Notas iniciais
Boa leitura! Depois digam-me o que acharam do capítulo.

Contato Carnal

Carrie foi levada para fora do quarto bizarro, seu sangue escorria lentamente por entre as curvas do seu rosto, e ao chegar ao ponto mais extremo do seu queixo pingava sobre o chão, pingos rubros e carregados. Jack a puxava pelos braços entre o corredor das salas lúgubres daquele lugar quase inóspito, do seu bolso retirou uma pequena chave feita em ouro maciço, e a pôs no buraco da fechadura da porta número 2, girou-a e a destravou, com um empurrãozinho do seu pé a abriu e jogou a moça lá dentro como se ela fosse um pedaço de pano de chão. Em seguida fechou a porta e foi até a primeira porta do corredor, com outra chave a abriu e sumiu ao passar por ela. Um leve barulho de travas ecoou pelo corredor.

***

Ao acordar novamente em outro cômodo estranho, achei que estava vivendo um deja vù, meus pensamentos embaralhavam mais e mais, estava louca, sedenta por respostas plausíveis para aquela situação esdrúxula e macabra. Será que eu surtei? Será que tenho algum problema mental raro? Estou apenas dormindo profundamente? Não! A dor é tão real quanto eu ser humana! – Eu debatia comigo mesmo, mesmo que tudo fosse verdade, aquela atitude não deixava de ser um tanto débil.

— Tenho que dar um jeito de sair daqui.

Aquele era um novo ambiente, um novo cômodo malignamente bizarro e bizarramente maligno, nas paredes haviam imagens representativas que mostravam Deus e o demônio, trechos da bíblia escritos com letras disformes me assombravam, os olhos vermelhos do diabo pareciam anunciar a minha morte, enquanto a expressão de Deus me mostrava a esperança. Por incrível que pareça o quarto estava iluminado, bem iluminado, o constante cheiro de morte tomava o local e a morte olhava diretamente para mim.

Na parede do fundo do quarto uma cruz se destacava acima do chão, partes de braços, pernas, tronco e cabeça se união para formar "Jesus". A cena era a mais blasfêmica e nojenta que eu já havia presenciado. Aquilo era um santuário macabro, o quarto dos horrores. Juntar partes de humanos diferentes para formar um só corpo era simplesmente diabólico e doentio.

— O que será de mim?

Percebi que as diversas partes estavam empalhadas, a frente do cristo cadavérico jazia uma bíblia aberta sobre um pedestal, aproximei-me e li uma das frases que estava escrita na página.

"Se Cristo vos libertar, verdadeiramente sereis livres." João 8:36

Aquela frase parecia ser tão estratégica. Era como se ela se referisse diretamente a mim. Os olhos daquele Jesus esquartejado pareciam ter pena da minha alma. Minha passagem pelo santuário era como o epílogo da minha vida, meu último contato com Deus e minha salvação negada pelos olhos penosos de um corpo empalhado.

Já tinha perdido a noção do tempo, não fazia ideia de há quanto tempo já estava naquele posto, de repente me veio uma sede tremenda e uma fome ainda maior, estava disposta a fazer qualquer coisa por um copo d'água e um prato de comida. Comecei a gritar pelo Jack, mas ele não aparecia, eu precisava dele, naquele momento, eu, precisava dele.

***

Jack estava parado diante do caixa do posto, estava conversando com outra pessoa, alguém que ele conhecia profundamente.

— A cachorrinha começou a latir. — Disse a tal pessoa.

maluco pra comer aquele rabinho de vadia, quero matá-la, mas a morte dela será especial.

— Não! Não vai matá-la a menos que eu mande matá-la, vamos brincar muito com ela, ouviu bem?

— Leon, não me diga que está...

— Não diga nada, sei o que esta pensando e não suporto pré-pensamentos.

— Tudo bem, é melhor você ir ver o que a vadia gostosa quer.

Carrie continuava gritando no santuário, o frentista foi até o quarto, carregava consigo um vaso de água o líquido tinha uma coloração amarelada, parecia estar suja, quando a moça viu o vaso, soltou um suspiro, mas a cor da água a preocupou.

— Olha o que eu trouxe pra você! — O homem cantarolava.

Estendeu a mão com a garrafinha e esperou que Carrie tentasse pegar o vaso, quando ela levou a mão até o objeto ele a surpreendeu puxando o vaso de volta.

— (Risos) pensou que ia ser tão fácil Carriezinha? Vamos ter que brincar para você conseguir essa garrafinha, não acha?

— Eu faço tudo pela água e por um prato de comida, só não me deixe com sede ou com fome, por favor! – Ela implorava e o frentista ria daquela cena humilhante.

— Cachorra safadinha, quer fazer tudo que tem direito (risos). Eu quero chupa-la, quer que eu te chupe cadelinha?

— Eu faço tudo, me chupa! Me estupra logo, acaba com isso!

— Ei, ei, ei, calma. — Ele pegou nos cabelos dela e a beijou. — Vamos sair daqui, ok?

Aquilo embaralhava a cabeça da vendedora, uma hora ele era doentio, débil, raivoso, perverso, safado, apaixonante como um sedutor bandido, mudava constantemente de humor, parecia ser 2, 3 pessoas em apenas uma, ela sentia ódio e atração ao mesmo tempo, já não sabia se queria fugir ou ficar ali com ele para sempre. Um instinto sado-masoquista floresceu dentro do seu corpo.

Saíram do quarto 2 e foram ao número três, a pilha de cadáveres do armário da porta quarto ainda se amontoava no corredor. O frentista empurrou a mulher em cima da cama e tirou a calcinha que a cobria, a blusa surrada e rasgada foi arrancada com seus dentes, seus lábios encontraram os "lábios" inferiores de Carrie e ela gemeu mordendo os beiços. Não demorou muito para que o frentista começasse a viola-la, ela estava deitada com suas pernas abertas, ele estava sobre ela, fazendo movimentos pélvicos que faziam os dois gemerem juntos e em um ritmo frenético. Carrie se sentia possuída e o rapaz se sentia satisfeito, mas alguma coisa em seu coração lhe dava a sensação de paixão, como se ela lhe fizesse alguma diferença na vida.

Notas finais
Próximo capítulo sexta às 16:30