Ne me quitte pas

4 Quem... é... você?


Notas iniciais
Tanto tempo sem postar :c já tava na hora. Motivo > Eu já escrevi consideráveis capítulos da fanfic, porém, eu escrevo num e-mail e mando pro meu que frequentemente uso. Não sei o que houve, mas perdi 3 capítulos já escritos. Os mesmos são: Capítulo 4, Capítulo 5 e Capítulo 6. Vai ser complicado escrever tudo de novo.... Mas não vou abandonar esse história. Não mesmo! Vamos lá.... Boa leitura.

Em alguns minutinhos, já estávamos fora do parque, caminhando pela calçada. Eu seguia andando, em direção oposta dos ventos bons que cercavam eu e Strider. E a partir dali, eu, depois de muito tempo... percebia o quanto é bom estar acompanhada de pessoas boas, amigas, e companheiras..

Andamos, andamos, andamos. Olhando para os lados, observando o movimento nas calçadas, e claro, a pior coisa: Em silêncio. Eu odeio quando estou caminhando com alguém e fica aquele "ar sigiloso" no momento. É realmente, grandemente, imensamente, irritantemente e intensamente chato. Até que por fim, Strider quebrara aquele silêncio que se mantinha durante a caminhada com uma pergunta:

— Mira, você é daquele tipo de aluna que se aproveita das aulas de dança para flertar o professor? Me responda com sinceridade... eu já dei aula a muitas assim, tanto que as mesmas até desistiram das aulas de dança por conta do meu orgulho. — dizia o Ninja, com sua voz grossa e um tanto quanto séria. Ele andava de braços cruzados, e claro, digamos que.. "sem querer", eu reparei que ele tem braços incrivelmente fortes.

Eu andava lentamente ali ao lado dele, até que quando me tocava do que se tratava a pergunta, voltava o olhar distraído que vislumbrava as vitrines das lojas para ele, e logo o respondia, entre algumas risadas:

— Isso não é algo que se pergunte, Strider. Acho que isso teremos que ver ao decorrer das aulas, como se fosse um tipo de desenvolvimento, não?! — dizia, dando mais algumas risadas ao terminar de proferir-me. Meu olhar estava totalmente concentrado no rosto dele, que se mantinha direcionado ao horizonte.

Mas que tipo de pergunta é essa? Ah, sem dúvida, isso não faz meu tipo. Eu não sou de dar em cima de rapazes que conheço nem a mais de 10 anos, imagina um que conheço não faz nem ao menos vinte e quatro horas.

( Strider POV's On )

A resposta dela a minha pergunta desajeitada me deixou levemente sem graça. Confesso que fico impressionado com a capacidade dela de reverter uma situação apenas com meras palavras.

Fiquei quieto por alguns segundos após a resposta de Mira, até porque ela ria da minha pergunta como se eu tivesse dito algo engraçado. Bom, pra mim não foi, mas tudo bem. Suspirei, e mantive a calma quanto à isso, e então a respondi aridamente como sempre:

— Muito esperto da sua parte, Mirajane. Vou avaliar essa tua proposta, e ver se ela cabe em minha lista de coisas que provavelmente não farei. — Dizia bem baixinho para que ela não ouvisse. — Errr.. Tudo bem, Mira. Irei fazer isto, pode deixar, My Lady. — retomava a fala, dando uma leve risada primordial, ainda olhando para o horizonte, uma vez ou outra a encarando de canto.

( Mirajane POV's On )

Ok, Strider. Vai pensando que eu não ouvi o que disse inicialmente.

Eu percebia que ele não olhava em meus olhos ao falar. Por que será? Ele estaria sendo irônico?.. Enfim, após a pergunta dele não tivemos outro assunto. Fiquei lhe perguntando sobre suas ex-alunas, e apenas algumas coisas do ramo de dança do Ninja. A conversa estava muito boa, mas é lógico que quando estamos num papo bom com alguém, sempre esquecemos de tudo. E por isso, que em questão de minutos, já estaríamos de frente a minha casa. Strider analisava cada pedaço dela, até mesmo fitava os arbustos, e eu, sempre achando que ele queria nos manter seguros.

Peguei a chave da casa em minha bolsa, e destranquei a porta, a abrindo. Esperava Strider entrar, mas ele dava passagem a mim, então adentrei a casa e logo o mesmo fizera a mesma coisa. Tirávamos nossos calçados, os deixando ao lado da porta, e assim, fechava a mesma e a trancava como estava antes.

Sorte a minha que a casa não estava de pernas para o ar, como estava um dia desses.

Pedi para que Strider se sentasse no sofá:

— Sente-se, Strider. Sinta-se em casa. — murmurava, assim, logo o mesmo se sentava após ouvir meu pedido, e então, me sentei ao lado dele.

Ali no sofá, estávamos nós dois, sentados e calados. Ele estava pensando em algo, observando a sala de visitas com atenção, e eu apenas esperava que o Ninja dissesse alguma coisa e logo em seguida iniciasse a aula. Até que por fim, o rapaz se erguia do sofá, se alongando. Fora em direção da minha estante, e pegava meu aparelho de som, tirando um CD de seu bolso da calça, logo o removendo da capa e colocando dentro do "Toca CD's", deixando o mesmo sobre o tapete da sala. Empurrava o sofá e a mesa de centro para trás, onde ficava a sala de jantar, e me estendia a mão, dizendo:

— Me dá a honra de uma dança, My Lady? — proferiu-se na entonação perfeita pra mexer com todos os meus sentidos. Só pude sentir meu corpo acalorar e minhas bochechas ruborizarem ao ouvir a voz dele.

Logo, eu, um pouco sem graça, andava até ele e pegava em sua mão, a apertando, e da mesma forma ele correspondia. Olhava no fundo dos olhos do rapaz, e respirava fundo, o respondendo enquanto balbuciava consideravelmente por conta da vergonha:

— C-Claro... S-Strider. — murmurrou para ele. De fato, aquela situação era um pouco desconfortante. Era de tarde, porém, todas as cortinas de minha casa estavam evitando que a luz do Sol adentrasse o local, deixando o ambiente pouco iluminado, o que me deixava mais nervosa, pois parecia até algo "romântico".

Quando peguei na mão dele e a apertei, ele fez o mesmo, me fitando com um sorrisinho "um pouco sádico". Foi seguindo com a aula, me guiando aos poucos a o que devia fazer, e então, ele pedia-me:

— Vou segurar sua mão direita, da mesma forma que você segura a minha esquerda. E você, vai levar a sua canhota no meu ombro direito, da mesma forma que levarei minha destra ao lado esquerdo de sua cintura. Certo? — ele falava.

Sinceramente, ele podia ter dito isso de forma mais resumida e simplificada. Porém, optou pelo mais difícil como sempre. Mas eu entendi cada coisa que ele se referia, então, segui seus pedidos, fazendo o que o mesmo havia "ordenado".

Ainda sem música, ele se movia pra esquerda e para direita. Quando ia para a esquerda, o pé direito ia pra frente. Quando ia para a direita, o pé esquerdo ia para trás, e assim, se repetia seguidamente. O acompanhava, segurando sua mão, e mantendo a outra em seu ombro, indo de um lado pro outro, movendo os pés uma vez ou outra. Nós ficávamos nos encarando, com sorrisos sem graça estampados no rosto. Eu podia sentir ele me puxar pela cintura, e grudar meu corpo ao dele, me fazendo corar, ter calafrios, e leves arrepios. Estávamos tão perto que eu podia sentir a respiração dele se entrosar com a minha espontaneamente. Corpos contíguos e colados, rostos propínquos, corações entrando em um súbito da arritmia, e o silêncio majestoso se mantinham ali, formando um clima esquisito entre nós. Então, eu, querendo tirar a todo custo aquela atmosfera "estranha" do ar, indagava, o fitando envergonhada, e levemente corada:

— Ham... Strider... não vai me contar sobre sua a vida...? — inquiria, o olhando, e impulsionadamente se apertando contra ele, podendo compartilhar o calor de nossos corpos.

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo. Largar ou não ele, era a questão naquele momento. A pele voluptuosa dele me confortava, trazendo naquele momento um sentimento estranho a mim. Sério, EU NÃO SABIA O QUE ESTAVA ACONTECENDO. Era como se.. eu o conhecesse desde sempre. E que tudo em nós, simplesmente tudo, já tivesse se abrangido ou se cruzado pelo menos uma vez. Eu poderia chamar aquilo de amor? Não... não..!! Lógico que não. Eu apenas o conheci a menos de quinze horas. Não faria o menor sentido.

( Strider POV's On )

Eu juro, juro mesmo, juro rigorosamente, que eu não estava me engraçando com a Mira. Mas ela estava tão linda ali bem perto de mim... Vulnerável, inibida... E o melhor, ela parecia tão ''afim''. Porém, eu não podia. Não agora. É incorreto, e... eu não sou disto.

— Não agora... temos todo tempo do mundo pra isso, Lady. Relaxe, crie um ritmo na sua mente, e continue dançando.

Queria que ela ficasse calma, e que confiasse em mim, acima de tudo. Então, com a mão na cintura dela, fui cingindo levemente ali, e fazendo algumas pressões, como se fosse uma massagem.

De repente, eu sentia que algo estava vindo. Algo ou alguém, talvez, não sabia ao certo. Não que alguma sombra estivesse tomando conta daquela sala, mas o que me intrigava era simplesmente alguns passos singelos e mais silenciosos possíveis tocando o chão de madeira nobre da casa de Mirajane. Perigo? Bom, provavelmente. Porém, a pergunta que mexeu com a minha mente naquele momento foi: Será que Mirajane sabe se defender sozinha? Tão meiga, simpática e ingênua. Não parece ter capacidade para distinguir se algo perigoso estivesse a perseguindo. ( Ah, claro, Strider. Ela é muuuuito ingênua. ) Logo, percebi que estava perdendo tempo. Prosseguia num ritmo moderado em passos fáceis, sem dificuldade para ensiná-la algumas regras básicas das quais eu aprendi.

Porventura, parecia que Mira estava perdendo o interesse pelo o que estávamos fazendo. Ela se afastava aos poucos, deixando com que eu a liberasse, observando tudo ao redor, logo perguntando:

— Quem... é você... Strider? — indagava num tom nem um pouco meigo, como costumava ser. Sua voz estava embargada, o que me dava a certeza de que ela sabia que algo iria acontecer, como eu.

Meu coração aligeirou-se. Eu deveria dizer quem eu realmente era? Um Mercenário, que faz todo tipo de trabalho afim de apetecer uma grana? Ou apenas um jovem profissional, porém perigoso que manuseia a Cypher ( também conhecida como a ''Espada de Luz Cypher'' [光剣サイファー] ) como ninguém e já matou Deus mais de uma vez? A vontade de protegê-lá a todo custo era tão grande que eu tinha medo de feri-lá. De deixá-la magoada, triste... Ou angustiada. Mas o que fazer se o perigo se aproximava cada vez mais? Eu teria que enfrentá-lo.

( Mirajane POV's On )

Consequentemente, eu estava desconfiada. Parecia que alguém estava nos perseguindo, e era muito perigoso. De fato, não estava afim de lutar. Mas não queria deixar Strider se ferir dentro de minha própria casa, mesmo não sabendo ao certo quem realmente ele é. O mínimo que eu podia fazer, era defendê-lo a todo custo, já que ele residia em meu lar, e não tinha obrigação de me defender. ( Bom, não ao certo, pois eu ainda acho que tenho que pagá-lo um pouco mais para ser meu protetor. )

E mais uma vez a sensação ruim de ter algo perigoso lhe rodeando retornou. Eu estava pronta, e de repente fui tomada pela vontade de querer lutar contra o perigo que estava por vir.

Alguém desconhecido ( Alguns desconhecidos, digamos assim. ) arrombava a porta da casa, e quando pensei que fosse apenas um pessoa, era um casal. Armados da cabeça aos pés, com auras malignas envolvendo-os. Strider conseguiu ficar mais sério do que já é, e eu somente o vi arrojando no pescoço do rapaz que ali estava, o grudando na parede com toda agressividade. Ele o mantinha ali, e não fazia nenhum esforço para tirar a respiração do criminoso. Já a moça que o acompanhava, desembainhava uma katana na frente de Mira, apontando a mesma para a Albina, apenas dizendo:

— Olha só pra você. Não tem qualificação, coragem, nem mesmo aptidão para me enfrentar. Renda-se, Maga Classe S da Família Strauss.

Tais palavras foram o suficiente para provocar a fúria da Maga. A mesma se transformava rapidamente, ali no local, rachando boa parte do piso da sala de estar e do resto da casa. Sua vestimenta mudava, e em seu olho esquerdo e suas coxas surgiam grandes cicatrizes negras, como raios das trevas, e um rabo de dragão era criado ali no finalzinho de suas costas. Seus cabelos voavam enquanto ela elevava sua magia ao máximo, o que fazia-a ter o corpo tomado por uma aura densa e roxa. Em suas mãos que, agora, tinham grandes garras, ( Unhas grandes, afiadas e bem cascudas. ) eram criadas duas esferas roxas medianas, feitas de energia concentrada ( Uma em cada mão. ), que deixava o ambiente ali bem sombrio, mostrando a todos que Mirajane era muito mais do que eles imaginavam.

Strider, que já havia tirado a respiração do rapaz que pegou pelo cangote e suprimiu contra a parede, fitava a Maga de Fairy Tail com outros olhos, engolindo seco por alguns milésimos, largando o criminoso no chão, do qual o mesmo ficava ali inconsciente, tentando recuperar o ar de seus pulmões.

Antes que o Ninja pudesse impedir sua aluna de fazer algo após ter visto do que a mesma é capaz, a criminosa que ousava enfrentar a Maga Poderosa de Fairy Tail, avançava em cima de Mira com sua katana prata, reluzindo com a ''luz'' roxa que tomava conta do local. A tal Katana iria atravessar as entranhas de Strauss, mas a mesma ergueu uma mão, e quando a espada veio de encontro com a Magia da Albina, ela a escaqueirava apenas apertando a ponta dela, a deixando em destroços. Logo Mira proferia-se, encarando a invasora com desprezo e raiva, com a voz um tanto quanto alterada.

— Suas palavras ditas a mim, voltam a ti com todo teu orgulho e nequícia. Isso pra mim, foi apenas um aperitivo. Onde está o prato principal? — dizia ironicamente, numa fala cheia de sarcasmo e desafiação.

Hiryu encarava Mira impressionado, mas também reparava que a "criminosa" ali seria uma Agente do Governo de Magnólia, que achava que o Ninja era uma ameaça a cidade, como o rapaz que ele se desfez em segundos. A tal agente fugia amedrontada, deixando o parceiro lacerado no chão. A Albina, que acabara de revelar seus vastos poderes, se movia um pouco, e encarava seu professor... Sua feição de honra era muito notável, tanto que ele sorriu para Mirajane, o que a deixou levemente corada, mesmo com toda aquela malignidade nela. Ah, e que sorriso... A Maga virava-se, não querendo demonstrar sua vergonha, e lá foi ele ao encontro dela, com seu cachecol vermelho destacando-se em meio a tantos aflitos passados ali...

Notas finais
Nho! *---------* prevejo muito amor no próximo capítulo. Ah, e só reforçando que, queria me desculpar pela ausência, e o capítulo 5 irá sair quarta-feira que vem. -~{[Spoiler]}~- >>>> Próximo capítulo terá participação de uma pessoa já conhecida, ocorrerá tretas e talvez... possíveis... b-b-bei-------- Adivinhem aí! Espero que tenham tido uma boa leitura, beijos! Até logo!