Nekokaigi - Interativa

11 11. Nazedesu ka?!


Notas iniciais
Demorei?
#facas#
GOMEN, MINNA! MAS AS PROVAS NÃO DEIXARAM! E a falta de criatividade também u.u
Mas aqui estou eu! #pose heroica#
Ó, esse capítulo é um pouco triste, mas é necessário ter PELO MENOS UM capítulo assim.
Dedico ele à pessoa que mais amo no mundo: Minha mãe, pois sem ela eu não seria o que eu sou.

Tradução: "POR QUÊ?!"

Eu, definitivamente, odeio festas.

Por quê? Pelo simples fato de que uma festa com as minhas amigas é praticamente um pedido para a morte. Principalmente quando essas amigas tentam te juntar com o cara que você gosta.

Yukami fez o favor de convidar a sala B para a festa. E a sala B é a sala dele. Eu odeio aquela menina... Sakki parece que brigou com o Kid e eles estão separados, mas logo voltam a se agarrar no meio do café. Aposto todo o meu dinheiro. Megumi e as outras fizeram a festa no shopping, sendo que Shiori pirou de vez e comprou oito gatos. Não é porque o sobrenome dela é Nekomura que ela tem que ficar louca por qualquer felino que apareça na frente dela... Não é? Rami deve ser a mais “lúcida” da família Nekomura. Ela só comprou um coelho... Kiyomi começou a aprender karatê, e acho que isso é para ela saber os golpes certos para bater na Yume. Falando no monstro, Yume está perturbando todos nós com sua maior especialidade: Perversão e assuntos dignos de um Ero-Cook. E não. Não estou falando do Yusuke, já que de pervertido, ele não tem nada. No máximo é a criatura mais lerda da face da Terra. Bem... Depois da Maria, claro. A louca ficou mais retardada do que é e saiu gritando pelo shopping que era milionária e ia dar um bilhão para cada um que se ajoelhasse pra ela e a chamasse de “Vossa Majestade Maria”. Ela ficou conhecida como “Rainha Maria” lá no shopping. Naomi se viciou em Grand Chase, junto com Hatsume. As duas só sabem falar de Elesis, Lupus, Sieghart, Zero e mais um escambau de gente. Sakura e Arkane também começaram a jogar, mas jogar Amor Doce e não GC. Sakura só sabe falar do “seu Nath” e a Arkane do “seu Cast”. Yuuki só falta se casar com Natsu. Ela não se desgruda dele nem por um momento. Akemi e Ichigo começaram um curso de culinária. Elas querem mostrar ao Yusuke que a Sous Chef e a “fazedora de milkshakes” também tem importância. Yukari anda estranha, mas nada fora do normal. Mihara começou um curso de dança, pois ela diz que está “muito gorda”. Tsuki e aquele tal amigo dela, Ikuto, estão namorando. Miyumi e uma garota nova, Momoko, iam passar o dia estudando para o Exame Nacional de Escolaria, já que elas tinham 17 e 16 anos respectivamente, iam passar por uma prova de inteligência para ganhar uma bolsa para a faculdade de Harvard ou até para Yale. Elas iam fazer confusão, já que Momoko é o cúmulo do desastre e Miyumi é o cúmulo da animação. Provavelmente, Miyumi vai colocar na prova assim:

Questão 104: Como o planeta Terra se mantém girando no Sistema Solar?

R = Por que os extraterrestres usaram seus raios lasers super sônicos para fazer o planeta rodar como uma bailarina.

Duvida? Aposto todo o meu dinheiro e mais a minha moto!

Ah, é. Esqueci de falar... Ganhei uma moto! Sim. Uma moto. Minha irmã, Naru, me deu de “presente por ser responsável”. Naru tem 24 anos, é casada e já tem até filho. Ela é psicóloga, o que é bem estranho. Naru é mais retardada que Miyumi e Maria juntas. Ela fez uma carinha feliz no cartão-resposta do Exame Nacional dela. A criatura é tão sortuda, que tirou 583 pontos e fez faculdade em Harvard. Sabe-se lá como ela conseguiu se formar em Harvard, mas o lado bom dela ter entrado em Harvard foi ter conhecido o Gil. Eles se casaram a cinco anos, com 19, e tiveram os gêmeos no mesmo ano. Os meus sobrinhos se chamam Haruka e Haru, sendo que ela é a cópia perfeita de Naru, enquanto Haru é totalmente o pai. Minha moto é uma Harley Davidson cinza-metálica, de couro preto e rodas cromadas (ui, que chique).

Minha reação quando vi a moto, foi tipo assim:
“OH MY GOD! POSEIDON, ZEUS, HADES, ATENA, APOLO! OOOH MYYY!!”

Embora eu tenha desmaiado...

Deitei a cabeça no balcão e fiquei observando as outras atenderem. Acabei cochilando por alguns minutos até acordar com a voz de Yuuko. Como sempre, lá estava ela se gabando. Discutir com ela não adianta. Yuuko sempre consegue sair invicta.

Mesmo sabendo que eu perderia se discutisse com ela, fiz o que toda chefa deveria fazer.

- Natsume. Se você quer continuar nesse Nekocafé, trabalhe mais e se gabe menos. – eu disse indo embora antes mesmo dela sequer falar uma palavra.

Voltei para o balcão e continuei a observar o nekocafé. Tudo ia bem. Bem até demais. Não parecia a baderna que fora no primeiro dia, com Rami atendendo mesmo sendo balconista, as gêmeas tendo confusão com as sobremesas e Hatsume em cima da Madonna batendo adoidada. Foi engraçado.

Ri ao me lembrar daquela confusão. Parecia as histórias que minha mãe contava, sobre a loja que fizera junto com suas amigas retardadas aos 15 anos. Minha mãe se apaixonou por um cara, mas ele não a amava. Ele apenas gostava dela. Foi em uma traição que minha mãe conheceu meu pai. Eles brigavam, e brigavam, mas se amavam. E chegou o dia que ele tomou coragem e a pediu em namoro.

É essas histórias que faziam a mim e Naru desejarmos ter um amor verdadeiro, um amor puro em meio de brigas idiotas e inúteis. Minha mãe dizia que amor verdadeiro só é aquele em que ambos os parceiros brigam. E, no fim, acabam rindo das bobagens que falaram, logo se beijando depois.

Era assim que meus pais eram. Eles brigavam, e brigavam muito, mas nunca deixaram de se amar. De serem felizes.

As lágrimas começaram a cair.

Por que você tinha que morrer, mãe?

Por que tinha que deixar a mim, ao papai e a Naru?

Por que você não conseguiu ter a chance de ver a Haruka e o Haru?

De ver a Naru feliz com o Gil?

As lágrimas caiam cada vez mais.

O rosto de minha mãe aparecia nos meus pensamentos. Eu me lembrava de seus cabelos negros e curtos, dos seus vividos olhos castanhos, de sua beleza imensurável, de sua bondade, de sua inteligência... Eu me lembrava de tudo dela. Da coragem, da perspicácia e da forma de que ela sorria para mim mesmo quando eu fazia algo errado. Ela apenas sorria, como se meu erro fosse engraçado e familiar a ela. Sorria como se acreditasse que cada erro meu faria a mim uma pessoa como ela. Mas... Eu nunca seria como ela.

Mamãe era esperta, boa. Sabia das coisas mesmo que eu as escondesse. Ela parecia rir em quase todo o momento, como que aquele fosse o último. Infelizmente, era.

Eu me lembrava das noites que eu passava acordada no hospital, fazendo companhia a mamãe. Eu dormia no colo dela, ignorando qualquer coisa que um adolescente falaria. Eu não me importava se o câncer que ela tinha me impedisse que trazer as coisas que ela gostava. Dos livros, das cartas de amor antigas de meu pai, das revistas de golfe, de tudo.

Por quê?

Por que logo ela?

Por que não outra pessoa?

Por quê?

Por quê?

POR QUÊ?!

Não adiantava mais. Eu estava chorando como uma condenada. E era isso o que eu era. Uma condenada. Condenada a viver a vida inteira sem a única pessoa no mundo que me guiava.

Por que só se percebe o que tinha de bom depois que se perde?

Notas finais
Essa é a foto que a Rin lembrou (obs: O cabelo de Rin não é rosa natural. É pintado): http://www.zerochan.net/1219068#full