Neko School!
2 Capítulo 2
– Kuro, eu te amo...
– Eu também te amo, Ia.
– Me beija?
– Eh?
– Por favor... Kuro.
– S-Sim.
Estava quase encostando em seus lábios, quando ela me chama:
– Kuro.
– Sim?
– KURO!
– AAAAH!
– Acorde! Se continuar a dormir, Ia rá para escola sem você.
Gritou minha irmã. Tsubaki é minha irmã mais velha, ela é gerente de uma loja as tardes e a noite ela vai para a faculdade. Ela acabou de terminar um namoro, o primeiro. Durou cinco anos, mas Tsubaki descobriu que estava sendo traída com sua melhor amiga. As vezes eu dou um jeito de anima-la, mas ela fica sozinha em casa de manhã e fica vendo filmes românticos, enquanto toma sorvete de baunilha direto do pote.
– AH, É VERDADE!
Corro para o chuveiro e ouço a minha irmã gritar:
– Seu lanche está em cima da mesa!!
– TÁ!
Não parei de pensar no sonho que tive com Ia. Mas eu não sei se devo gostar, porque não parecia a mesma de sempre. Ela não seria capaz de pedir um beijo, ela tem vergonha e acho que ela não sente o mesmo por mim, espera, eu não acho, tenho certeza... magoado.
Saio do banho e visto meu uniforme. Estava para pegar o lanche, quando minha irmã diz:
– Antes de ir, pergunte a Ia se ela não quer vir aqui em casa para comemorar o aniversário dela.
– Ok.
– Agora corra, senão sua namorada irá ir sem você.
E Tsubaki ri. Berrei dizendo que ela não era minha namorada, mas acabei levando um cascudo. Começo a correr em direção ao mercado perto de casa. Estava com a esperaça de encontra-la, mas... quando chego lá, Ia já não está mais.
– Droga, cheguei tarde.
Me sinto horrível. Ainda que prometi a ela que não iria mais chegar atrasado. Começo a me xingar, até que sinto algo gelado e um pouco húmido encostar a minha mão. Olho para o objeto, e vejo uma latinha de café gelado.
– Bom-dia, achei que iria querer tomar...
É Ia! Com seu sorriso doce. Ah, ela fica tão linda quando sorri assim, na verdade, mais linda do que já é. Enfim... fomos para a escola tomando o café gelado. Fiquei com dó, era algo que Ia deu para mim, queria guarda-lo.
***
Assim que acabaram as primeiras aulas, o intervalo chegou e eu e Ia fomos lanchar.
– Você parece feliz, aconteceu algo?
Perguntou ela.
– Ah, sobre isso... — eu não posso mentir pra ela, mas se eu contar do sonho, Ia com certeza irá me achar esquisito, então... — minha irmã perguntou se você não quer comemorar seu aniversário lá em casa.
Ia fez um semblante triste.
– O que foi?
– Não vai dar, a Nina está vindo para cá.
– Eh?! Sério?!! Que legal! Quando ela irá chegar?
– No dia do meu aniversário, disse que quer passar ele junto comigo. — Até que seu olhar de tristeza se ilumina, Ia deve ter tido alguma ideia — Por que não vem passar o meu aniversário lá em casa? Convide sua irmã.
– Podemos?
– Claro, sempre serão bem-vindos.
Ia é emancipada dos pai, sua mãe faleceu ao dar a luz. Desde então, seu pai a deixou sobre os cuidados dos empregados do Templo, onde é sua casa. Isso me lembra de quando a conheci... ah, ela usava um belo kimono azul com estampa de borboletas na cor clara. Digamos que, foi uma paixão a primeira conversa.
– Ei, Kuro, vamos para o terraço?
Quando falta apenas alguns minutos para acabar nosso intervalo, eu e Ia vamos para o terraço olhar as nuvens. É divertido, pois ela começa a inventar várias histórias malucas. Chegamos no telhado da escola. Abrimos a porta e vimos uma garota de cabelos castanhos e olhos roxos gritar:
– DESÇA DAÍ! VAI ACABAR SE MACHUCANDO!!
Suas orelhas e cauda eram na cor branca. Deve ser de alguma família nobre. Geralmente são. Olhamos para as grades e avistamos uma garota escanlando-as tentando pegar algum papel. Assim que consegue descer, entrega para a a outra.
– Você é maluca?! Poderia ter se machucado!
Gritou a de cabelos castanhos.
– Imagina, é sempre bom se aventurar. Tchau!
A garota que acabara de descer das grades, tem cabelos e olhos azuis um pouco escuros, suas orelhas e caudas são no mesmo tom. A garota de cabelos castanhos nos encara, parecia constrangida. Então sai correndo, mas deixa um de seus papéis cair.
– O que é isso? — Ia pega a folha e nós dois começamos a ler. — É uma letra de música. — diz ela.
– Será que ainda dá tempo de devolver?
Pergunto. Olhamos no relógio de pulso e ainda faltam três minutos para terminar o intervalo. Descemos do terraço e nada da garota, então chegamos no terceiro andar. Lá estava ela!
– Oe! Garota!
Toco em seu ombro e ela se vira bruscamente.
– O-O que...
– Você deixou cair.
Digo, tentando dar meu melhor sorriso. Ela pega fervorosamente e se dirige para sua turma.
– Ei! Qual é o seu nome?!
Ela para e se vira um pouco olhando para o chão.
– A-Annie... Annie Mary Black.
Então Annie sai correndo e volta para a sua sala. O intervalo termina e eu Ia disputamos uma corrida até a nossa. Bem, acabou dando empate ( só pra dizer que não perdeu ).
***
Estávamos na penúltima aula, até que ouvimos um professor gritar:
– Senhorita Mcartney! Desça daí!
Fomos todos para a janela. Eu e ia nos entreolhamos, era a mesma garota que subira nas grades do terraço. Agora, ela escalava a cesta de basquete da quadra descoberta.
– Nick Mcatrney! Já disse para descer!
Nossa, ela pegou o pior professor de Educação Física. Ele é um rabugento e é muito rigido. Sorte que esse ano, não o pegamos.
– Ei, Kuro.
Ia me puxa de toda aquela fúlia da janela.
– Eu gostaria de conhece-las.
– Eh?!
– Elas parecem ser legais, são bonitas e... estou curiosa sobre elas.
Haha, é a segunda vez que a vejo dizer isso. Isso é bom, porque Ia quase nunca se interessa pelas pessoas. Geralmente só fala comigo e mostra um ar de indiferença para todos.
– Está bem, vamos conversar com elas amanhã, está bem?
Ela afirma com a cabeça. Com certeza amanhã será um dia bem agitado.
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