Tudo que Sal Trindade não precisava, após 3 horas dentro de um avião, era chegar no único lugar disponível em Gramado — “Happy Hostel” — e ter o livro com a cara de sua persona non grata em cima da mesa a erodir a cada segundo da recepcionista.

No crachá, o nome “Liza”. No rosto, um biquinho nó cego.

— Desculpa... Demora muito o cadastro? — arriscou a perguntar, escorado na mesa.

— Não. Pega aqui a chave e boa estadia — A chave atirada tornou vero sua má impressão.

Pior foi o próprio, Jotta Shining, dar as caras segundos depois. Torceu o nariz.