Notas iniciais
Demorou, mas chegou....
Tem surpresas nesse cap...
Uma coisa que vocês já estavam esperando que acontecesse...
Já tava mais que na hora, né?

POV. CHRIS (Brooklin – 1984)

Eu nunca fui supersticioso e nunca acreditei em sorte. Eu acreditava em azar; e como não acreditar? Eu me ferrava várias vezes – mesmo com a ajuda da Lizzy – então não tinha como não acreditar. Mas como todo mundo tem uma onda de sorte pelo menos uma vez na vida, por mais azarado que eu fosse, eu também tive a minha ondinha. E foi por causa de um par de meias. Nem minhas as meias eram; eram do meu pai. Foi algo mais ou menos assim...

A Lizzy ia visitar a Cibele no dia seguinte, então eu me preparei psicologicamente pros três dias de maior tédio, azar e saudade do mês. Todo mês era isso, mas eu não me acostumava a ter ela longe. Tinha a impressão que nunca ia me acostumar. Fazia uma semana desde o dia de Ação de Graças e eu não parava de pensar no que tinha acontecido naquela noite. Eu sentia como se ela tivesse ficado mais importante pra mim do que antes ou algo do tipo. Talvez por isso a saudade esteja maior dessa vez. Como eu não consegui disfarçar, ela notou minha cara de emburrado.

“O que foi, Chris?” A gente tava no quarto dela; eu esperando pra me despedir enquanto ela terminava de arrumar a mochila. Fiz uma careta.

“Você sabe o que é.”

“Vai sentir falta da guarda-costas?” Dessa vez a brincadeira dela não funcionou. Andei até a parede oposta ao lugar que ela estava e me encostei.

“Vou sentir falta de você.” Ela parou de ajeitar a mochila e me encarou, franzindo a testa.

“O que você tem? Normalmente não é assim.” Suspirei, frustrado.

“Nada. Esquece. Você não liga.” Ela revirou os olhos e veio na minha direção.

“É claro que eu ligo. Ei,” sua mão acariciou meu rosto e eu me senti melhor, “vai passar logo. São só três dias.” Levantei os olhos e vi que ela tinha um by Browse to Save\">sorriso de desculpas no rosto. Não resisti; puxei ela pela cintura e a abracei. Ela retribuiu o abraço, me apertando e eu a abracei mais forte, escondendo meu rosto no seu cabelo. Senti seu cheiro e sorri; eu adorava aquilo. Não sabia identificar de que era o cheiro, mas eu adorava. Ela suspirou no meu ouvido e eu senti um calor se espalhar por mim. Beijei seu pescoço e me afastei um pouco para poder olhá-la. Ela me encarava e tinha o rosto corado.

“Não demora a voltar.” Ela assentiu, me deu um beijo no rosto e voltou a arrumar a mochila.

Pensei que nesses dias sem ela, o Caruzo e o azar iam transformar minha pobre existência num inferno, mas... minha meia decidiu rasgar.

“Mãe, me arranja um par de meias?”

“Jullius, empresta um par seu pra ele.”

Eu esperava um par normal, mas meu pai me veio com um par de meias vermelho com amarelo. Era tão ‘cheguei’ que doía na vista.

“Toma cuidado com essas meias, moleque. São minhas meias da sorte.” Ah tá. Sorte pra ele, azar pra mim. Olha a cor desse by Browse to Save\">negócio! Eu vou ser muito zoado.

Mas como não tinha jeito, peguei logo, antes que ele mudasse de ideia. Desci e esperei a Lizzy na calçada. Ela ainda ia pra aula hoje porque o pai dela tinha que resolver um problema na empresa antes da viagem. Então ele ia buscar ela depois da aula.

“Oi. Demorei?” Neguei.

“Não muito.”

“Ainda tá chateado?” Dei de ombros. Eu tinha decidido não parecer um desesperado.

“São só três dias.” Ela assentiu e riu.

“Ainda bem que tá melhor.” De repente ela estancou.

“O que foi?” Parei e olhei pra ela. Seus olhos estavam fixos nos meus pés. Do nada ela começou a rir.

“Que meias são essas, Chris?” Rolei os olhos e ri junto com ela.

“As minhas rasgaram e o pai me emprestou as dele.”

“Seu pai calça isso?”

“Aham. São as meias da sorte. Ele tava com elas quando conheceu a minha mãe.” Ela recomeçou a andar e eu a segui.

“Você sabe o que vai acontecer quando o Caruzo te vir com isso, né?” Suspirei.

“Zoação eterna. Acho que até o Greg vai tirar uma com a minha cara.” Ela riu.

“No ônibus eu dou um jeito.”

Pegamos o ônibus – que, por sorte, tava vago – e sentamos. Levei um susto quando ela, que tava sentada do meu lado, puxou minha perna esquerda pro seu colo e pegou uma tesoura pequena de dentro da mochila.

“O que você vai fazer?” Por mais que estivesse de bom humor, a Lizzy com uma tesoura na mão ainda é algo que precisa de séria atenção.

“Vou ajeitar isso.” Ela segurou a barra da minha calça e começou a desfazer a costura.

“Lizzy, minha mãe vai me matar!”

“Vai não. E você, fica quieto! Ou eu vou acabar te furando.” Fiquei quieto e deixei ela trabalhar. Quando a gente trocou de ônibus, ela começou a perna direita. “Guarda a calça até eu voltar que eu refaço a costura.”

“O que mais você sabe fazer que eu ainda não soube?” Ela riu alto.

“Acho que só mais uma coisa.”

“O quê?” Ela corou um pouco.

“Eu toco violão e canto.” Uau!

“Sério? Queria ouvir!” Ela fez cara de pânico.

“Nunca! É uma das poucas coisas que você me pede que eu não vou fazer.” Fiz cara de cachorro sem dono.

“Por favor?”

“Ah, não. Não faz essa cara...” Ela fechou os olhos pra não ver.

“Lizzy... por favor...” Ela abriu um olho de cada vez e me encarou por alguns segundos; depois bufou, desistindo.

“Ok, mas só depois que eu voltar.” Sorri.

“Ok.”

A manhã correu até normal demais. O Caruzo não chegou perto porque a Lizzy tava lá, mas eu vi ele fazendo um gesto de ‘te pego amanhã’ pra mim. Ninguém me zoou, ninguém viu as meias ridículas – nem o Greg. Resumindo: tive sorte.

Na hora da saída, o pai e a mãe da Lizzy esperavam ela no carro.

“Tenho que ir.” Fiz uma careta.

“Eu sei.” O pai dela buzinou pra chamar a nossa atenção.

“Chris, quer uma carona pra casa?” A mãe dela tentou falar, mas ele olhou pra ela e ela se calou. Uau! Não é que ele tá botando moral agora? Mas, na boa, essa mulher não gosta de mim mesmo!

“Sério?”

“Claro. O caminho é por lá mesmo.” Eu sabia que não era, mas ele tava tentando ser legal, então...

“Obrigada, Sr. Jackson.” A Lizzy tinha um sorriso enorme e me puxou pro banco traseiro do carro.

Eu queria ter conversado mais com ela, mas não deu. Tinha coisas que eu queria falar, mas não falei. Os pais dela... Não tive coragem. Eles me deixaram em casa e eu fiquei na calçada, olhando o carro até ele dobrar a esquina, depois entrei.

Cheguei cedo no colégio no dia seguinte. Se era pro inferno começar, que fosse logo! Mas, para a minha surpresa, reinava uma paz incomum. Achei estranho e fiquei observando. Quando o Greg chegou, perguntei pra ele.

“Greg, o que tá acontecendo? Tá tudo quieto. Nem vi o Caruzo.”

“Ele faltou. Parece que tá resfriado.” Não acreditei na minha sorte. Sem a Lizzy, ele normalmente me escorraçava, mesmo com a trégua.

“É sério?”

“É. Tá de cama que nem se levanta.” Beleza!

De repente lembrei das meias. Será que esse negócio funciona mesmo? Depois eu ia checar essa história.

“Greg, você acredita em coisas que dão sorte?” O intervalo tinha começado e a gente tava indo pra cantina.

“Eu não. É uma questão matemática, Chris. Se chama estatística. Mas porque a pergunta?” Acabei contando pra ele das meias e quando ele viu, desatou a rir. Tive que ameaçar pra ele parar.

Naquele momento uma garota passou pela gente, me cumprimentou com um aceno e sorriu.

“Oi, Chris.” Era muito bonita. O Greg me olhou com cara de idiota.

“Desde quando ela fala com você?” Dei de ombros. “Mas ela acenou pra você... e sorriu... e sorriu com vontade, diga-se de passagem.” Ri muito da cara dele.

“To nem aí pra você e pra sua matemática, Greg. Essas meias funcionam.” Ele desfez a cara de idiota e riu.

“E como funcionam...” Ele olhou pra mesa onde a menina estava. “Será que você tem chance?” Ah tá.

“São meias da sorte, Greg; não são milagrosas não.”

No final da aula, a Srta. Morello disse que ia ter prova de História em dois dias. Como eu tava com as meias e minha maré de sorte tava ótima, resolvi não estudar. O Greg ficou chocado.

“É sério?” Dei de ombros.

“É.” Ele me imitou e deixou pra lá.

“Você é que sabe. Ei, a Lizzy vai perder a prova?”

“Vou fazer uma ligação rápida pra avisar ela. Não vou poder conversar muito ou a mãe surta.” Ele fez cara de ‘eu te entendo’.

Os dois dias seguintes foram quase perfeitos: não fiz praticamente nada em casa, o Jerome não me roubou e ninguém me encheu o saco no colégio. Mas por quê quase perfeito? Por que faltava ela. Eu tinha conseguido falar com ela na tarde seguinte, mas foram só dois minutos e com minha mãe em cima, me monitorando. Não tive nem a chance de dizer que sentia a falta dela. Ela disse que ia dar um jeito de fazer a prova depois.

O que piorava a saudade é que ela parecia que não ligava. Podia ser paranoia da minha cabeça perturbada, mas eu achava que ela tava diferente comigo. Alguma coisa tinha mudado desde a Ação de Graças. Se eu soubesse que ia ficar assim, não teria feito aquilo. Mas o que exatamente eu fiz de errado? Ela sorriu pra mim depois, então não pode ter sido horrível. Sacudi a cabeça tentando afastar qualquer pensamento do gênero. É paranoia! Só isso!

Pensando nisso, subi pro meu quarto. Acabei percebendo que minha sorte tinha me deixado quando vi que as meias não estavam mais junto com o meu tênis.

“Mãe! Você pegou minha meia?”

“Claro. Aquela coisa tava empestando a casa inteira, então eu tirei de lá.” Beleza. Agora eu me ferrei legal! A prova é amanhã e não dá pra começar a estudar igual a um condenado agora.

Saí de casa e fui me sentar na calçada. Não tinha quase ninguém do lado de fora; tava quase na hora do jantar. Fiquei lá nem sei por quanto tempo quando ouvi alguém me chamar.

“Tá fazendo o que aqui fora, Chris? Cadê sua mãe?” Respondi sem levantar a cabeça.

“Ela tá lá dentro e eu saí porque precisava pensar.” Pelo canto do olho vi ele sentar do meu lado.

“Qual é o problema? Saudade de alguém?” Sorri pelo comentário.

“Também.”

“E o que mais?”

“Perdi sua meia da sorte, amanhã eu tenho prova de História e não estudei.” Olhei pra ele. “Pai, eu preciso daquela meia.” Ele suspirou, cansado e eu pensei que por mais que aquela meia pudesse dar sorte, ela não tinha funcionado bem pro meu pai. Ele trabalhava demais...

“Olha, Chris, você não deve colocar sua confiança em um par de meias. Aquela meia não dá sorte. Se desse eu ganharia na loteca. Você nunca foi supersticioso, então faça a sua própria sorte e que ela não seja fixa em um objeto. Faça sua sorte com suas atitudes. Oportunidade, preparação e apoio é tudo o que você precisa pra isso. Não precisa daquela meia.” Ele deu um tapinha nas minhas costas e levantou. “Entra logo. Sua mãe já deve estar pondo a mesa.”

Depois que ele entrou fiquei pensando no que o meu velho tinha dito. Eu não queria ficar pra sempre acorrentado e dependente de um par de meias. Eu tinha que me virar sozinho. Pensei na prova do dia seguinte e fiz uma careta. Enfrentar o resultado da minha escolha não ia ser fácil.

Por mais que meu pai tenha dito que a meia não dava sorte, foi difícil acreditar quando tudo voltou a ser como antes no dia seguinte. Meu azar voltou como se tivesse saudade. Na sala de aula, a Srta. Morello tava com uma vontade tão grande de provar que eu tava certo que me pediu pra ser o primeiro a fazer a prova.

“Como assim o primeiro?” Não é prova escrita?

“Hoje faremos algo diferente: uma prova oral.” Fiz cara de pânico e o Greg me cutucou.

“Por que o desespero?”

“Não estudei e perdi a meia da sorte.”

“Cara, você dançou.” Não. Se eu dançasse tiraria uma nota maior. Ou não...

“Podemos começar com você, Chris?” Ah, que lindo. O tom dela é tão meigo que dá até a falsa impressão de que eu tenho escolha. “Você fala tão bem, eu gostaria que fosse o primeiro.” Vamos ver se ela gosta quando eu começar a gaguejar bem.

Levantei e fui lá pra frente.

“Qual é o tema?”

“Vultos históricos que venceram apesar de tudo.” Ok. Quanto mais rápido começar, mais rápido termina.

No final das contas eu fiquei com uma nota boa. Tudo o que precisei fazer foi ouvir o meu pai. Apesar de toda essa história da meia, eu entendi que sorte é uma questão de sorte e que eu não posso passar a vida toda esperando a minha chegar.

Quando terminei de falar e todo mundo me aplaudiu – foi uma sensação ótima... – passei os olhos pela sala e eles pararam no vidro da porta. Sorri involuntariamente... Era ela.

POV. LIZZY

Eu precisava passar um tempo longe dele. Era uma necessidade. Por quê? Porque sim! Eu sempre tinha gostado de ficar perto dele e, com o nosso tempo de amizade, é claro que a proximidade ia crescer, mas eu não pensei que fosse tanto. Isso parece o quê? Medo? Pois é exatamente isso. Desde o dia de Ação de Graças eu tinha ficado pensativa. Algumas vezes ele percebia e me perguntava o que era, mas eu desconversava. A verdade é que nem eu sabia direito o que era... Ou sabia e tava negando... Negar é tão mais fácil... Você se faz de idiota e nem percebe... Seria uma benção... Mas a maldição é que eu não sou assim. Eu não consigo me render à ignorância; eu preciso saber! E foi nesse ‘querendo saber o que eu tava sentindo por ele’ que, três dias depois do feriado, eu descobri. Foi linda... a minha cara de chocada. No momento que eu descobri, percebi que já sabia daquilo há muito tempo. Explicava tudo o que vinha acontecendo: a saudade, os sorrisos idiotas, os carinhos, a importância dele pra mim, o ciúme que eu sempre sufocava e não demonstrava... Tão simples e ao mesmo tempo tão complicado. O que é? Ok, eu digo. Meu nome é Lizzy Rodrigues e eu estou apaixonada pelo meu melhor amigo.

Por isso eu fiquei diferente com ele, por isso eu to me afastando aos poucos. Se eu pudesse eu ficava na Cibele até esse negócio desaparecer. Mas eu sei que não vai... Eu gosto muito dele... E doeu... Na verdade, tá doendo... Dói saber que ele gosta de outra pessoa. Eu chorei... ele nunca vai saber, mas eu chorei. No final das contas, acho que é uma estrada sem volta. Não vou parar de gostar dele só porque meu cérebro diz que seria melhor, mais fácil. Não vale a pena desistir de uma amizade assim só por saber que vai doer quando eu vir ele babando por ela ou por qualquer outra garota. Notei que uma lágrima descia pelo meu rosto e logo a enxuguei. Tentei disfarçar olhando pela janela do banco do passageiro e depois olhei pro meu pai no banco do motorista. Ainda bem que ele não viu. Seria ‘O’ drama ter que explicar pro meu pai aquela lágrima.

Era cedo. O pai tinha deixado a mãe em casa, ia me deixar no colégio e ir direto pro trabalho. Tava bem perto e eu senti um frio na barriga. Tentei mentir pra mim dizendo que era por causa da prova, mas meu coração me chamou de hipócrita. Eu abaixei a cabeça e aceitei o insulto merecido.

“Pronto, Lizzy. Boa prova.” Forcei um sorriso.

“Obrigada, pai.” Eu ia descer, mas ele me segurou pelo cotovelo.

“O que você tem? Ficou triste e calada a viagem inteira.” Pega de surpresa, falei a primeira desculpa decente que me veio na cabeça.

“Não é nada, pai. Coisas de mulher.” Ele me olhou estranho, mas logo entendeu minha ênfase na última frase. Ele me soltou, ficando um pouco sem graça.

“Ah, desculpa, então. Bom dia.”

“Bom dia, pai.” Ele foi embora e eu entrei.

Enquanto andava até a sala tentei esvaziar minha cabeça de qualquer pensamento. Eu precisava parecer eu mesma quando entrasse naquela sala. Cheguei na porta e ia abrir quando ouço a voz dele vir de dentro. Olhei pelo vidro da porta e ele tava lá na frente da sala.

“... e eu não acredito mais em sorte. Acredito que é você mesmo que faz a sua sorte com preparação, aproveitando as oportunidades e com o apoio das pessoas que se importam com você. Eu não estudei pra essa prova...” A cara de pau continua a mesma... “... mas apesar de não ter a preparação, eu aproveitei a oportunidade e tive o apoio de alguém.”

Depois disso a sala inteira ficou de pé e aplaudiu ele. Ele sorriu, mas não foi o sorriso que eu estava acostumada. Foi menos... ele. Só então eu percebi que todas as vezes que eu tinha visto ele sorrir de verdade eram pra mim. Um sorriso de felicidade ou mesmo um sorriso de apoio; sempre eram pra mim. Naquele momento ele olhou ao redor da sala e me viu. O sorriso que ele me deu acabou com todas as dúvidas e inseguranças que vinham me perseguindo durante a semana. Era aquele o sorriso que eu adorava; o sorriso que ele dava só pra mim. Eu queria correr pra ele e abraçá-lo, mas me contive. Não era a hora nem o lugar. Respirei fundo, tomei coragem e entrei.

Ele veio direto falar comigo. Quando ia dizer ‘oi’ ele olhou pra trás, checando se alguém tava olhando. A Srta. Morello conversava com um aluno num canto da sala, então, pra minha surpresa, ele me puxou pro corredor. Tava vazio então a gente podia conversar em paz.

“Oi.” O sorriso dele aumentou.

“Oi. Pensei que fosse chegar mais tarde.” Resolvi brincar pra quebrar a minha tensão.

“Decepcionado?”

“Nunca!” Sorri. Antes que eu pudesse pensar em outra coisa pra dizer, ele me abraçou. Foi meio ansioso, mas eu gostei. Mostrava que ele tinha sentido tanta saudade quanto eu, ou até mais, mas eu rejeitei esse pensamento. Ele afundou o rosto no meu cabelo e suspirou. “Como eu senti sua falta, Lizzy...” Retribui o abraço, morta de felicidade, e ouvi ele rir. Logo ele beijou meu pescoço e eu me arrepiei da cabeça aos pés, me deixando ficar naquele abraço. Queria dizer tudo o que eu sentia, mas tinha medo de assustar ele ou parecer desesperada, então deixei pra lá.

“Uau! Você sentiu mesmo a minha falta.” Ele riu meio sem graça.

“Muita. Eu tenho tanta coisa pra te contar...”

“A gente tem a tarde inteira pra isso.” Ele assentiu, sorrindo, e a gente entrou na sala.

...

Notas finais
Reviews, gente, por favor....
E aí? O que acharam? ^^