Nebulosa

35 Capítulo 35 - Desabafo.


Notas iniciais
Olá meninas(os)

A Tina me pediu que dedicasse este cap. a Jennyzinhafull, que fez aniversário no domingo e dedicar a todas as pessoas que recomendarão e comentam Nebulosa.

E para vocês

Na manhã seguinte em Tucson...

PDV Edward Cullen.

Eu juro que se pudesse, mataria o meu irmão. Tive uma noite horrível por causa daquele maldito torpedo. Não preguei meus olhos à madrugada toda. Exausto, levantei da cama às três da manhã e andei pela casa, de um lado para o outro. O silêncio era o meu único companheiro. Por mais de uma vez parei na porta do quarto de Isabella, mas sem coragem para entrar. E se ela me rejeitasse? Sem falar que ela estava em seu período menstrual... Não que isso me enojasse de alguma forma, mas muitas mulheres se negavam a ter relações sexuais quando estão nessa fase. Para mim o que realmente importava era a qualidade do sexo. E com ela eu sabia que era fantástico. Merda!

Apertei os punhos com força e tornei a andar. Vi as horas se arrastarem até o dia amanhecer. Esfreguei meus olhos e meu rosto cansado. Novamente peguei o celular e abri. Era bom o gorila atender dessa vez, se não, eu não respondo por mim. Olhei no relógio: 05 e 30 da manhã. Disquei o número do telefone dele outra vez.

Três toques depois...

— Porra Edward, isso lá é hora de me acordar?!

Reclamou com a voz ainda grossa pelo sono.

— E VOCÊ ACHA QUE EU DORMI, SUA ANTA?! Que raio de mensagem foi aquela, animal?!

Esbravejei impaciente.

— Espera um pouco.

Falou baixinho e eu fiquei esperando. Haja paciência.... Alguns segundos depois...

— Saí do quarto para não acordar a Rose. Fizemos as pazes. E eu voltei de táxi ontem...

— Ótimo. Agora fala.

Ele suspirou.

— E depois eu é que sou a anta...

— Desembucha, Emmett!

— Expliquei tudo no torpedo.

Fechei os olhos e contei até dez. Nota mental: Dar um soco no nariz do gorila assim que o encontrar.

— Explicou porra nenhuma! O que o Newton tem a ver com isso tudo? E o James? Fala de uma vez Emmett!

— Credo Edward! Que mau humor hein?!

Apertei o aparelho com tanta força que os nós dos meus dedos ficaram brancos. Se ele queria me irritar, estava fazendo um excelente trabalho.

— Bom, eu dei de cara com a Bella e esse tal de James ontem.

O ciúme quente e vermelho corria juntamente com o sangue em minhas veias.

— Eles estavam juntos?

Perguntei ansioso.

— Eles estavam sentados na escada do térreo esperando pelo Newton.

Revirei meus olhos.

— Juro que não estou entendendo nada Emmett.

— Bom, pelo que eu ouvi, o Newton passou mal no filme dos zumbis e vomitou até dizer basta.

Ergui as sobrancelhas surpreso.

— Bella assistiu Zumbilândia?

— Parece que sim.

Ora, ora... Mas uma vez ela me surpreendia.

— Continue.

— Enquanto Newton botava as tripas para fora, o tal do James se jogou com tudo pra cima da Bellinha.

Trinquei meus dentes.

— Canalha!

Ouvi um longo bocejo do outro lado da linha.

— Quem é esse cara mano?

— Servimos o Exército juntos. Ele não presta. É o maior galinha que já conheci.

— Pode crer! Ele pediu a Bella que desse uma chance a ele. Disse que havia ficado encantado com ela e gostaria muito de sair para conhecê-la melhor. E que sabia que havia alguma coisa rolando entre vocês dois.

Sinceramente não sei como não esmaguei o celular com as mãos. Pequenas gotas de suor se formaram em minha testa e o meu coração deu um salto.

— E ela?

Meu coração estava disparado esperando a resposta.

— Botou o safado no lugar dele. Disse que a relação de vocês não dizia respeito a ninguém e que você, mano, era muito, muito importante para ela.

Vibrei ao saber daquilo.

— E?

— E o miserável falou que podia esperar. Que não tinha pressa. Que respeitaria o que estava acontecendo com vocês, mas que ninguém sabe sobre o dia de amanhã...

Apertei meus punhos com força. James como sempre um excelente jogador. No primeiro momento se fazia de cavalheiro e depois dava o bote.

— Continue.

— Daí o Newton saiu do banheiro mais branco que um fantasma e a Bella o levou de táxi para casa. Fim da história. Satisfeito?

— Nem um pouco. Mas vou dar um jeito no James pode deixar. Obrigado.

— Por nada. Agora vou voltar a dormir.

— Ok, tchau.

Desliguei o telefone e me preparei para descer até os estábulos. Hoje mesmo eu conversaria com a Bella.

PDV Isabella Swan.

Acordei as sete em ponto e me espreguicei ainda meio enrolada nos lençóis. Dormi feito uma pedra. Eu pensava que não iria dormir bem, mas a verdade era que eu tinha apagado. Acho que o vinho do jantar tinha ajudado nesse ponto.

Mais uma manhã ensolarada em Tucson... Levantei da cama, dobrei os lençóis e forrei a colcha. Tudo arrumado e eu me dirigi para o banheiro. Trinta minutos depois eu estava pronta e abri a porta do quarto, saindo em direção à cozinha. O cheiro de café fresco invadiu minhas narinas. Sorri. Edward já estava de pé.

Corri meus olhos pelo ambiente e tudo estava calmo e silencioso. Suspirei. Ele já havia saído. Entrei na cozinha, vesti um avental para não me sujar e preparei ovos mexidos com presunto, salsichas e várias torradas com manteiga e mel.

Quando tudo estava pronto, comi e tomei uma xícara do café que ele havia preparado logo cedo. Minha intenção era levar o desjejum para ele nos estábulos. Levei toda a louça suja para a pia, lavei tudo e em seguida procurei por uma antiga cestinha de vime que eu havia visto por ali, guardada em um dos armários. Achei o objeto e o tamanho era ideal. Forrei a cesta com uma toalha de mão limpa e estampada, coloquei a comida em potes, arrumei os guardanapos e peguei os talheres, sem esquecer a garrafa de café. Também peguei copos e pratos plásticos.

Olhei por alguns segundos para minhas roupas e sorri satisfeita. Eu estava com uma calça jeans apertada e uma regata vermelha e justa. Ambas as peças favoreciam e mostravam os contornos do meu corpo. Os cabelos presos numa trança grossa e botas completavam o visual.

Fiquei satisfeita ao passar pela janela e observar a minha imagem refletida nos vidros. Eu estava apaixonada e iria atrás do meu homem. Nesse momento não importava se ele gostava de mim ou não. Eu iria à luta. Saí, deixando a porta apenas encostada e caminhei para os estábulos.

Chegando lá, o meu coração saltou dentro do peito. Edward estava agachado junto a Jared. As costas largas delineadas pelo tecido da camisa, o jeans desbotado e justo, os cabelos bagunçados aparecendo embaixo do chapéu de cowboy... Suspirei. Os dois olhavam encantados para um recém nascido potrinho Apallosa. A outra égua havia dado cria. Tomei coragem e me aproximei.

— Bom dia.

Eles me olharam surpresos.

— Bom dia Bella.

Disse Jared. Edward não falou nada. Ele apenas sorriu e eu me perdi naquele sorriso.

— Kyra deu cria Bella. É um macho, como o outro.

— Fico feliz por você Edward. Com certeza será bom para os negócios.

— Bom não, será ótimo.

Ele respondeu contente.

— Olhe, eu trouxe o seu café da manhã.

— Que mordomia em Edward? Queria eu!

Brincou Jared piscando um olho pra mim. Corei como uma adolescente.

— Tem mais lá em cima na cozinha Jared. Se quiser ir por lá mais tarde...

Edward fez uma careta para Jared e voltou-se para mim.

— Obrigada Bella, mas não precisava.

Falou se aproximando e pegando a cesta das minhas mãos. Seus olhos estavam mais verdes do que nunca e um arrepio percorreu o meu corpo devido à intensidade do seu olhar.

— Venha, vamos dar um passeio.

Ele falou pegando a minha mão e me puxando para fora dali. Bastava um toque, um simples toque e a corrente elétrica fluía entre nós. Mordi os lábios e procurei ignorar aquelas sensações. Caminhamos até as margens do lago e paramos a sombra de um frondoso carvalho. Fazia calor, mas soprava uma brisa leve. O cavalo dele estava ali se refrescando. Ele foi até o animal, pegou uma toalha sobre a sela e trouxe sorrindo.

— Faz muito tempo que eu não faço um piquenique.

Eu sorri ao ouvir aquilo.

— Não é um piquenique Edward. É apenas um modesto café da manhã.

Ele piscou um olho e eu amei.

— E eu aposto que está delicioso...

Ele completou.

“Delicioso é você”, a minha mente gritou, mas eu me limitei a sorrir e me sentar, enquanto ele estendia a toalha sobre a grama e colocava a cestinha nela.

— O que temos aqui?

Ele parecia uma criança diante de uma suculenta guloseima.

— Ovos com presunto, salsichas assadas, torradas de mel e manteiga e café, é claro.

Ele abriu os potes e comeu ali mesmo, não se dando nem ao trabalho de pegar os pratos e os talheres. Balancei a cabeça.

— Pode usar os pratos Edward, — falei divertida enquanto ele comia tudo o que encontrava com um apetite voraz.

Ele deu de ombros.

— Para que? Só para você ter o trabalho de lavar depois? Não se preocupe que eu como aqui mesmo, e por sinal, a comida está divina Bella. Você tem mãos de fada.

— Exagerado, — falei constrangida.

— Com certeza esse é o melhor café da manhã que eu já comi.

— Ah, larga de ser bobo!

Eu disse. No fundo eu estava adorando os elogios.

— Sério Bella. Já estou mal acostumado sabia? Quando você for embora...

Desviei os olhos e ele calou-se. Meu peito doía apertado com aquela constatação. Nós dois sabíamos que era apenas uma questão de tempo até que eu partisse. Respirei fundo e me preparei para levantar, mas ele me impediu.

— Bella...

— Eu... Eu tenho que ir.

— Para onde?

Fechei os olhos evitando encará-lo.

— Fazer o almoço.

Uma das mãos dele me segurava pelo braço e a outra acariciava a minha face. Por que aquilo tinha que ser tão bom?

— Olhe pra mim Bella.

Ele pediu com sua voz suave agora, inclinando-se no lugar em que estava aproximando-se mais. Obedeci instintivamente.

— O que está se passando nessa sua cabecinha, hein?

Mordi o lábio inferior e ele chegou mais perto.

— Você é uma feiticeira Bella...

Não aguentei mais e sentindo meus olhos marejados, explodi.

— Por que isso tinha de acontecer Edward? Por quê?

— Nebulosa...

— Por que eu tive que perder a memória? Por que eu vou ter que ir embora, quando parece tão certo estar aqui com você? Por que tem que ser assim?!

As lágrimas escorriam livremente pela minha face e ele as enxugava com os polegares, me encarando com um vinco de preocupação presente em sua testa.

— Não fale assim linda...

— Eu não quero ir embora Edward! Eu não sei nem o que me aguarda lá fora! Que tipo de vida eu tinha, que tipo de pessoas eu era... Eu só me sinto segura aqui com você. Por que tudo tem que ser tão complicado?

Ele me fitou intensamente.

— Não tenho nada para lhe oferecer Bella.

O meu coração gritava: “eu só quero você”, mas a angústia me impediu de falar.

PDV Edward Cullen.

Bella estava desabafando. Ela não queria ir embora. Ela me queria por perto. Não resisti mais e puxei-a para os meus braços. Bella soluçava como uma criança e eu a embalei, a consolei e confortei. Não sei precisar quanto tempo exatamente ficamos assim, mas a proximidade de nossos corpos, a maciez da sua pele contra a minha e a corrente elétrica que nos atraía inexplicavelmente fez com que o meu desejo por ela aflorasse com força total.

— Não diga mais nada linda.

— Me beije Edward.

— Bella...

— Por favor, não me rejeite.

Aquelas palavras transpassaram o meu coração e mais uma vez me deixei sucumbir pelos encantos dessa mulher. Como eu poderia resistir, se o meu corpo clamava por ela? Minha Nebulosa...

Desci meus lábios sobre os dela. Não foi um beijo cortês, mas profundo, urgente e quase rude. Eu ansiava por ela. Minha boca sugava aqueles lindos lábios com volúpia, fazendo com que Bella precisasse se apoiar no chão, na grama, tentando não perder o equilíbrio. Sem delicadeza alguma, forcei-a a abrir os lábios. Minha língua pedindo passagem. Ela correspondeu com a mesma intensidade e eu forcei meu corpo mais para frente, forçando-a a deitar. Eu me sentia sugado, no meio de um redemoinho de emoções perturbadoras e intensas.

Me coloquei por cima dela e acomodei meus quadris contra os seus, querendo que ela soubesse exatamente como eu estava excitado. O beijo nos consumia mandando a razão e o bom senso para o esgoto.

Senti o seu coração disparar enquanto Bella erguia os quadris sob os meus e se mexia com desenvoltura. Sua língua tocando a minha, acariciando, provocando-me deliberadamente.

Eu resfoleguei baixinho e apertei-a com mais força. Ela gemeu e eu me dei conta de que poderia esmaga-la com o meu peso. No mesmo instante afrouxei o abraço e ergui meu rosto apenas alguns centímetros. Mas só o suficiente para que a minha respiração lhe tocasse a face.

— Nebulosa...

Ofegantes, nós nos encaramos. Ela tinha uma expressão febril e sensual, as pupilas dilatadas de paixão, os lábios ainda vermelhos e molhados.

— Oh, Edward...

Ela disse levando as pequenas mãos até os meus cabelos e jogando o meu chapéu longe. Eu ri e corri os dedos pelos meus cabelos revoltos.

— Eu adoro os seus cabelos.

— Então você é a única, porque eu odeio essa merda.

Ela sorriu.

— Eu quero que você me beije outra vez.

— É o que eu mais quero também, acredite. Mas antes preciso saber como está o seu fluxo.

Ela arregalou os olhos e corou até a raiz dos cabelos.

— Eu esqueci completamente!

Disse isso e tentou levantar, mas eu não permiti. Segurei-a no lugar e afastei seus longos cabelos do delicado pescoço, passando a distribuir beijos por ali, sentindo o seu perfume e a maciez daquela pele. Rocei o meu nariz em toda extensão do seu pescoço. Ela gemeu baixinho e eu insisti.

— Você não me respondeu.

— Você quer saber se está sangrando muito?

— Sim.

— Não. O sangramento é pouco. Talvez amanhã aumente. Não sei ao certo. Não lembro como são os meus ciclos...

Continuei distribuindo pequenos beijos, agora no ombro, exposto pela camiseta. Ela suspirava e remexia-se irrequieta.

— Você se incomodaria se nós fizermos amor?

Ela riu.

— Você está perguntando se eu me recusaria a ter relações porque estou menstruada?

— Sim. Muitas mulheres não gostam.

Ela enlaçou o meu pescoço e me encarou séria.

— Não há nada nesse momento que eu deseje mais do que fazer amor com você, Edward Cullen.

Notas finais
Ha e não posso deixar de agradecer a ErikaPatyCullen pela recomendação de NUMERO 80 gente quanta emoção uau valeu galera.

''Me coloquei por cima dela e acomodei meus quadris contra os seus, querendo que ela soubesse exatamente como eu estava excitado'' senti até um aperto la em baixo com este trexo kkkkkkkkkkkk

Beijos turma até sexta.
Kiki.