Nebulosa

21 Capítulo 21 - Aniversário do Jasper - 3ª Parte


Notas iniciais
olá meninas

PDV. Isabella Swan.

Segui o conselho dele e fui dançar. Edward não foi comigo, preferindo continuar no bar. Emmett estava ali por perto e talvez ele quisesse falar com o irmão, não sei. Rose sorriu amplamente quando me viu e me puxou para perto dela. O meu corpo seguiu sozinho os acordes da música e eu me deixei levar, adorando a sensação. Começamos a fazer uma coreografia... Rose dançava e eu repetia os movimentos... fizemos isso várias vezes até que vários convidados levantaram das mesas e vieram até o salão, lotando a pista.

Nossa, estava o maior aperto, a maior agitação... Pude perceber Mike, Edward, Alice, Jasper, Jared, Emmett e James dançando ali perto, mas como estava muito cheio, todo mundo acabava se esbarrando. Mike chegou ao meu lado e fez um gesto me pedindo para segui—lo. Achei melhor sair dali mesmo, pois estava começando a me sentir sufocada. Cheguei a levar duas cotoveladas e um pisão no pé, enquanto tentava sair da pista.

— Que tal irmos lá ao jardim? Está muito quente aqui dentro.

Disse ele sorrindo simpático. Concordei na hora.

— Boa ideia. Tá um calor danado aqui mesmo.

— Nem sei dizer quantas pessoas pisaram no meu pé, — ele falou.

Eu ri e continuamos conversando. Mike era um rapaz agradável.

Caminhamos e realmente o ar da noite estava fresco. Era um local bonito e deixei meus olhos passearem um pouco pelo ambiente. Olhei para o touro mecânico, apenas há alguns metros de nós e a ex-namorada de Emmett estava sacolejando sobre ele, tentando se equilibrar. Mike tentou me convencer a fazer a mesma coisa. Do jeito que ele falava até que parecia uma proeza fácil...

Segundos depois Victória foi arremessada, caindo sobre o colchão de ar, em volta do brinquedo. O instrutor rapidamente a ajudou a levantar. Eu permaneci quieta e continuei apenas observando, sem ter coragem de subir no bicho, quando de repente Edward surgiu do nada, com uma cara horrorosa, as narinas infladas e um ódio sem tamanho em seu olhar.

Juro que tentei entender a reação dele, mas não consegui. Ignorando Edward, Mike resolveu montar no touro e oferecer uma demonstração de coragem para mim. Ele se dizia expert no assunto.

Edward soltou umas piadinhas em relação a isso e para satisfação dele e tristeza de Mike, o pobre rapaz não ficou nem 40 segundos em cima do brinquedo. Edward rolou de rir e eu até que tentei disfarçar uma risada, que acabou escapando involuntariamente da minha boca. Decididamente, eu não ia montar naquele monstro bovino de forma nenhuma!

Foi nesse momento que ouvimos a voz de Jared e Edward fez um gesto com a cabeça para que nós voltássemos. Mas um minuto depois de voltar ao salão, eu desejava ardentemente que o chão se abrisse e eu pudesse achar um buraco para me esconder.

James estava com o violão nas mãos e cantava para mim. Quem era aquele homem afinal? Eu mal troquei duas palavras com ele naquela noite e ele subia no palco e cantava uma música dedicada a mim? E pedindo que eu fugisse com ele?! Era um pesadelo, só podia ser!

MÃE EU QUERO MORRER! Não eu já morri, pensei. Esse cara conseguiu me matar de tanta vergonha.

O meu rosto queimava e eu era capaz de apostar que o rubor vermelho se espalhava por todo o meu corpo. Edward e Mike estavam ao meu lado, com uma expressão de pura fúria em seus rostos, e ver aquilo me deu um certo medo... Eu podia sentir a raiva que borbulhava no corpo de Edward e me dei conta de que ele poderia em algum momento se tornar perigoso...

Mas sinceramente, eu não estava preparada para o que veio logo em seguida. Enquanto James sorria para mim do palco e piscava um olho, uma moça jovem, de pele muito branca, loira e aguada apareceu do nada na nossa frente (Edward, Mike e eu).

— Edward, — ela disse.

— Jane, — ele a cumprimentou com a cabeça.

Ela simplesmente voou no pescoço dele e tascou um beijo cinematográfico em sua boca.

— AAAAAAAAAÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!

— BEIJA, BEIJA!!!

— FIU-FIU!!!!

— MANDA VER!!!

— AAAAAAAAAAÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!

Palmas, gritos e assovios entusiasmados explodiam por todos os lados. As pessoas estavam adorando a situação, até que Edward recuperando-se do choque inicial, levou as mãos até os braços dela e os retirou do seu pescoço, fazendo com que ela se afastasse dele. A boca máscula estava toda borrada pelo vermelho do batom e eu tremia descontrolada. A raiva quente e vermelha inundou o meu corpo, nublando os meus sentidos. Quem aquela sujeita pensava que era?

Eu estava irritada, enciumada e com um ódio descomunal com o atrevimento daquela desmilinguida. Fuzilei os dois com o meu olhar 43 e dei as costas, bufando! Eu precisava com urgência sair dali e tomar uma boa e forte dose de bebida para acalmar meus nervos.

— Se ele quer jogar, nós vamos jogar.

A loira insossa disse, enquanto eu me afastava.

— Bella, espera!

— Onde você vai?

— Volta aqui...

Ouvi Edward e Mike gritarem em meio ao burburinho da agitação que nos rodeava, mas eu não queria ouvi-los. Marchei em direção ao bar e pedi um uísque duplo, entornando o copo de uma só vez. Meio segundo depois... Ai meu DEUS!!!!!! Meus olhos arregalaram, as lágrimas saltaram e eu engasguei.

— GAHH!

— Bella, Bella! Está tudo bem?

Rose acabava de chegar ao bar e me sacudia de leve, preocupada.

— AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH! — gritei desesperada “EU VOU MORREEEEEEER!”

A bebida queimava minha boca, garganta e estômago... Que merda eu fui fazer?! Eu nem sabia se gostava de beber! Eu só queria apagar aquela visão medonha e perturbadora de Edward sendo beijado por aquela chihuahua loira.

POFT!

Rose deu uma tapa tão forte nas minhas costas que o meu estômago revirou, meus ossos estalaram e meus olhos esbugalharam. Aiiii... que mão pesada...

Alice que tinha visto tudo veio correndo em meu auxílio.

— Para Rose! Solta! Você tá matando a coitada da Bella!

—Eu estou salvando ela, não tá vendo Tampinha?!

— PUUHHH!!!

Eu cuspi o resto do uísque no chão, graças a Deus e as duas me olharam assustadas.

— O que foi isso?

Alice disse espantada. Eu sabia que devia estar verde, ou melhor, eu me sentia verde e enjoada. Arg! Que coisa horrível! Eu respirava com dificuldade, curvada, com minhas mãos apoiadas nos joelhos.

— Me lembrem... De nunca mais... beber uísque em minha vida, — falei sem graça.

As duas caíram na risada e o clima se tornou mais descontraído. Eu ainda estava zonza, quando Rose interrompeu o nosso momento feminino.

— Alice, eu acho melhor você voltar para junto de Jasper...

Ela olhou para sua cunhada, confusa.

— Por que diz isso Rose?

— Por que o viadinho que toca na banda está quase sentando no colo do seu namorado, mona!

Exclamou Rose, divertindo-se.

— O QUE?!

Exclamamos Alice e eu ao mesmo tempo. Eu me encostei ao bar e fiquei na ponta dos pés para ver a cena.

Jasper estava sentado numa cadeira, mais rígido do que uma parede de tijolos e a bichinha segurava em um dos ombros dele, falando alguma coisa. Alice surtou quando viu o que acontecia.

— Nenhuma bicha de araque vai botar a mão no que é meu! SAI DA FRENTE!!!

A baixinha saiu correndo, enquanto Rose incentivava:

— Dá-lhe Alice!

— Não dê corda Rose, que ela vai acabar enforcando todo mundo!

— E é isso que quero Bella! Essa festa tá uma droga mesmo...

— Nem me fale, — resmunguei. — E o Emmett?

Ela deu de ombros.

— Dançando completamente bêbado.

Olhamos para o salão e de longe vimos quando Alice empurrou a borboleta guitarrista para longe e sentou apressada no colo de Jasper, que mais parecia uma estátua, enlaçando-o pelo pescoço. O coitado ainda chegou perto deles para falar alguma coisa, mas desistiu quando Alice levou a mão até o seu sapato de salto agulha e o tirou do pé, rodando na sua mão por duas vezes, bem pertinho do rosto do frutinha. A bicha ficou pálida e retirou-se requebrando e bufando.

— Eu não acredito que ela ameaçou jogar o sapato nele.

Falei pasma.

— E ela foi até muito discreta. Se fosse eu, partia logo pra cima do pavão e quebrava o miserável em mil pedaços.

— Sério?

Perguntei sem saber se ela estava brincando ou não.

— Sério. Uma das coisas que aprendi quando namorava o Emmett foi defesa pessoal. Ele sempre insistiu nisso, para que eu soubesse me defender.

— Uau!

— Se você quiser eu te ensino depois. Você tá legal?

Ela perguntou franzindo o cenho.

— Vou ficar, — respondi. — E você, perguntei.

— Hoje eu só quero curtir.

Lancei um olhar especulativo a ela, que desviou os olhos.

— Ainda quer beber?

Ela perguntou. Eu sabia que ela e Emmett haviam brigado, mas não quis ser de forma nenhuma intrometida. Já diz o famoso ditado: “Em briga de marido e mulher, boneca nenhuma mete a colher”.

— Sim. Pegue alguma coisa pra mim, por favor, — pedi ainda envergonha pelo vexame do uísque.

Ela sorriu e foi até o bar voltando com uma tequila.

— Tome. Eu pedi pra que fizessem com menos álcool.

Encarei o copo desconfiada.

— Tem certeza?

— Tenho Bella. Você vai gostar.

— Ok, — eu disse elevei o copo até os meus lábios. Realmente ela tinha razão, eu gostei da bebida, que não era tão forte e tinha um sabor meio doce.

— E pode ficar tranquila. A Jane só fez aquilo para se vingar do James. Parece que eles estão de rolo...

— E por que eu me importaria? Edward não é nada meu!

Disse fazendo pouco caso. Mas engoli em seco quando ela me encarou. E mesmo que fosse esse o motivo, eu ainda fervia só de pensar nos lábios daquela vassoura de piaçava albina engolindo os lábios de Edward na frente de todo mundo. Ouvimos a voz de Jared no microfone outra vez.

— Bom gente a festa está muito boa, e eu quero ver a galera arrebentar acelerando aqui na pista pessoal! Vamos botar pra quebrar mundiça!!!!

— Ele chamou a gente de mundiça?

Rose perguntava incrédula.

— Acho que sim, — respondi disfarçando um sorriso.

— AAAAAAAAAAÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!

— Vambora cambada!

— Sai da frente galera!!!!

As pessoas gritavam e corriam para o salão quando ele começava a tocar os ritmos caribenhos, agitados e contagiantes.

— Vamos lá Bella, — Rose me disse e me puxou pela mão até o salão. Arqueei a sobrancelha e a encarei disfarçando um sorriso.

— Fazemos parte da mundiça agora?

Perguntei enquanto ela me arrastava pela mão. Ela sorriu sem responder e pelo canto do olho vi Edward e Mike falando com James na outra extremidade do salão. Dei de ombros e resolvi aproveitar um pouco a festa. Eu ia dançar.

Nem sei quantas músicas dançamos, mas eu estava solta e relaxada curtindo com a Rose, quando senti duas mãos em minha cintura e me virei assustada. Um rapaz moreno de olhos e cabelos pretos me segurava e se insinuava para mim. Dei um meio sorriso e levei minha mãos sobre as dele, tentando me afastar, mas ele não permitiu e colou seu corpo ao meu traseiro, fazendo com que eu sentisse a sua ereção.

Olhei para Rose em busca de socorro e ela fechou o punho e veio em nossa direção, mas antes que ela se aproximasse, ouvi a voz de Edward rugindo como um leão:

— SOLTA ELA AGORA TYLER!!!

A postura dele intimidaria qualquer um. O rapaz ergueu as mãos e murmurou alguma coisa sobre não saber que eu estava acompanhada. Ele deu um sorriso amarelo para Edward que me encarava furioso e segurou forte no meu braço, me levando dali.

— Ai, Edward! Você está me machucando!

Ele sequer me olhou.

— Vamos embora dessa droga de festa!

Ele gritou com uma expressão dura e indecifrável no rosto. Trinquei os dentes e estaquei.

— Será que dá para me soltar, — falei com raiva.

Quem ele pensava que era?! Uma hora estávamos juntos e na outra ele me ignorava por completo, como se eu não existisse. Respirei fundo e resolvi apelar para o bom senso.

— Alice não vai nos perdoar se sairmos daqui antes dos parabéns, — eu falei.

— Que se dane! Ela está cansada de saber que eu odeio esse tipo de coisa!

Ele bufou e fez menção em sair do clube, quando vimos de longe Emmett sem camisa, correr por trás do palco e desaparecer.

— MAS QUE DROGA?!

Edward explodiu.

— O que ele está fazendo ali?

Questionei confusa.

— Vai saber! E boa coisa não deve ser, pois o gorila está trêbado!

Eu arregalei os olhos enquanto ele me deixava sozinha para ir buscar o irmão. Segundos depois, a luz apagou.

— AAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!

— SOCORRO!

— DROGA EMMETT!

Ouvi Edward berrar. Será que foi o Emmett quem apagou as luzes? Sacudi minha cabeça, sem acreditar. A escuridão era grande, mas cinco segundos depois, as luzes do palco se acenderam e Emmett e Jared estavam posicionados bem no centro, um ao lado do outro. Foi quando começou a tocar um cd com um ritmo musical bem contagiante e eu ouvi alguém falar que era música brasileira.