Nem Todos São Iguais !!
17 Capítulo 17 - Missão Resgate
Notas iniciais
# Matthew Narrando
Sabe quando você sente a necessidade de proteger alguém?! quando você sente que é seu dever cuidar dessa pessoa, quando você percebe que ela não está bem só pelo olhar, que mesmo ela alegando que está tudo bem, mesmo ela sendo fria com as pessoas à sua volta, mesmo ela fazendo brincadeiras e sorrindo todo tempo, você percebe que tem algo errado, tem algo.... Faltando!! Bem... É o meu caso. Já faz uma semana desde que formos à festa do Diego, eu particularmente não queria ir. Vê o rosto do desgraçado do diego me dá ânsia de vômito, mas o Mark, Ricardo e o Gabriel me convenceram que era mais fácil proteger as meninas com a gente estando lá, para olhar tudo de perto, e confesso que deu certo, bem... Pelo menos dessa vez, e a Julie, tenho que confessar que na festa ela estava mais doida do que eu quando bebo, e ela estava agindo de forma estranha e o mais estranho ainda, foi que eu gostei disso, gostei quando ela procurou equilíbrio se agarrando em mim, quando ela colou seu rosto no meu pescoço, quando ela tocou minhas covinhas ( claro que outras garotas já fizeram isso, mas com a Julie, foi diferente, eu queria que ela continuasse) e eu gostei mais ainda quando ela se aconchegou em mim e dormiu nos meus braços no carro, eu não sei o porque de ter gostado disso, da sensação de ter ela perto de mim, de ter seu cheiro próximo ao meu olfato, e não sei o que passou pela minha cabeça quando eu a puxei para mais perto, isso só me parecia... O certo, como se fosse algo natural, e ver — lá dormir, era fascinante, ver seu rosto tranquilo, e sereno, e sua respiração constantemente calma, ela agiu naturalmente durante esses dias, o que foi bom, não queria que ficasse um clima estranho, e que as brigas voltassem, mas a Julie se distanciou um pouco de mim e isso realmente me deixou mal. Não quero que ela se afaste de mim, e todas as vezes que eu procurava um contato visual ela o quebrava (como sempre) eu percebo o que ela faz, não só comigo, mas com os outros também, Jú e Mark são muito apegados a ela e ela também é à eles, da pra perceber pelas conversas e piadas que só eles entendem, mas eu vejo que quando alguém se preocupa ou está preocupado com ela, ela diz está tudo bem, mas quando fazem contado visual ela os desvia e eu sei o que ela tenta fazer. Ela faz isso para se esconder, para esconder o que realmente sente, pra não preocupar ninguém, não sei como ou o porque de eu perceber todas essa coisas, mas eu percebo.... E não gosto nada do que vejo.
* * *
Estávamos em mais uma aula fadiga de biologia, sabe... Até que o professor se esforçava, tentando explicar aos alunos a fórmula das coisas, mas não dava certo, estava dando pra ver pela cara de animação deles e bem. A minha não estava diferente, me mexi um pouco mais na cadeira, me sentindo desconfortável por estar na mesma posição por longo tempo, desvio olhar do quadro e olho a Julie ela está de cabeça entre seus braços, pego uma folha do caderno silenciosamente para não chamar a atenção do professor. E escrevo
“— Seu animo esta me contagiando.,”
Coloquei mais pra lhe provocar um pouco, joguei o papel que acertou em cheio seu ombro, ela agarrou o papel rapidamente, antes que esse chegasse ao chão, abriu- o. Logo que leu virou-se para trás e assim que percebeu meu sorriso culpado, revirou lentamente seus olhos. Ri baixinho. Ela escreveu e mandou o papel de volta
“— E você, não tem nada melhor pra fazer do que ficar me enchendo o saco não?!”
Que legal , já começamos com a patada do dia
—“Não, digamos que te encher o saco, é o meu passa tempo preferido” — devolvi, com um sorriso no rosto
“—Sinto muito te dizer, mas você tem que procurar outra pessoa pra brincar, hoje o mato não está pra rolinha ( N/A: é um pássaro) não -”
respondeu com um sorriso cínico no rosto. Ela me chamou de rolinha . Repito... Ela. Me. Chamou. De. Um. Caralho . De. Uma. ROLINHA
***
# Julieta Narrando
Depois de praticamente ser amassada na fila do almoço, conseguir comprar o meu tão sonhado sanduíche, me sentei perto dos outros, e me colei minha costas no troco da árvore, dei uma mordida, saboreando o sabor
— Então, Julie, a gente estava falando em ter uma social lá em casa, o que acha?! — perguntou jú. Social... Hum não me parece ser uma boa idéia
— É.. Eu nã — Tentei falar
— Tudo combinado então — interrompeu chris levantando — se vou avisar a galera — falou correndo em direção ao pátio. Fiz uma carreta e voltei a comer o sanduíche
— Quando é que vai ser essa social — perguntei com desgostos. Não gostava de muita gente perto de mim, imagina em minha casa. No meu espaço que uso para ficar só. Para pensar
— Depois de amanhã — falou Belle revirando os olhos — isso tá em cima da hora, temos que ver a decoração, os petiscos as... — falou ela preocupa sendo interrompida por Ricardo
— Pelo amor de deus, esses loucos só pensa em bebidas, pra que ligar pra decoração e petiscos quando se tem bebidas, tendo bebidas a social vai bombar, relaxa garota — falou Ricardo irritado. Franzi a sobrancelha. Eu em, que mal humor
— Nisso eu concordo contigo Ricardo, esses pangaréis, só pensa em bebidas e mulheres — falou ele malisioso
— Eu discordo em uma coisa : eles se importam mais com mulheres. Podem ter certeza — falou Mark, no mesmo tom malisioso que gabe usou me fazendo revira os olhos. O que MS dez perceber : o Matt tá tão calado, me cheguei junto dele e o catuquei com o dedo, fazendo — o me olhar
— O gato comeu tua língua, ou teu bafo tá tão grande que não podes falar agora?! — perguntei, brincando.. Ele não me respondeu e simplesmente revirou os olhos e voltou a me ignorar
— Matt, sabe... Eu não gosto quando as pessoas me ignoram — falei
— Ah é ?, eu realmente sinto muito por isso — falou em um tom de gozo
— Não me diga rolinha — falei o provocando, pelo o que eu percebi ele não gosta que o chame assim
— Ah não. Para — falou ele
— O que? TE chamar de rolinha?! — perguntei, fazendo ele olhar pra mim
— Mas te chamar de rolinha é tão legal — continuei
— e até te chamar de rolinha é bonitinho — falei fazendo ele me mandar um olhar de morte, ri interiormente
— Se bem que eu poderia te chamar de rolin... — ia terminar a frase mais ele tampou minha boca com suas mãos
— Já chega de me chamar disso — falou a mão na minha boca, protestei, mas minhas palavras saiam abafadas, tentei chamo — lo de rolinha mesmo com sua mão me impedindo, mas só saiam grunhidos
— Da para tirar essa mão de mim?! — tentei perguntar
—O que? não estou te entendendo, fala mais alto Julie — falou ele com um sorriso cínico nos lábios.
— Tira a mão da minha boca — falei mais alto, mas só se conseguia ouvir grunhidos... Altos
— Assim não dá Julie, não consigo te compreender, o que você quer me falar?! — falou ele sorrindo ainda mais. Que idiota. Dei-lhe um sorriso cínico, mesmo que ele não pudesse ver, por causa da sua mão em frente à minha boca. E mordi com toda a minha vontade a sua mão, fazendo -o me largar e soltar um grunhido de dor, chamando atenção
— O que isso Matt, estava batendo uma aqui foi? Para soltar esse gemido?! — perguntou Ricardo rindo
— Cala a boca Ricardo, sabe.... Você não precisa ser desnecessário o tempo todo — falou Matt
— U. u ele ficou revoltado — falou Ricardo fazendo todo mundo rir e Matt me mandou um olhar, que se ele tivesse facas nos olhos, acho que eu não estaria mais viva
— Tá tudo combinado gente, falei com alguns dos pessoais e eles irão repassar o recado — falou chris correndo em nossa direção e literalmente se jogou na grama
— Menina cuidado — falou Mark
— Relax Mark, relax — falou ela batendo de leve no ombro de Mark
— É mesmo necessário isso?! — perguntei me referindo à social
— Julie, entenda uma coisa: claro que é necessário, aliás, todas as festas são necessárias — falou Chris me fazemos revirar os olhos. Já prevejo. Eu não vou ter mais sucesso nessa social, eu até curto um pouco de festa mas não compartilho todo esse amor que Chris tem por festas, e isso é uma das poucas coisas que me irritam nela. Ela é doida por festas
— Vem quantas pessoas mais ou menos?! — pergunto com medo da resposta
— Umas 30 — falou Relaxa vão ser poucas, só os íntimos, você vai gostar — falou ela, respirei aliviada, talvez não seja tão mal assim
— Sim cara, e o seu skate, conseguir ter — lo de volta?! — perguntou Gabriel
— Queria eu — falou Matt suspirando
— Mais é incompetente mesmo viu — falei
—Ah é sua engraçadinha, faz melhor — falo ele
— Porque não!? , é bom que assim você pode aprende com a mamãe aqui — falei, fazendo todos olhar para mim
***
— Tá legal, Mark fica aqui com o carro caso tiver algum imprevisto, se ocorrer tudo bem, lógico que também pode vazar assim que nos ver sair — falei
— Julie você está assistindo muito filme — falou Gabriel
— Calado — Falei e Matt você tem que distrair os empregados lá — me virei pra ele— Tem certeza que seu pai não está na imprensa agora né?! — perguntei com receio
— Sim .. Ele sempre está em reunião no centro à essas horas — falou
— Cool, então vamos logo antes que ele chegue — falei saindo do carro
— Quando coloquei os pés fora do carro peguei meu skate e o escondi dentro da bolsa, e Matt me puxou pra perto, me deparei olhando pra ele com as sobrancelhas arqueadas
— Vem pra perto, assim você não vai precisar explicar o porquê de estar aqui para os seguranças — falou ele, me aproximei novamente, um pouco hesitante
— Eu não mordo — falou ele me puxando pra perto e segurando meu braço. Ótimo
Entramos no prédio da empresa, ganhei um olhar atravessado do segurança, mas que relaxou quando o Matt acenou pra ele e percebeu-se que eu estava com Matt
Entramos no local e ganhamos vários olhares das mulheres todos direcionados pra Matt, Santo Cristo essas mulheres são casadas. Reviro os olhos
— Aline, o meu pai está?!-perguntou Matt à uma garota, seus cabelos eram Loiros, e possuía olhos castanhos. Tenho que admitir ela era linda
—Não senhor, ele está em reunião — falou ela
— Aline você sabe que não gosto que me chamem assim — falou ele aborrecido
— Tudo bem senh.... Matt, é o costume — falou ela, se atrapalhando um pouco
— Entendo — falou Matt balançando a cabeça
— Não queria ser abusada nem nada, mais quem é essa daí?! — perguntou ela acenando em minha direção. Ela me chamou de essa daí respiro fundo para não partir para a ignorância
—Minha namorada — respondeu ele me puxando mais pra perto e colocando a mão na minha cintura, ignorei a merda da eletricidade que toda vez sentia, quando ele me tocava bonita não é?! — falou ele. O QUE?!
— É sim, bastante bonita — falou, quando ela baixou a cabeça pra pegar alguns papéis eu aproveitei pra dar um beliscão em Matt vendo ele arregalar os olhos e depois passar a mão pelo local. Assim ele aprende a me comunicar as coisas antes, sai de fininho e mandei um olhar cúmplice ao Matt, iria começar a caça ao tesouro
***
Procurei em praticamente em todas os quatros cantos desse prédio, até no banheiro eu e na sala do pai do Matt eu já fui, mas não o encontrei. Parei de andar e fiz uma pequena massagem na minha cabeça. É isso, o Matt me disse que o pai dele tinha desprezo pelo skate, e que já tinha quebrado vários outros é isso, pode parecer loucura, mas não custa tentar, tinha que passar pelo lado onda estava Matt, me acachei o máximo que consegui e fui andando de lado feito um siri sem fazer barulho, não queria ser pega, quando estava quase chegando, fiz sem querer um pequeno barulho chamado a atenção da tal da Alice, fechei os olhos com força, merda. Quando os abri Matt estava a frente dela, tentando chamar sua atenção para ela, suspirei aliviada e parti a toda carreira pro andar de limpeza, cheguei lá as pressas e abri a primeira porta que me apareceu era um pequeno quartinho com várias coisas de limpezas, vasculhei tudo, estava quase desistindo quando acho um saco preto com um formato estranho escondido no atrás de várias caixas, pego com cuidado pra não fazer barulho. E quando abro... Bingo, sorria feito uma idiota para o skate quando sou atrapalhada por uma voz grossa
.
— Eiw garota o que você está fazendo aqui?! — falou. Fudêo, me virei devagar, engolindo em seco, ele vestia um traje de empresário. Mas o que ele estaria fazendo aqui!??
— É... — dei uma risada gaiza — eu já estava de saída — falei escondendo o skate atrás de mim e andando de lado pra ele não o ver, mais não foi o suficiente
— O que você tanto esconde aí — perguntou ele se aproximando
— Nada — apressei — me em dizer, ele agarrou meus pulsos e viu o skate, vi seus olhos se arregalando
— Mais eu não acredito... — nunca saberei o que ele não acreditava, eu que não ia ficar pra descobrir, sai em disparada na carreira, ganhando vários olhares curioso, desta vez ultilizei a escada para chegar aonde queria, enquanto descia depressa as escada tentava tirar o meu skate da bolsa, cheguei onde Matt estava, ele me olhou com olhos arregalados
— Corre — falei, e Matt rapidamente entendeu ele puxou meus braços, me arrumando com ele enquanto corria ainda ouvi a tal Alice pergunta o que se passava mas não parei para lhe responder. Finalmente conseguir tirar o skate da bolsa enquanto corria, entreguei o skate de Matt fazendo esse se chocar contra seu peito, minha respiração estava acelerada e tinha adrenalina passado pela minhas veias. Sentia falta dessa adrenalina. Abrimos a porta da saída e explodidos com o skate em pés, sentindo o vento no rosto remamos o mais rápido que conseguimos, arrisquei olhar pra trás e vi o homem que me apanhou na boca na botija e outros 2 dos seguranças da entrada atrás de nós
— Julie, você não presta. Menina tu sóis minha heroína — gritou Chris com a cabeça fora do carro, enquanto Mark passava por nós .... Atingimos a pista, bem, se o cara não pegou a gente antes, não vai ser agora que vai conseguir
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