Notas iniciais
Esta estória fora inspirada por "Estou Mesmo Na Fairy Tail?". Escrita por Lucy s2 Gray

Onde moro, não há muito que fazer, por isso, os jovens se divertem reunindo-se com os amigos ou fechados em suas casas, o que não é algo muito interessante. Pois bem, fiquei boa parte da minha vida deste modo, a opção número 2, mas após conhecer algumas pessoas, eu mudei meu jeito de pensar. Assim, hoje não fico mais trancafiada tanto tempo no meu quarto, junto ao computador.

Pode parecer loucura o que irei lhes contar, porém juro que é a pura verdade. Se não acreditam nas minhas palavras, eu não os culpo. Nem eu mesma acreditaria se alguém escrevesse algo do tipo. Suponhamos que em um dia patético em minha cidade, um estranho homem estava a vender alguns acessórios em meio à praça central da cidade. Eu estava apenas vagando pelas ruas, esperando que o novo mangá de Zone-00 estivesse na banca onde, frequentemente, compro mangás e revistas da NeoTokyo. Era uma terça-feira à tarde e não havia nada para se fazer... “Que novidade nesta cidade!”... Fiquei sem rumo após ver que o mangá que queria não havia chegado e assim fiquei com vontade de dar uma volta na praça, coisa que nunca tinha me acontecido antes e deixava óbvio que algo estranho estava para acontecer. E aconteceu!... Enquanto observava o ambiente, as muitas árvores, pombas e pipoca no chão, meus olhos se focaram no tal homem que eu citei anteriormente a vender acessórios como colares, brincos e entre outros, perto do coreto. Nunca o tinha visto antes, porém eu era suspeita a dizer sobre já que raramente saía de casa pra fazer alguma coisa durante a semana. Certo... Eu ainda gosto de ficar em meu querido quarto e só saio quando estou para sair com meus amigos. Encarando o que estava à venda, o símbolo da Fairy Tail escondido entre o conjunto infinito de colares parecia reluzir e a implorar que fosse comprado. Ao vê-lo, minha reação fora imediata!


– O símbolo da Fairy Tail! Eu não acredito. — voltei-me para o vendedor e educadamente perguntei. — Quanto custa o colar?

– Dez reais, moça. — ele respondeu calmamente e com um gentil sorriso.


– Vou levar...


E assim, comprei-o. Não é comum encontrar acessórios referentes a animes na região, então aquele colar era como uma joia rara para mim. Sendo uma orgulhosa OTOME, ter um item como aquele realmente me alegraria o dia, corrigindo, minha semana inteira. Após obtê-lo, notei que o colar era de qualidade. Não estava feito de qualquer jeito como se encontra na capital, nos eventos em que vou, e isso despertou ainda mais minha felicidade. O pingente era vermelho com o contorno em preto e o colar feito de uma corrente comum, porém não importava. Não esperei e o coloquei no pescoço.

Chegando em casa, rapidamente procurei pela minha irmã para mostrá-la o item que adquirira, mas ela não estava para tal. Então, lembrei-me que ela estava na aula de inglês e teria que esperar sua chegada. Sem mais ninguém ali que ficaria interessado pela minha façanha, cumprimentei minha família com felicidade e voltei-me para meu celular, mandando uma mensagem a dois grandes amigos meus que também amam o anime. Se eu tive resposta ou não, eu não consegui ver, pois a droga do meu celular havia descarregado completamente após enviar as duas mensagens. Suspirei irritada, mas não importava mais. O que tinha que fazer com o aparelho já estava feito, agora, era só carregá-lo. Olhando-me num espelho qualquer, a minha imagem com o colar me foi bastante satisfeita. Estava de bom tamanho e a corrente no comprimento que gostava.



– Nem acredito... Que felicidade. — comentei para mim mesma e deitei-me sobre minha casa após adentrar meu quarto com um grande sorriso nos lábios. — Tenho que mostrar para o Tih-chan e ao Reh-chan... Só as mensagens não são o suficiente e talvez o homem tenha mais deste. Eles vão querer um, com certeza.



Encarei o teto por algum tempo, tendo como objetivo me acalmar de tanta felicidade. Estranhei a estranha e violenta sonolência que tentava me dominar, pois apesar de ser uma grande dorminhoca, não consigo tirar cochilos à tarde e muito menos quero fazê-los. Pensei em me levantar dali para não cair na tentação, mas algo parecia me impedir de cumpri-lo e não era minha preguiça! Não tive tempo de reagir e logo adormeci.



Acordei em meio a berros e gritos. Assustada, levantei-me rapidamente e logo indo ao chão. Eu tenho alguns problemas com pressão baixa e não era estranho aquilo ter ocorrido. O que imaginei serem gritos de dor e desespero eram, na verdade, cheios de alegria e havia música ao fundo os acompanhando. Parecia com uma grande festa.



– Ué... A turma veio em casa e nem pra minha irmã me acordar? – imaginando que meus amigos estivesse em casa, levantei-me cuidadosamente. Visei o que acreditava ser meu quarto e quase fui ao chão novamente ao levar o maior susto. Não era meu quarto. Eu estava em um grande cômodo cheio de camas, lembrando-me uma enfermaria ou até um pequeno hospital. Mas como seria possível? E, obviamente, não se tratava do hospital de minha cidade. — Onde estou?



O medo cresceu em mim e respirei profundamente várias vezes para manter a calma e não sair gritando aos quatros cantos do mundo para alguém me explicar o que acontecia ali. Pus-me firme naquele momento e caminhei até a janela do recinto para reconhecer onde estava. Para minha surpresa, a vista da janela era linda e não se parecia com nada com que eu já havia visto. Na verdade, eu senti certa nostalgia, porém ignorei a sensação.



– Mas que merda... Onde estou? — timidamente, fiquei olhando para a janela e ao notar meu reflexo, surpreendi-me. — Meus olhos!



Recuei mais que depressa e passando meus dedos perto dos meus olhos. Eu tenho olhos cor de mel, então como eles estavam prateados e com um brilho tão intenso? Era algo impossível! Não acreditei no que havia visto e para comprovar se não estava ficando louca, procurei o mais rápido possível um espelho. Para aumentar a grande confusão em minha mente, encarando-me no espelho, não só os olhos, mas todo meu ser estava diferente. Digamos que era eu, mas não era ao mesmo tempo. Meus cabelos pretos estavam mais lisos e macios do que de costume e pareciam bem maiores do que eu costumava deixar. Eu parecia mais alta e tudo que eu achava feio em mim não parecia mais.

Era como se eu estivesse mudado meu corpo para um totalmente estranho ou mesmo ter o trocado por outro, mas que também me fazia recordar da minha verdadeira aparência.



– Não! O que está acontecendo?! Eu não entendo mais porcaria nenhuma! — não era surpresa eu estar morrendo de medo.



Novamente, dei atenção ao que me parecia ser uma festa no andar inferior e mirei a porta atrás de mim. Não sabia em que andar estava ou quantos andares tinham... Nem ao menos se era aquela a porta para sair dali. Engoli a seco e pensei comigo mesma que não havia outra alternativa. "Ou eu fico aqui a montar hipóteses ou posso confirmar o que realmente está acontecendo aqui", pensei.

Respirei fundo e me retirei da enfermaria pela porta.



Notas finais
Caros leitores de todas as idades. Gostaria que, humildemente, deixassem uma palavra a esta escritora que aqui vos escreve. Não é pedir muito um simplório Review para dar a luz que um escritor necessita.