Nem Todos São Iguais !!
7 Capítulo 7 - Baixando a Guarda
Notas iniciais
# Julieta Narrando
Passei a noite sem dormir pensando no que aquela vaca falou , não bastou um ano de inferno que ela me causou não? Eu juro por tudo que é mais sagrado que se aquela franga depenada falar disso de novo eu arranco todos os dentes existente daquela boca suja dela, mas também né, quem manda eu ser idiota, manipulável? Eu era tão ingênua que hoje olho pra traz e tenho pena de mim mesma, eu fui muito submissa, uma idiota "apaixonada" se é que o que eu sentia por ELE podia se chamar assim, de qualquer outra coisa boa ou um meio termo disso, bufo com esse pensamento e dou uma olhada na varanda que tem no meu quarto o que me proporciona uma vista perfeita do mar, as ondas estão calmas, balançam em um ritmo constante e monótono, fico um tempo apreciando as ondas quando vejo que o céu antes escuro, agora já começa a clarear um pouco ( visto que ainda continuava nublado) o que significa que terá aula em breve, porque os finais de semana passam tão rápidos e os dias de semana são praticamente uma tortura infinita? Isso deveria ser ilegal, sério, e eu ainda nem fiz o trabalho do psicopata do professor de ciências, com muito custo me levanto da cama ( por mim passava os restos dos meus anos deitada nela ) e vou no banheiro pra minha higiene matinal, entro no chuveiro e logo sou recebida por um jato de água quente sobre minhas costas, fecho os olhos e aprecio a refrescância que isso proporciona, depois de alguns minutos saio do banho e vou ao meu quarto, coloco uma blusa folgada branca com uma blusa de frio xadrez por cima, visto meu jeans, arrumo o cabelo e coloco minha touca da banda BVB, Que consiste na cor preta com o símbolo e letra da banda, passei perfume e sai do quarto nem me dei o trabalho de colocar maquiagem estava sem paciência hoje
A jú ainda não estava acordada, OPA, ora da vingança, abro um sorriso malicioso com esse pensamento, vou até a geladeira pego uma garrafa de água gelada levo até o quarto da jú e entro sorrateiramente, bem que dizem que a vingança é um prato que se come frio . Paro de lado da cama e jogo a água nela, salto um pouco pelo susto que o grito me causou mas logo caio na gargalhada
—Julie — fala ela irritada, levantando — se dá cama
—Que ? Quem aqui se faz , aqui paga minha querida- falo em meio às risadas, já falei né? Quando começo a rir de alguma coisa, é praticamente um milagre me fazer parar
—Para de rir Julie, isso não faz graça — fala andando em minha direção
—Não consigo, a sua cara foi Hilária deveria fazer isso mais vezes
—Bem, se você não vai parar de rir por nada, vou lhe dar um motivo então — falou se aproximando, oh — oh, deu merda, isso está me cheirando a cócegas e eu ódio cócegas
—Nem pense nisso — falo e saio em disparada pra fora do quarto de jú as gargalhadas, passo pela sala e abro a porta, dou de cara com uma pessoa, bem não me importa quem é , me livrando das cócegas tudo é válido, me escondo atrás da pessoa a usando como um escudo
—Julie, não adianta fugir — falou, enquanto eu usava o corpo como um escudo, movimentando de um lado pra o outro
—Calma jú, foi só água, e além do mais eu só dei o meu troco — falo, tentando negociar
—Isso é injusto — falou fazendo bico, e ficou com uma cara pensativa provavelmente pensando como chegar até mim, pra me torturar com as cócegas, ela ergue o olhar pra pessoa que eu estou agarrada, como um bicho preguiça se gruda na mãe, logo jú se recompõe e sorri maldosamente, fiquei boiando nessa parte Eai Julie, o Matt tem mesmo os músicos fortes ou só são camisas de enchimento — falou jú rindo cínica, perai, ela disse Matt? olho pra minhas mãos, e vejo que estou com os braços cruzado em torno dele, arregalo os olhos, como meu braço veio parar aí ? O que ele está fazendo aqui? não estou vendo Mark em canto nenhum. Retiro a minha mão rapidamente de onde estava, esbarrando levemente nos bicipes dele, sinto as minhas bochechas queimarem, é , os músculos dele não são de enchimentos, são bastante firmes e... O que? O que deu não minha cabeça, eu tô precisando de tratamento urgente, e o pior de tudo nem é isso, o infeliz ousar rir, e da minha cara ainda por cima
—Olha, bem que desconfiava que você tinha uma queda por mim, mas a ponto de me agarrar? O negócio deve está sério — falou dado um sorriso torto, mostrando as covinhas, pronto, o coitadinho pirou de vez
—Que? Eu? Afim de você? Faça — me o favor Isso só pode ser o poder da cocaína fazendo efeito — falei
—Não foi o que pareceu quando me espremeu daquele jeito — falou se divertindo ainda mais com minhas bochechas rosadas, que sacanagem é essa de corar? Tá bom, não tô gostando nada disso, e a jú em vez de ajudar a prima dela aqui. Fica dando esses risinhos irritantes..... ela me paga, lanço — lhe um olhar assassino fazendo — a rir ainda mais, isso vai ter troco....
—Vai sonhando enquanto ainda é de graça — falo e passo esbarrando em seu ombro de propósito, me reencostando na parede ao lado de jú, Matt me encara e aos poucos forma um sorriso malicioso, reviro os olhos. Que idiota
—Onde está o Mark ? — pergunta jú
—Sei lá, ele disse que ia buscar umas pessoas — responde Matt confuso, como assim buscar algumas pessoas? Que pessoas?
—Acho melhor ele voltar logo, se ele me fizer perder o primeiro horário, eu o mato — falou jú impaciente, ela odeia se atrasar, ainda mais pra escola, pois é, Como alguém em sã consciência gosta de estudar?
—Bato o pé impaciente ( não por querer estudar, mas o Matt tá me olhando de um jeito esquisito, e isso da medo de certa forma, também com esse rosto que ele tem é difícil alguém não se assustar) sempre fui assim desde pequena, quando estou ansiosa encomodada ou apreensiva com alguma coisa, faço isso, o que deixa jú irritada as vezes
—Aí, quer parar? — falou jú, roendo as unhas
—Não — falo cínica e abro um sorriso sem mostrar os dentes
—Vaca — murmura ela me fazendo soltar um risadinha baixa
Olho de lado e Matt nos encara sorrindo, sorrindo de que? Tem alguma palhaça aqui por acaso? Acho que não em, bufo e desvio a minha atenção para o elevador, que se abre revelando Mark e mais duas meninas sorridentes, o rosto me parece familiar , mas ninguém me vêem a mente, até que semi cerro os olho e vejo mais de perto, bem, se não fossem as paredes acho que estaria no chão uma hora dessas
—Ah meu Deus — corro que nem uma criancinha e me jogo nos braços das duas garotas, Christal e Annabelle, somos amigas desde crianças, quer dizer, desde em que estávamos no ventre de nossas mães já que elas eram e ainda são amigas de vários séculos, passávamos tardes e mais tardes, Anabellle, Christal, eu, Renata, Mark, Jú brincando de pega-pega, pique — esconde, pintores , parece besta pra algumas pessoas, mas pra mim foram os anos mais felizes da minha vida, onde quando caímos e começávamos a berrar nossas mães viam correndo nos socorrer, nos aninhavam em seus braços quentes e calorosos e cuidavam das suas feridas, dando leves e carinhosos beijinhos e no passe de mágica, as dores instantaneamente se acabavam e as lágrimas eram engolidas pelos cafunes, abraços e um Vai ficar tudo bem, não foi nada , mas os que os pais não te ensinam e que quando crescemos esse tão milagroso beijinho mágico não curam essas feridas da alma, as cicatrizes no coração, não cura esse aperto no peito a cada respiração dada, não fazem desaparecer esses sentimentos obscuros e cruéis, essa sensação que cada batida do seu coração é tão desnecessária quanto um pedaço de bosta no meio da calçada. Passo os meus braços ao redor de cristal a apertando forte, e mesmo sem ver tenho quase certeza de que o nó dos meus dedos estão ainda mais pálidos de tanta força que estou colocando, mas não me importo, dores físicas não me incomodam , não mais, me separo do abraço e a fito
—Vocês são umas uma cadela mesmo em? Nem pra me ligarem? — falo abraçando Anabellle (irmã de christal, sendo uma versão mais normal do que a irmã)
—Olha quem fala, a vaca que sumiu por 8 meses — falou chris, forço um sorriso, foi nessa época em que eu me aprofundei ainda mais na bosta, nem chris nem a belle não sabem do que aconteceu com ELE, nessa época estavam fazendo o intercâmbio no Canadá, mas a morte da minha irmã sim, não tão profundamente como jú e Mark, elas até queriam largar o intercâmbio no meio pra vir pro interro dela, mas eu insistir pra que ficasse se Renata pudesse falar mesmo estando morta ela também desejaria isso.
¯ Problemas técnicos — falo
—E você em Mark nem pra nós avisar pra ir pegar elas também no aeroporto — falo jú, visivelmente inquieta
—E estragar toda a surpresa? Não seria assim tão divertido, você mesmo Julie deveria ter visto seu rosto quando elas apareceram, estava parecendo que viu um fantasma — Mark falo, rindo de mim ( grande novidade)
ia responder esse comentário, mas o filhote de hiena praticamente me lançou contra a parede, nossa esse moleque está pedindo mais um dos meus chutes nos países baixos.
A que devo tanta honra — falou o débil-mental Beijando a mão de Chris ( coitado) ela puxou a mão rapidamente, fazendo — o beijar o ar
—Está falando com a puta que te pariu — falou chris fazendo Matt arregalar os olhos, ri baixinho, por isso que gosto dela , ela fala as coisas na lata, a personalidade dela e bastante parecida com a minha, deve ser por isso que vivíamos coladas quando ela estava aqui no Brasil
—Nossa Julie, já que vi que já trataram de fazer um clone teu — falou mark se afastando um pouco de chris
—Impossível filhote de girafa, eu sou única-falo e forço um sorriso sem mostrar os dentes
—Gente a conversa está muito boa, tudo uma maravilha, mas não sei se vocês perceberam mas agente tem que que ir pra escola — falou jú.
—Você é mesmo uma estraga prazer em Juliana — falo irritada, só ela mesmo pra lembrar de escola uma hora dessas
Ela apenas dá de ombros
—E você não mudou nada — falou chris
Pegamos a chave, e formos pro carro a Chris e a belle ficaram, tinha que organizar o apê delas, que por coincidência (ou não) fica no mesmo prédio que o da jú e o meu, Mark liga o carro, entramos e ele deu a partida
Jú olha as horas e fica com uma expressão seria
—Droga s, só vamos entrar no 2 horário — falou jú cruzando os braços
pego o meu mp3 do bolso e coloco Sleeping With Sirens — If I'm James Dean You're Andrey Hepburn acústico, coloco mas alta altura em que meu fine suporta (o que não é pouco) , fecho os olhos e cantarolo a música baixinha sentindo os meu pensamentos se desligarem de tudo, das pessoas, problemas, sentimentos, dor, só eu e música, dentre muitas músicas da banda essa é a minha favorita, não sou muito boa no inglês, mas já ouvi tanto essa música que sei a letra dela de cor. Devo ter me empolgado um pouco, porque quando abro os olhos a jú e o boneco do chuck estão me encarando e Mark está sorrindo. Que vergonha, essa é a hora em que enfio a minha cabeça no buraco
—O que foi ? — pergunto, incomodada, não gosto quando as pessoas passam muito tempo me olhando
—Você canta bem — falou Matt com um sorriso sincero me deixando surpresa, abri a boca pra falar, mas ele me interrompeu
—Ei, caso você não saiba, isso foi um elogio — falou levantando as mãos em um sinal de rendição, o fitei por um momento, e até que ele não era feio assim, sua pele tinha uma cor branca, quer dizer, o cara conseguia ser mais branco do que eu ( e olha que isso não é fácil de se conseguir) seu rosto tinha a linha da mandíbula alinhada, formando um belo contraste, e de quebra tinha seus olhos olhos azuis escuros, intensos e frios que me encaravam de volta, não sei porque mas senti uma vontade imensa de me esconder do seu olhar sobre mim , desviei o olhar, encostei a cabeça na janela e observei as pequenas gotas de chuva que escorriam dela
# Matthew Narrando
—Eu odeio chegar na segunda aula — falou jú emburrada ( e tudo isso por chegar atrasada na escola, Ninguém merece)
—Agora aquela vaca da inspetora vai ficar falando bosta pro meu lado.... — ela continua falando, quando para de repente e aí que escuto um cantarolar de música, com uma voz doce, mas ao mesmo tempo firme e que expressa uma emoção contagiante, olho pro lado e vejo que é Julie que canta, ora, quem diria que a caminhoneira cantava tão bem, quando chega ao refrão da música ela canta um pouco mais alto, e bem, se eu não a conhecesse diria que era uma cantora profissional, a música chega ao fim, Julie abre os olhos e se depara com nossos olhares
—O que foi? — pergunta incomodada
—Você canta bem — falo surpreendendo ela é até mesmo a mim, dou um sorriso tímido
Ela abre a boca, provavelmente pra jogar mais pedras mas a detenho
—Caso você não saiba, isso foi um elogio — falo fazendo sinal de rendição com as não, ela relaxa um pouco, e me fita, devolvo o olhar e detecto alguma coisa em seus olhos, mas antes de descobrir ela desvia o olhar e encosta a cabeça na janela, fico a olhando por um tempo, não demora muito e logo chegamos a escola
Bem, como a jú previu, chegamos atrasados e estamos aqui esperando a segunda aula, depois é claro de levar vários sermões da monitoria mal comida, ó mulher miserável, o que custava deixar agente passar direto pra sala. Eu em, me levanto do banco ao lado de Mark e sento ao lado de Julie
—Olha, hoje eu não tô com gás pra discutir não — falou ela, ainda de cabeça baixa
—Que bom, porque... Eu também não — respondo, a fazendo levantar o olhar
—O que você quer ?
—Nada, só cansei de brigar com você, só isso , é cansativo, sabe? — falo o mais sincero que posso, e é verdade, cansei de brigar o tempo todo, quero um pouco se sossego pelo menos quando estou com os meus amigos, já basta as brigas constantes de lá de casa, não sei como as paredes ainda não foram a baixo, com tantos gritos e peças quebradas.....
Ela me olha por um momento, antes de responder
—Bem, eu vou tentar me controlar, SE você não for um idiota — falou, intensificando o Se
—Trato feito então — falo estendendo a mão, ela olha em dúvida, mas logo depois pega e a aperta, suas mãos são tão pequenas
que praticamente some dentro da minha, não sei porque mais...... Gostei disso, da sensação que isso me trouxe....
# Julieta Narrando
Chego na sala e logo ocupo o meu lugar, a professora de filosofia ainda não chegou, o que facilita as coisas pra mim, coloco minha bolsa na cadeira olho de lado e a vaca seca da polly me lança um olhar assassino, Apenas abro um sorriso sem mostras os dentes e lhe dou o dedo do meio, deixando — a vermelha de raiva. Que otária
—Essa menina é sem noção mesmo não? — fala Mark olhando feio pra polly, desde o episódio da loja de lanches do cinema que ele anda um pouco agressivo com a polly, ele ficou , digamos... PUTO quando ela mencionou o meu passado, e eu não o culpo afinal eu fiquei mais puta do que ele com isso.
—Totalmente — falo me ajeitando na cadeira Mark porque não me chamou pra ir buscá-las? — falo me referindo a Chris e a belle
Ah, se eu contasse não ia ser mais surpresa
—É verdade, Mark?
—Sim?
—Obrigada, obrigada por ser meu amigo, acima de tudo — falo, dando um pequeno sorriso tímido
–Disponha — fala, dando um sorriso Alegre
Logo a professora chega, dando ordem na sala, que por sinal estava uma zona, ela ocupa seu lugar
—Bem gente, hoje faremos um exercício um pouco diferente, eu quero que vocês se formem em dupla, mas não é qualquer dupla não, bem, todos nós temos alguém que não vamos com o cara dela não é verdade ? Então, se juntem com elas e discutam o porque do motivo de vocês se... Digamos se odiarem , depois façam um relatório de como foi a trocar idéias com essa pessoa tá okay? E vamos logo agilizando que é pra hoje beleza! — falou isso e vieram várias reclamações da turma, mas não adiantou em nada, bufo e deito a minha cabeça sobre os meus braços, sinto alguem arrastando uma cadeira e logo depois sentar — se ao meu lado. Que ótimo
—Todos já estão em seus lugares, então, só sobrou agente, e bem, estou curioso do porque você me odiar tanto de início — Levanto à cabeça e vejo que é Matt, ótimo sabia que o acordo de paz, iria trazer ainda mais confusão e aliás pra que eu aceitei mesmo, nem eu sei ..., olho a sala e vejo que o Mark está com a polly. É. Isso ainda vai dar merda
Respiro fundo e me ajeito na cadeira, se não tem outra forma mesmo né, fazer o que
—Bem, eu não te odeie, eu ...
—Não? Nem quem quero ver se me odiasse então — falou me interrompendo, lanço um olhar pra ele, que fica quieto istaneamente
—Continuando... Eu não te odiei, você só apareceu na hora errada, e também.... Você se parece muito com uma pessoa que não deveria se parecer — falo, e logo depois ele faz um careta de confusão
—Tá legal, deixa ver se eu entendi, eu me pareço com uma pessoa, que eu não deveria parecer? — pergunta e eu aceno em confirmação com a cabeça E eu suponho que você não gosta muito dessa pessoa não é??
—É, supôs direitinho — falo tranquilamente — e também eu não me dou muito bem, com pessoas que me apelidam, tipo, tirar sarro da minha altura — falo o olhando, ele dá um sorriso torto mostrando as covinhas, e isso de algum modo, causa um efeito estranho em mim, caralho o que está acontecendo comigo, foco o meu olhar em seu pescoço
—Bem, quanto a isso não posso fazer, é mais forte do que eu — falou se referindo a zombar da minha altura
—Também você mais parece um poste — falo um pouco emburrada. Eu odeio ser pequena
Tá legal, parei, vamos deixar esse negócio de altura pra lá — falou e pegou o caderno, fazendo as anotações que a professora falou
—Pela primeira vez em 4 semanas, você usou um pedaço desse seu cérebro.
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