Nebulosa
15 Capítulo 15 - Tentação
Notas iniciais
Narrador.
Àquela hora da manhã era magnífica... As nuvens desapareciam lentamente no horizonte, as flores estavam molhadas devido ao orvalho da noite e o céu ia se colorindo aos poucos de um tom forte de azul. O dia estava nascendo e o perfume das flores podia ser sentido ao longe. Ele respirou profundamente e ar puro penetrou em seus pulmões. Inalar o ar limpo era como lavar o interior do seu corpo contra todos os males, infecções e lembranças ruins.
Ele dormira muito pouco e acordara bem cedo. Como sempre, determinado, saíra para cavalgar, mas teve uma grande surpresa ao entrar nos estábulos... Duna havia dado cria durante a madrugada, e um lindo potrinho Appaloosa tinha nascido. O animal tinha todas as características da raça como Edward esperava o que com certeza lhe renderia um bom dinheiro dali a algum tempo.
Exultante com a novidade observou o pequeno potro tentar se equilibrar e cair no chão algumas vezes sob os olhares atentos da mãe e sorriu. Em seguida, checou rapidamente os outros cavalos, selou relâmpago e foi fazer a vistoria da fazenda... Precisava pensar no que faria dali em diante.
Ele tinha muitos planos... Se dedicar totalmente a criação e reprodução dos cavalos, reformar o celeiro, que era atualmente a construção mais antiga de Masen, ganhar dinheiro, se estabilizar na vida... Mas todos agora pareciam insignificantes diante de Isabella. Por mais que quisesse não conseguia tirá-la do pensamento... Fechou os olhos por um momento lembrando-se da noite ardente que tinham passado... Ele não se arrependia de nada, e a vontade de possuí-la novamente quase o matou hoje cedo quando despertou e viu que ela ainda dormia...
Os longos cabelos espalhados pelo travesseiro, os seios fartos subindo e descendo no ritmo suave de sua respiração, o ventre liso, o sexo exposto, as pernas bem torneadas...
Precisou fazer um esforço sobre humano para não estender as mãos e despertá-la com beijos e carinhos... Mas Edward estava confuso com tudo que havia acontecido e não sabia se ela estaria arrependida, feliz, triste, ou confusa como ele... Por isso saiu sem fazer barulho e vestiu uma roupa deixando a casa e uma Isabella adormecida para trás.
Homem e animal se moviam em conjunto e ele afrouxou um pouco as rédeas chegando até as margens do lago, deixando que o cavalo se refrescasse com um pouco d’água. Tudo ao seu redor exalava paz e tranqüilidade, menos o seu irrequieto coração. De uma vez por todas, precisava colocar os pensamentos e a sua vida em ordem.
Na verdade ele não sabia como iria enfrentá-la hoje. Ela havia pedido ajuda ontem à noite e em vez disso, ele a levara para cama e a seduzira. Embora tivesse certeza absoluta de que ela havia gostado tanto quanto ele, aquilo não era desculpa para o seu comportamento. Ela estava vulnerável, frágil e ele se sentia horrível por ter se aproveitado da fragilidade dela.
Só que quando sentira o corpo macio e nu pressionado contra o seu e novamente provou o gosto dos seus lábios, ele se sentiu completo outra vez... Como há muito não se sentia. Aquilo o deixou assustado. Ela tinha uma boca tão gostosa, tão macia... O cheiro de morangos o deixava inebriado...
— Droga!
Exclamou ao sentir o volume da sua excitação gritando outra vez. O que faria agora? Lutaria contra isso? Exasperado e vendo que o animal já estava saciado conduziu-o sem pressa em direção a casa.
Desceu do cavalo de forma elegante e caminhou com passos largos em direção a porta. Tirou o chapéu e jogou sobre o sofá, paralisando ao ver Isabella de pé no meio da cozinha. Ela nunca lhe pareceu tão linda como agora... Com os cabelos úmidos escorrendo pelas costas e aquele vestidinho rosa que usara no dia em que ambos foram até o mercado comprar suprimentos... Uma tentação.
Ele engoliu em seco ao notar os seios perfeitamente visíveis e bem delineados pela água que escorria de seus cabelos e deixava o tecido do vestido úmido. Seu amiguinho lá embaixo vibrou com aquela cena.
PDV Isabella Swan.
Ouvi os barulhos na porta e sabia que ele estava de volta. Ele entrou me viu e parou no meio da sala, rígido como uma estátua.
Engoli em seco.
— O que está fazendo acordada tão cedo?
— Não consegui dormir mais tempo.
A cama ficou fria sem você, eu gostaria de acrescentar, mas ele estava com uma expressão indecifrável em seu rosto, então preferi ficar quieta. Quando despertei hoje pela manhã, procurei por Edward em toda casa. Fiquei decepcionada ao perceber que ele não estava então resolvi colocar algumas roupas para lavar e tomar um banho. Gostaria de estar com o café da manhã pronto quando ele chegasse, mas não foi possível.
O silêncio era constrangedor...
— Eu quero me desculpar pela forma como agi ontem Bella.
Ele falou com a cabeça baixa e o meu coração se apertou ao ouvir aquelas palavras. Ele estava arrependido, enquanto eu havia adorado passar a noite com ele... Senti um gosto amargo na boca. E o que mais ele poderia querer além de uma noite de sexo sem compromisso sua tola?! Eu me perguntava mentalmente. Desviei os olhos do lindo rosto a minha frente.
— Eu prometo que vou me comportar Bella e não acontecerá de novo.
— Pare de se culpar Edward, — falei com uma voz seca.
Ele ergueu a cabeça e me olhou.
— Como assim?
Eu precisava ser fria.
—Quando um não quer dois não brigam.
Eu disse suspirando enquanto ele ainda me olhava confuso.
— Tenho a minha parcela de culpa também. Você não me forçou a nada e não tem que se preocupar com nada!
Ele assumiu uma expressão dura e me deu um olhar frio.
— Não Isabella. Você estava com medo, se machucou e eu acabei ultrapassando todos os limites. Como está sua cabeça?
Fechei os olhos com força. Deus! Será que ele não percebia que a culpa que sentia estava destruindo o lindo momento que tivemos?
— Eu estou bem e essa conversa não vai nos levar a lugar nenhum!
Eu falei impaciente e lhe dei as costas, indo até a geladeira e pegando alguns ovos. Ele se aproximou e puxou uma cadeira, suspirando e sentando-se a mesa.
— Escute, eu...
Interferi antes que ele dissesse alguma coisa que me fizesse irromper em lágrimas ali mesmo. Respirei profundamente e o encarei com raiva.
— Pode parar por aí Edward! Se você quer ficar com a consciência pesada é problema seu, mas eu não me arrependo nem um pouco do que fizemos ontem, então pode encerrar o assunto.
Ele se levantou e me deu um olhar irado.
— E quem disse que eu me arrependo?
Olhei para ele e dei um sorriso sarcástico.
— E precisa? Basta olha para sua cara e ver que se arrependimento matasse você estaria estirado no chão a uma altura dessas.
Ele deu dois passos e me alcançou, fazendo com que eu me desequilibrasse e derrubasse os ovos no chão, quebrando-os.
— Me larga!
— Ah, agora a gatinha está mostrando as garras!
Tentei em vão me soltar, mas suas mãos pareciam duas hastes de ferro, segurando forte nos meus braços.
— Me solta!
— Não! E eu vou lhe mostrar o quanto estou arrependido!
Falou e subitamente me colocou sobre o seu ombro com firmeza, caminhando para o seu quarto. Eu me debati e soquei as costas dele com toda a minha força, mas Edward era muito maior e mais forte que eu. Ele entrou e me jogou sem nenhuma delicadeza em cima da cama. O que ele estava pensando?!
— Está querendo me provocar mulher?!
Ele estava parado em frente à cama, tenso, abrindo e fechando as mãos, como se tentasse se controlar. Eu engoli em seco, mas não me dei por vencida. Ergui o queixo desafiando-o.
— Não sei o que está querendo dizer!
— Claro que sabe! Que outro motivo você teria para estar desfilando no meio da casa sem sutiã e sem calcinha?!
Arregalei os olhos ao ouvir aquilo. Como ele sabia?! A ficha caiu. Claro, ele havia me carregado e tinha sentido o tecido do vestido e nada por baixo. Fiquei roxa de vergonha na mesma hora e tive que fazer um grande esforço para encará-lo e responder.
— Não pense que eu fiz isso de propósito Cullen! E fique sabendo que as minhas roupas íntimas estão na sua máquina de lavar roupas! Coloquei todas lá hoje cedo! E é por isso que eu estou... Estou assim!
Ele me deu um sorriso irônico.
— Não banque a sonsa comigo...
Disse isso e foi se aproximando mais da cama, o que me fez recuar.
— Não sou sonsa!
— Sei...
Ele sentou e continuou avançando enquanto eu ia cada vez mais para trás me encolhendo, até que cheguei à cabeceira e vi que estava encurralada. Em nenhum momento ele deixou de me encarar e os olhos verdes brilhavam repletos de luxúria e desejo. Meu coração se acelerou diante dessa percepção e senti minha boca ficar seca. Eu o desejava demais.
Ele levou uma das mãos a minha perna direita e começou a subir lentamente, passando pelo meu joelho e chegando a minha coxa. Meu corpo se arrepiou com o contato. Não consegui conter um gemido e ele continuou subindo...
— Me deixa te ver.
Ele disse e eu engoli em seco diante de um pedido tão direto. Deus! Esse homem vai acabar comigo! Não me mexi e ele disse outra vez:
— Abre as pernas e me deixa te ver Bella, por favor...
Fechei os olhos e derrotada fiz o que ele queria e que também era o que eu queria. Não havia como resistir à tamanha tentação. Ajeitei-me melhor na cama e afastei um pouco as pernas, o que fez o vestido subir. Mordi o lábio na expectativa do que viria em seguida.
PDV Edward Cullen.
Eu já tava louco de desejo só de pensar nela... Ao chegar e vê-la sem sutiã, os seios rijos, eu tive que fazer força para me segurar e não agarrá-la ali mesmo na cozinha. Mas ao perceber que ela estava sem calcinha, eu enlouqueci e sabia que a luxúria e o desejo iriam me vencer outra vez...
Fiquei olhando enquanto ela se ajeitava na cama e abria as pernas como eu tinha pedido... Meu pênis vibrou de excitação diante do que eu estava vendo... A feminilidade dela, úmida e tentadora... Dobras macias, rosada e perfeita. Levei minhas mãos à lateral do vestido e subi mais um pouco, deixando-a completamente exposta para mim... Umedeci os lábios, diante das mais loucas idéias que passavam pela minha cabeça. Uma coisa de cada vez Edward, pensei. Agora eu queria somente provar o sabor que ela tinha...
Fiquei encarando sua intimidade exposta pela excitação que a consumia, enquanto continuava a passar as mãos pelas coxas macias. Aproximei-me um pouco mais e passei os dedos na sua carne. Senti seu líquido se espalhar com o meu toque. Ela gemeu e eu a encarei. Bella tinha os olhos fechados e a boca entre aberta, esperando por mais.
Passei os dedos de leve pelo seu sexo, subindo e descendo sem dar realmente o que ela queria, e quando ela afastou ainda mais as pernas, eu arfei. Ofeguei um pouco e ouvindo mais um gemido, me abaixei para me enfiar de cara naquela tentação. Seu cheiro me invadiu e eu provei e mordisquei seu ponto sensível, estocando com a língua quase que impiedosamente.
Bella agarrou meus cabelos com força e gritou alto. Eu queria fazer ela delirar de prazer, por isso segurei uma de suas pernas com força, mantendo-as afastadas e continuei investindo com os lábios, os dentes e a língua...
Ela gemia desesperada, se contorcia e dizia meu nome... Eu a beijava intimamente e sentia que ela estava perto. Pressionei mais os meus lábios mais uma vez e ela explodiu em minha boca. Eu investi novamente sentindo o gosto delicioso que ela tinha. Bella quase desfaleceu sobre a cama. A mão que estava nos meus cabelos caiu de lado, fraca, e ela suspirou e se encolheu.
Eu levantei e ia começar a me despir quando a campainha tocou e ouvimos a buzina de um carro que chegava. Revirei os olhos, irritado com a interrupção. Eu merecia!
— Não, por favor, agora não, — eu disse sem acreditar que alguém estava chegando exatamente nesse momento.
Ela ainda na cama olhava para mim assustada. A campainha tocou novamente e Bella pareceu acordar, levantando rapidamente e ajeitando o vestido com as mãos trêmulas. Ela não me encarou e andou até a porta com a cabeça baixa. Antes que saísse do meu quarto, eu a segurei.
— Bella...
— Sim?
Ela não me encarava e eu não sabia muito bem o que dizer, então preferi matar a minha curiosidade.
— É verdade a história das calcinhas?
Ela ficou muito vermelha e eu sorri. Ela ficava linda quando corava. Parecia uma adolescente virginal.
— Sim, todas estão na máquina de lavar, agora se me der licença...
Ela saiu e eu gargalhei levantando e me dirigindo ao banheiro para tomar um banho gelado, pois não podia entrar na sala explodindo como eu estava...
PDV Isabella Swan.
Corri para a sala onde a campainha tocava incessantemente, rezando para que quem quer que fosse não percebesse o me estado... Eu estava tremendo da cabeça aos pés... Edward tinha me levado a ver estrelas com a sua boca e a sua língua. Ainda podia sentir a umidade escorrendo lá em baixo, mas procurei disfarçar e abri a porta de uma vez.
Jared e Alice me olhavam curiosos.
— Bom dia, Bella.
— Bom dia Jared, Alice..., — eu disse.
— Puxa Bella, eu já ia desistir, — ela falou.
— Me desculpe Alice, mas eu ia fazer o café na hora em que vocês chegaram e acabei por derrubar os ovos na cozinha...
Afastei-me para dar passagem a eles, que pareciam não desconfiar de nada.
— Onde está o Edward? — Alice questionou.
— Acho que foi tomar banho, — respondi dando de ombros. Ela entrou na cozinha para me ajudar a limpar os ovos quebrados no chão, enquanto Jared se esparramava no sofá.
— Como você está Bella?
Fervendo, eu quase respondi, mas me segurei a tempo.
— Nenhuma novidade Alice, — falei e ela me deu um sorriso triste.
— As coisas vão melhorar Bella, não se preocupe...
— É o que eu espero...
— Vocês duas precisam de ajuda aí com o rango?
Eu sorri e Alice rolou os olhos.
— A última coisa de que nós precisamos aqui na cozinha agora é de alguém que chama comida de rango, Jared!
Alice falou estirando a língua para ele, que sorriu.
Preparamos duas grandes omeletes com queijo, presunto, tomate e salsinha. Eu também fiz uma salda de frutas e Alice preparou um café bem forte. Colocamos tudo na mesa quando Edward chegou com os cabelos molhados, nu da cintura para cima. As gotinhas de água escorriam pelo seu peito e desapareciam no meio dos poucos pêlos... Eu congelei onde estava sem conseguir desviar os olhos daquele peito magro e definido...
— Gtrafg ddefyoil,bsmcubs dmlfksdhusgqyfsafxchvbxcjsnck...
Alice falou alguma coisa, mas eu não entendia nada... Eu estava em outra dimensão, aparvalhada, embasbacada, perdida no corpo dele...
— Hjfgsghadtwreyiytropkgvbldfnv xbszfcxtwyrdeiyfiorugjorpgjbklvhn...
— Hum???
Perguntei sem prestar nenhuma atenção. Realmente estava difícil me concentrar em qualquer coisa que não fosse ele...
— Bella, acorda! O que deu em você hein?!
Ela perguntou enquanto os dois homens conversavam e eu sacudi a cabeça, voltando à realidade.
— Desculpe Alice, eu estava longe.
Ela me deu um sorrisinho safado.
— Eu vi muito bem onde os seus olhos estavam...
Eu corei mortalmente e arregalei os olhos, mas ela me deu um largo sorriso.
— Ele não viu, pode ficar tranqüila...
Suspirei lentamente e ela me deu um olhar cúmplice. E eu sabia que podia confiar nela.
Fale com o autor