Nebulosa
60 Capítulo 60 – Primeiras compras.
Notas iniciais
PDV Isabella Swan
Já estava anoitecendo quando chegamos ao shopping no centro de Tucson. Olhei no relógio em meu pulso e eram quase seis da tarde. Edward desligou o carro e desceu, dando a volta e abrindo a porta para que eu descesse. Eu adorava esse lado cavalheiro dele, embora algumas vezes me despertasse a lembrança do Jacob. Sacudi levemente a cabeça, tentando afastar aquelas perturbadoras lembranças. Todos os dias secretamente nas minhas orações, eu rogava a Deus que ele encontrasse uma mulher especial, se apaixonasse perdidamente e fosse muito feliz. Meu melhor amigo de infância merecia encontrar a felicidade.
- O que está se passando nessa sua cabecinha?
Edward perguntou. Tratei de disfarçar.
- Nada amor. Eu apenas estava pensando em como a minha vida mudou totalmente em tão pouco tempo.
- Nem me fale.
Respondeu dando um sorriso travesso e piscando um olho.
Caminhamos um pouco até chegarmos a uma loja de artigos para bebês, era enorme e de esquina: A Little Baby. Entramos e eu olhei para o ambiente, fascinada. Com certeza aquela loja era o sonho de consumo de toda mãe. Uma moça morena com um uniforme azul claro e cabelos longos apressou-se em nos atender.
- Boa noite. Posso ajudá-los?
Ela nos cumprimentou sorrindo e eu procurei retribuir a gentileza.
- Sim, nós estamos procurando algumas coisas para o nosso bebê.
- Parabéns aos dois.
Falou gentilmente.
- Obrigado.
Respondeu Edward, enlaçando a minha cintura.
- É o primeiro filho?
- Sim!
Respondemos em uníssono.
- Menino ou menina?
- Ainda é cedo para sabermos.
Disse Edward dando seu maravilhoso sorriso torto. A vendedora prendeu a respiração e eu não gostei nadinha daquilo. Tudo bem que ele era lindo, um pedaço de mau caminho e atraía os olhares das mulheres como um ímã, mas era meu marido, meu! O pai do meu filho. Procurei disfarçar o meu ciúme crescente.
- Eu gostaria de olhar algumas roupinhas.
Falei chamando a atenção dela novamente.
- Pois não senhora. Tenho peças lindas para lhes mostrar.
Falou nos conduzindo pelo interior da loja.
- Eu recomendaria roupinhas de cores neutras como verde, branco, amarelo, uma vez que ainda não sabem o sexo.
- Para mim está ótimo.
Ele falou todo simpático. Trinquei os dentes e dei um beliscão daquele em seu braço esquerdo.
- Ai!
O grito de dor despertou o interesse da moça.
- Algum problema senhor?
Inquiriu solícita. Edward sorriu matreiro.
- Não foi nada. Eu apenas tropecei.
Disse. Quando a moça nos deu as costas eu olhei feio para ele, deixando claro que não gostei. Ele sorriu matreiro.
- Por aqui, por favor.
Nós a seguimos e fomos até o meio do estabelecimento, onde havia uma enorme estante de piso a teto, repleta de roupas, sapatinhos, meias, fraldas bordadas, bichinhos de pelúcia, mantas, lençóis bordados... Fiquei fascinada.
- Aqui a cima nós temos os conjuntos de bolsas e malas para a mamãe e para o bebê.
Continuou nos mostrando bolsas lindas, algumas bordadas, outras lisas... Confesso que nunca passou pela minha cabeça que um bebê fosse precisar de tantas coisas.
- São feitas com a mais moderna tecnologia, com vários compartimentos e praticamente não pesam nada.
-Eu gostei.
Disse Edward.
- Eu também, — emendei.
Realmente a mala que ela estava nos mostrando era linda e bem leve, constatei ao segurar.
- E estes sapatinhos de linha são exclusividade da nossa loja.
Disse colocando sieis pares de sapatinhos na nossa frente. Depois de escolher três pares, comecei a pegar algumas roupinhas e Edward outras. Gostei muito dos macaquinhos, pois eram práticos, confortáveis e fáceis de colocar. O cheirinho que emanava delas era maravilhoso.
- Acho que vou levar esses aqui.
Falei pegando várias peças, quando flagrei a moça olhando embebecida para o meu marido. Meu humor alterou rapidamente.
- Será que você poderia nos deixar a sós por um momento?
Eu disse procurando me controlar e manter a calma para não fazer um escândalo e não dar vexame.
- Nós vamos escolher o que vamos levar e depois chamamos você, — falei segurando a mão dele.
- Claro, senhora.
Ela respondeu vermelha. Com certeza sabia que eu a tinha visto com olhos melosos e gulosos em cima de Edward. Assim que a vendedora se foi...
- Acho que vou procurar outra loja.
Falei com rispidez.
- Por que querida? Ela é atenciosa e está nos atendendo muito bem.
Ele respondeu com sua testa franzida.
- Bem até demais!
Exclamei com raiva. Ele me fitou com os olhos brilhantes.
- Está com ciúmes amor?
Cínico. Até parece que ele não percebeu o interesse evidente da vendedora! Respirei fundo e o fitei.
- Não me provoque cowboy.
Ele riu jogando a cabeça pra trás, cheio de si. Eu não estava achando a menor graça.
- Minha doce e ciumenta Nebulosa...
- Eu não sou ciumenta.
Retruquei, tentando disfarçar.
- Sabia que você fica ainda mais linda quando está assim bravinha?
Como ele conseguia me desarmar sempre? Minha raiva dissipou-se por completo. Aproveitei o momento e levei minhas mãos até o seu pescoço, puxando-o para mim, colando nossas bocas. Ele respondeu de imediato e invadiu com a língua quente, encostando sua pelve em meu estômago. Continuamos com essa agarração até ouvirmos um pigarro.
- Ham-Ham.
Uma senhora de idade acompanhada pela filha que alisava uma barriga volumosa sob a roupa, nos fitava com um olhar de reprovação. Tentamos em vão disfarçar e elas passaram por nós, seguidas por outra vendedora.
- O que se passa nessa sua mente, hein Bella?
Perguntou segurando meu queixo, me obrigando a fitá-lo. Mordi os lábios e desviei os olhos para um ponto qualquer a minha direita. Ele segurou meu rosto com as mãos e aguardou que eu o encarasse.
- Eu te amo. Não precisa ficar enciumada com nenhuma outra mulher. Meus olhos e o meu coração pertencem apenas a você amor.
Ele falou enquanto me abraçava. Suspirei, pois eu sabia que era verdade.
- Acho que agora sei como você se sentiu quando me viu com o James lá na cantina do hospital...
Senti que ele enrijeceu.
- Você não tem nem idéia.
Disse baixinho.
- Me desculpe amor. É que eu não gostei nada da forma com que a vendedora olhou para você.
Ele sorriu e afagou meu rosto com as costas da mão.
- Tente lembrar de que a moça está apenas fazendo o trabalho dela e nada mais. Tudo bem?
Ele me olhava com uma ponta de incerteza. Suspirei.
- Sim cowboy. Vamos escolher as primeiras peças do nosso filhote e depois vamos para casa.
- Perfeito. Pequeno Cullen aí vão as suas primeiras compras.
Falou acariciando meu ventre.
- Só as primeiras mesmo, pois ainda temos de comprar o carrinho, o bebê conforto, chocalhos, decorar o quarto e mais uma parafernália sem fim.
Completou beijando minha barriga e me fazendo sorrir amplamente. Eu sorri surpresa.
- Não sabia que entendia tanto de bebês cowboy.
- Tenho passado tempo demais com meu irmão gorila e ele não fala sobre outra coisa, então...
Disse dando de ombros.
PDV Edward Cullen.
Acordei de repente, sentindo um vazio. Era como se alguma coisa estivesse errada. Estiquei os braços procurando o calor de minha esposa, mas a cama estava vazia. Sentei-me bruscamente e estreitei os olhos tentando me acostumar com a pouca luminosidade... O dia estava amanhecendo. Levei a mão aos cabelos, tornando a bagunça ainda maior e corri os olhos pelo quarto. Bella não se encontrava ali.
Dei um salto da cama e vesti a velha calça de moletom que estava jogada por ali. Onde ela estaria? Será que estava sentindo alguma coisa?! Diante dessa perspectiva eu quase pirei. Corri até a porta do nosso quarto e abri de supetão, saindo a sua procura. Ao entrar na sala, estaquei aliviado.
Bella estava de costas para mim, vestindo um roupão atoalhado branco, fitando a magnífica paisagem montanhosa. Cheguei por trás e abracei-a. Ela descansou a cabeça em meu ombro.
- Está tudo bem?
Perguntei um tanto inseguro.
- Sim. A vista daqui é simplesmente espetacular.
- Sim, é uma paisagem magnífica.
Emendei.
- Você está sentindo alguma coisa amor?
Ela ergueu as mãos e acaricio minha nuca, fazendo com que um arrepio de prazer percorresse o meu corpo.
- Está tudo bem Edward.
- Tem certeza? E o bebê?
Ela alisou o ventre antes de responder.
- Nós dois estamos bem.
Falou com uma voz mansa.
- Hum... A cama fica fria sem você.
Eu disse em seu ouvido, vendo-a se arrepiar.
- Eu perdi o sono e não quis perturbar você.
Completou. Bella geralmente dormia como uma pedra, então havia alguma coisa errada ali.
- Pode falar amor.
Encorajei.
- Falar o que?
- O que quer que esteja perturbando você.
Ela deu um longo suspiro.
- Eu estou aqui Bella. Somos uma família agora. Você não está sozinha.
- Eu estava pensando na minha mãe.
Eu já desconfiava. A última conversa que as duas haviam tido foi antes do nosso casamento e não foi nada agradável.
- Amor...
- Desculpe por acordá-lo.
- Você devia ter me acordado. Nós dois juntos podemos chegar a uma solução.
Ela me deu um sorriso triste.
Renée era uma mulher acostumada a ter suas vontades sempre satisfeitas e Bella a havia desafiado abertamente ao romper o noivado com o estrupício do Black. E apesar das desavenças entre elas, é claro que Bella sentia falta da presença da mãe. Fazia quase sete meses que estávamos casados e durante todo esse tempo elas não tiveram nenhum contato. Era natural que minha esposa estivesse triste.
- Vai dar tudo certo, você vai ver.
- Eu queria ter o seu otimismo Edward.
- Ela já sabe que vai ser avó?
Questionei.
- Acho que não. Eu não liguei para Phoenix e tenho certeza de que papai também não ligou, ou ele teria me dito.
- Se preocupar dessa forma não vai fazer bem nem a você e nem ao bebê, amor.
- Eu sei Edward, mas às vezes não consigo evitar...
- Que tal tomarmos um bom café da manhã agora? Depois pensamos no que vamos fazer.
- Tudo bem, mas eu preciso de um tempo para preparar o desjejum.
Ela disse.
- Vou te ajudar. Nada como um casal unido...
Respondi e me baixei para dar um beijo longo em seu ventre.
- Bom dia bebê lindo. Aqui é o papai. Você está sendo muito esperado, ouviu?
Bella sorriu e acariciou de leve os meus cabelos. Eu já tinha em mente o que iria fazer, e só diria a minha esposa depois. Isso se obtivesse algum resultado positivo. Fomos para a cozinha e ajudei Bella a preparar as panquecas. Comi umas oito com calda de chocolate, enquanto ela preferiu cobrir as suas três com a de morango.
- Nossa não cabe mais nada no meu estômago.
Falou com pesar.
- Lembre-se do que Marcus disse sobre se alimentar bem, — lembrei-a.
Ela me olhou cética.
- Estou com nove semanas de gestação Edward. Se eu continuar comendo desse jeito, vou ficar parecendo uma baleia antes do sexto mês!
Peguei sua mão por cima da mesa e acariciei seus dedos.
- Uma baleia linda e tremendamente sexy.
Eu disse. Ela me fitou fazendo um bico com os lábios.
- E se você não me desejar da mesma forma quando eu estiver gorda?
Perguntou mordendo o lábio inferior.
- Não seja absurda.
Mulher tem cada uma... pensei balançando minha cabeça.
- É claro que eu vou te desejar amor. Talvez até mais do que te desejo hoje, se é que isto é possível, pois eu te desejo demais.
Falei, presenteando-a com meu sorriso torto e continuei.
- Os dias em que dormimos separados foram um inferno para mim. Você está carregando o nosso filho dentro de você Bella e o crescimento da sua barriga significa o crescimento do nosso bebê. Como pode achar que eu pensaria diferente?
Ela me fitou incerta.
- Jura?
- Juro. Agora pare de colocar minhocas nessa linda cabecinha, vá tomar um banho relaxante enquanto eu dou um jeito na louça suja.
Ela levantou da cadeira, deu a volta na mesa e sentou em meu colo, roçando meus lábios num beijo rápido e começando a rir.
- Sabia que às vezes você é muito mandão?
- Sabia. E tenho certeza de que você adora.
- Hum-hum.
Respondeu com a cabeça.
- E por falar nisso cowboy, eu estou lhe devendo algo.
- O que?
Perguntei levando meus lábios a curva do pescoço delicado.
- Um desfile de lingeries.
Porra! Levantei a cabeça devagar e a fitei. Meus olhos e o meu corpo já denunciavam todo o meu desejo.
- Qualquer noite dessa eu vou cumprir a promessa que fiz em Forks.
Falou dando um sorriso malicioso.
- Vou esperar por isso ansiosamente amor.
Eu disse e ela sorrindo saiu em direção ao nosso quarto.
Notas finais
Naty valeu por ter postado pra mim esta semana, estava com problemas pessoais agradeço a ajuda.
Beijos meninas amanha tem mais.
Kiki
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