Nem Sonhando! O Que Fazemos Na Fairy Tail?!?!
7 O que é um dia sem confusões?
Notas iniciais
Quem diria que algumas horas de sono me fariam tão bem?
Despertando enfim, encontrava-me novamente sobre o colchão da cama do rapaz que me hospedara aquela noite. Obviamente, ele se aproveitara de minha inconsciência para depositar-me em seu quarto, mesmo tê-lo dito para não fazê-lo. Suspirei em forma de reprovação, mas deixei de pensar, pois ele estava pensando no meu bem e não merecia meu desgosto por algo desse tipo.
Fiquei surpresa do modo em que me encontrava. Comparado a antes, eu era uma nova pessoa. Não sentia dores ou indícios de instabilidade, porém eu saiba que não estava totalmente recuperada. Certamente em viria a baixo se forçasse meu corpo por enquanto. Mediante a isso, minha dúvida sobre minha magia cresceu.
Negar que não temia um acontecimento parecido como no primeiro dia era o mesmo que afirmar que tudo se passava de um sonho, sendo então uma grande mentira. Era impossível não ter medo de algo que quase me matara uma vez, mesmo não sendo intencional. Se que pareceu não ser nada quando descrevi para vocês o que acontecera, mas digo-lhes: Se fosse um pouco mais forte, eu não estaria aqui para contar-lhes. Naquele momento, eu precisava decidir que caminho tomar. Continuaria com a velha decisão ou revogaria? Sendo coragem ou loucura, não mudei meu objetivo. Eu estava disposta a apostar minha vida para ir em frente.
– Seu idiota irresponsável!
Voltando-me a si, a voz raivosa de Erza preencheu todos os cômodos da residência. Ou seja, ela estava ali há um bom tempo e não parecia estar feliz.
– Deixe-me explicar, Erza! — era Natsu.
– Não precisa. Sei muito bem as suas intensões, pervertido!
Pode parecer auto ego, mas a hipótese que os dois namoravam ou que Natsu havia feito algo... constrangedor... se mostrava pouco válido. Isso remetia a meditar que... Eu era a responsável e de algum modo, Erza sabia que eu estava na casa.
Antes ouvir barulhos estranhos a ouvir o pescoço do Dragon Slayer se partindo, levantei-me do móvel e segui para a sala. Agradeci à Deus por encarar o rapaz estirado no chão um pouco machucado, respirando e gemendo pelos golpes recebidos. Titânia olhava-me após notar-me no recinto com calma e uma mistura confusa de indiferença e alívio. Rapidamente me aproximei do dono da casa e mirando-me com olhos perdidos na busca de ajuda, confesso, abalara-me.
– Erza...
– Ele fez algo com você? — interrompendo-me com aquela pergunta, a guerreira parecia ter uma vontade insana de bater mais no pobre jovem de novo.
– Claro que não! — minha resposta poderia ter sido bem confiante e imediata, mas não mudou o fato de que minhas bochechas ardiam pela vergonha. Um rubro muito bem visível. — Natsu apenas me trouxe aqui para ficar mais a vontade.
– Isso mesmo. — este se sentou no chão e não estava feliz com o que lhe acontecera, assim, defendeu-se. — Rei não podia ficar sozinha na enfermaria da guilda e por isso a trouxe aqui. O que diabos estava pensando, Erza? — realmente. Duvidei que ele fosse tão "santo" para não entender o assunto a ser discutido ali.
– Eu não confiaria uma garota na casa de um homem, principalmente quando ela está incapacitada de se defender.
– Oe, eu não sou como o Gray!. — agora parecia que ele havia entendido. O rosto de Natsu estava rubro como os cabelos da "Rainha das Fadas". Até que fiquei curiosa por sua reação. Seria por raiva ou vergonha, assim como eu? — Eu fui contra a decisão do vovô em deixar a Rei na Fairy Tail naquelas condições. Ela precisava de um ambiente mais confortável.
– E deu bons resultados... — afirmei em defesa do rapaz.
– Eu iria dormir na casa da Lucy, mas ela me expulsou antes que dissesse o que havia feito.
– É óbvio. Pela maneira que invade a casa de seus companheiros. — Erza suspirou cansativamente. — Se não é a residência da Lucy, você vai na Lisanna. Você já teve a loucura de entrar na minha casa em a permissão devida.
– Mas tem um motivo pra isso... — comentei com um sorriso sádico. — Além de que vive sozinho, a casa vive em uma repleta desordem.
– Não tenho o costume de limpá-la. — observando o esforço que este fazia para sorrir adequadamente aumentou a vontade de provocá-lo.
– Você quer dizer que nunca limpou sua casa sem ser o necessário.
– Hum... — ele se calou e meu riso escapou.
– Parece que consegue vencê-lo nas palavras. — Erza parecia intrigada com o fato. — Tem um vocabulário afiado. Talvez seja uma maga de runas.
– Duvido muito... Afinal é apenas um hábito que gosto de ter.
– Não custa imaginar, não? — o sorriso carinhoso da jovem parecia mais encantador do que já aparentava no anime.
– Ei, Rei... Está... melhor? — o rapaz perguntou calmamente.
– Sim , graças a você. Obrigada por me receber.
– Então nosso treinamento começará hoje. — Titânia dissera, mas intervi.
– Não, por favor. — neguei com a cabeça. — Estou melhor, mas não o suficiente para forçar-me tanto.
– Entendo. Que a Levy inicie, por fim.
– Natsu! — Happy adentrou pela janela com a ajuda de suas asas e assim que nos encarou, ele se espantou. — Por que a Erza e a Rei estão aqui?
– Happy-chan? — fora meio inesperado sua chegada. — Bem. É uma longa história. — suspirei só de pensar em contar tudo novamente que fora alvo do desentendimento daquela manhã.
– Está ficando tarde. — a jovem ao meu lado comentara a fitar o relógio que havia no cômodo a marcar um horário passado das nove.
– Tem razão... eu ainda quero pegar um trabalho. — Natsu se levantou junto com uma boa espreguiçada e ao ter os olhos encarando o vermelho belo dos de Erza, este engoliu a seco.
– Acha mesmo que o mestre não irá brigar com você por ter trago a Rei sem permissão? — espera. Ela havia me chamado de Rei?
– Você me chamou de Rei? — perguntei curiosa.
– Particularmente, eu gostei desse apelido. É realmente mais fácil de dizer do que Leh. Tem algum problema?
– Não... É que eu ficou feliz que ouvir você me chamando assim. — como uma criança, eu parecia mais feliz do que poderia aparentar.
– Ah... Quanto a isso, eu resolvo com ele.
– O que você aprontou desta vez, Natsu? — o gato alado se aproximou com seu voo.
– Nada de mais.
– Deixe para explicar mais tarde... — Erza se encaminhou para a saída e ao abrir a porta, ficou a esperar que nós saíssemos também. — Natsu, você terá que explicar tudo para o mestre.
– Eu sei muito bem... — o rapaz revirou os olhos para o lado.
– E Rei... vai precisar de novas roupas para se trocar após o banho.
Entendendo sua intenção, concordei na hora. Eu queria uma muda de roupa para poder tomar uma banho que tanto ansiava em tomar.
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