Nebulosa
17 Capítulo 17 - Maratona.
Notas iniciais
PDV Narrador.
Bella esperou Edward sair e foi se trocar. Realmente ela não havia se dão conta de que iria sair com Alice de vestido e sem calcinha. Ela poderia passar uma grande vergonha no meio da rua, e empalideceu ao pensar nisso. Edward fizera muito bem em vir alertá-la. Abriu o guarda roupas e escolheu uma calca jeans justa e uma batinha branca. Fez um rabo de cavalo, pois o dia estava quente, calçou as sapatilhas, pegou a bolsa e saiu.
Alice estava esperando na sala enquanto Edward e Jared ajeitavam as coisas na cozinha. Ele lhe deu um olhar de aprovação e ela corou. Elas se despediram e foram até o carro de Alice, um porshe amarelo reluzente.
— Nossa, que carrão, — Bella disse.
— É o meu bebê Bella. Foi o primeiro carro que comprei o dinheiro do meu trabalho na loja, — disse toda feliz.
— Acho que é por isso que ele é tão especial Alice...
Elas entraram e Alice dirigiu até um estacionamento no centro, onde pararam o carro. A loja de Alice se chamava “Diamond” e ficava na rua lateral ao estacionamento. Elas entraram e Rosalie já estava lá, aguardando-as, juntamente com a funcionária, Lauren.
— Ai, até que enfim!
— Demoramos muito?
— Uma eternidade Alice, — ela respondeu brincando.
— Bom dia Rose, — Bella falou.
— Bom dia. Como estão as coisas?
— Na mesma, — Bella respondeu desviando o olhar, o que não passou despercebido a loura.
— Bom, chega de papo furado e vamos começar, pois temos muita coisa para fazer, — disse Alice entusiasmada.
— Ok. Bella sente aqui enquanto nós separamos umas coisinhas para você experimentar, — disse Rose animada.
Bella revirou os olhos.
— Você também Rose?!
— Claro! Eu não perderia isso por nada! Você tem que estar maravilhosa e balançar alguns corações.
— Adianta eu dizer que não quero?
Bella falou num fio de voz.
— Não!
Disseram as duas ao mesmo tempo. Bella suspirou e jogou as mãos para cima, num gesto de derrota. As duas amigas separam várias roupas e acessórios para Bella e para elas mesmas. Em seguida se dirigiram aos provadores para experimentar. As roupas eram lindas, geralmente de marcas famosas e com um caimento perfeito. Bella estava encantada ao se admirar no espelho.
— Puxa Alice, você tem muito bom gosto, — disse ela a dona da loja.
— Obrigada Bellinha, agora vista mais esse vestido que eu quero ver como vai ficar em você.
— Tá bom.
Bella entrou no provador ao mesmo tempo em que Rose saía num vestido tomara que caia justo prateado. Bella e Alice assoviaram ao mesmo tempo.
— Uau! Está perfeito Rose, — disse Bella.
— É esse sem dúvida cunhada! Já posso até imaginar a cara do meu irmão gorila ao te ver vestida desse jeito, — completou Alice maliciosa. Rose deu uma risadinha safada e voltou ao provador para vestir suas roupas.
— E você Alice?
Inquiriu Rose.
— Gostei do vestido de cetim preto. Acho que está perfeito para a ocasião...
— Eu também gostei, mas como ele marca muito, terá que usar sem calcinha, — disse Rosalie.
— Isso não é problema, — respondeu à pequena.
Bella engasgou no provador e elas duas riram.
Elas escolheram algumas peças para Bella, mas a roupa para a festa seria uma calça preta e justa de cintura baixa, um top de cetim rosa tomara que caia e botas pretas. Alice também acrescentou um bracelete prateado largo e brincos de argola no tamanho médio para completar o visual da nova amiga. Com certeza, Bella iria arrebentar naqueles trajes no sábado a noite.
— Vestida assim você ficará perfeita Bella, pois a roupa valoriza as suas curvas sem revelar muito, ou seja, está uma mulher sexy, mas não vulgar.
Rose concordou e acrescentou:
— E não ouse ir com outra roupa.
Bella revirou os olhos.
— Tudo bem, eu não vou poder lutar contra vocês duas mesmo...
Elas riram e Bella tomou coragem de pedir a Alice para ver algumas lingeries.
— Claro Bella, — ela assentiu e levou a amiga até a lateral da loja, onde havia uma arara repleta de peças.
Envergonhada, Bella olhava as roupas íntimas, absorta. Eram peças reduzidas e muito provocantes. Ela analisava os tecidos e Alice ria da expressão tímida em seu rosto, quando Rosálie se aproximou do balcão e pegou uma sacola da loja com o nome de uma das clientes. A Loira bufou.
— Não me diga que você convidou Vitória para a festa Alice?!
Alice Suspirou. Se ela tinha visto a encomenda de Vitória, não adiantaria nada negar. A baixinha olhou para sua cunhada e começou a falar.
— Só por que ela é ex-namorada de Emmett, não quer dizer que precisa ficar de fora Rose... Ela não é má pessoa...
Bella parou para observar as duas por um momento, e Rose estava vermelha de raiva.
— Aquela catraia azeda nunca se conformou com o nosso casamento! E você sabe muito bem disso!
Alice observava a crise de ciúmes da sua cunhada.
— Rose, fique tranqüila que ela não vai aprontar nada...
— Acho bom! Por que se ela encostar um dedinho no meu marido, eu quebro a cara daquela ordinária desgraçada, e aí a sua festa vai parar nas páginas policiais da Gazeta de Tucson!
Rose estava espumando e Alice ergueu as mãos em rendição, diante do ataque de ciúmes de sua cunhada.
— Ok, Rose. Eu vou falar com ela.
— Humpf!
Exclamou a loira enquanto Bella se encontrava indecisa entre um conjunto azul marinho e um espartilho com cinta-liga branco.
— Pegue os dois, — falou Rose.
— De jeito nenhum Rose, — Bella falou aflita e com os olhos arregalados.
Rosalie revirou os olhos.
— Anda logo mulher! Eu faço questão de te dar de presente. Afinal sou a única Cullen que ainda não te deu nada.
— Não, — Bella balançou a cabeça. — Vocês já fizeram demais.
— Sim e caso você não saiba, nós temos muita coisa para fazer ainda hoje. Já estamos atrasadas para ir ao salão.
Alice interferiu.
— Leve Bella, as peças são lindas e aposto que vão ficar divinas em você. E leve isto também, — disse Alice lhe entregando um biquíni vermelho.
Ela engoliu em seco olhando aquelas duas doidas.
— E para que eu vou precisar disto?
Falou erguendo o espartilho branco, enquanto Rose revirava os olhos e Alice disfarçava um sorriso malicioso.
— Nunca se sabe, — respondeu Rose e se adiantou para pagar as lingeries.
— E o biquíni é para tomar sol na fazenda.
— Mas eu já tomo sol sem precisar usar essa coisa minúscula.
— Não discuta com quem entende das coisas, Bella. E vamos porque já está ficando tarde.
Bella concordou a contragosto, discretamente pediu licença e entrou novamente no provador, vestindo a calcinha azul marinho. Suspirou aliviada e saiu, já prevendo a maratona que seria aquele dia.
Deixando a loja aos cuidados de Lauren, as três amigas se dirigiram a um dos salões de beleza mais bem freqüentados de Tucson: O Maison do Aro. Alice havia marcado hora para todas e o dono do estabelecimento não tardou a vir recebê-las. O salão ainda se encontrava vazio, apenas o dono e os funcionários estavam ali.
— Amores! Que honra recebê-las aqui mais uma vez, estrelinhas!
Disse o viado vestido com um terninho rosa claro, lenço roxo amarrado no pescoço e sapatilhas rosa, aproximando-se.
— Bom dia Aro, — adiantou-se Rose sorrindo.
— Bom dia, loiríssima, — ele respondeu entusiasmado e virou para Alice.
— Alice, catita, tua loja está bombando nas colunas sociais, amore.
— Eu estou sabendo Aro. Olha essa aqui é a Bella.
Ele estudou Isabella por alguns minutos antes de falar.
— Bonita, mas falta personalidade. Mas não se preocupe, vai sair daqui poderosa, fofa, arrasando! Esse cabelo precisa urgentemente de uma boa hidratação e um banho de brilho especial. Ai que hoje estou com o meu lado libélula saltitante a flor da pele!
Bella sorriu.
— E onde está minha cliente dama esplendorosa magnífica favorita?
— Minha mãe está viajando Aro, — emendou Alice.
— Aff... Ela é que sabe aproveitar a vida, catita, e não nós duas que ralamos como almas sebosas para brilhar no mundo fashion!
Alice concordou com aqueles disparates e ele virou-se para Rose.
— Mona, você está ausente do meu cafofo... Arranjou outro cabeleireiro e está me traindo, é? Apronta que eu não te perdôo!
Ninguém conseguiu conter as gargalhadas, pois depois que a bichona falou, deu uma rodada teatral. Demorou um pouco para Rose responder, afinal de contas as garotas não paravam de rir.
— Claro que não Aro. Você tem o melhor salão aqui da cidade, sabe disso. Eu só ando um pouco ocupada no momento, — disse Rose.
A bicha deu uma sacudida no cabelo e nos ombros. Parecia que tava espantando um encosto.
— Nem me fala que eu morro de inveja! Anda ocupada com aquele bofe musculoso, lindo, reluzente, transcendental, ai que inveja, do seu marido! Aquele bofe é tudo de bom!
Rose sorriu discretamente ao lembrar a cara de ódio de Emmett no mês passado, quando eles haviam encontrado Aro num restaurante da cidade e ele fizera questão de abraçar e dar dois beijinhos em seu marido.
Flashback da Rose.
— Se esse fresco não parar com isso eu vou sentar a mão na cara dele, Rose, — disse Emmett bufando de raiva.
— Calma, amor, ele logo vai embora, — ela falou sem ter certeza, mas querendo acalmá-lo.
— Era só o que me faltava! Um baitola me apalpando!Viado descarado!
— Ele só te deu dois beijinhos Emmett... Quis ser gentil, pois eu sou cliente do salão e a sua mãe também.
Ele rolou os olhos.
— Só você pra cair nessa... Se ele pudesse mandava me embrulhar para viagem e levava para casa. Vamos embora, pois daqui a pouco vai voar pena desse pavão encerado pra tudo quanto é lado!
— Tudo bem amor, — ela falou disfarçando um sorriso, levantando e dando a mão a seu esposo.
Fim do flashback.
— Com ele e com outras coisas também, — disse Rose entrando e caminhando para o lado esquerdo do salão onde as manicures já estavam à espera das três clientes. Elas sentaram e ele ofereceu água e um cafezinho. Bella aceitou uma água e a curiosidade do veado falou mais alto. Ele empoleirou-se numa das poltronas e voltou-se para Bella.
— O que a traz a Tucson meu bem? Se estava pretendendo ir para o fim do mundo, pode ter certeza de que já chegou, aff! Esse calor é imoral! Acaba com qualquer pele! Pobre da minha cútis...
Falou cruzando as pernas, afetado e jogando o comprido cabelo negro para trás. O cara era uma figura. Olhou para Bella e continuou...
— Tucson é o lugar onde o vento depois de muito tempo fez a curva e ao se dar conta de onde estava saiu correndo apavorado.
— Bom, é meio difícil de explicar, — falou Bella constrangida. Alice veio em seu socorro.
— Jasper mandou lembranças, Aro.
— Ai, o bofe lunático não me esqueceu!
Há algum tempo eles haviam se encontrado em uma badalada festa na cidade, e o cabeleireiro tinha cismado que Jasper parecia com um suposto astronauta famoso da NASA, com seus cabelos loiros e cacheados. Coisa de gay, não dá mesmo para entender.
Alice rolou os olhos.
— Menos, Aro. Ele quis ser apenas gentil.
A bichona suspirou.
— Mona, tu sabes que eu não perco a oportunidade de dar uma bicada. E tem que ser assim mesmo, pois a concorrência é tanta que a penosa que não der as suas bicadas hoje em dia, vai morrer de inanição!
— Você não vai morrer tão cedo, Aro!
Rose completou.
— Ai meu bem eu espero que você esteja certa, pois eu não estou nadinha preparada para deixar essa vida de bicha cor de rosa e poderosa, — falou balançando o bumbum e Bella arregalou os olhos.
O viado sorriu amplamente.
— Meu amor, ninguém nunca te disse que propaganda é a alma do negócio?! E mais... essa aqui, — falou apontando para ele mesmo, — não tem dono... Ainda!
Falou e rebolou outra vez, fazendo todo mundo ali rir. O telefone tocou e Aro pediu licença e se afastou para atender.
— Ele conhece o Emmett?
Questionou Alice.
— Depois eu te conto, — falou Rose abafando um sorriso.
Bella interrompeu.
— Onde vocês encontraram essa figura, — perguntou Bella.
— Ele apareceu aqui há uns três anos com um namorado grandão e musculoso.
—Sério?
Bella ainda não estava acreditando.
— Sério. O cara era casado e mantinha um caso com ele. Deixou a mulher para ficar com o Aro, mas depois se arrependeu e voltou para a esposa, largando o pobre aqui sozinho, sem conhecer praticamente ninguém.
— E ela aceitou?
Bella estava chocada. Alice deu de ombros e continuou.
— Ele já tinha trabalhado em vários salões em Nova York e Los Angeles. Aí para não morrer de fome, começou a trabalhar em um dos salões aqui do centro e logo juntou dinheiro para abrir o seu próprio negócio. Ele é um expert quando o assunto é cabelo, Bella.
— O melhor que eu já conheci, — acrescentou Rose.
— Sim meu amor, — falou a frutinha voltando. — Eu subo nas tamancas e acabo com uma juba como a sua... Não tem cabelo crespo que eu não consiga domar... Nem que eu precise me atracar numa luta inglória com fios!
— Realmente Aro, em matéria de cabelos, você é uma fada madrinha, — falou Alice.
O viado levou a mão à testa e arregalou os olhos.
— Cruzes! Não fala isso nem brincando, mona! Fada é coisa de mulherzinha besta, aguada e sem classe. Eu estou mais é para bicha madrinha mesmo, glamorosa e purpurinada.
Elas ficaram um bom tempo no salão e acabaram pedindo alguns sanduíches para comer numa lanchonete próxima. O moto boy chegou depois de alguns minutos e o boiola não deixou barato, fazendo charme e piscando os olhos para o jovem que ficou desconcertado. As meninas pagaram e o rapaz foi embora o mais depressa possível. Outras clientes foram chegando e Aro continuava a fazer o seu show peculiar. Depois das unhas elas foram para a sala de depilação... É mulher sofre para ficar bonita. E em seguida a depilação onde foram ouvidos muitos gritos e resmungos, chegou a hora dos cuidados especiais com os cabelos. Aro fez questão de atender a todas, deixando seus assistentes apenas encarregados de lavar o cabelo das garotas.
Às cinco da tarde elas saíram de lá, lindas e fabulosas como a bicha madrinha descreveu. Bella ainda olhava para o seu cabelo castanho, mais brilhante e sedoso do que nunca caindo sobre as suas costas. O banho de brilho tinha realmente valido a pena. Aquele gay sabia o que estava fazendo a apesar de cansadas elas estavam bastante satisfeitas. Agora só teriam que esperar o sábado chegar para arrasarem na festa.
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