no que estou à ver — falei em meio a lágrima
— Hum.. — ela murmurou me parecendo... desconfortável?? . Porque? — e quem é você!? perguntou ela. Como assim?!
— Essas sua piadas já estão passando dos limites renata — falei erguendo meu olhar. Congelei olhando a moça que me olhava com olhos nitidamente confusos
— Desculpas... Eu pensei que fosse a minha.... Irmã — falei a última palavra quase a sussurar lentamente, senti minhas lágrimas cada vez mais, querer explodir de dentro de mim. Como pude ser tão estúpida a ponto de pensar que essa pobre menina a minha frente fosse a renata?! . PORRA ela tá morta. MORTA, eu pensei o que?! Que ela tinha ressuscitado??! , que tinha levantado de sua cova, ido em casa, se arrumado e tinha vindo numa festa nos confins do mundo e ainda por cima de um completo DESCONHECIDO??! Eu sou estúpida
— Você tá bem?! — perguntou a garota de que acabara de lhe abraçar, me tocando nos braços, desviei de suas mãos e sai de perto dela, ignorando sua feições preocupada e... Pena? Eu não preciso de pena de ninguém, voltei de volta ao lugar em que estava com as meninas praticamente, passando por cima da pessoas a minha volta, não me importando com palavrões e algumas palavras obscenas que alguns garotos me chamavam
— Você tá bem? — perguntou Chris, preocupada
— Preciso de bebida — sussurrei pra mim mesma sem desviar meu olhar de chris , a verdade é que estava a olhar para ela, mas não estava a ver suas feições, minha mente estava perturbada e minha visão desfocada
— Julie, você não me..
— Preciso de bebida — gritei a interrompendo fazendo minha voz sobressair a música. Ela me olhou assustada
Deixei as duas lá, e fui em direção a um dos vários frigobares espalhados pelo lugar, abri e encontrei uma, não me importei vê a marca, se tinha álcool ou não, estava me fodendo pela ressaca de depois, coloquei a bebida na boca e logo senti minha garganta sendo queimada por ela, ótimo. Tinha álcool, era mesmo disso do que eu precisava, logo meus pensamentos para de funcionar pelo efeito do álcool, pelo menos assim me esquecia do passado, mas, o que iria fazer quando o efeito passar??
***
— Julie, quantos dedos você vê? — perguntava Matt, estava sentada em uma das cadeiras da cozinha, com Belle a segura as minha costas, visto que não aguentava à me segurar em pé
— 30? — falei , pelo menos foi o eu quis dizer minha voz saiu mole e felizinha
— É. Definitivamente. Ela está bêbada — falou Mark
— Bêbada é pouco, parece mais estar drogada — falou jú
— Tá legal, vamos te levar pra casa — falou Gabriel
— Não, não quero , agora que a festa está boa — falei com minha voz mole
— Vamos pra casa sim, você querendo ou não — falou jú
— Até tu, brutos?! — perguntei chateada com ela. Poxa, eu quero me divertir
— Chatos — falei, enquanto Matt tentava me por em pé, mais uma vez agradeço por escolher sapatilhas e não saltos
— Assim não dá né Julie, me ajuda aê — falou ele. Revirei os olhos, e coloquei meus braços em volta do seu pescoço, ele por sua vez colocou seus braços em minha cintura, colando a lateral do meu corpo no céu, senti uma agitação na barriga, e um calafrio me percorreu, que droga, tentei me afastar, mas ele apertou seus braços ainda mais a minha volta trazendo — me mais para perto, se é que isso era possível , já estávamos quase nos fundindo um no outro, desisto e colo meu rosto na lateral do seu pescoço, sinto sua pele se arrepiar, e sorrio de lado, bom, não sou só eu que sinto. Um aroma me invade, isso é tão bom, não hesito antes de respirar profundamente o seu cheiro, poderia passar o resto da noite a cheira — lo. Entro no carro e sento — me no canto perto da janela, logo os outros entram e Mark o carro, cólon meu rosto no pesco do Matt que está ao meu lado, queria sentir seu cheiro
— Nossa, quantas bebidas, bebestes ?! Perguntou Ricardo, rindo com minhas ações
— Não, sei, tal vez, 3 ou 5 ou 6 ou 10- desisto de saber quantas bebi — não sei — respiro, inspirando o aroma quente e convidativo de Matt , me aconchego mais nele
— Não sabia que tinha virando, uma cama, travesseiro ou algo do tipo — falou Matt rindo
— Calado — respondo, rindo de lado — sinto a mão de Matt cuidadosamente a afastar o cabelo do meu rosto não tirando seus olhos dos meus, seus olhos azuis safiras são tão bonitos, e na noite ganham um brilho especial eles me fitão com uma intensidade desconhecida por mim, fecho os meus olhos, bloqueando seu olhar, para assim, tentar me esconder de seu olhar observador. Matt supira e move suas mãos para meu cabelos, contenho o suspiro, a sensação dos seus dedos em meu cabelo é tão boa, não sei, acho que me sinto...segura?! Movo as minhas mãos e as coloco em seu peito, sentindo o ritmo do seu coração, chego mais para perto dele, e logo sinto meus olhos pesares. Paro de lutar.
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