Nebulosa
48 Capítulo 48 - O casamento – Parte II
Notas iniciais
Uma boa leitura para vocês.
PDV Isabella Swan.
Pisquei um pouco aturdida com os flashes. Emmett e Jasper tiraram várias fotos e depois Alice continuou registrando tudo. Nossos familiares e amigos sorriam, assoviavam e aplaudiam o beijo. Meu coração pulsava de alegria. Edward era meu marido. Ele me amava e me queria. E eu era dele. Assim como ele também era meu. Ele quebrou nosso beijo e nós dois viramos de frente para os convidados. Edward apertava minha mão. Os primeiros braços a me envolverem foram os do meu pai e depois os de Ângela, que chorava sem parar.
Um abraço de urso, quase esmagou meus ossos. Meu cunhado Emmett me ergueu facilmente do chão e me rodopiou na frente de todos.
— Meus parabéns Bellinha! Agora você é uma Cullen de verdade!
— Obrigada Emm. Realmente eu já me sinto parte da família.
Respondi.
— Você está amassando a Bella Emmett. Solte-a filho!
— Comporte-se!
Ralharam minha sogra e Rose. O grandão sorriu e se afastou. Ela então se aproximou, me deu um abraço gentil e sorriu.
— Obrigada por trazer meu filho de volta à vida. Nunca poderei expressar em palavras o quanto lhe devo Bella...
Sorri amplamente.
— Ele fez a mesma coisa comigo Esme. Você não me deve nada.
— Você é uma moça muito especial Bella.
O próximo a me cumprimentar foi o Carlisle e em seguida o Jasper, que sussurrou em meu ouvido:
— Eu sabia que você dobraria o meu amigo Bella. Parabéns querida. Seja muito feliz. Vocês merecem.
— Obrigada Jasper. Agora só faltam a Alice e você.
Emendei. Ele sorriu tímido.
— Quem sabe no ano que vem...
Dali, seguimos para um restaurante em Port Angeles para almoçarmos. Billy foi o único que não nos acompanhou. Uma mesa enorme já havia sido reservada por Edward e nos dirigimos para lá. Todos se acomodaram e fizeram os pedidos. Alice me olhou emburrada.
— O que foi agora?
Perguntei sabendo o que se passava na cabeça da minha querida cunhadinha.
— Você nem jogou o buquê. Que coisa mais chata.
Edward inclinou-se na direção dela por sobre a mesa.
— E por que Bella jogaria? Só tem duas moças solteiras aqui, você e a Ângela e ela é muito mais alta que você, tampinha.
Ela revirou os olhos, num gesto que Edward fazia de forma exatamente igual. Eu sacudi a cabeça sorrindo com a provocação dele e a expressão do rosto dela.
— Garanto que eu me esforçaria ao máximo para pegá-lo!
Ela exclamou chateada.
— Do mesmo jeito que fez no nosso casamento, pigmeu?
Emmett gritou, levando um safanão de Rose.
— Comporte-se!
— Vocês dois, parem de perturbar sua irmã! Hoje é um dia de festa e eu não quero saber das briguinhas de vocês.
Completou Carlisle num tom que não admitia discussão. Resolvi dar um basta na situação.
— Alice.
Chamei e ela me olhou triste.
— Eu não joguei o buquê querida, porque vou dá-lo a você.
Falei e estendi o lindo arranjo em sua direção. Os olhos dela brilharam.
— Sério Bella?
— Ei, assim não vale Bella!
Rosnou Emmett, levando uma cotovelada de Rose.
— Cala a boca Emmett!
Gritou Alice ainda me fitando. Eu prossegui.
— Hum-hum. Tome. É todo seu e espero sinceramente que você seja a próxima noiva.
Eu sabia que Angie não estava namorando ninguém, então...
— HÁ, HÁ, HÁ HÁ!
Explodiu o grandão numa gargalhada.
— Jasper você tá ferrado!
Edward bradou. O pobre do Jasper ficou vermelho como um tomate.
— Você já devia estar mais do que acostumado com esses dois, Jasper.
Rose falou segurando o riso. O almoço chegou e a conversa foi temporariamente esquecida. A comida estava deliciosa e ao levar à primeira colherada a boca foi que me dei conta de que não havia comido nada ainda hoje. Terminei a refeição, mas não quis sobremesa. Edward carinhosamente passou o braço sobre os meus ombros, encostando sua testa na minha.
— Alguém já te disse como está linda hoje?
— Você.
— Hum... E quando foi isso?
Sorri divertida.
— Quando cheguei no cartório.
— Hum... Já fazem horas. Me lembre de repetir isso a noite toda, ok?
Mais uma vez olhei naqueles olhos e me perdi na imensidão do intendo verde esmeralda.
Alice nos chamou:
— Está na hora.
— Desapareça Alice.
Resmungou Edward. Ela então voltou-se para mim.
— Amiga você vai querer passar o resto do dia com esse vestido?
Perguntou ignorando o irmão.
— Não. De jeito nenhum.
Falei.
— A diária de vocês no Hilton começa dentro de uma hora. Ou pegam a estrada a gora ou em vez de duas noites de núpcias, só terão uma.
Nós iríamos até Seattle e passaríamos dois dias num hotel antes de embarcar para Tucson, enquanto a família dele voltaria para casa esta noite.
— É impressionante como você é tão pequena e ao mesmo tempo tão irritante!
— Vai me dizer que não está louco de curiosidade para saber o que ela está usando por baixo do vestido maninho?
Edward grunhiu e eu corei até a alma. Alice sabia como jogar sujo. Edward mudou de posição na cadeira tentando disfarçar sua ereção.
— Foi o que eu pensei.
Ela falou e Rose nos olhou maliciosa. Levantamos em seguida.
— Está tudo pronto. As malas estão no carro e Jasper vai trazê—lo até a entrada do restaurante.
Alice continuou e o meu pai se aproximou, me dando um abraço apertado.
— Amo você filha.
— Também te amo, pai.
— Me ligue assim que chegar a sua nova casa.
— Sabe que é bem vindo Charlie.
Disse Edward.
—Obrigado.
Os dois apertaram as mãos e os nossos familiares vieram se despedir. Caminhamos para a saída do local sob os aplausos do restante dos frequentadores e do nada começou uma chuva de arroz. Com certeza Alice também estava por trás daquilo. A maioria não nos alcançou, mas Emmett com uma precisão incrível atirou um punhado com toda força nas costas de Edward que gemeu e praguejou baixinho.
Ele me protegeu do restante da chuvarada de arroz até entrarmos no carro, que estava todo enfeitado e deu a volta acomodando-se no banco do motorista. Partimos enquanto acenávamos para todos. Ao virarmos a esquina Edward apertou minha mão.
—Amo você, senhora Cullen.
Deitei a cabeça em seu ombro, me sentindo realizada.
—Também te amo cowboy.
Ele beijou meus cabelos.
— É por isso que estamos aqui.
— Eu sei.
—O que você está usando por baixo?
Perguntou sedutor.
— Vai ter que esperar para ver.
Respondi e ele enfiou o pé no acelerador. Contei até dez.
— Se você nos matar correndo desse jeito, não vamos ter nenhuma diversão mais tarde.
Adverti um pouco tensa.
— Ah, vamos. Pode apostar sua vida nisso.
— Então diminua.
Ele me olhou surpreso.
— Por quê?
— Você ainda pergunta? Está quase a duzentos por hora Edward Cullen!
— Relaxe amor.
— Só se você diminuir. Eu não pretendo morrer no dia do meu casamento!
Ele riu alto.
— Não se preocupe Bella. Se eu tiver que te matar vai ser de prazer e na nossa suíte lá no hotel, não aqui na estrada.
Meu corpo vibrou em antecipação e liguei o som tentando curtir o restante da viagem.
—————
Algumas horas depois...
PDV Edward Cullen.
Quando chegamos ao vigésimo andar do hotel, saímos do elevador, seguidos por um funcionário, que trazia nossa bagagem. Mal demos dois passos e eu a peguei nos braços, assustando-a.
—Desculpe se a assustei.
—O que é isso?
—O que manda a tradição. Que o marido entre no quarto com a esposa em seus braços, ora essa!
Ela me olhou surpresa.
— Não precisava Edward.
— Claro que precisava. Não pretendo me casar nunca mais, então temos que fazer tudo direitinho como manda o figurino.
O rapaz atrás de nós disfarçou um sorriso e se adiantou para a abrir a porta da luxuosa suíte. Tirei uma nota de dez dólares do bolso e entreguei a ele que desapareceu sorrateiramente. O ambiente era requintado e suntuoso. Corremos os olhos pela sala e em seguida fechei a porta com o pé, caminhando com ela até o quarto. A cama era enorme e parecia estar nos chamando. Andei lentamente e deitei-a sobre os lençóis de seda.
—Enfim sós!
Eu disse e ela me deu um sorrisinho sacana.
— Não me provoque amor...
Falei sentindo meu pênis gritar dentro da calça do terno.
— Por que não tira o paletó?
Ela sugeriu e eu adorei. Nunca gostei de roupas formais mesmo. Afrouxei a gravata, tirei-a e desabotoei o paletó jogando sobre um pequeno sofá no canto do quarto. Em seguida fiz o mesmo com a camisa, as meias e os sapatos. Ela continuava deitada apenas me observando. Fui até a cama e estendi a mão, ajudando-a a ficar de pé.
— Você atiçou a minha curiosidade senhora Cullen... E eu não vou esperar mais nem um minuto para descobrir o que tem aí embaixo...
— Beije-me Edward.
— Sempre.
Desci meus lábios sobre os dela num beijo apaixonado e em questão de segundos estávamos ardendo um pelo outro. Meu corpo estava em chamas, até o meu hálito estava quente, instável e pesado. Deixei o amor que eu sentia por ela me consumir.
O tafetá de seu vestido agarrado ao corpo, acentuando cada curva. Minhas mãos seguiram o tecido ao longo de seus seios, sentindo os mamilos endurecidos por baixo. Ela gemeu e pegou minha mão na sua, guiando meus movimentos. A visão de sua mão cobrindo a minha era insanamente erótica, fazendo meu pênis pulsar ficar duro até doer.
— Edward...
Ela sussurrou entre o beijo.
— Nebulosa...
—Eu quero sentir você em todo lugar...
Ela sussurrou em minha boca e um gemido escapou. Essa mulher seria a minha vitória e ao mesmo tempo a minha ruína. Tudo nela me atraía seu corpo, sua mente, até mesmo sua determinação. Se eu a perdesse, perderia minha vida.
Levei minhas mãos para suas coxas e pernas, até embaixo do vestido. Nós gememos. Continuei escorregando minhas mãos e senti a cinta liga. Jesus... Ela realmente queria me matar. Fui até sua calcinha e senti o calor úmido contra meus dedos. Bella estava molhada e pronta, mas eu precisava ver o que a minha esposa estava usando.
Interrompi o beijo e ela ergueu a cabeça para me fitar com os olhos escurecidos pelo desejo. Tirei meus dedos dos dela e deslizei até a barra do vestido. Em um único movimento deslizei o zíper para baixo e o deixei cair no chão, quase morrendo ao ver o que estava por baixo. Ela estava tentando me matar.
Um sutiã meia taça e uma calcinha de renda branca amarrada no lado com um fino lacinho de cetim. A cinta liga presa às meias sete oitavos completavam aquela visão maravilhosa e luxuriante. Seus mamilos estavam duros e visíveis sob o sutiã combinando.
— Porra, como você é linda...
Falei, correndo meus dedos ao longo dos seios. Um arrepio a percorreu e deixei que minha mão fosse lentamente para cima, acariciando sua clavícula, seu pescoço e, finalmente, a linha de seu queixo.
— E sou toda sua cowboy...
— Minha. Só minha.
Puxei-a para mim até que nossos corações e almas se tocassem. Meus lábios roçaram levemente os dela no início, então, mais uma vez com firmeza. Ela se colou em mim, pressionando todo seu corpo no meu. O beijo se aprofundou, minha língua deslizou facilmente contra a dela. Seus quadris bombeavam contra mim enquanto meus dedos deslizaram para o fecho do sutiã, soltando-o e quase o rasgando fora de seu corpo em um movimento. Puxando-a mais perto, gemi em sua boca quando os mamilos duros roçaram meu peito. Senti a eletricidade contra a minha pele. Eu estava tão envolvido na intensidade daquele beijo, que não tinha mais a noção de nada.
A parte de trás dos joelhos dela bateu na cama e minha boca passou de seus lábios, seu pescoço para baixo, e entre os seios e o tronco. Distribuí beijos e leves mordidas em seu ventre, olhando firmemente para a minúscula peça de renda branca, que escondia o restante do seu corpo.
Suas mãos estavam em meus cabelos, correndo os dedos através dos fios revoltos, enquanto ela mordia o lábio. Eu queria que isso fosse especial e respirei fundo tentando retardar meus movimentos.
Peguei uma fita do cetim delicado entre meus dedos e puxei, observando-a escorregar do quadril. Um olhar de expectativa atravessou seu rosto enquanto continuei com os dedos ao longo da borda da renda para o outro lado e fiz o mesmo. O tecido deslizou de seu corpo e ela ficou nua, de cinta liga e salto alto diante de mim. Ela se sentou na beirada da cama, e eu fiquei de joelhos na sua frente.
—Tão linda...
Eu falei olhando diretamente para o seu sexo. Ela respirou ofegante.
— Vendo você assim, toda exposta, nua, completamente a minha mercê... De cinta liga e esses saltos agulha... É a coisa mais sexy do mundo.
— Edward...
Ela ronronou meu nome como uma gata e isso foi o suficiente para mandar um arrepio visível através de meu corpo.
— Vou fazer você gritar de prazer amor.
Eu disse e levei minha mão até sua perna direita, levantando-a e colocando sobre o meu ombro. Abri seu sexo com meus dedos e provoquei seu ponto sensível com minha língua, fazendo com que seu corpo arqueasse para trás e ela gemesse com o toque e pela antecipação. Permaneci por vários minutos fazendo isso, até que ela agarrou meus cabelos com força.
Era o que eu queria e sem aviso, dirigi minha língua dentro dela, entrando e saindo repetidamente. Bella tinha um gosto surpreendente, e até a última gota de sua excitação era por mim e para mim. Voltei para o centro de seu prazer, segurando-o entre os dentes, o que fez com que ela gritasse e balançasse os quadris contra minha boca, buscando a satisfação. Depois beijei e suguei aquele ponto, terminando por passar minha língua sobre sua feminilidade.
— Oh, Deus...
Ela sibilou e inconscientemente cravou o salto do sapato em meu ombro. Apertei sua bunda e continuei investindo minha língua. Em poucos segundos senti-a pulsando contra minha boca. Gemi quando ela puxou meu rosto, ainda mais para perto de seu sexo quando chegou ao êxtase. Seus músculos ainda estavam tensos, quando eu me levantei e liberei minha boca daquela tentação. Ela me olhou extasiada, e eu fiz um trabalho rápido, desafivelando meu cinto e soltando minha calça, que deslizou para o chão, liberando meu membro duro latejando além do limite.
Ela se afastou um pouco na cama e abriu as pernas num explícito convite. Sorri malicioso e a cobri com meu corpo, empurrando forte dentro dela. Fechei os olhos apreciando por um instante a carne macia e apertada me envolvendo. Ouvi-a gemer e levar as pernas a minha cintura, me apertando. O roçar do tecido fino das meias e da liga em minha pele, me atiçava ainda mais, como se fosse um afrodisíaco poderoso. Sua respiração acelerou e nitidamente sua excitação reacendeu. Ela mordeu meu ombro enquanto eu comecei a estocar nela forte e rapidamente.
Nossos lábios se buscaram outra vez, se provando. Seu gosto estava em minha boca e ela puxou o meu lábio inferior entre seus dentes. Ela estava tão firmemente apertada em torno de mim, enquanto eu me enterrava e saía quase que completamente de dentro dela, voltando a me enterrar em seguida, retardando ao máximo nosso clímax, sentindo o delicioso atrito no meu pênis.
— Oh, Edward... Eu, eu...
Senti quando os músculos de suas paredes vaginais se apertaram em volta de mim e suas pernas me enlaçavam, me puxando mais profundamente. Enterrei meu rosto na curva de seu pescoço e seus cabelos abafaram meus altos gemidos quando eu explodi forte e quente dentro dela, apertando sua bunda em minhas mãos. Bella gemia e lançava sua cabeça para trás arrebatada em seu próprio gozo. Suas pernas escorregaram lentamente nós dois desabamos sobre a cama, momentaneamente saciados.
Saí de dentro dela e rolei, trazendo-a para o aconchego dos meus braços.
— Está feliz senhora Cullen?
Perguntei zombeteiro.
— Mmmmm...
Ela gemeu baixinho e eu sorri.
— Aproveite para descansar, pois vou exigir muito mais de você neste fim de semana...
— E eu de você.
Ela respondeu e nós dois sorrimos abraçados. O nosso casamento estava apenas começando...
Notas finais
Beijos
Kiki Cullen
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