Necromante

15 Capítulo 12: Isso é Um Carro?!


(PDV Umbra)

Fiação, condutores, painéis, peças, vidros feitos de cristal sintetizado que é praticamente invisível, tudo perfeito para construir o veículo pessoal perfeito. Eu já tenho o design em mente. Já é manhã, e Misaki resolveu ir dormir quando era duas da manhã.

Depois de empacotar tudo e preparar para levar para as docas, onde o resto das peças está, Misaki acorda. Vendo tudo empacotado, ela imediatamente acorda e alisa o cabelo bagunçado. Eu armazeno tudo na minha sombra, incluindo o núcleo, e nós entramos no carro, indo para as docas com Misaki no volante.

Afinal, eu sou pequeno demais para alcançar o volante e os pedias ao mesmo tempo. Eu também mal posso ver por cima do volante. Ela dirige para as docas e vamos imediatamente para o galpão de antes.

Entrando no galpão, eu lentamente monto o carro. Primeiro, eu coloco todo o sistema nele e faço tudo manualmente, sem usar magia. É um processo muito delicado para usar somente magia.

Misaki assiste a todo o processo com muita curiosidade. Depois de acabar o essencial, eu pude fazer o processo mais rapidamente, explicando tudo para Misaki. Claro, ela não entendeu a maior parte, mas anotou tudo para estudar depois. Claro, eu planejo ensinar com mais detalhes depois.

Depois de longas sete horas, eu finalmente termino tudo. Vendo o resultado, Misaki olha para o resultado final com olhos arregalados com uma expressão de choque.

— Isso é um carro?!

— Exato!

Eu exclamo, fazendo ela dar um pequeno pulo de susto. Ela suspira, com a mão no peito.

— Será que eu consigo dirigir essa coisa...

— Provavelmente não. Mas não tem problema, já que eu serei o motorista.

Ela me olhou em choque. Eu sorri largamente.

— Eu projetei ele para se adaptar ao motorista! Só falta o núcleo de energia! Vamos entrar, temos que ir almoçar.

— O-ok.

Nós entramos e eu me sento no banco do motorista. O carro tem alguns painéis sensíveis ao toque. Não existe um freio de mão, o carro é inteligente o suficiente para ficar freado quando parado. Porem, ele tem uma daquelas alavancas das quais você segura na barra horizontal e arrasta para frente e para trás, deslizando.

No meio do painel, tem um soquete esperando pelo núcleo. Tirando o núcleo da minha sombra, ele fica flutuando acima da minha palma. Aproximando o núcleo, ele flutuou da minha mão para o soquete. O núcleo se abriu um pouco, revelando o cristal flutuante e girando dentro das limitações de metal.

Entrando no soquete, ele é levado para dentro do motor do carro, e painel fecha, e a parte do painel que fica ali deslizou por de trás do outro painel. O carro liga, os painéis se acendem e o banco se ajusta, levantando e se ajustando ao meu tamanho.

Os pedais levantam e o volante diminui um pouco. O carro é preto e cromado, com os painéis brilhando em um vermelho suave. Afinal, mana vermelha é o combustível principal. Misaki olha para tudo com os olhos brilhando de curiosidade. Eu rio.

— Gostou? Eu não recomendo tocar em nada, este carro está armado até os dentes.

— Ele tem armas?

— Sim, algumas. Incluindo mísseis e algumas magias. Enfim, vamos almoçar.

Saindo das docas, eu vejo o céu azul do lado de fora. Tocando um ícone no painel, as janelas descem... e o teto se retrai para a traseira do carro, indo para baixo da lataria que se abriu. Vendo isso, Misaki falou:

— Ele vira um conversível...

— Você ainda não viu nada. Coloque o cinto.

Eu falei, colocando o meu. Depois de colocar o cinto, Misaki me perguntou:

— As pessoas não vão estranhar uma criança dirigindo?

— O carro vem com uma magia de ilusão. Para quem olha de fora eu sou um adulto. Bem, ele também se mantém fora da percepção das pessoas para não atrair atenção, mas os outros motoristas podem velo e fazer parte do transito.

Eu dirijo até um restaurante no centro da cidade. Depois do almoço. Nós voltamos para casa e fazemos as malas, colocando-as dentro do porta-malas. Depois de me despedir da minha família e avisando que eu vou viajar, eu e Misaki entramos no carro.

— Mestre, — ela me pergunta, enquanto eu dirijo – nós não compramos as passagens de avião... não me diga...

Eu fico quieto, dirigindo em direção as docas.

— Ele também voa...

— Exato!

Eu exclamo, assustando-a novamente. Ah, eu não canso disso! Chegando ás docas, eu paro o carro em frente a uma área aberta, com bastante espaço. Tocando um ícone no painel, as janelas fecham e o teto do carro volta. A parte de trás do carro desdobra em asas.

Acelerando o carro, eu puxo o volante, fazendo o carro alçar voo suavemente. Depois que nós tomamos certa altitude, o carro termina de mudar para o modo de voo. Misaki assiste a tudo em silencio. Eu solto o volante e me espreguiço.

— O carro tem piloto automático. – eu digo, ajustando o destino do carro no painel – E também tem algumas funções de lazer, assim como acesso à internet.

Depois de colocar o carro no piloto automático, eu toco um ícone do painel. Uma tela do painel na frente de Misaki.

— Sinta-se a vontade para escolher alguma coisas do painel. Eu vou jogar um pouco.

Tocando o painel, um ps3 que eu trouxe da minha casa e instalei no carro saiu, junto com headset. Colocando o headset, eu reclino no meu banco, que é extremamente confortável, e coloco um dos meus jogos favoritos.

Misaki surfa na internet e assiste a alguns filmes com um headset. A viajem vai ser rápida, já que a velocidade é a velocidade do som. Nós não estamos sentindo por causa da magia usada no carro. Eu não preciso me preocupar com o sistema antiaéreo dos países, o carro é indetectável.

Jogando um pouco de Dark Souls, um jogo lançado ano passado, eu aproveito a viagem.

(Carro)