Notas iniciais
Como os dois companheiros de equipe lidarão com a confissão de Neji?

Chegando ao hospital Neji pediu para visitar TenTen, mas foi impedido. Se irritou com a recepcionista, mas não disse nada. Apenas pensou em chegar lá por outros meios.

— Neji-san! – Uma voz conhecida chamou. – Pode deixar o rapaz visita-la.

O pai de TenTen disse.

— TenTen nos disse que ela se feriu, mas que você a salvou.

— Não é para tanto. Arigatou!

— É sim. Ela está bem, não se preocupe. Está apenas com baixa temperatura, perdeu muito sangue e ficará em observação. Logo estará bem de novo, graças a você.

Neji não sabia o que dizer, isso foi inesperado. A vontade de ver TenTen só crescia. Ao chegar no quarto a mãe de TenTen estava lá.

— Anata, vamos dar licença aos dois.

— Ah... – Concordou a mãe de TenTen, e trocou olhares com ela.

— Neji, está tarde. Não precisava ter vindo. Eu ficarei bem.

— Ah... eu... eu, quis... – “Por que estou sem fala?” – ver pessoalmente.

Ela estava com aquela roupa fina de hospital. Coberta da cintura para baixo. Ele desviou o olhar, corou.

— Neji? Falou com a Tsunade-sama?

— Ah... mas ela não concluiu nada ainda.

— Sim. Eu tenho uma pergunta para você. – Ela subiu a coberta e se sentou.

— Não faça esforço TenTen.

— Neji...

— Sim?

— Como você soube me libertar do Genjutsu?

“Finalmente. Eu sabia!” – Eu usei o Byakugan, vi a massa de chacra e... retirei. – “Vou confessar tudo que fiz, assim acabo com essa angústia no peito”. – Também cuidei do seu ferimento, espero não ter atrapalhado.

— Claro que não. Eu sei, entendo que estávamos em missão – disse desapontada. – Devo ter tido alucinações, estou confusa mesmo sem ter perdido a memória.

— Por que? “Por que perguntei? Ela vai querer saber”.

Ela colocou as mãos em concha para fora da coberta.

— Hm... será que minhas mãos são sempre frias porque eu vivo segurando aquelas armas?

— TenTen? – “Eu quero que ela saiba, se eu omitir será pior”. – Posso aquecê-las? – “Droga, meu rosto está ardendo. Vou encorajá-la, preciso saber se ela ainda está brava comigo, ou se ela...”

— Claro... Mas Neji, você sempre me vê como alguém que tenha que proteger. Isso me irrita. Eu me lembro da nossa discussão... Mas isso não importa mais, você me salvou.

— Não... você nos salvou, TenTen. Eu já disse, não me faça repetir. Você é forte.

Neji segurou as mãos dela e sorriu, como ela nunca tinha visto. “Agora!”

— Neji... eu não sei se foi um sonho, mas... Bom, eu senti que fui beijada, por você, Neji!

Neji apertou as mãos na dela, abaixou a cabeça. Sua reação a deixou arrependida, com as bochechas ardendo.

— TenTen, foi necessário. – Ele levantou o rosto, olhou nos olhos dela. – Me desculpe. “É o certo, eu a beijei sem sua permissão.”.

— N-não, não vi assim Neji. Eu sei...

Ele soltou as mãos dela.

— TenTen, me desculpe. Não se preocupe, ninguém além de nós sabe.

— Ah... fico... feliz, Neji. Por mais que a situação fosse ruim... aquele foi meu primeiro beijo, então! – Ela disse animada.

— Não foi um beijo, TenTen! – Neji com os olhos arregalados, virou-se de costas.

“Ele está me rejeitando, como pode?” — Eeh? Neji? Eu nã...

— Que bom que está bem, TenTen. Eu irei agora, te deixarei descansar.

TenTen não entendeu sua reação, e não teve tempo de impedir. Ele se foi. E ela? “Baka... por que ele? Ele se arrependeu! Eu sou uma boba, ele não gosta de mim! Isso é tão óbvio.”, chorou a noite, sentido suas lágrimas quentes em sua pele tão fria. E para completar sonhou com Neji dizendo “Linda, fique bem.”.

Notas finais
Uma reação não esperada... nem da parte dela, nem dele.