Need You Now

12 Capítulo 12


West era um tipo diferenciado de homem. Vinha de boa família, mas não tratava as pessoas com arrogância. Ouvia à todos com atenção, parecia genuinamente interessado em aprender tudo o que pudesse, e quando apontou algumas falhas nos processos administrativos o fez com humildade. Elisabeta gostava dele. Era uma companhia agradável, uma boa ajuda no trabalho e passavam cada vez mais tempo juntos.

Por isso, quando West sugeriu que fossem jantar no clube, após um dia exaustivo de trabalho, Elisabeta não viu qualquer motivo para recusar. West a buscou em casa, ofereceu seu braço para que entrassem no recinto, puxou a cadeira para que Elisabeta pudesse sentar. Era um cavalheiro, e estava interessado nela. E embora ela soubesse que West não despertava seu corpo como Darcy fazia, já havia algum tempo desde que fora cortejada daquela forma.

E Darcy, bem, Darcy não era um homem que a cortejaria. Era um homem bonito, confiante, e Elisabeta sabia que cair em seus braços seria delicioso. Mas seria uma aventura. E em algum momento os dois se cansariam. Não que Darcy não fosse inteligente ou não tivesse seus momentos de sensibilidade. Mas era um homem do mundo. Era o homem certo para estar em sua cama, mas não em seu coração.

Então Elisabeta permitiu-se aproveitar aquela noite. Conversaram sobre a vida, sobre os planos, sobre os Estados Unidos. West segurou sua mão com delicadeza, a convidou para uma dança, e então outra. E quando perceberam, a madrugada já avançava, o clube já esvaziava, os garçons já arrumavam as mesas. West a levou até em casa como um perfeito cavalheiro, e embora ela pudesse dizer que ele pretendia beijá-la, não o fez.

E no outro dia Elisabeta recebeu flores no café da manhã, para o divertimento de Petúlia e Charlotte. Havia um bilhete de agradecimento pela noite, onde West dizia o quanto ela estava bonita na noite anterior, e que mal poderia esperar para vê-la novamente. Elisabeta esperou ver um sorriso de desdém no rosto de Darcy, mas sua expressão era completamente neutra, indecifrável.

Houve, porém, uma mudança em Darcy depois daquele momento. Ela esperava que Darcy comentasse sobre sua saída com West, desdenhasse, demonstrasse qualquer coisa. Mas Darcy nada disse. E embora ele a tratasse bem e agisse profissionalmente, deixou de fazer seus comentários maliciosos. Elisabeta percebeu então que sentia falta deles, que sentia falta daquele jogo de sedução.

Mas Darcy desviava o assunto toda vez que Elisabeta falava algo com duplo sentido, deixou de fazer comentários sobre a vida pessoal dela, e quando ela buscava aquele olhar de desejo não encontrava nada. Era como se nada tivesse acontecido entre eles, como se uma semana antes não estivessem no escritório dela conversando sobre deliciosos pecados.

E Darcy agora tratava West com a maior educação. Os dois inclusive conversavam enquanto Darcy dirigia, e por algum motivo tudo isso fazia Elisabeta sair do sério. Quando saiu com West pela segunda vez, Elisabeta já não sabia se estava fazendo aquilo por ela, ou para despertar alguma coisa em Darcy. No fundo gostaria que ele agisse como um ogro, a impedindo de sair, a confrontando sobre seu desejo por ele.

Novamente, porém, ele não demonstrou qualquer reação. Nenhum sorriso irônico, nenhum comentário desdenhoso, sequer um olhar que demonstrasse incômodo. Era frustrante, porque passadas quase duas semanas desde o escritório, era como se Darcy não tivesse qualquer interesse nela. E ela seguia desejando Darcy, agora também tomada por uma necessidade de arrancar qualquer reação dele.

Por tudo isso, quando o viu naquela tarde de sábado no galpão, com a regata branca deixando seus braços a mostra, as mãos sujas da graxa do motor do carro que ele arrumava, uma gota de suor na testa, Elisabeta viu-se disposta à provocá-lo. Entrou no local deixando a porta quase fechada, e ficou observando Darcy trabalhar até que ele notasse sua presença.

— Você precisa de alguma coisa? – ele perguntou alguns segundos depois, sem tirar os olhos de seu trabalho.

— Preciso. – ela disse, decidida. – Você nunca me disse se sentiu o meu cheiro no seu quarto naquela noite.

Elisabeta o viu suspirar, e ainda sem tirar os olhos do motor ele respondeu.

— Senti. – seco.

— Você dificultou um pouco o meu trabalho no escritório, sabia? – Elisabeta aproximou-se do carro, olhando para o motor.

— É uma pena. – Darcy respondeu.

— Achei que era seu objetivo. – ela deu de ombros. – Não era?

Darcy tencionou o maxilar, e seus olhos finalmente encontraram os dela.

— Tem algum lugar que você precise ir? – Darcy perguntou, sério.

— Não, no momento não. – Elisabeta deu um sorriso inocente. – A menos que você queira me levar à algum lugar.

Darcy ficou quieto, voltando ao trabalho. Elisabeta sorriu. Ele estava incomodado e isso já era mais do que havia demonstrado nas últimas duas semanas.

— Você tem mesmo mãos habilidosas. – ela comentou.

Darcy olhou para ela novamente.

— O que é que você quer? – ele disse, num grunhido.

— Atenção. – Elisabeta aproximou-se dele. – Você tem me deixado um pouco de lado ultimamente.

Darcy riu, irônico.

— Duas semanas e o seu namoradinho já deixou você entediada? – ele ergueu a sobrancelha, e Elisabeta sorriu.

West não era o namorado dela, mas não se preocupou em desmentir a informação.

— Temos um encontro hoje, eu e ele. – Elisabete deu de ombros.

— E você está aqui para que? Um aperitivo? – Darcy perguntou, transbordando ironia. – Peça para o americano melhorar as preliminares se transar com ele tem sido tão ruim.

Elisabeta riu alto, arrancando um olhar irritado de Darcy.

— Então você está me ignorando por ciúme? – ela ergueu a sobrancelha.

— Eu não estou ignorando você. – Darcy bufou. – Eu só não sou um otário.

— Definitivamente por ciúmes. – Elisabeta sorriu, vitoriosa.

— O que é que você quer? – perguntou, irritado.

— Você. – ela respondeu, cruzando a distância entre eles.

Ela não soube exatamente o motivo de fazer aquilo. Havia uma sensação de poder de saber que Darcy estava incomodado com a aproximação dela e de West. Completamente ilógica e irracional, mas definitivamente real. Darcy suspirou, mas abriu espaço para ela, que se colocou entre ele e o carro, o capô aberto os escondendo do resto do mundo. Elisabeta segurou o tecido branco da roupa dele, o puxando para ela.

Havia alguma dúvida no olhar dele, mas Elisabeta aproximou sua boca do pescoço dele. E quando sua língua tocou a pele salgada, Darcy soltou um gemido baixo. Ele a ergueu para que ficasse sentada desajeitadamente, e Elisabeta o sentiu entre suas pernas. Passou seus dentes pela pele dele, a mão descendo até a barra da regata. Elisabeta sentiu Darcy contrair os músculos quando a mão fria o tocou por baixo da roupa, e ela não resistiu a puxar a peça para cima.

Afastou a boca o suficiente para remover a regata, o corpo dele finalmente a sua disposição. Elisabeta arranhou a pele recém exposta, e Darcy aproveitou a deixa para puxar os cabelos dela, expondo o pescoço em uma revanche. Ele sugou sua pele e Elisabeta imaginou que deixaria marcas, e o arranhou de novo, uma de suas mãos nas costas dele, a outra em seu peito. Darcy investiu contra ela, estimulando outro gemido.

As mãos dele subiram o vestido de Elisabeta, explorando a pele que ia descobrindo. Ele a segurava com força, possessivo. Logo ela sentiu as mãos dele em suas coxas, e então ele a acariciou por cima da roupa íntima, fazendo Elisabeta gemer seu nome. Darcy subiu os beijos até o ouvido dela, respirando pesadamente, repetindo a carícia por cima da roupa.

— Ele sabe o quanto você me quer dentro de você? – perguntou com uma voz sacana.

— É claro que não. – Elisabeta riu contra o ombro dele.

— Você deveria dizer pra ele. – Darcy mordeu a orelha dela. – Ei, West, não é nada contra você, mas eu preferia estar transando com meu motorista.

Darcy afastou a roupa íntima e a tocou, fazendo um arrepio passar por todo seu corpo. Ele a acariciou como Elisabeta não lembrava-se de ter sido tocada, e logo ela sentiu um dedo deslizar por suas paredes.

— Ele toca em você assim? – Darcy perguntou.

— Deixe de ser babaca, você sabe que eu não transei com West. – Elisabeta o mordeu, tentando controlar a respiração.

— Eu só queria que você confessasse. – ele riu contra o ouvido dela.

Elisabeta beijou o pescoço de Darcy, suas mãos descendo para a calça dele, enquanto ele deslizava outro dedo para ela, o polegar brincando com seu ponto mais sensível. Ela abriu o primeiro botão, e já sentia Darcy pulsar. Não perdeu tempo ao baixar o que conseguiu das roupas dele, liberando o membro quente e rígido. Elisabeta o envolveu com a mão, e Darcy gemeu seu nome.

Ela moveu a mão, o estimulando, e Darcy gemeu novamente. Retirou os dedos de dentro dela, afastando-se o suficiente para puxar a roupa íntima com força. Elisabeta sentiu a peça rasgar, e Darcy levantou ainda mais o vestido dela, abrindo suas pernas em seguida. Ela precisou soltá-lo para segurar os ombros de Darcy, sua intimidade entrando em contato com a dele, os dois suspirando com o contato.

Darcy moveu-se contra ela, brincando com aquele contato. Elisabeta o segurou ainda mais forte, o membro quente dele gerando um estímulo que ela ansiava há muito tempo. Darcy moveu-se de novo, controlado. As mãos dele a seguraram pelas coxas, a erguendo dali, segurando todo o peso dela. Uma delas deslizou até sua bunda, segurando com força. Elisabeta o abraçou as mãos nos cabelos dele.

— Eu vou te foder forte e rápido, como eu prometi. – Darcy sussurrou. – E você vai encontrar aquele idiota com o meu cheiro na pele.

Ela sentiu a ponta do membro dele em sua entrada, e Darcy a afastou um pouco para olhar em seus olhos. Ele investiu contra ela, a preenchendo completamente e arrancando um gemido engasgado. Darcy era grande, e ainda assim parecia que ela nunca estivera tão pronta quanto naquele momento. Ele a sentou novamente no carro, retirando-se dela e investindo novamente, com um sorriso de lado no rosto.

Elisabeta arranhou as costas de Darcy, e ele colou a testa na dela. Os movimentos dele eram como o prometido: fortes, rápidos, certeiros. E ela sentiu o nó em seu baixo ventre crescer, o prazer tomar conta de seu corpo, e quando Darcy percebeu que ela estava perto começou a se movimentar ainda mais rápido. Os sons eram deles deslizando um contra o outro, os gemidos baixos, as respirações misturadas.

Ela sentiu quando o abismo chegou, o prazer extrapolando em seus poros, e gritou o nome dele. Darcy ainda precisou de algumas investidas, e então tencionou o maxilar, um grunhido baixo. Elisabeta sentiu-o contraindo-se, derramando-se nela. Os dois suavam e Darcy ainda a segurou contra ele até suas respirações normalizarem parcialmente.

— Era isso o que você queria? – ele perguntou com um sorriso satisfeito.

— Você sabe que sim. – ela também sorriu.

Darcy se afastou de Elisabeta, arrumando suas roupas, enquanto ela fazia o mesmo com as dela.

— Às ordens. – Darcy disse, com um sorriso irônico. – Você quer que eu te leve pro seu encontro?

— West vem me buscar. – ela deu de ombros.

— Mande lembranças ao americano. – Darcy pegou a roupa íntima dela rasgada do chão. – Isso fica comigo.

— Recordação? – ela ergueu a sobrancelha.

— Digamos que sim. – ele sorriu, guardando a peça no bolso.

— E eu não ganho nada? – Elisabeta cruzou os braços.

Darcy sorriu, malicioso.

— Não me faça ser vulgar, Lizzie. – Darcy disse.

Elisabeta ergueu a sobrancelha novamente. Ele nunca havia usado o seu apelido.

— É assim que seus empregados mais íntimos a chamam, não é? – Darcy respondeu a pergunta silenciosa. – Eu acho que posso me considerar íntimo agora.

Elisabeta gargalhou.

— Você é um completo idiota. – ela revirou os olhos.

— É o que dizem. – Darcy piscou para ela.

— Até amanhã, então. – Elisabeta disse.

Darcy acenou, retornando ao motor do carro. Foi só naquele momento que Elisabeta percebeu que ainda era dia, que a porta do galpão estava entreaberta e que qualquer um poderia ter aparecido. Ela só pretendia provocá-lo um pouco e acabara ali, com aquela experiência que sabia que seria incapaz de esquecer.

Naquela noite ela disse à West que não estava disponível para uma relação, que poderiam continuar amigos, mas seria o máximo que conseguiria. Disse à ele que não estava preparada para se envolver com ninguém, mas a verdade é que sabia que aquela tarde havia sido apenas a primeira com Darcy. E não seria justo com qualquer outro homem, muito menos com um homem como West.

Quando chegou em casa e deitou a cabeça no travesseiro, seu quarto cheirava à Darcy. Elisabeta quase pensou que estava imaginando coisas, e então viu o bilhete em sua mesa de cabeceira. Era simples, bobo até. Havia uma única frase, mas que trouxe um sorriso ao rosto dela.

“Para você lembrar de mim.”

Como se fosse possível esquecer.