Nebulosa

18 Capítulo 18 – Resgate.


Notas iniciais
Olá meninas não deu para postar ontem, fiquei sem sinal de internet.

PDV Jacob Black.

Não sei exatamente há quantos dias eu me encontrava ali. Às vezes parecia que eu tinha sonhado... Ainda estava meio sonolento quando ouvi um alvoroço no corredor do hospital e logo depois vozes conhecidas chegaram até o quarto. Será que eu estava sonhando outra vez? Ainda confuso ouvi barulhos de portas sendo abertas e fechadas e uma gritaria grande.

Comecei e me preocupar. O que será que estava rolando ali? Virei minha cabeça para porta na hora em que esta foi escancarada e a cabeça de Quil apareceu.

— Quil?

Perguntei, balançando a cabeça sem entender nada.

— Corre cambada, que eu achei ele!

Ouvi passos apressados no corredor e de repente quatro rostos conhecidos surgiram na porta do quarto, um praticamente passando por cima do outro.

— Sai da frente cambada!

Exclamou Sam, o mais velho de todos.

Mas. Que. Droga. Tava. Acontecendo. Ali???

Em menos de meio minuto vi Embry, Sam e Paul empurrando Quil e invadindo o pequeno espaço. Os Quileutes resolveram debandar para o Canadá?

— Não empurra porra!

Reclamou Paul fazendo uma careta.

— Se acalma Jake que a gente veio te salvar!

Quil gritou, eu estremeci com o berro do pirralho e só vi a mão de Embry descendo na cabeça dele com toda força.

— Cala a boca trombadinha! Não se deu conta de que estamos num hospital?!

— Ai! E precisava me sentar a porrada?!

Perguntou o pobre balançando a cabeça.

— Não conhece a regra? Falou merda, apanha!

— Quietos vocês dois!

Berrou Sam, enquanto cinco enfermeiras afobadas invadiam o meu quarto.

— Se vocês não se retirarem agora mesmo, eu serei obrigada a chamar a polícia...

Sam virou-se para a mais velha e também a mais gordinha delas, enquanto Quil cochichava para Paul:

— Quem chamou esse canhão?

— E eu é que sei? Putz! A véia é mais feia que o Freddy Krueger!

— Eca!

PAH! POW!

Ui... Essa doeu até em mim... Embry desceu as mãos com força nas orelhas das duas antas.

— Eita, que agora eu fiquei surdo, — reclamou Quil.

— Ai! E eu tô com um monte de abelha dentro do meu ouvido, — disse Paul.

— É zumbido, quadrúpede!

Disse Sam irritado e os dois finalmente entenderam que deveriam calar a boca. Ele deu um olhar abominável para Quil e o para o meu cunhado... Arg! Só de pensar que a minha irmã e o Paul estavam apaixonados, eu me estremecia... O que ela tinha visto nele afinal?

Depois Sam voltou-se para o bando de enfermeiras que nos olhavam com cara de assassinas.

— Desculpem a nossa intromissão, mas o senhor Jacob Black sairá deste hospital hoje. Nós viemos de Washington especialmente para buscá-lo e novamente eu peço minhas sinceras desculpas por qualquer transtorno que a nossa chegada possa ter causado.

Quil para variar abriu a boca.

— Tu diz isso agora mano, mas enfiasse o braço na cara do segurança zarolho com força, não foi?!

Tive que me controlar para não rir. Mano era a forma como nós nos tratávamos, pois sendo descendentes da mesma tribo, éramos muito unidos.

E eu juro que se olhar matasse, o trombadinha do Quil teria caído estirado no chão ali mesmo. Agora eu entendia o por quê das enfermeiras estarem querendo chamar a polícia... A cambada já tinha dado conta dos seguranças do hospital... mas também não é pra menos... Nós assustamos qualquer um, pois o menor do grupo é o Quil com 1,80m e o mais alto é o Sam com 1,95m.

A enfermeira bufou e encarou os meus amigos.

— O senhor Black só poderá deixar o hospital com autorização do Dr. Félix Volturi, — falou a líder das enfermeiras.

Quil abriu a porra da boca outra vez.

— É pra quebrar as fuças desse canhão Sam? Deixa comigo!

Ele disse isso e pulou na frente das enfermeiras, preparando-se para descer o braço. Eu arregalei os olhos sem acreditar no que estava vendo.

— Cala a boca tropeço!

Sam gritou rolando os olhos e fuzilou Embry. Este, mais do que depressa, tapou a boca do Quil, para que o pirralho não falasse e nem fizesse mais besteira, piorando ainda mais as coisas.

— Bom senhora...

Sam continuou falando, mas a velhinha se empertigou toda.

— Senhorita Charlotte, — ela disse com raiva.

— Também... Quem ia querer essa assombração?

Falou Paul rindo e levou mais uma tapa de Embry, na cabeça.

— Eu creio que a senhorita não me entendeu, — continuou Sam bastante calmo.

Mas eu sabia que aquela calma era apenas superficial. Ele era o líder da cambada e tinha uma determinação de ferro. Ninguém ousava contrariá-lo na nossa tribo. Até os anciões ouviam as opiniões dele durante as reuniões do Conselho Tribal.

— Entendi muito bem. O senhor quer levar o senhor Black embora aqui do hospital, mas nós não podemos permitir que ele saia sem a autorização do Dr. Volturi... Só ele pode dar alta ao paciente.

— Bom, então eu acho melhor a senhorita avisar ao Dr. Volturi que o paciente dele está indo para casa hoje mesmo, com ou sem ele dar alta. A senhorita me entendeu?

Ele falava cada palavra num tom de voz que não admitia discussão e a velha gordinha engoliu em seco diante da ameaça.

— Vamos meninas. Vamos ligar agora mesmo para o Dr. Félix, — falou reunindo todo o bando feminino que a seguia e retirando-se do quarto.

— Muito bem Sam! Esse canhão tem que saber quem manda! CQeA em ação pra acabar com a enrolação!

— Cala boca Paul, — repreendeu Embry, enquanto libertava Quil e sua boca.

Eu estava no meio de um circo e ninguém me avisou.

— Cara! Eu tô feliz em ver que você está bem Jake, — falou Embry.

Eu sorri. Ele era o meu melhor amigo desde sempre.

— Como foi que tu comesse camarão Jake? Tá querendo morrer anta?!

Perguntou o meu cunhado Paul. Todos sabiam que eu tinha aquela alergia desde a infância, mas resolvi ignorar.

— É uma longa história, falei.

— Massa! Eu adoro uma boa história, — emendou Quil se aboletando numa cadeira em frente a cama.

— Deixem o Jake em paz gente!

Falou Embry, vindo em meu socorro. Aproveitei e mudei de assunto.

— Também estou feliz em ver vocês, mas alguém pode me explicar o que tá acontecendo afinal?

Questionei olhando para Sam.

— Simples mano, tu foi seqüestrado e nós, a CQeA, viemos te resgatar, sacou? A gente é fera!

— Se ele tivesse sido seqüestrado não estaria no hospital, sua anta! — Berrou Embry.

— Vai ver que a véia horrorosa disfarçou o cativeiro!

Eu e Paul explodimos numa gargalhada. Quil era impagável. Será que ele não cansava de apanhar?! Sam levantou e voou em cima do moleque.

— Cara tu tá emaconhado? Andou cheirando erva, foi?

Não consegui segurar o riso. Sam continuou.

— Ou comeu a gororoba do curandeiro novamente? Eu já te disse pra não comer na casa do Ephraim... aquele velho safado batiza a comida!

— Batiza mesmo! O velho esquisito tem um pé de coca plantado no quintal, — falou Embry entrando na conversa.

— Bem que dizem na reserva que a mãe dele quando estava grávida, tomava banho de cachaça... O álcool derreteu o cérebro do pivete, — emendou Paul.

— Não mete minha mãe no meio, animal!

Quil reclamou e Sam olhava para ele irado. Resolvi intervir antes que as coisas saíssem do controle.

— CQeA? Estão fazendo propaganda para loja de departamentos agora? —

Perguntei sem entender porra de coisa nenhuma.

— Mano, tu é devagar para entender as coisas..., — falou Paul... — Depois eu é que sou tapado!

Caraca! Como é que a minha irmã podia gostar dele?! O cara era um animal, um tosco, tapado é pouco pra descrever o infeliz! Ela estava cega com toda certeza!

— CQeA... Cambada Quileute em Ação, meu! Sacou?!

Completou Quil pulando da cadeira e dando um monte de golpes em ninguém. Eu rolei os olhos e encarei Sam que fervia de raiva.

— Deixa pra lá, Sam. Como foi que chegaram até aqui?

— Quando você ligou para Billy, ele ficou muito, preocupado, mas resolvemos esperar mais uns dias para que você voltasse... Como não apareceu, nós decidimos vir atrás de você.

— Valeu cambada. Tô devendo uma a vocês. O meu pai tá bem?

— Sim, está tudo bem em Forks. Agora anda e levanta daí que nós vamos te levar para casa.

— Ótimo! Não agüento mais essa merda de lugar!

Falei, abrindo um largo sorriso diante das palavras dele. Até que enfim eu ia sair daquela bosta de hospital. Mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Quil chegou ao lado da maca e me puxou de vez.

— Vai logo, mano!

Isso terminou arrancando o soro do meu braço. Putz! Eu fui na lua e voltei com a dor.

— PORRA!!!!

Gritei desesperado com a dor, enquanto Embry dava mais uns sopapos no pirralho infeliz. Ele só tinha dezesseis anos, mas como todo homem jovem da tribo, havia crescido muito. Era um padrão genético dos Quileutes.

— Tá doido moleque?! Quer matar o Jake de vez?!

O Sam falou e deu uma tapa da cabeça dele, que se encolheu. O sangue pingava do meu braço, que estava latejando.

— Er... Desculpa, mano... Eu não vi que aquela coisa ainda tava aí enfiada no teu braço...

Eu assenti com a cabeça enquanto me dirigia ao banheiro para estancar o sangramento e trocar de roupa. Graças a Deus eu não estava mais com a sonda lá embaixo, se não... Arg! Eu não queria nem pensar! Saí do banheiro depois de alguns minutos e fiz a pergunta que não saía da minha cabeça.

— Alguém tem notícias da Bella?

Eles se entreolharam, e eu me preocupei.

— Jacob...

Disse Sam me olhando com cautela.

— Aconteceu alguma coisa com a minha mulher? Fala gente!

— Mano, safado! Comeu a sobremesa antes do almoço, foi?! A Bella já é tua mulher?! Uh, uh... O Charlie te mata, índio!

— Cala a boca Quil!!!

Gritaram Embry e Sam ao mesmo tempo, mas eu nem prestei atenção. Andei com passos duros até ficar na frente do Sam e segurei com força nos ombros dele.

— Onde está a Bella?

Antes que ele pudesse abrir a boca, o Dr. Félix boçal arrogante e metido Volturi entrou com uma cara de poucos amigos. A tensão pairou no ar por alguns minutos, antes do médico começar a falar.

— Boa tarde, eu sou o médico do senhor Black e ainda não dei alta ao meu paciente. Então gostaria de saber o que ele faz fora do leito?

Sam olhou o doutorzinho de cima a baixo, sem responder nada e a cambada logo se juntou a ele. O médico engoliu em seco. Eu não ficaria ali, mas nem um segundo, por isso me adiantei:

— Estou indo embora agora. Agradeço tudo o que fez por mim doutor, e se tem alguma recomendação a fazer, diga, por que nós já estamos de saída.

Eu não me deixaria intimidar de forma nenhuma, ainda mais tendo a cambada ao meu lado. O médico suspirou, vendo que seria totalmente inútil argumentar contra cinco homens altos e musculosos.

— Pois muito bem, o senhor deve continuar tomando a medicação por mais uma semana e a qualquer sinal de tontura, fraqueza ou falta de ar, dirija-se imediatamente ao hospital mais próximo. O senhor não morreu por um milagre senhor Black, então não abuse da sorte.

Humf! Aquele doutorzinho de merda não perdia nem por um momento o ar de superioridade.

— Por favor, doutor, prescreva os medicamentos, — pediu Sam. — E não se preocupe que ele terá toda assistência quando voltarmos para casa.

O médico concordou a contra gosto e saiu nos deixando sozinhos outra vez. Me voltei para a cambada e perguntei com raiva.

— Onde está Bella?

Sam suspirou, enquanto os outros três desviavam o olhar.

— Jake..

— Fala logo Sam!

— A Bella sumiu, — completou Paul.

— Escafedeu-se, evaporou, foi engolida pela Terra, — acrescentou o trombadinha.

— Ninguém sabe onde ela está Jake, — falou Embry finalmente.

Eu fechei os olhos por um momento. Aquilo não podia estar acontecendo! A minha noiva, a minha Bella??? A mulher que eu amo com todas as minhas forças estava desaparecida?! Tinha sumido?! Eu não podia acreditar no que estava ouvindo! Aquilo era demais para mim!

Respirei fundo, enquanto me sentava numa cadeira, pois o chão havia sumido embaixo dos meus pés. Rapidamente eles fizeram um círculo me rodeando.

— Tenha calma Jake. Nós vamos encontrá-la, — disse Sam se aproximando.

— Ela tinha viajado para Tucson, — falei num sussurro de voz.

— Nós sabemos, mas há dias que ninguém tem nenhuma notícia dela. Ela não atende o celular e não entrou em contato com ninguém... Nem mesmo com a Ângela, — disse Embry.

Comecei a sentir o pânico me invadir... Ângela era a melhor amiga de Bella e as duas trabalhavam juntas no antiquário da minha noiva.

— O Charlie entrou em contato com a polícia em Tucson, mas eles têm um monte de pessoas desaparecidas por lá e também houve um grave acidente de ônibus... Eles não puderam fazer muita coisa, — Sam falava observando cada uma das minhas reações.

— Houve uma ameaça de bomba, — falei angustiado.

— Falsa, — exclamaram todos ao mesmo tempo.

— Meu Deus! Aconteceu algo eu tenho certeza! Bella não ia sumir desse jeito e deixar todo mundo preocupado e sem notícias! Eu tenho que encontrá-la!

— Estava tudo bem entre vocês?

Perguntou Embry desconfiado.

— Claro que sim! Ela me disse sim, aceitou casar comigo... Porra! Eu tenho que fazer alguma coisa, droga!

Sam interferiu.

— Primeiro nós vamos te levar pra casa e depois veremos o que podemos fazer em relação a Bella. Estamos com você, não se preocupe.

Fechei a cara.

— Como eu não vou me preocupar?! A mulher da minha vida sumiu! Você quer que eu fique de braços cruzados Sam? De jeito nenhum! E se fosse a Emily?!

Sam suspirou ao escutar o nome de sua noiva. Eu estava quase tendo uma síncope. Mas eu não podia me dar a esse luxo, ou aquele médico de merda não me deixaria sair dali nem amarrado! Engoli em seco e olhei para os meus irmãos.

— Vocês podem ir para a reserva, mas eu estou indo para Tucson neste momento! Vou achar a Bella!

Os quatro ficaram na minha frente, formando uma barreira e eu soube que havia perdido. Não adiantava lutar contra a cambada, pois estavam em maior número e eram tão fortes quanto eu.

— Você vai com a gente, nem que seja preciso sair te carregando até Forks, entendeu Jacob?! O seu pai está louco de preocupação, droga!

Berrou Sam exasperado! Se raiva matasse eu teria acabado de morrer!

— Não ouviu o que o doutorzinho metido falou?!

Completou Embry agitando as mãos.

— Você quase morreu Jake! Teu pai e as meninas estão preocupados, porra! — Emendou Paul.

— E tá todo mundo achando mesmo que a Bella deu no pé!

Disse o trombadinha, sendo fuzilado pelos os olhares dos outros.

— Como assim?

Perguntei sabendo que Quil ia abrir a boca de todo jeito. Ô pirralho pra falar merda! Ele revirou os olhos como se a resposta fosse óbvia e apenas eu não enxergasse a verdade.

— Fugiu! Te deu um pé na bunda! Te chutou, te deu um fora, pegou o beco, vazou geral. Eu acho que ela foi embora com outro cara. Fazer o que mano? Tem um monte de mulher solta aí nesse mundão! Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima, — falou dançando na minha frente.

Agora quem queria enfiar com força a mão na cara dele era eu! Trombadinha filho da mãe irritante!

— Não mesmo! Ela jamais faria isso com a gente, — eu disse com o coração apertado no peito.

— O Charlie não tem tanta certeza..., falou meu cunhado animal, levando mais uma tapa na cabeça, só que dessa vez foi o Sam quem bateu.

Gelei. Paralisei. Não, a Bella não faria uma coisa dessas comigo de forma alguma. Nós nos conhecíamos desde crianças e eu tive que lutar muito por ela, mas agora estávamos juntos. Respirei tentando me acalmar e falei:

— O que exatamente o Charlie disse?

— Que ela não ama você de verdade e só concordou com esse noivado por causa da mãe dela. Ele disse que tem certeza que Renée está por trás disso, — falou Embry.

— E que para Bella você sempre foi como um irmão, — disse Sam.

Baixei a cabeça. Minha mente estava a mil por hora, os pensamentos se atropelavam confusos. Será que Charlie tinha razão? Não! Não mesmo! Tudo bem que ela era filha dele, mas eu conversei muito com ela, me declarei, nos beijamos e rimos bastante juntos. Só não tínhamos tido uma maior intimidade ainda, mas eu sabia que isso viria com o tempo. Eu iria trás dela até o fim do mundo se fosse preciso. Me levantei depressa, determinado a ir para casa, pois quanto mais rápido chegasse a Forks, mais rápido eu iria para Tucson

Notas finais
Agradecendo as recomendações feitas por: mandy alonso - Bells_Sousa - Monikita - Mariza - samiraD - mirinha25 - lara_LR_cullen - helena_2010 - vsil - lapc - Maisqperfeita - jennyzinhafullUAU quanta gente recomendando valeu meninas.Este cap. estava uma comedia Sexta tem mais garotasBeijos KIki