Near To Me
4 Outro mundo
Notas iniciais
Como Lumyna havia sumido, só havia um jeito de conseguir transformar Near de volta: entrando em outra dimensão, achar a Lumyna do universo paralelo e pedir a ela para transformar Near em humano de novo. Quem me disse isso foi Matt, que achava que Near havia sido assasinado (esse menino anda jogando muito Mortal Kombat). O ruivo também falou que Mello concordaria em ajudar se eu implorasse (não gosto disso, mas é pra salvar o Near...) e acresentou:
-Vamos eu, você e o Mello, mas não podemos ser vistos pelos nossos eus daquele universo, senão o equilibrio natural das coisas é quebrado.
-Como assim? — Eu falei segurando Mori-Mori no colo
-Nós podemos deixar de existir nos dois mundos.
-Quero ver se o Mello vai concordar se você ficar apavorando a gente assim...
Então eu e Matt fomos pedir ao quarto de Mello pra pedir pra ele ir com a gente (claro que eu deixei Mori-Mori no meu quarto, antes que Mello matasse ele).
-Mello! — Falei. — Tenho que te contar uma coisa!
-Fala... — Ele olhou para todos os lados. — Cadê o Mori-Mori?
-Então... O Near desapareceu desde que eu ganhei o Mori-Mori e eu acho que o Mori-Mori pode ser ele. Vem comigo e com o Matt pra gente achar um jeito de fazer ele voltar ao normal?
-QUÊ? — Mello berrou — Aquele bichinho fofo era o Near??
-Sim. — Abaixei a cabeça.
-Bom, eu vou com vocês porque se vocês falharem e o Near continuar em forma de gato, eu não vou ter ninguém para odiar.
-Aeee! — Dei uns pulinhos de alegria.
Então, fui buscar Mori no quarto e depois Matt conduziu eu e Mello até um livro na biblioteca. Matt colocou o videogame em cima da mesa e falou umas palavras estranhas:
-Shepru dennir rue deshu reé neki, waaki kane jow miyo!
-Você tá falando palavras mágicas ou tentando cantar "The World"? — Perguntei brincando.
Nessa hora tudo ficou azul e todo mundo ficou flutuando. Quando vi, estava caída na grama, a uns 2 km da cidade. Olhei para trás e vi Mello e Matt caídos também. Olhei para cima e ví o céu cheio de luzes verdes. Depois fui ajudar Mello e Matt a levantar.
-Vamos! Temos apenas 1 dia para achar a bruxa! — Matt fez uma pose heróica.
-1 Dia? — Eu e Mello falamos em coro. — Por que 1 dia? E não é bruxa, é Lumyna!
-Porque senão ficamos presos aqui. — Matt abriu a mochila que carregava. — Peguem! — Jogou uns casacos pra gente — Temos que nos disfarçar.
De repente, meu cabelo ficou azul. Mello e Matt me olhavam como se não entendessem.
-Ué que foi gente? — Eu não tinha espelho ali.
Matt me entregou um espelho e eu sofri um mini-ataque-cardíaco. Meu cabelo estava azul mesmo. Depois do susto, todos fomos andar pela cidade procurando Lumyna (vimos nossos clones do outro lado da rua... Vish, que medo!!). Eu decidi perguntar a uma garota loira que estava distribuindo uns panfletos.
-Ei, menina! — Chamei-a.
-Eu? — A garota se aproximou.
-Você conhece alguma Lumyna por aqui?
-Lumyna? Sim, estou distribuindo os panfletos do show de magia dela. É hoje, daqui a duas horas! — Ela me entregou um dos (milhares de) panfletos.
-E qual é seu nome mesmo?
-Aluette Glandeo.
-Ok, Aluette Glandeo. — Mello disse. — Sabe onde a Lumyna se arruma?
-Sim, é numa casa velha a duas quadras daqui. Número 13.
-Ah, obrigado. — Mello foi andando puxando eu e Matt.
-Ei esperem! — Aluette disse, quando já estavamos longe. — Posso ir com vocês?
-Catherine... Lembre do que eu te falei! — Matt me fez lembrar do equilíbrio natural das coisas que iria ser afetado.
-Ah que se dane o equilibro natural! — Eu me irritei. — Pode vir, Aluette!
-Obaaaaa! — Aluette pulou feito uma doida e se jogou em cima de Mello. Os dois caíram no chão. — Er, desculpa! — Ela ficou vermelha feito maçã.
Então, fomos caminhando até o camarim da Lumy. Quando entramos lá, vimos mais de 1000 portas azuis e em uma delas, bem no final do corredor estava uma estrela verde. Antes de entrar, Aluette avisou:
-Fiquem aqui! Ela pode estar tendo um ataque de raiva! — E foi sozinha até a porta.
Mello, Matt e eu ficamos esperando ela. Após 5 minutos, Aluette veio avisar a gente que podiamos entrar. E lá fomos.
Quando entramos, Lumyna estava passando um blush bem vermelho e estava com uma maquiagem escura.
-Com licença? — Falei.
-Não ta vendo que eu to ocupada? — Ela disse.
-Ah, só queria que você fizesse uma coisa pra gente... — Tentei apelar com uma super-cara-fofa.
-Ah, fala logo então, garota! Não tenho o dia inteiro! — Ela continuava enchendo as bochechas de pó vermelho.
-É que um amigo nosso foi transformado em gato... Dá pra você transformar ele em gente novamente?
-Hum... — Lumyna virou a cadeira em direção a mim e eu entreguei a ela Mori-Mori. — Tudo bem, se afastem! — Ela colocou Mori-Mori no chão e jogou um brilho verde em cima dele. Depois disso, só vi um monte de fumaça.
Quando a fumaça saiu do quarto (Aluette abriu a janela), eu vi que Mori-Mori, o gato, voltou a ser Near, o humano.
-Olha, sinceramente, precisava de tanta fumaça assim? — Matt falou enquanto tossia.
-Precisava, senão vocês iriam ver o efeito na hora, e ver efeito na hora é MUITO chato! — Lumyna falou, enquanto penteava seu cabelo e ajustava um chapéu na cabeça.
Bom, tudo estaria bem se não fosse por uma coisa: Near estava desmaiado no chão.
-Ele está bem? — Perguntei.
-Sim, ele está. — Ela se levantou da cadeira e saiu da frente do espelho. — O menino vai acordar daqui a exatamente meia hora.
29 Minutos se passaram. Eu, Mello e Aluette sentamos no sofá e Matt estava sentado no chão, perto de Near. Então, passou-se o minuto que faltava e Near estava meio tonto e não lembrava de nada. Após isso, Matt, Mello, Near e eu iamos embora, quando...
-EU QUERO IR COM VOCÊÊÊS! Por favor!! — Aluette chorou um pouquinho — Não aguento mais ficar aqui!! A Lumyna me deixa de dieta o ano inteiro e eu não durmo!! Por favoooooooor!!
-Vem logo! — Mello pegou a mão de Aluette e puxou ela para o portal.
Depois disso, tudo estava azul de novo como na primeira viagem, acordamos todo mundo caído na biblioteca e meu cabelo voltou ao rosa de sempre.
-Não sabia que essas viagens eram tão doidas assim... — Aluette levantou do chão.
-Doidas? Doidas é pouco! — Matt falou, pegando seu joguinho e guardando no bolso. — Agora, Aluette, você pode escolher um novo nome pra você nesse mundo.
-Sério? — Os olhos laranja de Aluette brilharam. — Então eu quero me chamar... — Ela pensou um pouco... — Ah eu vou pensar outro dia eu falo pra vocês! — Ela sorriu.
Quando chegou a noite, todos foram dormir e Aluette ganhou um quarto, perto do meu. Mas eu ainda não sabia onde estava Lumyna... Bom, isso não importa mais. Near já voltou ao normal e nenhum "equilibrio do num-sei-que-lá" foi quebrado.
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