Neji e Hinata.... Yaoi
4 Capítulo 4 Dor
Notas iniciais
Não há nada nesse mundo que doa mais que ouvir os passos da pessoa que te machucou no corredor e saber que você não consegue abrir a porta para encarar seu olhar, alguém humilde chama de medo, mas alguém que sofre chama apenas de dor.
Dor é algo que arranca seu coração aos poucos como uma linha que começa a puxar suas veias para fora, mesmo seu sangue sendo derramado ela não para de puxar até que seus batimentos parem e você esteja pálido e frio no chão.
Dói saber que a pessoa que você mais ama está morta, mas descobrir que ela está viva e não te ama mais, é pior que ser morto, esperança é apenas uma distração para aqueles que amam, pois um dia inevitavelmente o amor machuca, e ás vezes , apenas de vez em quando você quer partir desse mundo pelo sofrimento que não é suportável, algo que parece arrebentar seu corpo te deixando dilacerado e vazio.
Saber que seu pai o machucou tanto foi o bastante para Neji se fechar em seu quarto e rezar para morrer. Seu corpo todo doía, seu peito ardia e suas lágrimas não eram o bastante para parar o medo. As lágrimas são engraçadas, elas saem como se seu corpo fosse ficar mais leve, mas a tristeza ainda continuará lá, pesando e te puxando para baixo.
No corredor ouvia-se a voz de Hizashi que ordenava que ele saísse do quarto, mas ele era incapaz. Seu cabelo cobria seu rosto, assim como as lágrimas, as quais desciam como ácido. Ele apenas ficou imóvel.
Ele foi embora com um grito,e novamente a casa ficou vazia. Neji apenas ouviu o silêncio. Horas podem ter se passado ou apenas segundos entretanto ele ficou ali. E com as últimas forças que tinha dentro de seu corpo foi até sua cômoda, abriu a gaveta e de lá tirou uma Kunai.
Pegou-a e cortou seu braço, o sangue se espalhou pelo quarto, vermelho como um rubi, e ele sentiu apenas seu corpo sendo esvaziado, sua vida indo embora. Ele caiu no chão, fechou os olhos e esperou sua alma desaparecer. Em minutos tudo ficara escuro, ele apagou, aquele lugar não era mais um lar ou uma casa, não passava de uma casca vazia.
Fale com o autor