Nebulosa

8 Capítulo 8 - Sentimentos confusos e conflitantes.


Notas iniciais
olá Garotas.

Edward Cullen

Suspirei mais uma vez vendo o dia amanhecer da janela do meu quarto... Aquela hora da manhã o céu se encontrava avermelhado e em tons de laranja, um pouco manchado e com poucas nuvens. O ar quente de Tucson estava impregnado com o cheiro das mais diversas flores que minha mãe sempre insistira em plantar no nosso jardim... Tudo ali era muito familiar... Menos a minha enorme excitação. Droga, droga, droga!!!

Praguejando eu saí da cama de uma vez e peguei a primeira roupa que encontrei na frente para vestir: uma camisa de malha caramelo e uma calça jeans velha e surrada. Fui ao banheiro fazer minha higiene matinal e me olhei no espelho... Eu estava abatido e com olheiras e a testa logo acima do corte no supercílio estava bem roxa. Fiz uma careta... Depois voltei para o quarto, calcei as botas, e saí observando que a porta do quarto da minha hóspede ainda se encontrava fechada.

Eu tinha sido um idiota ontem, mas infelizmente não pude evitar... Ela tinha ficado magoada... Mas como eu poderia responder a pergunta dela se nem ao menos eu sabia por que estava fazendo aquilo, merda! Passei a mão nervosamente pelos cabelos fui até a cozinha lavar a louça. Pelo menos quando ela acordasse veria que a casa estava mais arrumada. Morri de vergonha ontem, quando chegamos e parecia mais que estávamos num chiqueiro... Tudo bagunçado, virado, desarrumado e sujo... Minha mãe teria um ataque de pelanca ali agora...

Rolei os olhos e suspirei. Eu realmente não sabia o que tinha se passado pela minha cabeça quando resolvi trazê-la comigo. Eu já tinha problemas até demais para ter que me preocupar com ela, uma linda e sexy estranha que não lembrava nem mesmo do seu próprio nome. Aonde fui me meter?!

Droga, porra, merda, cacete! O que eu iria fazer agora? Sim porque no estado em que eu estava, se ela desse uma brecha, eu a pegaria de jeito ali mesmo... Meu pobre corpo implorava por isso..

Será que eu me deixei levar pelo desejo? Não, não era possível. Tudo bem fazia tempo que eu não cobiçava mulher nenhuma e eu sou apenas um cara normal... Um homem com hormônios e necessidades como qualquer outro... Mas eu não podia me dar ao luxo de me levar pela paixão justamente agora... Então porque bastava uma lembrança da boca suave e delicada sob os meus lábios, para meu membro querer explodir dentro da velha calça jeans?

Suspirei mais uma vez ensaboando as panelas com força, tentando desviar a minha atenção e os meus pensamentos. Eu sempre confiei no meu instinto e foi isso que me fez sobreviver no Iraque. Se eu não tivesse confiado no meu instinto naquele dia fatídico, teria morrido juntamente com a metade do meu batalhão. Aquelas eram lembranças amargas e dolorosas, mas que com o tempo como Jasper dizia, deixariam de ser como uma faca afiada no meu peito.

Era como Isabella. O meu instinto me dizia para não deixá-la sozinha. E ao assumir que a levaria para casa, eu também tinha assumido qualquer eventual problema que viesse a surgir, mas eu não sabia como agir. Realmente eu me sentia como um adolescente perto dela... Abobalhado, desconcertado e vulnerável.

Bastava olhar para ela que um sentimento estranho se manifestava dentro de mim... Eu queria tomar conta dela, protegê-la, sei lá! Aquilo era estranho, e muito embora eu estivesse enxergando perfeitamente a armadilha e soubesse que iria ser abatido, não conseguia evitar. E eu sabia a cada segundo que passava que iria me arrepender...

— Edward...

Estremeci ao ouvir a sua voz na porta da cozinha. Eu me arrepie todo e o meu pênis... Sem comentários!!! Distraído, eu não percebi quando ela se aproximou, mas agora o meu corpo estava todo em alerta... Porra, alerta era pouco!

— Sim?

Perguntei sem desviar os olhos da louça. “O que os olhos não vêem o coração não sente”, pensei. Ela me pegou desprevenido.

— Posso ajudar?

— Você pode fazer um café para nós dois, — falei ainda concentrado na louça suja. Pelo canto do olho pude ver a movimentação dela pela cozinha. E esfreguei a panela com mais força. Daqui a pouco a porcaria iria brilhar como um espelho. Ela saiu abrindo e fechando os armários até encontrar o que precisava: a chaleira, o café e o açúcar. Com certeza não queria falar comigo...

No lugar dela eu também não falaria. Suspirei.

— Eu só tenho frutas e café para lhe oferecer... Mas vou sair daqui a pouco para providenciar suprimentos.

Ela me encarou com os lindos olhos chocolates inchados e uma dor aguda tomou conta de mim... Ela tinha chorado e muito. Praguejei comigo mesmo... (%¨&*%/*#%¨# xingamentos do Edward). Suspirei tomando coragem e abri a minha boca.

— Bella...

— Frutas e um café bem forte está ótimo, — falou me interrompendo.

Suspirei outra vez e assenti. Eu tentaria consertar as coisas depois.

— As frutas estão na geladeira. Pode colocar na mesa, por favor?

Ela abriu o refrigerador e levou uma bandeja com várias frutas para a mesa. Terminei de lavar a louça no momento em que ela preparava o café e sentamos um de frente para o outro em silêncio. Depois de ter engolido duas maças e uma fatia de mamão ela perguntou:

— Posso ir com você até a cidade?

Eu a olhei surpreso. Ela ainda estava fraca e com dores, mas não demonstrava.

— Claro, mas eu pensei que gostaria de ficar em casa, sossegada...

Ela baixou a cabeça e falou bem baixinho...

— Não quero ficar sozinha.

Eu tive que fazer um esforço para escutar, mas a entendi. Bella tinha passado por muita coisa de uma vez só e não gostaria de ficar sozinha. Agora tive que me chutar mentalmente para me controlar e não tomá-la em meus braços!

— Ok, tudo bem então. Podemos colocar os pratos na pia e sair.

— Deixe que eu lave essa louça antes.

— Como quiser, — eu disse e saí da cozinha indo para o meu quarto escovar os dentes. Ela estava linda... Usava um vestido rosa de malha com alças finas. Uma jaqueta bege por cima e sapatilhas baixas... Alice não esquecera de nenhum detalhe...

Depois de uns quinze minutos eu retornei e Bella estava olhando a paisagem pela janela da sala, absorta em pensamentos.

— Vamos?

Perguntei e ela assentiu me seguindo. Peguei meu chapéu de vaqueiro e andamos até a caminhonete e eu abri aporta para ela que me olhou surpresa.

— O que foi? Não posso ser cavalheiro?

— É...

— Fale.

— É que eu nunca imaginei um cowboy cavalheiro...

Rolei os olhos.

— Só por que somos homens do campo, não quer dizer que sejamos rudes...

— Desculpe, eu não quis te ofender.

Ela disse na defensiva. Dei a volta no carro e subi, me acomodando.

— Você não me ofendeu. Eu queria apenas esclarecer as coisas.

Enquanto eu falava, ela se mexeu um pouco e eu vi nitidamente os seus seios delineados pelo tecido do vestido... Ela estava sem sutiã e eu engoli em seco, diante da visão que fez o meu pênis pular.

Ela não falou nada e eu liguei o rádio querendo dissipar um pouco a tensão e me distrair... Mas antes não tivesse feito. Todas as músicas que tocavam eram românticas ou estavam falando de encontros, de sexo e paixão. Meu membro estava bastante animado e eu amaldiçoei todos os que poderiam ser responsáveis por aquilo... Desde o cantor, até o ouvinte bastardo miserável que havia solicitado esse tipo de música. Ao mudar de estação novamente estava tocando uma que Bella começou a cantar. Olhei-a surpreso, pois ela lembrava perfeitamente da letra, que descrevia mais ou menos a situação que eu estava passando...

http://www.youtube.com/watch?v=Ze3domRjvE8&feature=related

Guarde o seu sorriso só prá mim,
que eu te dou o universo em meu olhar.
Se sentir na pele um arrepio,
são meus dedos te tocando prá te contar...

Sou fã do seu jeito
Sou fã da sua roupa
Sou fã desse sorriso estampado em sua boca
Sou fã dos teus olhos
Sou fã sem medida
Sou fã n° 1 e com você
Sou fã da vida

Guarde o seu sorriso só prá mim,
que eu te dou o universo em meu olhar.
Se sentir na pele um arrepio,
são meus dedos te tocando prá te contar...

Sou fã do seu jeito
Sou fã da sua roupa
Sou fã desse sorriso estampado em sua boca
Sou fã dos teus olhos
Sou fã sem medida
Sou fã n° 1 e com você
Sou fã da vida

Quero convencer seu coração,
que o meu amor foi feito prá você
Quero te dizer que esta paixão,
não encontra outra forma prá dizer...

Sou fã do seu jeito
Sou fã da sua roupa
Sou fã desse sorriso estampado em sua boca
Sou fã dos teus olhos
Sou fã sem medida
Sou fã n° 1 e com você
Sou fã da vida

Porra... Eu nem sabia quem cantava aquela coisa e não fazia o meu gênero, mas aquela música dizia em poucas palavras muito do que eu sentia... Ela tinha um sorriso lindo e só de tocá-la eu ficava arrepiado... Ela também sentia a mesma coisa, e aquilo pra mim era novidade. Nunca reagi de forma tão intensa a uma mulher. Mais que música miserável!

Sou fã dos teus olhos... não precisava dizer mais nada. Eu tinha ficado fascinado por aqueles olhos escuros no momento em que os vi... Nebulosa... Ela me fazia prisioneiro do seu olhar sem nem mesmo se dar conta... Meu pênis vibrou outra vez e eu trinquei os dentes.

Eu não ia ouvir mais nem uma palavra, nada! Estendi a mão e desliguei a merda do rádio, esperando me acalmar. Ela me encarou sem entender a minha reação e eu dei de ombros. Continuamos em silêncio até chegarmos a uma movimentada rua na cidade, onde eu procurei uma vaga para estacionar.

Parei a caminhonete e nós descemos. Tirei o chapéu e discretamente, como quem não quer nada, coloquei na frente do volume que estava gritando em minha calça. Fui direto para o pequeno mercado com ela atrás de mim e assim que entramos demos de cara com Rose, que ia saindo do estabelecimento.

— Edward! Você está bem?

Ela perguntou me dando um abraço apertado.

— Sim Rose. Dolorido, mas estou bem, — falei sorrindo.

— Esse corte está bem feio, — falou franzindo a testa.

— Mas eu estou inteiro.

Ela sorriu e seus olhos foram imediatamente parar sobre Isabella, que nos encarava mordendo o lábio inferior.

— Isabella?

Rosalie perguntou arqueando as sobrancelhas. Eu assenti e fiz as apresentações.

— Bella, esta é Rosalie minha cunhada. A esposa de Emmett.

— Prazer, — ela disse dando um sorriso tímido e estendendo a mão.

Rose sorriu.

— O prazer é meu. Emmett me contou tudo. Você está melhor?

Bella deu de ombros.

— Ainda com muitas dores.

— Ele deve ir à fazenda qualquer hora dessas para examinar você novamente.

— Obrigada, — disse Bella.

Rose sorriu novamente e virou-se para mim.

— Se precisar de alguma coisa é só falar Edward.

— Obrigada Rose, mas estamos bem...

Ela concordou e despediu-se enquanto eu puxava Isabella pela mão até o balcão. Havia poucos clientes e o senhor Newton se aproximou e puxou conversa lamentando sobre o acidente... Realmente as notícias correm. Bella soltou a minha mão e foi dar uma olhada pelos corredores... O filho, Mike Newton apareceu e veio falar comigo. Todos estavam pesarosos com a tragédia, as mortes, o susto pela ameaça da bomba no aeroporto... Pelo menos as fofoqueiras de plantão teriam outra coisa para comentar que não fossa a vida alheia...

Conversei um pouco e dei ao Sr. Newton a lista com tudo o que iria precisar. Mike continuou falando até que alguma coisa despertou o seu interesse... Acompanhei o seu olhar e vi Bella se baixar para pegar algum produto numa das prateleiras mais baixas, o que fez o vestido subir deixando boa parte das suas coxas de fora... Eu babei e o Newton também

— Visão maravilhosa... Ganhei o meu dia, — o pirralho falou.

Eu trinquei os dentes e lhe dei um olhar ameaçador. Imagine se ele percebesse que ela estava sem sutiã?! Mas antes que eu dissesse algo, ela me chamou.

— Edward.

Dei as costas para o infeliz e fui até lá.

— O que foi?

Perguntei sorrindo. Queria que o imbecil visse que ela estava comigo e tirasse aquele sorriso idiota da cara.

— Eu conheço esse shampoo, — ela disse com os olhos brilhando.

— Isso é um bom sinal Bella. Você lembrou alguma coisa.

— Eu... Eu gostaria de levar... Posso?

— Claro que pode. Pegue o que você quiser, ok?

Eu falei sabendo o quanto ela estava constrangida, afinal não possuía dinheiro algum e dependia exclusivamente de mim. Voltei para o balcão onde Mike ainda nos observava com curiosidade ela veio logo atrás. Ele não se intimidou com a minha presença e lhe deu um charmoso sorriso.

— Oi, eu sou Mike.

Ela sorriu tímida, mas estendeu a mão que ele apertou e beijou. Eu fervi de raiva. Moleque atrevido!

— Bella.

— Muito prazer Bella. Você é nova na cidade? Nunca te vi por aqui...

Ela corou. Eu estava quase voando pra cima dele. Apertei minhas mãos com força tentando manter o controle. Quem ele pensava que era???

— Eu estava com Edward no ônibus..., — ela disse tímida.

Ele arregalou os olhos.

— Meu Deus! Você é uma das sobreviventes! O que eu posso fazer para te ajudar?

Ele falava todo meloso e solícito.

— Está precisando de algo? Pode falar Bella!Terei o maior prazer em ajudar você, — Mike continuou dizendo.

Ah, eu tinha certeza que ele teria muito prazer... Só que eu não ia deixar de forma nenhuma! Cheguei junto dela e a enlacei pela cintura num ato bastante possessivo, dando aquele imbecil um olhar de aviso bastante claro. Bastou isso para os estranhos arrepios percorrerem o meu corpo. Que droga era aquela?! Ela me olhou confusa e ele fechou a cara.

— Ela está sob os meus cuidados, Mike, — falei num tom de voz baixo, mas ameaçador.

Ao ouvir aquilo ele estreitou os olhos e ergueu o queixo desafiadoramente. Nós nos encaramos por alguns minutos, a atmosfera tensa ao nosso redor. Ele com raiva e eu com um olhar mais gelado que o Pólo Norte. Se olhar matasse... Mas nesse instante fomos interrompidos pelo pai dele que retornava com as minhas compras.

— Bom Edward, está tudo aqui menos os tomates e as folhas verdes... O carregamento deve chegar hoje ou amanhã, pois ouve atraso no transporte das mercadorias devido ao acidente. Assim que chegarem eu providencio a entrega lá na fazenda, está bem?

— Está ótimo Sr. Newton, mas acrescente isso aqui também, — falei pegando os produtos que ela havia escolhido com uma das mãos enquanto a outra continuava possessivamente na cintura de Bella. Entreguei a ele que sorriu e apresentou-se a Bella, o que rendeu mais quinze minutos de conversa. Mike não tirava os olhos dela, ou melhor dos seios dela e aquilo estava me irritando ao extremo. Eu tinha que tirar Bella dali agora. Interrompi a conversa ignorando as boas maneiras que a minha mãe me ensinou.

— Quanto foi?

O Sr. Newton olhou para mim e disse o valor, e eu paguei, puxando-a para ir embora. Ela não era nada minha, mas a maneira como Mike a olhou e as palavras dele me incomodaram profundamente. Por quê??? Era o que eu me perguntava, sem obter uma resposta. Eu estava imerso num mar revolto de sentimentos confusos, estranhos e conflitantes. E não estava gostando nada daquilo.

Compras feitas, nós voltamos para a caminhonete e eu dei uma volta pela cidade, mostrando os principais pontos turísticos, o centro da cidade, o hospital onde tínhamos ficado... Mas nada em particular despertou a atenção de Bella ou a fez recordar alguma coisa.

Suspirei e levei-a um tranqüilo restaurante um pouco mais afastado, num dos subúrbios da cidade. Um restaurante italiano. O local era simples, mas a comida era deliciosa. Escolhi uma mesa ao ar livre, sob a sombra de um carvalho grande, nós sentamos. Os sinais de verão estavam todos à nossa volta... A grama um pouco ressecada, as flores vivas características da região, pessoas desfrutando do sol, e o ar quente e seco característico daquela época do ano, o verão. Os olhos dela derivaram rapidamente para minha boca e eu prendi a respiração. O que será que ela estava pensando? Eu sabia que ela também me desejava... eu pude sentir no beijo em que demos naquele dia fatídico no banheiro do ônibus...

Notas finais
agradecendo as recomendações feitas por: micaele_krzv, carlapriscila e greyci-cullen, valeu garotas.

Edward amor abre os olhos lindo, Mike esta cercando a sua garota rsrsrsrsr.

Beijos meninas vejo vocês na Sexta.
Kiki