Nebulosa

46 Capítulo 46 – Mau Gênio.


Notas iniciais
Olá garotas segue abaixo um recadinho da Tina.

Queridas amigas e leitoras, quero agradecer a cada recomendação linda e cada review de vocês. Minhas leitoras são demais! E gostaria de pedir com muito carinho para quem ainda não recomendou Nebulosa, recomendar. Gente, recomendar é como um sorriso, não custa nada e faz um bem enorme a quem recebe por isso eu gostaria de poder mais uma vez contar com o apoio de vocês. Mas isso é apenas um pedido de uma humilde autora. A fic ainda não tem data para acabar. Enquanto eu estiver inspirada, os caps. vão fluindo naturalmente. Muito Obrigado pelo incentivo, amizade, carinho e força que vocês me dão sempre.

Beijos no coração de cada uma.
Tina Ramos.

PDV Isabella Swan.

Fazia três dias que Edward estava em Forks e nós estávamos providenciando todos os documentos necessários para o casamento, que a aconteceria ali mesmo no cartório civil. O fato do meu pai ser o Chefe de Polícia e conhecer o juiz facilitou o andamento dos trâmites. Ele já havia avisado sua família que viria para a cerimônia, mas Alice estava mais do que chateada e emburrada conosco.

Ela queria fazer uma festa glamorosa para a cerimônia, mas eu e Edward não concordamos. Quando ela percebeu que não íamos ceder, tentou fazer chantagem emocional. Edward, conhecendo bem sua irmã, ameaçou me levar para Las Vegas, no meio da noite, se ela continuasse insistindo com aquele absurdo. A conta de festas dele havia esgotado no aniversário do Jasper.

Por fim a Sininho teve que se conformar. Falei com os pais dele por telefone, que foram extremamente simpáticos e me emocionei ao ouvir as palavras de D. Esme, que me agradeceu muito por ter trazido o filho dela de volta à vida. Em breve eu os conheceria pessoalmente.

O meu pai estava satisfeito com o rumo que as coisas estavam tomando, mas eu não tinha falado nada com minha mãe ainda. Resolvi permanecer em Forks e coloquei o meu apartamento em Port Angeles, à venda. Edward estava dormindo no sofá da sala e eu em meu quarto. Embora achasse aquilo ridículo, não queria contrariar meu pai.

Recordei brevemente o dia anterior...

— Prefere ficar na delegacia ou na loja com a Ângela?

Perguntei divertida enquanto ele rolava os olhos.

— Não sei por que não posso ir junto!

Exclamou enfezado.

— Por que eu vou comprar o meu vestido de noiva e quero que seja surpresa, ora!

— Mulheres!

Ele retrucou.

— Homens!

Respondi. Por que eles não conseguiam nos entender?! Ele estava resmungando, mas eu não me importei.

— Fico na loja. Já basta ter de aguentar seu pai nos cercando toda noite!

Ri e dirigi até minha loja. Ele me deu um beijo breve nos lábios e desceu. Neste exato instante, com o vestido comprado e devidamente embalado, eu estava de volta. Abri a porta e ele me encantou com seu sorriso torto deslumbrante. Demorei alguns minutos para perceber que ele estava falando alguma coisa...

— Acho o vestido meu amor?

Perguntou divertido. Ângela nos olhava extasiada.

— Sim, mas não vou dizer nada sobre isso.

— Hum... Adoro mulheres misteriosas...

Ele retorquiu e me puxou para os seus braços.

— Puxa Bella, eu nem acredito que você vai casar amiga...

Suspirou Ângela com os olhos brilhando.

— Pode apostar que vai Ângela.

Falou Edward enlaçando minha cintura e roçando a ponta do nariz em meu queixo. Fiquei totalmente vermelha.

— Não vou deixa-la escapar nunca mais.

— Edward, comporte-se.

Pedi envergonhada.

— Ah, o amor é lindo...

Disse Ângela sonhadora. Ela compraria minha loja e eu usaria o dinheiro para adquirir o pequeno antiquário da amiga de minha mãe em Tucson. Edward havia me questionado sobre isso ontem à noite.

— Embora a venda dos meus cavalos esteja sendo um sucesso, estamos longe de ser ricos. Mas temos o suficiente para vivermos confortavelmente.

— Não espero que você me sustente Edward.

Ele fez cara de bravo.

— Falando assim você me ofende.

Afastei-me um pouco para fita-lo.

— Pretendo trabalhar também. Estive pensando em abrir um pequeno antiquário lá no centro da cidade.

Ele estreitou os olhos.

— Tem certeza disso?

— Sim.

— E quanto a sua loja aqui em Port Angeles?

— Ângela está disposta a compra-la.

Ele ainda não estava convencido.

— Mas você foi quem fez a loja. Quem deu duro para ela se destacar no mercado. Vai abrir mão de tudo assim, de uma hora para outra?

Contei até dez antes de responder.

— Não posso manter uma loja aqui morando em Tucson, Edward.

— Nós daremos um jeito.

— Não. Eu não quero ter de me separar de você por dias ou semanas. Um casamento a distância não vai funcionar.

— Não quero que se sinta obrigada a nada Bella. Eu te amo e quero te ver feliz amor. Estou disposto a apoiá-la no que for.

Sorri e acariciei seus lábios. Ele me olhava preocupado.

— Eu só estarei feliz perto de você. Vamos para Tucson. A fazenda Masen será o nosso lar, e ponto final.

— Puxa mulher, você é decidida hein?

Ele brincou, com um sorriso de orelha a orelha.

— E o que mais eu poderia fazer?

— Respeito sua decisão meu amor e a propósito, tenho uma surpresa para você...

Olhei desconfiada.

— O que é?

— Uma surpresa, já disse.

— Detesto surpresas Edward.

— Pois eu gosto.

Revirei os olhos.

— Pare de me enrolar cowboy e fale de uma vez.

— O que eu ganho com isso?

— Um desfile de lingeries sensuais.

Emendei divertida. Ele rosnou baixinho, me puxando para um beijo intenso. Nossas línguas se encontravam impetuosas, sugando o gosto um do outro com uma avidez quase selvagem. Quando por fim, quebrei o beijo em busca de ar, tentando respirar, ele continuou:

— Assim que estivermos sozinhos, eu vou cobrar.

— Até parece que Charlie Swan, a raposa velha, vai nos dar essa chance.

Ele ignorou meu comentário.

— Lembra do celeiro? A construção mais antiga de Masen?

— Claro.

Assenti.

— Está todo reformado, novinho em folha.

Arregalei os olhos estupefata.

— Como? Em tão pouco tempo?

— Eu precisava me ocupar com alguma coisa para não enlouquecer com a sua ausência...

— Que dizer que sentiu saudades de mim?

— Você sabe que sim e não provoque ou daremos um showzinho que deixará Ângela ruborizada...

Senti meu corpo reagir diante daquela irresistível ameaça. Ele prosseguiu:

— E quanto a sua mãe? O que faremos?

Era o que eu me perguntava. Fitei-o, dando de ombros.

— Vou ligar para ela e comunicar sobre o casamento. Acho que com o passar do tempo, ela acabará aceitando. E conto com o todo o seu charme para dobrá-la.

— Vou tentar fazer o possível, mas não posso lhe garantir nada Bella. Sua mãe não é brincadeira, amor.

— Eu sei.

Fiquei em silêncio alguns momentos quando a porta se abriu e me virei par ver quem era. Por um breve segundo senti meu coração congelar. Um frio e desconcertante arrepio percorreu o meu corpo ao observar os três homens... Jake, Embry e Quil estavam parados na minha frente, nos fitando.

Acho que enrijeci involuntariamente, pois Edward que estivera apoiado displicente sobre o balcão, acabava de se erguer. O silêncio era constrangedor. Jake acenou com a cabeça a falou:

— Bella.

— Jacob.

Cumprimentei. Ao ouvir o nome do meu ex-noivo, Edward possessivamente colocou os braços em minha cintura e observou Jake atentamente. Com 1,80 m de altura, camiseta preta e apertada de mangas curtas, o jeans justo e escuro, que ressaltava o corpo musculoso, como todos os outros rapazes da tribo, a figura dele geralmente intimidava. De certa forma ele parecia um tanto ameaçador. O clima a nossa volta era tenso. Ângela nos encarava aflita, agitando as mãos, nervosa.

— Posso ajuda-los?

Perguntou minha amiga. Jacob respondeu sem tirar os olhos de mim.

— Vim falar com a Bella, Angie.

— Pode falar.

Retrucou Edward.

— Não me dirigi a você, Cullen.

Jacob disse, trincando os dentes. Quil e Embry nos olharam surpresos.

— Cullen?!

— O usurpador de noiva?!

Os dois rapazes Quileutes ganiram ao mesmo tempo. Não precisei olhar para Edward para sentir que ele estava imóvel, rijo ao meu lado.

— Vejo que me conhece, embora ainda não tenhamos sido apresentados.

Edward falou com a voz gélida, ainda me segurando. Seus braços pareciam garras de aço me envolvendo.

— Deixa comigo, mano. Iáááááááááá!

Berrou Quil dando um golpe e voando em cima de Edward, que como tem reflexos rápidos, me girou, desviando-nos com facilidade. O garoto se estropiou no chão, mas em seguida se pôs de pé rapidamente.

Eu estava estatelada, congelada no lugar, sem acreditar no que estava vendo. O moleque se preparou para dar um outro golpe.

— Fica quieto trombadinha!!!

Explodiu Embry, acertando Quil com uma tapa enorme na cabeça.

— Ui!

O garoto gemeu, ficando vesgo. Tive pena do pirralho.

— Aqui não Quil.

Disse Jacob, segurando no braço do amigo.

— Rapazes, por favor.

Pediu Ângela suplicante.

— E vamos deixar uma coisa bem clara, eu não usurpei nada, afinal não se pode perder o que de fato nunca se teve.

Edward retrucou avançando dois passos. Eu sabia que ele não estava à vontade e não me importei quando ele recuou um pouco, com sutileza, puxando-me para trás de seu corpo, numa postura protetora.

— Se queria falar com Bella, poderia ter ligado.

Meu noivo cuspiu.

— Não se meta ainda mais no meu caminho, seu cowboy de merda! Você é o culpado de tudo!

— Olha lá como fala, cachorro de uma figa...

Edward advertiu e Jake apertou os punhos fortemente e contraiu o queixo, unindo as sobrancelhas.

— Parem vocês dois!

Gritei, mas fui ignorada.

— Meu assunto com Bella não diz respeito a você.

— Tudo que envolve Isabella é de meu interesse, afinal de contas nós vamos nos casar.

Jake estava visivelmente furioso. As mãos tremiam e ele sacudiu a cabeça, respirando duas lufadas de ar. Ô mau gênio! Resolvi intervir

— Já chega! Podem parar com isso agora! Não quero saber de confusão na minha loja, entenderam?

Eles continuavam se encarando, como se não tivessem me ouvido.

— E se ela me quiser?

Jake falou arrogante. Edward ergueu o queixo numa atitude desafiadora.

— Se ela quisesse você, não teria aceitado ser minha esposa! Ouviu bem? Minha!

— Superprotetor, não é?

Disse Jacob, com um sarcasmo amargurado.

— Sempre!

Bradou Edward.

— Cala a boca Jake, — eu falei irritada.

Por que ele tinha que ficar provocando o Edward? Ele não tinha culpa de eu ter me apaixonado por ele. Os sentimentos estão além da razão. A expressão de Edward tornou-se ameaçadora, seus lábios apertados numa linha firme, às narinas abertas e o maxilar cerrado.

— Agora vá embora!

Edward rosnou. Seu rosto era assustador, de meter medo em qualquer pessoa. Ele fuzilou Jacob com um ódio nítido e maligno em seus olhos. Eu nunca o tinha visto assim antes.

Diante da ameaça velada, Jake apenas arqueou as sobrancelhas, mas não se mexeu.

— Jake...

Interviu Embry. Meu amigo de infância então se inclinou para frente, em minha direção, o rosto agora mostrando sinceridade e não mais ironia.

— Estou com saudades Bells. Será que nós podemos conversar?

Engoli em seco. Eu estava nitidamente consciente dos braços protetores de Edward ainda me envolvendo. Olhei depressa para o seu rosto, vendo uma fúria contida. Engasguei.

— Er... Eu... Eu não sei Jake.

Diante da minha incerteza, ele abandonou de vez aquela postura hostil. Era como se ele tivesse esquecido que havia outras pessoas ali. Ou pelo menos estivesse decidido a agir assim.

— Não sou o mesmo sem você Bella. Sinto saudades das nossas conversas, da nossa amizade, do tempo que passávamos juntos...

Eu podia ouvir nitidamente a respiração alterada de Edward. Decidi dar um basta naquela situação.

— Também sinto sua falta Jake e honestamente, lamento por isso. Só que eu...

Ele sacudiu a cabeça e suspirou pesadamente.

— Não importa, não é mesmo? Ah, deixa pra lá. Acho que vou sobreviver...

O sofrimento dele partia o meu coração e despertava meu lado protetor. Não era racional.

— Jake, escute...

Eu comecei a falar, mas ele me interrompeu.

— Não, escute você. Sei que está de casamento marcado para daqui a alguns dias e eu estou saindo da cidade hoje à noite. Mas se mudar de idéia princesa, sabe onde me encontrar.

Edward rugiu como um leão.

— Vá embora Black!

Embry então, mais que depressa se posicionou entre eles dois.

— Desapareça da minha frente imbecil, antes que eu perca o controle, quebre a sua cara e arranque sua cabeça fora! Você teve a sua chance, agora suma daqui!

Esbravejou o meu noivo. Jake sorriu com deboche. Sua postura irradiava ansiedade.

— É o que veremos... A qualquer hora e em qualquer lugar Cullen.

— É melhor ter sorte e nunca mais cruzar o meu caminho, Black.

— Você também.

A ameaça pairou no ar.

— Vamos sair daqui agora.

Falou Embry, colocando as mãos firmes nos ombros de Jacob e Quil.

— Mas porque agora? A conversa tava ficando bem interessante...

Disse Quil levando em seguida um tabefe no pé do ouvido. A mão de Embry era enorme e eu estremeci ao pensar na dor...

— Cala a boca pivete!

Gritou Embry.

— Ai... Essa doeu...

— Quem manda ser burro?! Fecha essa matraca e vamos embora!

Falou Embry. Ângela suspirou aliviada e os três saíram porta a fora. Olhei para Edward, mas seu rosto era uma máscara sem emoções. Ele me fitou por um instante e disse:

— Vamos embora daqui.

Concordei e mais que depressa pedi a Ângela que tomasse conta de tudo. Ela Assentiu e nós saímos em seguida.

Notas finais
Olá meninas agradecimentos por recomendar Nebulosa vai para: Nicca - Danielaflores e Uzumaki Sakura, obrigado pessoal vocês são demais.

Gente este Jacob e um pé no rabo viu cara chato da P***.

Beijos
Kiki Cullen