Nebulosa

25 Capítulo 25 – Loucos de paixão.


Notas iniciais
Olá garotas,

Este cap. vou dedicar a todas vocês que comentão e indicam a Nebulosa e para Lyyssa de Love In Your Eyes, amei esta Historia.

PDV. Narrador.

O sol já estava alto e o calor se fazia presente em mais um dia de verão em Tucson, quando Bella desceu caminhando para os estábulos. Os pinheiros enormes e os carvalhos majestosos davam uma beleza especial à paisagem que Bella nas duas últimas semanas aprendera a admirar. A beleza exótica daquele lugar era única.

Alguns animais descansavam próximos ao lago de águas límpidas e cristalinas e uma sensação de paz invadiu o seu peito. Ela desfrutou da sensação por alguns instantes e em seguida continuou caminhando. Ao chegar aos estábulos, avistou um potrinho lindo a poucos metros, deitado em um grande monte de feno. Ela sorriu e se aproximou com cuidado para não assustar o pequeno e indefeso animal.

— Oi. Sabia que você é muito lindo?

Bella estava encantada. O pelo do animal era pintado e ao mesmo tempo suave, ela pôde sentir sua maciez quando estendeu a mão de leve e tocou-o. No mesmo instante o potrinho tentou se levantar, mas tropeçou em suas patas e desajeitado, caiu. Ela sorriu novamente.

— Sabe, não sei bem, mas eu tenho a nítida sensação de que também era um pouco atrapalhada quando criança...

Ela falava tentando se aproximar novamente, mas o animal se esquivava. Bella continuou falando baixinho e tentando chegar mais perto do potrinho, mas parou ao ouvir um resfolegar alto e cascos furiosos batendo no chão, em algum lugar atrás de si.

Virou a cabeça por instinto e não acreditou no que estava vendo. O medo começou a tomar conta de seu ser. Um enorme cavalo rajado, resfolegava irritado e começou a galopar rapidamente em sua direção. Suas pernas tremeram, mas o seu cérebro rapidamente deu as ordens de comando e ela começou a correr. Aquilo era um pesadelo, tinha de ser um pesadelo!

Bella não conseguia raciocinar nem tão pouco respirar. Corria muito sem olhar pra trás, sentindo que o cavalo a alcançaria a qualquer minuto. Segundos depois, ela gritava a plenos pulmões.

— AAAAAHHHHH!!!!! SOCORRO!!!!!

O barulho dos cascos perseguindo-a era aterrorizante. Bella corria desesperada, sabendo que provavelmente a sua vida agora dependia apenas da velocidade dos seus pés. E ela não sabia até quando suportaria correr.

— Meu Deus! É hoje que eu vou morrer! SOCORRO!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ela dizia ofegante, enquanto procurava impor uma velocidade cada vez maior as suas pobres e frágeis pernas.

——————

A risada de Emmett ainda ecoava nos ouvidos de Edward a medida em que ele descia para os estábulos. Ele balanço a cabeça resignado, pois sabia que Isabella era um perigo para a sua sanidade mental e para o estilo de vida solitário que escolhera, mas sentia sua resistência diminuir a cada instante que passava.

A verdade é que não poderia oferecer nada mais a ela do que sexo. Noites quentes, repletas de desejo, luxúria e prazer. Era justo pedir a Bella que aceitasse e se contentasse com isso? Ele suspirou pesadamente tentando afastar toda essa confusão dos seus pensamentos quando ouviu um grito de pavor cortar o silêncio e abalar a tranquilidade do local.

Na mesma hora sentiu o sangue congelar em suas veias. Ele paralisou. Alguma coisa muito, muito errada estava acontecendo ali. Os seus instintos o dominaram por completo, sua mente trabalhou rápido e ele saiu correndo em disparada, até avistar uma cena aterrorizante: a figura frágil de Bella correndo de Duna, que vinha relinchando raivosa e feroz no encalço da sua hóspede.

A adrenalina disparou em suas veias e em poucos segundos, Edward correu e a alcançou, acolhendo-a em seus braços e tirando-a do caminho do animal furioso. Bella tremia descontrolada e ele a aconchegou ainda mais de encontro ao peito, levando-a para um local seguro.

— Oh, Edward, graças aos céus você chegou... Eu... Eu achei que iria morrer... Eu... Céus!

Ela dizia aos arquejos, com a respiração entrecortada. O pavor estava estampado nos lindos olhos castanhos.

Edward visivelmente abalado a fitava com raiva. A ideia de que Isabella poderia ter sido pisoteada e morta por uma égua enfurecida, o enchia de pânico. Ele agarrou os braços dela com força, o medo cedendo o lugar para a raiva. Suas narinas dilataram e ele trincou os dentes.

— Droga Isabella! Será que eu não posso te deixar sozinha nem por um minuto?! Pelo jeito você é um ímã para atrair problemas mulher!

— Como é que é?

Ela o encarava confusa. O seu sistema lhe alertava que ele exalava perigo. Edward era perigosamente e muito sexy para sua sanidade.

— O que você estava fazendo, sua louca?!

Ele esbravejou e ela estreitou os olhos com raiva.

— Salvando a minha vida, como você mesmo viu! E eu não tenho culpa se aquele cavalo monstruoso enlouqueceu e resolveu me perseguir!

Edward cerrou o maxilar e contou até dez antes de responder.

— Égua. É a mãe do potrinho!

Ela engoliu em seco e continuou a encará-lo.

— Me diga exatamente o que estava fazendo para que Duna partisse para cima de você daquela forma.

— Eu... Eu estava falando com o potrinho, tentando tocá-lo Edward. Ele parecia tão frágil, tão indefeso...

A raiva queimava em suas veias. Com o rosto vermelho, ele a encarava não acreditando no que ouvia.

— Ótimo! Só me faltava essa agora! O que você tem na cabeça? Vento? Não sabe que qualquer fêmea reage instintivamente ao ver o seu filhote ser ameaçado?! Elas avançam em qualquer coisa para proteger suas crias!

Ela o olhava indignada.

— Não grite comigo! E como eu poderia saber? O especialista em cavalos aqui é você e não eu!

— Você podia ter morrido sua maluca!

A revolta cresceu dentro dela ao ouvir ele cuspir aquelas palavras.

— Ótimo! Pois assim você se livraria de mim de uma vez!

— Que história é essa?!

Ele perguntou sem esconder sua ira.

— Negue se puder!

Eles se encaravam com raiva, enquanto a tensão aumentava a cada minuto.

— Mulheres! Droga!

— Vá para o inferno!

Em resposta ele a agarrou pelo braço.

— Já estou nele, caso você não saiba!

—Me solta Edward!

— Não!

— Me larga brutamontes!

— Desista!!! Você não é páreo para mim, Bella!

Suas bocas estavam perigosamente próximas.

— Já disse pra me largar!

Ele trincou os dentes com raiva.

— Dá pra calar a boca sua teimosa?!

— NÃO!!!

Mas ele sabia exatamente como fazer Isabella se calar. Sem muito esforço, puxou-a para um tronco de um carvalho próximo de onde eles se encontravam e moldou o corpo másculo e viril ao dela, beijando-lhe os lábios. Os arrepios de prazer começaram imediatamente. Bella ergueu as mãos e enlaçou-o pelo pescoço entregando-se completamente ao beijo ávido e arrebatador. A corrente elétrica passava pelos seus corpos, incentivando-os a continuarem, aumentando o desejo reprimido que sentiam um pelo outro.

— Diga... diga que tem sonhado com isso tanto quanto eu...

Ele dizia com os lábios colados aos dela.

— Sim, oh Deus, sim.

— Você está me enlouquecendo mulher...

— Beije-me!

— Você gosta Bella?

— Muito...

— Você é uma mulher muito especial Bella...

Falou deixando a boca carnuda e vermelha e beijando o vão do pescoço feminino.

Bella arfava e gemia, incentivando-o a continuar com as carícias. Edward então deslizou uma das mãos pelas costas de Bella, acariciando por um longo e sensual momento, deixando a pele feminina queimando por onde ele passava. Depois escorregou para a sinuosa curva de um dos quadris arredondados, para pousá-la em seguida sobre o ventre plano e macio. O calor da mão masculina atravessou o fino tecido do vestido que Bella usava, aquecendo e molhando sua intimidade.

— Penso em você o tempo todo mulher... Não consigo dormir, nem trabalhar direito... Você tem me assombrado...

Ele dizia olhando seu rosto. O queixo mais pontudo fora de sincronia com as maçãs do rosto largas fortemente ruborizadas. O grande contraste da sua pele clara e seu cabelo escuro e então os olhos. Brilhando silenciosos.

Os lábios de Edward atingiram os cabelos longos e sedosos, enquanto ela fechava os olhos entregue aos toques hábeis daquele homem.

— Eu te desejo tanto Bella... quero te abraçar, te beijar, te possuir outra vez... quando fico sozinho a noite em minha cama, o meu corpo implora, grita pelo seu...

— Oh Edward... Eu também te desejo muito...

Num gesto sugestivo, Edward virou-a e estreitou-a contra o seu corpo. Bella prendeu a respiração quando se sentiu deliciosamente encaixada entre a quente pressão da mão dele em seu ventre e a rigidez de sua excitação, pressionando sua bunda. Sem pensar em mais nada, esfregou-se nele, arrancando um rouco gemido da boca de Edward.

— Estou ardendo por você Nebulosa...

Ele disse deixando as mãos vagarem sobre aquele corpo macio e tentador.

— O que você disse... ?

Ele sorriu baixinho, junto ao lóbulo de sua orelha, o que a deixou arrepiada.

— Você tem os olhos castanhos mais lindos que eu já vi... Misteriosos, intrigantes, fascinantes... Como uma nebulosa no espaço sideral...

A voz profunda e rouca pela luxúria crescente a deixou hipnotizada... as palavras atingiram em cheio o seu coração, enquanto ele subia a mão por seu estômago, chegando bem perto dos seus seios, mas sem tocá-los. Edward a estava provocando, deixando-a tonta, inebriada com aquelas maravilhosas sensações.

Segundos depois ele avançou a mão aqueles poucos centímetros cobrindo um seio dela, que gemeu, ficando mais excitada. Ela sentia a calcinha úmida e um formigar crescente no meio das pernas. Baixou os olhos e viu a mão de Edward acariciando seu seio por cima do vestido. A visão era extremamente excitante e ela arfou pedindo mais. Sem hesitar, os dedos dele encontraram seu mamilo e começaram a brincar com ele lascivamente, tornando-o túrgido e sensível ao toque.

Bella arqueou as costas facilitando o acesso dele ao seu corpo, enquanto gemidos roucos escapavam de sua garganta. Sem mais forças para resistir, entregou-se a paixão que a dominava. Por mais que soubesse que não devia, toda razão, resolução e cautela desapareciam, evaporavam quando ela estava nos braços dele... nos braços de Edward Cullen.

De repente ele virou-a de frente e um desejo insano brilhava nos olhos verdes, escurecendo-os. A boca sensual curvou-se num charmoso sorriso e ela o fitou sem fôlego. Edward atraiu-a para junto de si, abraçando-a com força, seus corpos colados perfeitamente.

— Bella, Bella... O que vou fazer com você?

— O que você quiser...

— Nebulosa... O que está fazendo comigo?

As palavras perderam-se na brisa que soprava. Gemendo, ele a puxou ainda mais para junto de si. Não havia espaço entre seus corpos. A respiração masculina e quente soprou-lhe o rosto, enquanto os lábios ardentes percorriam suas pálpebras fechadas, a face acetinada e a mandíbula. Aquilo era muito bom... Ela se sentia plena nos braços fortes.

Então, novamente a boca máscula cobriu a sua, quente, firme, exigente. Os lábios de Bella se separaram para receber a língua de Edward em seu interior, saboreando, sugando, provocando. Uma torrente de paixão avassaladora invadiu o corpo dela, obrigando-a a se agarrar ainda mais a ele, enquanto movimentava os quadris num gesto insinuante. Bella queria que Edward a possuísse ali e agora, embaixo daquele carvalho, sem importar com o que aconteceria depois.

O mundo parou. O tempo parou. Não existia nada ali a não ser o intenso desejo que consumia a ambos.

Trêmula e excitada, correu as mãos pelo corpo de Edward, adorando sentir a firmeza dos músculos e dos ângulos e planos daquele corpo que a seduzia e se ajustava tão bem ao seu. Era alucinante tocá-lo daquela maneira, sabendo que ele a desejava da mesma forma. Levou as suas mãos ao bumbum firme e o apertou.

Em resposta, ele intensificou ainda mais o beijo, como se quisesse sugar o fôlego dela, tornando-o seus lábios mais selvagens e possessivos. Lábios, dentes e línguas se saboreavam, se misturavam. Como se adivinhando os pensamentos dela, ele enfiou as mãos por dentro do vestido, deslizando-as sobre as costas nuas de Bella. Em seguida, foi avançando em direção aos seios deliciando-se com o fato dela não estar usando sutiã. Abarcando a carne firme e macia de modo possessivo, esfregou os mamilos entre os dedos adorando o abandono sensual da linda mulher em seus braços.

Os gemidos roucos que ela soltava traduziam perfeitamente o seu estado e Edward vibrou, aproveitando para enfiar uma de suas pernas por entre as pernas dela, que se abriram na mesma hora, receptivas para um contato mais íntimo.

— Você é tão sexy, tão cheirosa... É como uma droga feita especialmente para mim.

Bella não raciocinava. Apenas sentia o desejo aumentar cada vez mais com as investidas e carícias ousadas dele. Ela não pensava, não resistia, não enxergava nada mais além do homem à sua frente. Assim, num ímpeto, levou suas pequenas mãos até a camisa que ele vestia e arrancou pra fora da calça.

Ao sentir as delicadas mãos passeando pela sua pele, Edward tomou-a nos braços e correu em direção aos estábulos. Ela seria sua outra vez. Ele não suportaria mais esperar um minuto sequer.

Notas finais
até amanhã GAROTAS!!!!!!