Nem Sonhando! O Que Fazemos Na Fairy Tail?!?!
2 Olá, sou de outra dimensão!
Notas iniciais
Mereço comentários?
Foi apenas eu chegar à fonte da gritaria que pensei mais de duas vezes antes de sair correndo e me jogar contra uma parede pra saber se não estava sonhando ou até tendo uma alucinação.
Uma coisa é você imaginar que tudo é possível, outra coisa é você VER que tudo é possível! Eu nunca acreditei na minha vida inteira que eu, um dia NORMAL, estaria vendo a verdadeira Fairy Tail, em carne e osso, na minha frente. Só pra constatar no que veio a minha mente naquele momento:
1º — Eu estou sonhando ou 'to delirando!
2º — Estou vendo muito anime pra isso acontecer.
3º — Que merda está acontecendo?
4º — Será que morri e estou no Paraíso?
5º — Uma coisa é certa: Fairy Tail é um anime!
6º — Porque isso está acontecendo comigo?!
7º — Será que fui sequestrada e estou sofrendo alucinações por alguma droga? Não pode ser. Não há motivo pra isso acontecer.
8º — Mas eu ‘to vendo os personagens em carne e osso, certo?!
9º — Será que eu saí do mundo que conheço? Tipo, estou em uma dimensão paralela?
10º — Não é possível!... ISSO TUDO É IMPOSSÍVEL!!!
Balancei minha cabeça como se isso fosse me acordar ou me levar embora dali. Como assim? Eu estava vivendo com os personagens de Fairy Tail, um dos animes que está virando febre pelo mundo; e eu adorando. Nada estava se encaixando e eu não acreditava que isso podia piorar. Meu maior medo era saber se eles podiam me ver. Seria bom se eu estivesse como um fantasma.
Porém pra minha surpresa, sim, eles podiam.
– Hum? Quem é você? — a voz infantil me fez estremecer e ao virar o rosto para saber quem me perguntara, só enxerguei o rosto de um gato azul estranho bem à frente da minha cara.
– AHHHH!!!!
Com toda a força que pude reunir no momento, soquei o pobre Happy e me afastei o quanto pude. Com meu grito, tudo que acontecia no enorme misto de cômodos, tendo como nova atração minha própria pessoa. Se já era perturbador vê-los, imagine seus olhos voltados pra você. Eu não sabia mais o que fazer. Eu, com certeza, entraria em algum estado de choque mais cedo ou mais tarde se já não estava, já que nunca desmaiei na vida. Teria que enfrentar os olhares de todos de alguma forma, aumentando meu desespero eminente.
– Oe! Isso doeu! — Happy protestou com lágrimas nos olhos e fiquei com remorso do que fizera.
– Desculpa. Eu realmente não queria te machucar. — respondi sem pensar e foi ai que notei uma coisa muito perturbadora: Eu estava falando em japonês e entendia também. — Como isso é possível?!
– Ei, quem é você? — Natsu perguntou com raiva e fiquei com medo, afinal eu sou uma pessoa normal e ele é um Dragon Slayer! Eu não tinha nenhuma chance. — Por que bateu no Happy?!
– E-eu... B-bem... É-é... Sinto muito!!! — lágrimas passaram a escorrer pelo meu rosto e foi quando percebi que estava tremendo violentamente. Sentei-me apoiada a parede a encarar a todos de modo acho que assustador pelas expressões destes.
– Natsu, você a está assustando! — Lucy o repreendeu, mas não pareceu muito efetivo. Até resolveu estralar os dedos, causando-me ainda mais terror.
– O que temos aqui? — ao sentir algo encostando meu ombro, mais que depressa me afastei com desespero em meu olhar. Reparando na pessoa que tentara se aproximar de mim, vi que era Makarov, o mestre daquela grande guilda.
– Ma... Makarov....
– Hum... Parece que me conhece. É uma moradora de Magnolia? — neguei nervosamente com a cabeça e mantive-me encolhida onde estava. — Não fique assim. Não vamos machucá-la. — mesmo assim, eu ainda mantive minha postura defensiva. — Mirajane, traga algo pra acalmá-la. Ela não está em boas condições.
Fiquei a observar a jovem de longos cabelos albinos a assentir com a cabeça e entrar no estabelecimento dado ao bar. Ao perdê-la de vista, fechei meus olhos e me concentrei a manter a calma. Era óbvio que não conseguiria esta façanha, mas não podia estar naquele estado justo num momento como aquele. Cochichos eram altamente ouvidos e isto aumentou meu desconforto. Encolhi-me ainda mais e fiquei a desejar meu despertar daquele sonho maluco, se fosse um.
– Aqui está... — notando a presença muito perto de Mirajane, não me contive em afastar-me um pouco e isto pareceu entristecê-la. — Desculpa. — ela colocou o copo que trazia consigo no chão e recuou calmamente. — Isso vai acalmá-la.
Timidamente tomei o recipiente em mãos e ao sentir o cheiro doce da bebida já me senti melhor. O gosto era bom também e com o tempo, pude voltar ao meu normal, ou quase lá. Não tomava com presa, contudo eu fazia de tudo para fazê-lo de modo mais lento possível. A presença e a atenção em mim não era algo que eu realmente gostava. Suspirei calmamente e me levantei de onde havia me sentado, sentindo-me bem mais tranquila.
– De-desculpem-me... Obrigada pelo chá. — eu estendi o braço com o copo e Mirajane o pegou com muita calma para não me assustar. Posso dizer que a agradeci mentalmente por sua atitude.
– Pois bem. — Makarov me observou como se eu fosse algum tipo de experimento maluco. — Você disse que não é de Magnolia, não?
– Ela tem um cheiro estranho... — Natsu se aproximou rapidamente e isto me surpreendeu. Ele farejava meu a redor como um cão e mesmo conhecendo este jeito peculiar dele pelos episódios não o deixei ficar perto de mim por muito tempo, saindo de sua presença perigosamente próxima.
– Por favor, não faça isso. — pedi. — Isto é constrangedor.
– "Constrangedor"? — ele não entendeu o que eu quis dizer e eu suspirei nervosamente.
– Eu só posso garantir que não sou uma inimiga, sim?... Na verdade, eu não sei do porque estou aqui. Vocês não existem! Ou não eram pra existir. Eu não sei mais nada...
– Como assim não existimos? – não esperava que Laxus estivesse no salão e sua pergunta raivosa viera acompanhada por visíveis raios dourados. Se era com a intenção de me amedrontar ele estava fazendo um trabalho espetacular.
– Vocês não passam de um anime.
– Anime? — Gray perguntou confuso.
– Quero dizer, um desenho japonês.
– Japonês? — Levy comentou como uma pergunta. – É uma espécie de criatura?
– Minha jovem, você não está sendo clara. — Makarov esclareceu.
– Perdão, mas é difícil até pra mim dizer... Eu devo estar sonhando. — ao dizer isto, algo me beliscou e berrei por surpresa e dor. — Porra!
– Você não está sonhando, idiota. — Charles cruzou os braços após me ver assustada.
– Charles! — Wendy protestou o ato da amiga e esta não ficou ofendida. — Sinto muito.
– Não... Está tudo bem, acho. — baguncei meus cabelos com irritação visível e notei no que havia dito. Nada estava bem. — Não... Está tudo errado.
– Não confio nela. — Evergreen comentou. — Diga logo quem é você, pirralha!
– Meu nome é Letícia, tenho 17 anos e não devia estar aqui. Eu não sou deste mundo.
– Uma cidadã de Edolas, então? — Wendy pensou.
– Não... Como eu digo? Ah! Acho que aqui é uma dimensão paralela com a minha. Onde vivo, não há magia, ou pelo menos não como há aqui. E lá existe os chamados “anime”, que são animações característicos japoneses. Respondendo sua pergunta, Levy, japonês é a língua, população e coisas vindas do Japão, um país que há no meu mundo. Gostando ou não, vocês são uma obra de Mashima Hiro. São um anime muito bem visto. Ele criou vocês, Earthland, Edolas e todo resto.
– Está dizendo que somos a criação de uma pessoa do seu mundo? — Gajeel perguntou.
– Exatamente. — como se não bastasse, ele e mais alguns personagens começaram a rir. Talvez eu fosse uma louca pra eles e não podia negar que minha história parecia como uma loucura. Se eu estivesse no lugar deles, eu também começaria a rir. — Não era pra ter graça...
– Você é muito criativa. — Bisca comentou entre risadas e muitos ainda estavam naquele estado.
– Calem-se! – com o grito autoritário de Erza, todos se calaram rapidamente. Olhando-me tão seriamente, engoli a seco. — Mesmo que seja mentira, não acham estranho ela saber que Edolas existe?
Com isso, todos ficaram quietos e surpresos. Eu logo me sentei no chão para que isso me ajudasse a manter-me tranquila, pois eu estava pensando seriamente em fazer algo muito perigoso.
– Se eu disser algumas coisas que ninguém mais saberia vocês acreditarão em mim?
– Como por exemplo... — Makarov me incentivou e não me convite mais.
– Erza era escrava na Torre do Paraíso e fora responsável pela revolta interna. Jellal fora possuído por um espírito maligno e parou a revolta dizendo que Erza havia fugido e deixado os amigos para trás. Na verdade, ele havia expulsado a de lá e disse que se ela conta-se a alguém sofre tudo o que sabia, seus amigos iriam sofrer. Gray era discípulo de Ur assim como Lyon, procurando vingança do demônio que havia acabado com sua cidade e matado seus pais. Lucy era filha de um grande rico e herdou as chaves mágicas e o tipo de magia de sua mãe já falecida. Natsu é filho de Igneel, dragão de fogo e assim como todos os dragões, como por exemplo, de Gajeel e Wendy, desapareceu no dia 7 do mês 7 de 777. Lisanna fora levada para Edolas e todos acharam que ela tinha morrido por causa de Elfman e sua transformação que o fez perder a consciência de seus atos. Mystogan é príncipe de Edolas e tem a aparência igual Jellal porque Edolas e Earthland são mundos muito próximos, assim existe uma pessoa de mesmo nome e aparência nos dois mundos, porém sua personalidade não é obrigatoriamente a mesma... Devo continuar?
Não sei como tive coragem de dizer tudo aquilo de forma clara e com naturalidade, mas por um momento me arrependi de ter dito tudo aquilo. Os olhos de Erza estavam mais que assustadores pela surpresa. Gray parecia ter esquecido se de seu passado. Gajeel, Wendy e Natsu não pareciam acreditar no que ouviram. Resumindo, todos na Fairy Tail estavam chocados. Fiquei preocupada se dizendo tudo aquilo alteraria algo naquele mundo. Mas não era certo eu estar num lugar como aquele e eu precisava provar minha história.
– Acho que está mais do que claro que está dizendo a verdade.
– Não tenho motivos pra mentir, Makarov. É sério. Afinal, quero entender como tudo isso aconteceu e, principalmente, como irei pra casa.
– Se realmente é verdade, como veio parar aqui? — Nab estava confuso
– Eu não sei. – minha voz expressava tristeza.
– Como não? — Wakaba parecia irritado com tantos nós que eram criados por nossas dúvidas.
– Eu estava deitada na minha cama quando adormeci. Quando acordei, eu estava aqui. Bem, na enfermaria pra ser precisa;
– Muito bem! — Makarov interveio. — São muitas informações por um dia. Voltem a festejar. Vou conversar a sós com ela.
Todos estavam insatisfeitos, porém não protestaram. Não é que eu fiquei mais segura com a retirada dos olhares sobre mim, contudo temida o que seria discutido entre o Mestre das Fadas e eu. Makarov começou a se afastar apenas subiu alguns degraus para novamente olhar para mim, esperando que eu o seguisse. Respirei fundo e subi as escadas, bem atrás dele. Suava frio e minhas mãos teimavam em tremer. Subimos por um curto período de tempo e rapidamente nos encontrávamos em cima do edifício. Fiquei a admirar a bela paisagem de uma Magnolia completamente a vista e por um momento esqueci que estava ali junto com Makarov para conversarmos sobre o que eu realmente fazia ali. Timidamente, voltei-me para ele e notei que estávamos fazendo o mesmo desde que pisamos naquele andar. Ligeiramente, pedi desculpas pelo meu comportamento, tanto no começo como naquele instante e novamente insisti que não era uma inimiga.
– Eu sei que não... Letícia, não? — assenti. — Não precisa se desculpar por algo sem um motivo. Mas sua vinda é muito inesperada.
– Eu entendo perfeitamente.
– Mas há algo que não nos contou, não?
– Como? – não entendia o que ele queria dizer com isso. Não tinha nada que eu poderia ter me esquecido de dizer, mas como a pergunta soou de modo acusado e sério, procurei por qualquer coisa que podia ter me esquecido de mencionar.
– Onde conseguiu este colar?
Fale com o autor