Nebulosa
14 Capítulo 14 – Cedendo
Notas iniciais
As palavras cravaram fundo na minha alma. Eu podia sentir um rasgo em meu peito... Ela havia feito um aborto em nome da vaidade. Deus! O que ele havia enfrentado?! E por que teve de passar por isso? Imagino o quanto que deve ter sofrido... Senti a frustração aumentar à medida em que o tempo passava. Eu tentei mais uma vez mergulhar na minha mente, mas o silêncio ao redor dela era uma eterna constante. Meus pensamentos voaram naturalmente, sem que eu pedisse por isso ou conseguisse evitar. Me vi alheia a tudo diante de Rose que ainda falava qualquer coisa. Só voltei à realidade quando percebi que os dois entravam na cozinha.
— Cheiro de comida, — falou Emmett entrando e atacando a comida exposta na mesa, sem dó nem piedade. Fiquei espantada com a quantidade de coisas que ele comia num espaço de tempo tão curto. Era literalmente uma máquina de comer. Rosalie me observou e riu.
— Não fique surpresa Bella, ele come por três, — disse Rose olhando para o marido com carinho.
— Não seja modesta Rose, Emm come por um batalhão inteiro, — disse Edward também se aproximando da mesa e sentando ao meu lado.
— E você Edward? Não vai querer nada?
Rose perguntou.
— Não obrigado. A Bella fez um almoço delicioso e eu ainda estou cheio.
— Puxa você come bem, Emmett! Estou impressionada.
Eu falei e ele rolou os olhos.
— Já viram o meu tamanho e os meus músculos? Tenho que me alimentar bem! Vocês estão é com inveja, — disse ele com a boca cheia e levando uma tapa de Rose no braço, na mesma hora.
— O que foi que eu fiz? – Perguntou ainda com a boca cheia e levou outra tapa.
— Tenha modos! Nós estamos com visitas.
Eu sorri e Edward os encarou, divertido.
— Por favor, desculpe o meu marido Bella. Às vezes nem parece que sua mãe lhe deu educação.
— Mas ela deu sim.
Interrompeu Edward.
— Eu sei Edward, — disse Rose irritada. — Mas muitas vezes ele parece um troglodita!
Não agüentamos mais e explodimos todos numa gargalhada. Eu não sei explicar, mas me sentia bem ali junto com eles. Me surpreendi algum tempo depois quando Edward me chamou dizendo que estava tarde e que precisávamos ir para casa. Casa... Ele dizendo aquilo era perfeito.
— Não esqueça o aniversário do Jasper, — falou Emmett.
— Droga!
— É no sábado Edward, — falou Rose.
Eu olhava de um para outro, confusa.
— Alice adora festas Bella, — explicou a Rose.
— E o Edward odeia.
— Odeio mesmo, mas sei que ela não vai me deixar faltar de jeito nenhum...
— Com certeza! E você tem que levar a Bella.
— Eu irei Rose, pode deixar.
Nos despedimos com Edward ainda resmungando. O casal nos acompanhou até a porta.
— Se ele não tratar você bem, me avise Bella, que eu te trago para ficar aqui conosco, — disse Emmett.
— E eu reforço o convite Bella, — falou Rose.
Edward fez um gesto obsceno para os dois e eu morri de vergonha. Eles riram e nós fomos para o carro. Fechei os olhos e encostei a cabeça no banco tentando descansar um pouco. Devo ter adormecido, pois só me recordo de acordar no carro, Edward com a mão em meu ombro, me sacudindo.
PDV. Edward Cullen.
Eu tinha conversado muito com meu irmão e ele achava que a melhor solução era contratar um detetive particular para tentar resolver a situação de Bella. Ainda havia muito feridos no hospital e as famílias chegavam aos poucos. A pesar dele não trabalhar naquele hospital especificamente, tinha amigos que o mantinham sempre informado. E até o momento ninguém havia procurado por ela.
Eu reconhecia que aquela seria uma boa coisa a fazer, mas estava relutante... e eu sabia exatamente o porquê: eu não queria que ela fosse embora. Eu não queria que Bella saísse da minha vida... Eu estava sendo um egoísta nojento, filho da puta, mas era a mais pura verdade.
Saí da casa de Emmett irritado. Primeiro por que ele pegou Bella nos braços e elogiou-a dizendo que ela estava linda. Era verdade, mas ele precisava ser tão sedutor porra?! Ele era casado e Rose era muito bonita e muito ciumenta. Eu não gostei nada daquilo e mandei ele soltar Isabella, só que gaiato como é, o safado perguntou se eu estava com ciúmes! Tive vontade de socar a cara dele e lhe mandei um olhar do tipo: Se não calar a boca, morre!
Me acalmei um pouco quando ele a soltou, mas reclamei quando ficamos sozinhos. Ele era meu irmão ou o que?! Tudo estava correndo perfeitamente bem até que ele e Rose me lembraram do aniversário de Jasper... Meu cunhado era uma ótima pessoa e não gostava muito de festas, mas minha irmã... A vida para ela era uma eterna festa, e a Sininho não dispensava uma boa comemoração por nada neste mundo, droga! Eu a amava, mas Alice podia ser bastante irritante às vezes...
Suspirei olhando para a louça que guardava no armário. Nós havíamos chegado há alguns minutos e Bella tinha ido para o quarto. Lembrei que em determinados momentos aqueles lindos olhos enevoados adquiriam um brilho altivo, perspicaz e agudo... Vi isso claramente quando ela propôs me ajudar nos estábulos e eu recusei. A natureza dela era batalhadora, e dentro de mim eu tinha a certeza de que ela lutaria na vida para alcançar seus objetivos.
Continuei na cozinha ajeitando algumas coisas quando de repente a luz apagou e eu ouvi um grito de pavor.
Bella! Que droga tinha acontecido?! Meus músculos enrijeceram imediatamente, peguei uma lanterna em uma das gavetas na cozinha e saí correndo em direção a ela. Escancarei a porta do quarto e não a vi. Apontei a luz do objeto para dentro do quarto e ela gritou novamente. Aí vi que estava no banheiro.
— Bella o que foi?
Me apressei em perguntar.
— Estou aqui Edward, por favor, não me deixe sozinha.
A voz dela tremia. Ela estava assustada... Igual a tantas outras vozes que eu ouvi durante a guerra. Me enchi de compaixão e entrei no banheiro de uma vez. Foi à pior coisa que eu poderia ter feito... Ela estava nua e molhada e se agarrou em mim com desespero. Na mesma hora a corrente elétrica transpassou nossos corpos, deixando a mim e a ela, ambos arrepiados. Eu queria ignorar aquela merda, mas não conseguia.
— Eu saí do boxe no escuro e acabei batendo a cabeça..., — Bella falou.
Eu imediatamente subi minhas mãos e segurei firme em sua cabeça, a procura de algum corte.
— Tá doendo? – Eu perguntei.
— Um pouco. Eu fiquei meio zonza. Talvez precise de gelo... Mas não consigo ver nada nesse escuro, — Bella falou.
Seus braços me apertaram ainda mais e eu senti todo o seu corpo colado ao meu. Involuntariamente meus braços a apertaram com mais força. Senti seus seios macios separados de mim apenas pela minha camisa e tive vontade de jogá-la longe. Bella ergueu os braços para envolver o meu pescoço e os meus foram imediatamente para a sua cintura. Ela era tão macia e se colava em mim de cima a baixo. Senti meu membro pulsar dentro da calça. Como era bom tê-la nos meus braços... Por um segundo achei que Bella estava sentindo o mesmo que eu. E mandei o meu bom senso para o espaço.
— Shh... Vai ficar tudo bem..., — eu falei tentando acalmá-la.
— Estou com frio..., — ela disse tremendo.
— Vou resolver isso também, — falei levantando o seu queixo e caindo com a minha boca sobre aqueles lábios macios. Eu sabia que estava perdido no momento em que adentrei no banheiro.
O encontro de nossas bocas e línguas foi como uma faísca na pólvora. Meu corpo inteiro ficou em chamas enquanto eu a apertava contra a fria parede de azulejos... Ela estava molhada, cheirosa e macia...
Bella estava entregue, eu sentia. Tudo que a guiava era o desejo. Percebi que ela correspondia ao beijo com desespero. Eu não sabia nada sobre essa mulher, mas senti-me estranhamente possessivo e carinhoso. Ela se apertava cada vez mais contra mim e eu perdi a cabeça. Levei minhas mãos aos seus seios e friccionei os mamilos de leve, arrancando um gemido dos seus lábios.
— Ah Nebulosa...
— Edward...
Ao ouvi-la dizer o meu nome em meio ao nosso ardente beijo, eu fiquei louco e a tomei nos braços levando-a para o quarto. Deitei-a sobre a cama sem me importar no quanto ela estava molhada e tirei toda a minha roupa. O quarto estava numa escuridão total, como o restante da casa, mas eu não queria nem saber. A pouca luminosidade que entrava pela janela era suficiente para que eu visse seu rosto e os contornos daquele corpo que me tirava do sério. Deitei ao lado dela e comecei a explorar...
— Sinta o quanto eu quero você..., — falei pressionando o meu membro na lateral do seu corpo.
— Eu também quero você Edward...
— Linda...
Eu falei e procurei a sua boca, beijando-a novamente. Ela abriu os lábios me dando passagem e eu aprofundei o beijo enquanto corria minhas mãos pelo corpo molhado e macio. Eu estava faminto por ela, tinha urgência em tocá-la e fazê-la minha.
Beijei os seus seios e o seu delicado aroma me invadiu. Eu circundei minha língua ao redor de seu mamilo, levando-o em minha boca, não consegui segurar os gemidos ao senti-la sob meus lábios. Quando a suguei delicadamente, ela gemeu, levando as mãos à minha cabeça e me segurando.
— Edward...
Ela suspirou e a vibração de sua voz foi direto ao meu membro que pulsou impaciente. Movendo-me para o outro mamilo, levei-o entre os dentes e puxei delicadamente. Ela gemeu alto, arqueando as costas, os quadris e se movendo contra mim.
Voltei para aquela boca macia carnuda.
— Ah Bella, — murmurei contra os seus lábios.
Nossos lábios se moveram em conjunto, a língua dela junto com a minha quando o beijo se aprofundou. Dedos trêmulos rastrearam meu queixo coberto de pêlos ásperos contra sua pele macia. Eu puxei seu lábio inferior, tomando-o entre os meus dentes e sugando-o. Minha mão se moveu até o seu sexo e eu gemi em sua boca enquanto sentia sua entrada molhada. Porra! Ela estava muito excitada... Meus dedos continuaram a descer por sua perna e cheguei por trás de seu joelho, subindo-o em meu braço para trazer sua perna pra perto de meu peito.
— Isso é tão bom, — ela gemeu. — Ah Edward não... não pare.
Ela queria me enlouquecer dizendo aquelas coisas?! Nem que a minha vida dependesse disso eu iria parar! Minha boca se deslocou de seus lábios para seu queixo. Arrastei beijos em seu pescoço e ao longo de seus ombros, um breve vislumbre de estar com ela todas as noites, naquela cama, passou em minha mente. Suas mãos percorriam minhas costas, as pontas de seus dedos exploraram cada músculo que eu tinha.
Fechei os olhos e concentrei-me na sensação de tê-la, desta forma, sob o meu corpo... Eu tinha sede daquela mulher... A suavidade e o calor que emanavam dela me consumiam enquanto eu continuava depositando beijos pela sua pele cheirosa. Deslizando a mão entre nós, ela agarrou meu pênis. Eu segurei o meu corpo em cima dela enquanto a observava esfregá-lo contra si mesma, lentamente circulando em sua vagina úmida.
— Porra Bella... Você está me torturando assim...
Meu peito arfou e meu corpo tencionou com o esforço para não me mover e deixá-la controlar esse momento. O calor envolveu-me quando ela me puxou fazendo o meu membro escorregar todo para dentro dela. Apreciei a sensação alguns segundos. Ela me envolvia com seu calor, e como era apertada...
Movendo as mãos para o meu quadril, ela agarrou-me com força, pedindo-me para ir em frente. Não me fiz de rogado e aceitei aquele convite silencioso e me movi mais, até que meus quadris estavam nivelados com os dela, subindo e descendo. Eu a preenchi totalmente e mesmo que quisesse ir mais fundo, não poderia, pois não havia espaço. Sua cabeça caiu para trás e ela puxou meu rosto para o dela.
Continuamos a nos beijar ansiosos e deslizando meus braços por baixo dela, puxei-a para mim, arrastando beijos ao longo de seu queixo e de sua mandíbula. Rolando sobre ela, coloquei-a sobre mim, seus cabelos molhados caíram ao longo do meu peito... Eu dobrei minhas pernas, as palmas das mãos deslizando ao longo de suas coxas, trazendo-a para mim, nossos sexos unidos. Ela sentou com as suas pernas de cada lado dos meus quadris.
— Você é linda, — falei com a voz rouca pelo desejo, meus olhos passava avidamente pelo seu corpo.
— Você também Edward... — ela disse.
Meu polegar se movia em círculos em torno de seu mamilo endurecido, enquanto eu investia contra ela... Ela gemeu e cobriu a minha mão, os dedos se entrelaçaram com os meus, me incentivando a pegá-la mais firme. Sua cabeça caiu para trás e ela arqueou-se oferecendo-se para mim.
Inclinando-me, beijei seus seios, minha língua circulou lentamente seu mamilo antes de tomá-lo entre meus lábios. Ela gritou quando eu arrastei meus dentes ao longo da carne tenra, provocando antes de beijá-lo suavemente e passar para o outro. Ela gemeu e eu girei de novo deitando-a na cama e investindo forte contra aquele corpo delicioso... Eu entrava e saía cada vez mais rápido... Era bom demais estar possuindo aquela mulher...
— Oh, Edward...
— Você gosta assim Bella?
Perguntei aumentando o ritmo.
— Sim, sim... Por favor, Edward...
— Por favor, o que? Diga Bella...
Perguntei com a voz entrecortada. Eu estava muito perto, mas queria que ela viesse junto comigo, então ergui um pouco os seus quadris e me enterrei mais fundo. Ela gemeu e segurou com as mãos na cabeceira da cama... Senti seus músculos se contraírem e ela gemeu alto, sucumbindo ao clímax. Ela gritou meu nome, seus quadris saíram do colchão e eu os agarrei com força, tentando ainda dar uma última estocada, quando jorrei dentro dela.
Quando nossos corpos se acalmaram, nossos peitos estavam arfantes, um contra o outro, e os nossos olhos se encontraram. Me inclinei e beijei-a delicadamente, sentindo seu coração batendo tão rápido quanto o meu. Com um suspiro exausto, nos rolei mais uma vez, meus braços caíram molemente ao lado da minha cabeça. Ela pressionou seu rosto no meu pescoço enquanto eu tentava recuperar o fôlego. Que mulher era essa? Terminei cedendo aos encantos dela e acabei por fazer o melhor sexo da minha vida
— Fica aqui comigo?
Ela perguntou ainda ofegante e se enroscando em mim, nossas pernas entrelaçadas.
— Fico.
Eu sabia que iria me arrepender, mas apenas por hoje eu iria seguir os meus instintos e não a razão.
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