Nem Todos São Iguais !!
5 Capítulo 5 - Descontração
Notas iniciais
# Julieta Narrando
Senti o lençol sendo puxado de mim, e logo o frio bateu, ao longe eu podia ouvir um som de água batendo, devia está chovendo, ebba eu amava a chuva e tudo o que tinha a ver com água sempre me fascinava, algo me balança, mas que droga nem a porra de um sono se podia ter em paz, provavelmente a jú estava me enchendo o saco de novo... Fique entediada só com o pensamento Grunhi. Mas a jú continuou a me cotucar e escutei uma risada abafada — Aí jú sai fora o que foi? caiu da cama ? — perguntei sonolenta sem abrir os olhos
— Que, que foi Julie tá me estranhando — De duas uma ou eu fui abduzida por E.T e estava sendo drogada ou a Julie trocou de voz com Mark
— Mark? — pergunto confusa
— Nãaaaaao, o aladim — respondeu sarcástico — Claro que sou eu né Julie, quem mais teria essa voz linda e sex que nem a minha
— Haha Mark, não me faça rir uma horas dessas — falei ainda de olhos fechados
— Bora, criança está na hora da escola — falou Mark com uma voz engraçada
— Tá bom o mamãe, tô indo — falei brava, que ódio, o sono estava tão bom, eu odeio escola, estava ainda um pouco tonta pelo sono e bati em alguma parede
— Droga — murmurei e o Mark riu baixinho —Mark? — o chamei
— O que? — perguntou
— Porque você é tão chato, o que te custaria me deixar dormir um pouquinho mais em? — perguntei indignada eu odiava estudar, e de manhã então, perdia toda a expectativa de vida, tá legal, tô sendo dramática mas eu sou tão apegada a cama que aposto que em outra vida eu só poderia ter sido um colchão de alguma cama box
— Ah, Julie para de manha e vai tomar banho que ainda falta o café e se você não for logo, iremos atrasar e nem queira ver como a Inspetora fica quando isso acontece
— É, já tive o infeliz prazer de ver a besta fera Solta — peguei minha toalha e sai do quarto, Ricardo, Gabriel, Matt e Mark estavam na sala no maior entusiasmo , dei meia voltar de volta pro quarto e peguei minha roupa nem fodendo que eu ia ficar só de toalha na frente desse bando de urubus , (já basta o que eu passei na minha outra escola, não estou a fim de repetir a dose) passei pro banheiro os ignorando a jú estava colocando a café da manhã na mesa revirei os olhos, que ótimo, isso aqui estava virando uma pensão, tomei um banho rápido, e vesti minha roupa no banheiro mesmo, sai dele e fui direto pro quarto penteei o meu cabelo não ligando muito de como eles ficaram, hoje eu não estava com muita paciência pra isso, fiz uma maquiagem só que não muito caprichada mas ainda sim forte, calçei o meu all star, passe perfume e fui me juntar aquela barulheira, que estava tão grande que os vizinhos estava achando que estava rolando uma feira — livre aqui em cima Me juntei a eles com uma cara não muito boa
— Bom dia — falou Ricardo, com o sorriso debochado
— Só se for para enforca idiotas como você — falei de mau humor, se você não quer ver o diabo na sua frente não faça brincadeira comigo na manhã Quando Ricardo abriu a boca pra se armar Mark o interrompe
— Vixi, Já vi que essa pentelha já levantou com as metralhadoras armadas — falou Matt mais uma vez se entrometendo onde não é chamado, ouvi jú dizer e mesmo sem olha — lá sabia que estaria rolando os olhos " E lá vamos nós, mais uma vez "- ela falou
— É, e com sorte descarrego todas as balas na sua boca — falo olhando o garoto furiosamente Ele ri sem graça e me fita sem nenhum pudor
— Até parece que eu tenho medo de você, não tenho medo de formigas — falou debochando do meu tamanho
— Pelo menos eu não ando por aí, com um pescoço de girafa para enfeitar a garganta — esse menino já estava me tirando do sério Depois de alguns minutos, Ricardo intercedeu o que me surpreendeu um pouco, já que ele não era muito de se explodir com as cotoveladas entre eu e o Mark
— Já chega caralho, parecem que são duas crianças, você não podem ficar quietos nem por uma porra de um minuto não? — falou meio bravo — olhei bravo para ele furiosamente , que me olhava com uma expressão neutra mais que expressava irritação, queria mandar ele se fuder ou coisa parecida, mas no momento estava um pouco fraca pra me exaltar mas do que devia já que Matt já tinha torrando minha paciência com esses minutos de estresse, e estava sentindo um fome incrivelmente veroz crescendo dentro de mim e isso fiquei calada e comecei o meu café da manhã, precisava repor as munições, depois eu cuidava das mutilações Formos todos no carro, por incrível que pareça cabeu todo mundo lá, eu já estava bem melhor e já senti o meu humor voltar aos poucos, as patatas entre eu e o Matt estavam ainda mais afiadas, o pequeno surto que Ricardo deu mais cedo não serviu de nada , Matt estava ficava roxo , o que me fazia querer irrita — lo ainda mais quem sabe assim ele explodiria e dava um sumiço da minha frente, agora olhando ele um pouco mais ele não se parecia tanto assim com ELE talvez o cabelo contesse o mesmo modelo de corte, mas as cores eram totalmente opostas, e o ar de indiferença, mas fora isso mas nada, é,quando achei que no primeiro dia de aula tivesse visto ELE, devia ser a minha cabeça tendo alucinações mas isso não impede de que ele continue sendo um imbecil As semana foram se passando quase que em câmera lenta, já estava em menos de cinco dias naquela escola e já não aguentava mais aquele professores irritantes do caralho, mas não generalizo todos, não gosto muito da matéria mas as questões que a professora de filosofia abordava eram bem interessante e as aulas dela me ajudava a não criar uma bomba núclear e explodir aquela escola. Me aproximei um pouco mais do grupo dos skatistas e consequente o grupo de Matt e Mark, não éramos amigos, longe disso, éramos mais como conhecidos eram bastante legais e muito retardados, (não eram cheios de frescuras de mauricinhos que eu achava que fossem) mas até que gostava desse lado deles, A polly sempre estava a jogar piadinhas pra cima de mim a cerca do vídeo e toda vez me segurava pra não voar em cima dela e lhe fazer enterrar a cabeça no lençol freático da Terra, se ela continuar eu não repondo pelo meus atos, não conto pra ninguém mais esse assunto ainda me assombra e me machuca, achei que havia superado isso, pelo menos isso, mas estava muito enganada, apesar de eu não demonstra mais do que irritação quando ela faz esses joguinhos, a Jú e o Mark sabe que isso ainda me machuca, A galinha seca da polly e Matt pelo que percebi estava se “pegando“ não sei bem o que definia aquela troca de salivas na sala, pelo o que parece ele não “comeu“ ela (porque conheço o tipo do Matt o negócio dele é comer a garota e a jogar fora, bem como o Mark, ( não me meto nos assuntos dele, mas ele sabe que eu não gosto desse lado dele,.... O de iludir, eu já sofri isso sei o que é passar por isso, mas não irei impedir ele de fazê — lo se isso o satisfaz, ou não, não me diz respeito ) o que me faz estranhar a polly não ter aberto as penas ainda, ela normalmente fazia isso no primeiro encontro quando estudava em são Paulo. E para acabar de vez com o meu pequeno vidro de paciência o cretino do professor de ciências já passou um trabalho sobre um tal de cromossómos a turma não gostou e choramingou, mas ele tava pouco se fodendo dava pra ver pela cara de maníaco que ele tinha, parecia que tinha prazer em ver os alunos sofrendo, quando dei por mim era sábado, e aproveitei ele muito bem... Isso mesmo se pensaram na cama, acertaram em cheio, passei a manhã toda na cama, dormi até que enjoe, acordei e me revirava na cama, por fim me levantei e fui ao banheiro fazer minha higiene pessoal, sai de lá e a jú estava vendo TV, me juntei a ela no sofá
— Até que enfim a bela adormecida acordou — zombou jú —
— Me levantei por causa do tédio — falei, o que fez a jú rir
— Nossa Julie, esse seu sono é anormal, já pensou em procurar um médico Fiz cara de pensativa
— É, sabe que Isso até passou por minha cabeça? — falei e eu e jú começamos a rir Ficamos assistindo um programa qualquer de TV e conversarmos um pouco, a conversa estava bastante animada, falamos do grupo das galinha e consequentemente da polly já que ela se infriutou lá , falávamos da roupas ultra mega rosa que usavam , da falta de bom senso, da burrices (o que eram a melhor parte) como elas conseguiam ser tão burras? , fala sério até um esquilo tem mais cérebro que o grupo todos Delas reunidas, estávamos imitando o jeito que elas ficam quando viam um garoto ( ou seja com o cu piscando pra "dar") ríamos que nem umas retardadas quando Mark adentra o apartamento e fica paralisado com a cena, depois não aguenta é começa a rir, diria até que estaria com mal de parkinson no sistema nervoso o que fez eu e a jú rir ainda mais.... Nossa.... agente era muito escrotos
#Matthew Narrando
Estava no ralf, faz tempo que não venho aqui e eu preciso me controlar e o único jeito que achei pra resolver isso agora é vindo aqui. eu não aguento mais o meu pai enchendo o saco com a empresa querendo me obrigar a ir fazer um estágio, minha mãe brigando e tendo preconceitos com meus amigos, querendo controlar a minha vida ela não entende que não posso ser um boneco que ela controla com cordinhas dizendo o que posso fazer o que não posso fazer, nem em uma merda de um sábado eu não posso viver em paz sem ter alguém azucrinando na minha cabeça, e para enfeitar a cerveja do bolo a anã da Julieta fica infernizando a minha vida qual que é a dela? Essa menina é muito frescurenta, qualquer pessoa a soltar piadas ela vem com quatro pedras na mão, tentam falar com ela e ela se faz de indiferente, certo que ela se aproximou mais do nosso grupo, mas sinto que ela ainda se sente indiferente enquanto a isso, sei lá é como se ela estivesse com a gente mas tivesse distante ao mesmo tempo, quase como receio de se aproximar de mais, bem, isso não é dá minha conta nem sei porque tô pensando nisso agora desço da pista do ralf e me sento em um banco que tem por perto, pego a minha bolsa e tomo um gole d'água, estou cheio de problemas, eu é quem não quero arrumar mais, estou saindo com polly, só estou com ela ainda porque não conseguir o que eu quero, pensava que seria mas fácil, mas em breve irei conseguir.....
# Julieta Narrando
— Vocês não prestam — falou Mark em meio às risadas
— Não me lembro de dizer que eu prestava — Falei
— Tá bom, chega, se não vou ter uma Hipoclosemia de tanto rir — falou Mark se recompondo
— Então meninas, Eu estava pensando vocês não querem ir pro cinema não ?
— Seria uma boa — falou jú, recuperada da sessão de risos
— Pra mim tudo bem, agente estava cansada de mofar aqui dentro mesmo Mark sorriu
— Beleza então, vou chamar os caras, se arrumem, que eu vou fazer o mesmo, mas vê se não passam um século pra isso ouvirão ?
— Eu nem demoro tanto assim — reclamou jú
— Não, imagina, você só passa metade do dia pra se arrumar — falou Mark brincando Jú pegou a almofada do sofá e jogo nele, mas ele desviou e saiu pro seu apartamento
— Puto — falou jú de bico Ri baixinho, mas Mark tem razão jú demora muito se arrumando, nem eu sou assim.
— Vai, Jú deixa de birra, e vai tomar banho, a hora tá passando — falei empurrando a jú pro banheiro Nada melhor de que um bom cineminha pra acabar com o tédio, vai se bom sair , quem sabe assim, eu me distraio um pouco e esqueço de vez o que ELE fez comigo, toda a dor e arrependimento que me fez passar. Esquecer o que ELE fez, mas não esquecer o que EU fiz, não dá pra esquecer,apagar ou mudar o que aconteceu, posso fugir até pra Marte, mas isso sempre irá me atormentar. apesar de a Jú e o Mark dizer que a culpa não foi minha, eu sei que foi, foi minha culpa, totalmente minha culpa, eu sinto essa dor todo dia, é como se um peça essencial pra mim estive faltando, estivesse perdida, os pesadelos que tenho durante as noites servem pra me lembrar do quanto eu fui insensível, idiota, babaca, irresponsável, egocêntrica, e eu me odeio todas as horas e minutos do dia por isso... Se arrependimento matasse, os meus ossos já estariam em decomposição.
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