Nebulosa
62 Capítulo 62 – Tormenta.
Notas iniciais
PDV Isabella Swan
Ver Edward sorrindo suado e sem camisa mexeu imediatamente com a minha libido. Meu marido exalava masculinidade por todos os poros. O corpo magnífico aliado ao rosto que qualquer modelo daria alma para possuir, o tornavam um exemplar de homem único e perfeito. Eu realmente tinha muita sorte.
Era impressionante a forma como o meu corpo reagia à presença dele. Era muito mais que química, era realmente como se nós dois fôssemos almas gêmeas. Se me pedissem para explicar, eu não conseguiria. Talvez fosse aquela história maluca de impriting que uma vez ouvi na reserva Quileutes em Forks numa noite... Nas festas em torno da fogueira, durante a minha adolescência. Mas quem acreditaria em lendas e superstições indígenas?! Suas palavras me trouxeram de volta a realidade.
- O que faz aqui amor? Estava com saudades?
Perguntou ao se aproximar de mim. Pode parecer loucura mais senti que minha calcinha ficava molhada. Sorri e estendi as mãos mostrando-lhe as guloseimas.
- Você esqueceu seu lanche.
Ele franziu a testa e me deu um beijo breve nos lábios.
- Você está bem? E o bebê?
Sorri, entendendo sua preocupação.
- Está tudo bem, não precisa se preocupar cowboy.
- Que horas são?
- Três e meia.
Respondi sorrindo.
- Fiu!
Assoviou.
- Trabalhei tanto que nem vi a hora passar...
Sorri. Aquilo era tão Edward...
- Também não sentiu fome?
Perguntei mordendo o lábio inferior. Ele sorriu e abocanhou quase a metade do sanduíche com apenas uma única mordida. Será que meu filho ou filha teria um apetite voraz como o do pai?
- Honestamente? Não. Se você não tivesse aparecido eu só iria me dar conta de que não havia comido nada quando chegasse em casa.
Olhei ao redor curiosa.
- Onde está Jared?
Quis saber, pois geralmente ele sentia cheiro da minha comida de longe. Assim como o Emmett.
- Machucou o dedo e foi para casa mais cedo.
Falou dando de ombros. Ele abriu a garrafa e não se deu ao menos o trabalho de colocar o suco no copo, bebendo na própria garrafa. Suspirei observando fascinada uma gota do suco escorrendo pelo canto esquerdo de sua boca, deslizando pela pele dele. Minha tensão sexual aumentou.
- E ele também levou a Charlote com ele.
Disse entre uma mordida e outra. Estreitei os olhos em fenda.
- Como assim “levou Charlotte com ele”?
Edward engoliu mais um pedaço do sanduíche de ricota, juntamente com uma risada abafada.
- Ele se afeiçoou à feiosa, amor.
Eu o encarei com raiva.
- Em primeiro lugar não chame a minha coruja de feiosa! E em segundo, ele não pode se apropriar do que não é dele e sair levando assim!
Bufei. Edward se segurava para não explodir numa gargalhada, mas seu corpo tremia se sacudindo, o que o denunciava. Era difícil admitir, mas eu estava com ciúmes por que Jared havia levado o pequeno animal para sua casa. Poxa... Ele não deveria ter feito isso sem falar comigo primeiro.
- Charlotte também não é sua querida. Ela pertence à natureza. É livre.
Ele falou convicto. Fiz uma careta. Ele prosseguiu:
- Só está conosco enquanto se recupera. Quando ela estiver totalmente curada nós dois vamos libertá-la. Você ouviu o que o Seth disse na última visita.
Eu havia escutado tudo o que Seth dissera, e embora não concordasse com o veterinário, sabia intimamente que ele estava com a razão. Mas o meu coração já havia adotado a pequena coruja.
- Sim. Que animais silvestres devem ser devolvidos ao ambiente natural, eu sei.
Ele fitou-me divertido e ergueu uma sobrancelha.
- Então por que a crise?
Desconversei.
- Que crise?
Ela jogou a cabeça para trás e deu uma gargalhada sonora.
- Você é como um livro aberto amor. Suas emoções transparecem em sua expressão muito facilmente.
Fiz outra careta.
- Antigamente você não conseguia ser tão bom leitor...
Ele assentiu.
- Isso foi antes de admitir que eu sou completamente apaixonado por você.
A sinceridade brilhava no verde dos seus olhos e eu engoli em seco, sentindo meu coração acelerar. Eu amava aquele homem com todas as forças do meu ser.
- Edward...
- Bella...
Em segundos estávamos um nos braços do outro. Nossas bocas se buscando sôfregas, nossas línguas se acariciando mutuamente. A pele dele toda suada tocando a minha ainda fresca era um poderoso afrodisíaco. Levei meus braços ao seu pescoço e o enlacei, trazendo-o mais para perto.
- Porra... Quero você amor.
- Eu também.
Falei e ele gemeu entre o beijo. Meus seios intumesceram, meu sexo latejou em antecipação. Senti quando ele me pegou nos braços e me ergueu facilmente até a carroceria da picape, deitando-me e prendendo-me sob o corpo musculoso. Minha excitação aumentava, meu coração estava disparado. Ele me queria e eu estava disposta a dar tudo o que ele quisesse tudo o que pedisse, incondicionalmente.
- Edward...
- Estou indo, minha Nebulosa.
Ele me fitou com uma expressão quase primitiva em seus olhos escurecidos pelo desejo. Os raios de sol se infiltravam por entre os galhos das árvores e ele praticamente arrancou o meu vestido jeans, gemendo baixinho ao admirar meus seios. Sorri, encorajando-o e ergui meus quadris para que retirasse a última peça de roupa que ainda cobria o meu corpo, mas ele foi mais rápido e enroscou um dos dedos na pequena calcinha branca, rasgando-a, no ímpeto do momento. Meu corpo clamava pelo dele. Eu queria que ele me possuísse agora.
- Linda.
Falou com a voz rouca.
- Venha cowboy.
Chamei, vendo descartar a calcinha para o lado e desabotoar a própria calça, tirando-a juntamente com a box, numa impaciência gritante. Em segundos seu membro surgiu, duro e reto, apontando para frente. Mais uma vez meu corpo estremeceu. Ele voltou a me beijar se acomodando sobre mim e levando os dedos ao meu sexo ensopado. Gemi e abri minhas pernas num convite mudo. Ele se alinhou e me penetrou de um só golpe.
Gritei ao sentir todo meu interior quente e úmido preenchido por seu pênis duro e pulsante. Ele parou bruscamente.
- Te machuquei?
Questionou ansioso.
- Não. Vai me machucar se não continuar...
Falei aos arquejos. Ele sorriu e continuou a investir, começando a me levar a loucura.
- Calma gostosa...
- Edward...
- Você sabe...
Falava com a respiração entrecortada.
- O quanto eu vou...
Deus! Era bom demais senti-lo dentro de mim...
- Fazer você se sentir bem...
A respiração quente de suas palavras sexys, se espalhou sobre minha pele, fazendo com que os meus quadris saíssem da carroceria do carro. Aumentei o meu aperto com as pernas em sua cintura, segurando-o com firmeza e sussurrei um sim, através de meus lábios entre abertos, o som era mais um pedido para que ele prosseguisse com aquela lenta tortura, do que uma resposta. Automaticamente ele aumentou o ritmo das estocadas.
Senti o clímax se aproximar, as ondas de prazer se construindo aos poucos.
- Sim. Oh céus, Edward, assim.
Murmurei sendo tomada pelas intensas sensações.
- Porra, Bella eu...
- Eu também...
O êxtase chegou potente, sublime, arrebatador, mágico. O clímax nos lançou num mundo maravilhoso e inebriante. Olhei para Edward. Ele estava tão lindo. Olhos fechados, boca aberta, cabeça levemente jogada para trás, o corpo ainda estremecendo com os espasmos do orgasmo, completamente alheio a tudo no mundo nesse momento. Apenas centrado no prazer que nos consumia.
Subitamente ele saiu de cima de mim, me deixando com uma estranha sensação de vazio e se ajoelhou depositando beijos lânguidos em todo o meu ventre.
- Bebezinho lindo, você está bem?
Sorri e acariciei seus cabelos úmidos pelo suor.
- Papai e mamãe estão se divertindo um pouco, filho.
- Ele está bem Edward. O sexo durante a gravidez é bastante saudável se a gestação não for de risco.
Ele me encarou receoso.
- Sério?
- Sim. Alice me trouxe algumas revistas sobre o assunto. Se quiser ler depois...
- Claro que eu quero. Tudo que diga respeito a você e ao nosso filho me interessa amor.
Falou e veio deitar ao meu lado, colocando um dos braços estrategicamente sobre minha barriga, como se também quisesse abrigar nosso bebê. Uma brisa suave começou a soprar, mas os animais estavam em silêncio. Era como se aquilo fosse o prenúncio de algo que estava por vir. Estiquei minha mão tocando-o. Mais feliz que nunca, virei para ele, beijando-o de modo apaixonado, o que fez com que o desejo entre nós reacendesse. Edward soltou um gemido gutural e mais uma vez cobriu meu corpo com o seu. Abri minhas pernas e levantei de leve os quadris fazendo com que nossos sexos roçassem um no outro, provocando-o, convidando-o. Eu sabia que ele não conseguiria resistir.
Embora estivesse tão ou até mais excitado que da primeira vez, ele procurou ser mais gentil e cuidadoso por causa do bebê. Era outro lado que eu amava em Edward. Eu e o nosso filho vínhamos sempre em primeiro lugar. Ao senti-lo me possuindo, comecei a mexes os quadris sensualmente e ele se deixou levar. Em poucos minutos atingimos o orgasmo novamente. Foi um entrega total sem restrições e alucinante.
- Eu te amo, Edward.
Falei passando meus dedos trêmulos pelos cabelos bagunçados dele.
- Também te amo, Bella. Você e o nosso filho são a minha vida. Acho que eu morreria se algo acontecesse a um de vocês.
- Nada vai acontecer conosco amor. Estamos juntos e é isto o que importa.
Não sei quanto tempo ficamos ali juntinhos, mas vencidos pelo cansaço, acabamos adormecendo.
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Edward foi o primeiro acordar. Eu abri os olhos ainda sonolenta e ele estava vestido, de pé, fitando a mata ao nosso redor. Senti que alguma coisa estava errada. Me sentei e peguei o meu vestido, me cobrindo.
- O que foi?
Perguntei.
- Não gosto disso.
Disse ficando de pé.
- Do que?
Questionei meio desorientada.
- O clima. Está me deixando tenso.
Olhei para cima e nuvens escuras apareciam no lugar do céu claro e limpo de hoje mais cedo
- Por quê?
Perguntei sentindo um arrepio percorrer minhas entranhas.
- Notou como os animais estão quietos?
Perguntou ainda de costas para mim. Olhei em volta. Ele estava correto. Nem um pássaro, nem esquilos ou cervos, borboletas ou aves havia ali. O silêncio imperava e era absoluto.
- É preciso muita coisa para silenciar os animais dessa forma. Não estou gostando. Vem uma forte tempestade ou um tornado por aí.
Falou voltando-se para mim. Estremeci, lembrando-me imediatamente das palavras de Alice... O tempo estava mudando. Um tornado? Meu Deus! Em Forks só tínhamos a chuva constante. Tornados apareciam apenas nos noticiários da TV.
- Só espero que não seja um furacão.
Disse baixinho., correndo a mão pelos cabelos bagunçados.
- Vista-se querida, precisamos sair daqui.
Mas assim que eu consegui colocar o vestido, o céu praticamente desabou sobre nós. Eu nunca havia presenciado tamanha força na natureza. Com uma chuva torrencial e um vento fortíssimo, capaz de nos jogar longe. Em segundos estávamos ensopados. Edward entrou no carro, me arrastou com ele, deu ré na picape e entramos a toda velocidade no celeiro. A nossa frente à chuva era tão espessa que eu não conseguia enxergar nem ao menos a vegetação. Tudo era um borrão deformado e disforme.
- Estaremos seguros aqui!
Bradou Edward apressado, me arrancando dos meus pensamentos. Ele rapidamente saltou da caminhonete, correndo e fechando as pesadas portas de madeira e aço do celeiro, colocando uma grossa barra de ferro, que eu nunca rinha visto ante, atravessada no meio das portas duplas. Mentalmente agradeci a Deus por Edward ter reformado aquela velha construção da fazenda, pois o celeiro antigo não serviria de forma nenhuma para nos abrigar.
Enquanto ele trabalhava, andando de um lado para o outro, pegando alguns objetos como rádio, lanternas e um pequeno fogareiro, eu apenas o olhava. Ao lado do carro eu me encontrava parada, estática, tremendo de frio, sem calcinha e com o vestido leve totalmente colado ao meu corpo. Segundo depois, ele olhou pra mim e praguejou baixinho.
- Venha Bella, você precisa se aquecer amor.
Concordei ouvindo o vento furioso açoitar as portas do celeiro, que balançaram.
Olhei para ele assustada. Ele soltou um palavrão e me abraçou, me levando até um grande monte de feno e deixando-me ali. Senti meu corpo esmorecer devido ao frio enregelante.
- Você está bem?
Perguntou ofegando e respirando com certa dificuldade. Minhas pernas não suportaram o peso do meu corpo, meus joelhos cederam e eu caí no chão. Meus olhos queriam fechar, meus lábios arroxeados.
- Bella! Isabella!
Ele gritou nervoso, me sacudindo pelos ombros. Seu rosto estava vincado pela preocupação. Ouvi um grande estrondo lá fora e a chuva aumentou. Estremeci invadida pelo medo.
- Merda! É um tornado com certeza e dos grandes.
Tentei falar, mas não consegui balbuciar uma palavra sequer. Em vez disso, tossi e murmurei alguma coisa, encolhendo-me toda. Puxei minhas pernas contra o meu peito. Que Deus protegesse o meu bebê. Edward soltou um sonoro palavrão e se ajoelhou ao meu lado enquanto o vento derrubava tudo lá fora.
- Bella, fale comigo amor!
Ele me olhava atormentado, me abraçando e tentando me aquecer, muito embora também estivesse encharcado. Minutos depois conseguir abrir minha boca.
- Eu... Eu estou bem.
Ele deu um suspiro de alívio.
- Mas... Estou com muito frio...
Praguejando contra o mundo e contra si mesmo, ele tirou o vestido molhado de meu corpo e me vestiu com roupas limpas e bem grossas do exercito americano. Ele fez com que eu vestisse uma calça, meias de lã e um grande e pesado casaco. Quase desapareci no meio de tanto pano.
- Edward...
- Tem que ficar aquecida. Tem que ficar aquecida.
Falou para si mesmo. Levei minhas mãos trêmulas ao rosto dele.
- Eu... Eu estou bem amor. E quanto aos seus pais, seus irmãos...
Questionei aflita.
- Vamos torcer para que tudo esteja bem.
Ele me fitava incerto. Ouvimos barulhos ensurdecedores e involuntariamente tapei meus ouvidos com as mãos. Na mesma hora senti os braços dele me envolverem.
- Vai dar tudo certo, não se preocupe.
- Estou com medo, Edward.
- Eu sei, mas eu não vou deixar nada te acontecer. Nem a você e nem ao nosso filho, eu prometo amor.
Seus olhos verdes estavam decididos. Eu percebi naquela hora que ele morreria por mim e pelo bebê, mas eu não deixaria que aquilo acontecesse. Jamais. Se nós tivéssemos que morrer, morreríamos juntos, todos os três.
- Meu Deus! E os cavalos?!
Ele engoliu em seco, me fitando com um olhar derrotado.
- Só nos resta esperar e torcer, amor.
Notas finais
Tornado a vista tomara que não seja dos grandes.
um bom domingo para vocês meninas e até terça
beijos
Kiki
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