Nem Todos São Iguais !!
11 Capitulo 11 - Vinicius de Morais
Notas iniciais
# Matthew Narrando
Me desperto, mas minha preguiça não permite que me levante, minha cabeça doe, mas não é uma enxaqueca, ou o resultado da bebida, longe disso, e uma dorzinha sem importância, mas, que ainda sim, incomoda. Reúno as poucas força em mim existentes e me arrasto pra fora do quarto, andei pelos corredores que não demonstravam nem um sinal de um ser vivo naquele ambiente. Fui à cozinha
—Menino que susto!!! — falou amanda, levando a mão ao coração, depois de eu chegar de fininho na cozinha, falando em seu ouvido.
—Que nada amanda, você que é uma medrosa — falei, rindo leve, mas minha cabeça reclamou, levando — me a fazer uma careta — Mandinha, por acaso você não tem por aí, algum remédio que passe essa merda de dor de cabeça não? — perguntei
—Remédio? Deixa eu pensar...... Ah sim, tenho sim — falou abrindo uma gaveta do armário
—aqui ó — me passou a embalagem com algum comprimidos é tylenol, não demora muito e logo logo, sua dor de cabeça some
— Nossa amanda!!! Já pensou em fazer comerciais? Você iria fotografar bem em! — falei
—Haha, me respeita menino — amanda falou, rindo leve, dando — me uma toalhada nas costas
— Doeu!! — falei, fazendo cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança
— Matt? Se esqueceu que criei você desde pequeno!? Suas carinhas não funcionam comigo — falou ela rindo
— Droga — murmurei baixinho
Tomei meu banho, bastanteee demorado, não estava afim de ir à escola hoje, sei lá, tinha me batido a preguiça, no fundo rezava pra que quando chegasse à escola ela já estivesse fechada, tomei meu café, sempre é claro, perturbando um pouco a vida de amanda, rsrs, ela se fazia de séria, que não sentia graça, mas sabia que não fundo não se aguentava de rir de minhas piadas. Café tomado, subi as escadas, no banho aconteceu uma coisa esquisita, pensei no beijo da Julie, era tão bom, algo que não havia provando antes, me pego pensando isso e levanto as sobrancelhas pra mim mesmo, afasto esses pensamentos. Entrei em meu quarto e acreditem, eu revirei — o todo, em cima da cama, debaixo da cama, dentro do coxão, guarda — roupa, armário, no chão, no teto (vai que ELE estaria grudado lá por algum motivo), sala, cozinha, sala de estar, sala de jogos, área da piscina, dentro da piscina, quarto de hóspedes e até me aventurar no quarto do meus pais eu me aventurei, mas eu não encontrava em canto algum, ONDE ESTA MEU SKATE ???
— AMANDAAAAAA!!!!! — gritei do meu quarto
— O que foi? Aconteceu alguma coisa!?? — falava ela, recuperando o fôlego depois de correr as presas as escadas, coitada, quase me arrependi de ser tão histérico, mas isso era um caso de vida ou morte
— Aconteceu, aconteceu sim amada, aconteceu foi um Apocalipse!!! , onde diabos está meu skate? Procurei ele praticamente em toda casa, mas não o achei, onde ele está, você sabe? — perguntei calmamente
— É bem.... É que.... Sabe... — amada tentava falar, fazendo caretas nada discretas e quando isso acontecia, aí tinha treta
— Amanda, onde está meu skate, nem adianta dizer que não sabe, porque eu sei que sabe — encorajei — lá
— Tá bom..... foi seu pai, ele o pegou hoje, logo cedo, enquanto dormia , dizendo algo como respeito e aprender em ser homem, e deixar de ser um moleque — falou envergonhada
Arregalei os olhos
— MEU PAI O QUE?? — gritei exaltado, fazendo amada se encolher
— Desculpas amanda... É que ele sabe o que o skate significa pra mim, sabe que não consigo passar nem 5 hrs direto sem o ele .... — falava, enquanto sentia algo em meu sangue ferver Sabe pra onde o levou? — perguntei
— Bem.... Sei sim... Ele o levou com ele pra empresa — falou incomodada
— Ele o que? — falei, sem acredita!! Como assim ele o levou com ele??
— Matt, aonde você vai, e a escola? — perguntou amanda, quando via que saia sem meus materiais
— Na empresa, quero o skate na minha não, já! — falei, vocês devem estar pensando que estou doido por desrespeitar meu pai assim, mas quem quer ser respeitado, deve dar respeito primeiro, concordam? Bem, nisso meu pai, não é muito bom em dar, e também tem outra, aquele skate é praticamente minha vida (pode ser exagero, mas não estou nem aí ) eu o ganhei em um campeonato TriEscolar, disputando com outras escolas 6 meses atrás, lutei pra consegui — lo, e não vou deixar meu pai o estraçalha — lo como fez ao outro , sim, isso mesmo, meu pai já quebrou não só um, mais vários skates meus durante esses 17 anos e não vou deixar o meu turbo ( nome, que dei, ao meu skate) ser a próxima vítima
— Matt.... Acho melhor você não ir, seu pai estava, digamos, que com o capeta no couro, e não seria bom pro seu skate se ele se perturbasse ainda mais — alertou ela às presas
Parei pra pensar. Droga. Meu pai não recuaria em estraçalha — lo em seus próprios dedos, lentamente, progressivamente e ainda olhando em meus olhos, me torturando ainda mais, faço uma careta para essa cena. Bufo alto, e agora como ia sair já que o skate me serviu como meio de transporte , não tenho carro e andar à pé não é meu forte, e a escola ? , bem, não gosto muito da escola. Tá legal, eu ODEIO aquele lugar, mas lá é onde se concentra a maior parte das gatinhas, fui em direção ao quarto procurar meu celular ( ia ligar pra Mark vim me buscar pra ir à escola) vasculho o guarda roupa e a cama, mas nada dele
— Amanda, e meu celular ? — perguntei, temendo o pior
— Bem, ele o pegou também — respondeu. Ótimo, só estava faltando isso, pra minha vida se tornar maravilhosa E os cartões de créditos, dinheiro, Play station, e a sua conta que era vinculada com a dele — PERFEITO.... PERFEITO. Tá, agora já posso quebrar alguma coisa ??
— Aaaarh — grunhi, eu não estava acreditando nisso, só podia ser alguma peça, câmera escondida, algo do tipo. Mas não a realidade, isso não
— Matt, a escola, se ainda quiser ir tem que se apressar — alertou, AHH claro que vou a escola. Agora é questão de honra, só pra provar para o que se intula meu pai, que não iria pra porcaria de empresa nenhuma por conta de suas criancisses e pirraças, sim, porque toda esse caralho que ele fez , é pra eu poder voltar pro seus braços com o rabo entre as pernas e dizer sim, meu ó soberano pai, irei seguir seus passos e irei assumir o império que é as empresas Millers blá blá blá, deixa ele sonhando, até porque isso ainda é de graça e não cobra impostos.( por enquanto )
— Amadinha , linda do meu coração — a chamei o mais amável possível, passado por cima da raiva que estava sentindo. Droga eu precisa controlar esses meus surtos de raiva. Mas assim também fica impossível
— Iiih, já vem que tem coisa! — falou
— Tá com seu celular pra ir !? — perguntei
— Tô sim porque?
— Da pra em emprestar, pra uma ligação, preciso de veículos pra ir pra escola
— Tá, tá okay, — falou enquanto tirava — o do bolso e me entregava Quando terminar, estarei na cozinha — falou descendo as escadas, assenti
— Você é a melhor mandinha — falei Beijando sua bochecha
— Eu sei... — brincou ela. Mas que convencida — ri de leve
apressadamente digitei o número de Mark, chamou... Chamou e chamou mais um pouco, estava quase desistindo ( estava com raiva, nesse ponto) quando na 8 chamada ele o atendeu
— Porraaaaa cara, tava fazendo o que em? Batendo uma, ou estava com diarréia — falei exaltado
— Nossa, baixou o diabo em você foi, calma aí jovem
— Calma aí... — rir sem seco impossível na minha situação meu caro
— E qual é a SUA situação?
— Situação de uma pessoa que está completamente enterrado na bosta, estou ferrado cara, você não sabe da maior, não sabe o que o velho esclerosado do meu pai fez
— Iiiiih cara, já vi que é treta das grandes, o que foi em??
— Ele agora pirou de vez, só pode ter sido isso, Pegou meu skate, o meu lindo, maravilhoso e caro turbo, dinheiro, cartão de crédito, me bloqueou na conta vinculada e mais algumas coisinha mais, resumindo, se você não está entendo. Eu tô não bosta cara
— Fodêo
— É, essa expressão é a mais correta. Fodêo, tô fudido, só por causa daquela empresa do caralho, porra, é nessas horas que sinto raiva do meu irmão, ele vai curti o mundo a fora e me deixa com essa porra dessa bomba na mão — grunhi
— Nossa cara, tenho que concordar com você, o velho está ficando cada vez mais esclerosado, que merda em? Mas aí , em que posso ser útil
— Então, tô sem skate, sem dinheiro, e ir a pé a escola está fora de cogitaçao, tem como passar aqui, me levar pra escola? — perguntei.
— Claro que da né parceiro, não demoro muito e já arrisco por aí
— Nossa cara, salvou o dia hoje, valew comparsa
— Nada comparsa, é pra isso que serve os amigos, até mais comédia — brincou
— Até ó bigode — falei
# Julieta Narrando
Porque acordei cedo mesmo? Ah é, a bosta da escola, saio da cama lentamente, a cama estava taaao boa, e parece que hoje está mais quente que o habitual, isso é tão reconfortante. Droga, eu preciso me levantar. Bufo e saio de vez de cima dela
— Eeeh, lá vai a dorminhoca — falou jú já acordada, tomando café. ( ela não era normal)
— Entre no banheiro praticamente me arrastando, esperava que com a água fria despertasse de vez, odiava me parece me com um zumbi, tomei um banho frio, e rapidamente terminei, entrei em meu quarto e coloque minha roupa habitual, um short um pouco firme, mas ainda sim um pouco solto, escutei conversas na sala, coloco uma blusa lisa azul escura, um sapato de cano alto verde, soltei os cabelos e pus uma touca branca, que de certa forma destacava o ruivo dos meus cabelos, pus uma maquiagem pesada ( que novidade) azul clara misturada ao escuro, passei um perfume e retornei a sala
— Juliee na correria de ontem eu esqueci completamente de te perguntar — falou chris , pulando do sofá e vindo ao meu encontro
— Que era ? — continuei
— O Matt beija bem? Tem pegada? O que sentiu ? Ele é gostoso de beijar como aparenta ser? — fiz uma careta, me lembrar logo disso? E ainda me fazer uma perguntas dessas?
— Foi como beijar um zumbi apodrecido além de ser nojento o fazer, não tem pegada, foi como se estivesse agarrada a uma gelatina — falei fazendo a minha pior careta que conseguia
— Que horror, que maldade Julieta!! — falou chris à risadas, apenas dei de ombros, fui a geladeira e assaltei um iogurte
— Não vai comer? Tem bolo, pão, sonho, as meninas acabaram de trazer da padaria, está quentinho e também tem.....
— Não, não estou com fome — falei interrompendo jú, e é verdade não sentia fome ( no momento) o que era quase um milagre
— Tá bom — respondeu
Olhei de quanto e vi Belle me fitando de canto, sorriu leve, devolvi sorrindo torto, não queria ficar de mal dela por causa daquela pocarrontas de saltos
Do nada houve um estrondo da porta tão forte, que formou o eco do barulho no corredor, saltei com o som
—*Porraa — falou Belle ajeitando — se no sofá, olhei pra porta e vi um Matt totalmente vermelho, um Mark engraçado e um Gabriel e Ricardo às risadas
— Issoooo, volta lá e faz novamente, só um pouquinho mais forte e você consegui — ra quebra — lá — falei, rolando os olhos, ele tá pensando o que? Que aqui é a casa da mãe Joana? Ele me olha e lança — me um olhar assassino
— Uuuii, que meda! — falei imitando voz de uma bicha
— Aí amigaaa, não brinca com Fogo — falou Gabriel imitando um gay e saltando igual um veado indo pro meu lado, soltei uma gargalhada
— Ui, até que você tem jeito — falou Ricardo rindo
— Cê acha amiga?!! , aiinw que tudo!! estava até pensando em fazer testes para os cinemas — falou Gabriel com a mesma anterior, ri leve
— Palhaço — falei rindo, olhei de lado e o Matt estava conversando nervoso com Mark gesticulando com as mãos, ele até mesmo nervoso e vermelho de raiva ficava lindo (que? Que lindo o que!? Ficava lindo nada)
— Não sei se vocês sabem! Mas temos aula daqui a alguns minutos — falou Belle, bufei, tinha que lembrar disso?
Chegamos a escola em um fio pra fechar. Sorte de gato nos temos, cada um se dirigiu a sua respectiva sala, ficando eu, Mark, Matt bem, o clima destaca tenso ( por lado de Matt claro, eu estava de boa) tinha algo a ver com o nervosismo e raiva que vi ele hoje mais cedo, ignore esse fato, nem sei porque estava me importando com isso. Entrei na sala e tive que segurar o riso, o rosto de polly estava literalmente uma bagaça, rosto inchado e alguns roxos em baixo dos olhos e ao redor das bochechas, e seu nariz parecia estar quebrado, visto que estava com curativo e uma visão um pouco aterrorizante. Nessa hora tive ORGULHO de mim mesma, quando me viu senti ela tensa, provavelmente com medo, não queria saber, mantendo um distância razoável de mim. TUDO CERTO.
Logo Marié ( a professora de filosofia) adentrava a sala
— Bom pessoal! Silêncioo — pedia Marié , mas os alunos não pareciam se importar — Gente silêncio — continuava mas só era ignorada CARAMBA DA PRA FAZER SILENCIO!??? — gritou fazendo todo mundo congelar a voz — Assim está melhor — falou em uma voz calma
— Recebi os trabalhos e tenho que admitir. Me impressionaram bastante pela sinceramente.
— Bom, vamos a aula de hoje, estava lendo alguns poemas de um mais renomados poetas da literatura brasileira e me interessei bastante por uma passagem e queria compartilha — las com vocês e queria DOIS intermediários, alguém se apresenta ? — pergunta, olho em volta e todos estão olhando ao redor procurando alguem corajoso o suficiente para se voluntariar, bem,......... parece que Ninguém é corajoso o bastante
— Pois bem, ninguém se disponibiliza, eu os escolho — me encolho ainda mais na cadeira com essa declaração, isso sempre da merda. Fecho os olhos enquanto peço encarecidamente EU NÃO EU NÃO PORFAVOR, EU NÃO
— Julieta Torres, gostaria de nos fazer o favor? — Droga. Levanto — me e vou a frente da turma ignorando os olhares pra mim direcionados
— Vamos ver quem vai te acompanhar nessa jornada — falou ela batendo levemente minhas costas enquanto procurava mais um carneiro pra ir ao batedouro Matthew Miller, por favor — Ótimo, que beleza não? ( só que não), ele pareceu não se abalar e ficou ao lado (oposto ao meu do lado) da professora
— Bem — falava ela revirando sua bolsa Aqui está — falou com UM livro na mão, ela me deu o livro aberto na tal passagem, que estava sublinhado com um marcador amarelo — esverdeado
— Vamos Matt se aproxime mais, tenho certeza de que Julie não morde — falou fazendo a turma soltar risadinhas, me controlei pra não revirar os olhos, Matt chegou lentamente perto de mim ( perto de mais pro meu gosto)
¯ Podem começar, Julie — olhei o livro e comecei a lê — lo, melhor acabar logo com isso
— SONETO DE FIDELIDADE– comecei hesitante, olhei em direção da professora que me mandou um decreto incentivo com a cabeça, continuei
— De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento
Matt colocou seu rosto ainda mais perto do livro, consequentemente ficando ainda mais perto do meu rosto ( se é que é possível) segurei — me para não recuar
— Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento– continuou com a voz rouca, porém suave
Engoli em seco
— E assim quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama– continuei, tentando não não ligar para os batimentos fortes do meu coração, sei lá o que estava acontecido ( devia ser o nervosismo por conta de todos esses olhares)
— Eu possa me dizer do amor que tive Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure — falou, engolindo em seco no final
Soneto de Fidelidade – Vinicius de Moraes– terminei ignorando o silêncio e olhos estreitos da turma
— Okay..... — ela pareceu atônita com alguma coisa Bela interpretação
— Matt e Julie!!!! — falou chegando perto de nós, fazendo Matt se distanciar de meu corpo ( o que eu agradeço) devolvo o livro
— Bem, já podem sentar — se vocês, — falou, volto rapidamente ( não muito) pro meu lugar, sento — me, e a professora pergunta quem entende o que o autor quis dizer com as palavras, e depois explicou, eu não estava presentando muita atenção, ( nem que eu quisesse) minha mente não se calava nem um mísero segundo sequer, suspiro e olho de canto e vejo Matt me observando, o encaro de volta mas como sempre corto a troca de olhares, os desviando
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