Negociando Até Que Um Homem Entra Em Um Bar
1 Primeiro, único e definitivo...
Notas iniciais
Ambas as partes mantinham olhos atentos sobre os outros presentes, nenhum dos dois líderes parecia já ter feito uma negociação tão série e perigosa antes, e ninguém gosta de ser trapaceado na primeira rodada de um jogo novo. Além dos dois grupos e do barman mais ninguém ali presente sabia que naquele mesmo bar uma perigosa troca estava acontecendo, mesmo que a frequência com a qual o barman enxugava o suor na testa devesse entregar que ele tinha alguma grande preocupação. O lado com o dinheiro era comandado por um jovem asiático, ansioso e com uma enorme necessidade de se provar experiente. – porém a única cicatriz em seu rosto era fruto de uma queda no chuveiro anos atrás – Já aquele que continha a mercadoria tinha uma mulher como líder, exibia com orgulho seus cinquenta anos e talento natural para lidar com esse tipo de situação, deixando a sua contraparte ainda mais nervosa.
– Se fosse para ser impressionada por garotos asiáticos eu iria até uma casa de massagem, e ainda obteria mais sucesso. Dinheiro em cima da mesa, mercadoria em baixo. – Os braços cruzados quase simbolizavam a enorme barreira imposta por ela, a qual ele falhava em penetrar. Mas mesmo que a líder estivesse confiante, os outros três membros do grupo se mostravam um pouco nervosos com Miranda caçoando de quatro asiáticos bem armados, afinal eles ainda possuem o dom de acertar tudo o que tentam por serem asiáticos.
– Não sei que tipo de casa de massagem esses compatriotas estão frequentando, mas eu não costumo tentar impressionar prostitutas velhas, mesmo que ainda tenham alguma aparência. – Comparado ao barman até que Jinhai estava se saindo bem, administrando corretamente a tradicional troca de insultos, planejados alguns minutos antes. Talvez fosse pela dificuldade de ler os rostos propositalmente parecidos para fins de enganar autoridades, mas nem Miranda ou seus companheiros conseguiam enxergar alguma reação a tudo aquilo nos rostos dos três capangas de Jinhai.
– Sou a favor das velhas e bizarras tradições como qualquer um, mas daqui a pouco alguém vai chamar a policia com medo que o barman cometa suicídio se afogando no próprio suor. Sacola, por favor. – Em outra mesa uma garotinha escuta tudo que é dito pelos dois, para ela são somente sons sem sentido ao fundo, assim como o homem branco ligeiramente fora de forma correndo sem camisa ao lado da janela, e logo pulando para dentro do bar como se fugisse de uma explosão.
– China ela tá mentindo pra você, o pacote tá vazio. E Miranda ele também tá mentido pra você… Só não faço ideia sobre o que, mas preciso acreditar que ele tá mentindo sobre algo ou minha entrada vai parecer puramente egoísta e planejada para virar a mesa para um único lado. – Conforme essa história, o humor de ambas a parte da negociação começou a se alterar perigosamente, beirando a ataques sem sentido de loucura. E ei, esse é o Doug, digam olá para o Doug leitores, mesmo que ele não faça ideia da existência de vocês.
– O que, quem é você gorducho? Como assim Miranda, você tem ou não tem o que eu preciso? – Não, ela não tinha. O suposto envelope estava cheio de selos enrolados em papel bolha, pena que nenhum dos dois lados parece acompanhar o mercado de venda de selos antigos, pode ser um bom investimento.
– Eu marquei esse encontro em um bar de turistas que permite crianças, o dono está suando como se nunca tivesse visto uma gangue de criminosos asiáticos antes e esses três estão tremendo como se a mãe deles estivesse em perigo. Realmente passou pela sua cabeça que qualquer pessoa tem acesso ao que você queria e que ninguém tentaria passar a perna em você? Dito isso, foi tudo ideia dele. – Miranda passou os olhos levemente nos pulsos de Doug, sendo alegrada pelas marcas feitas pelas correntes durante a fuga. Assim o velho Doug conseguiu começar uma situação hostil entre um jovem criminoso asiático e uma velha golpista acompanhada de sobrinhos. Porém o editor disse que precisamos imitar os personagens e monetizar e criar um artifício para fazer vocês lerem a próxima edição, então espero ter agradado e conseguir voltar.
Pequenas Chances de uma Conclusão!
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