Ne me quitte pas
2 Seja você mesma.
Notas iniciais
JANEIRO
Eu confesso, não sou nem um pouco feminina nos dias comuns. Morro de preguiça de me arrumar, e nem vejo o porque — se você vai para escola, é para estudar, não é? E até porque, é assim que você vai saber quem são seus amigos de verdade, são aqueles que mesmo você estando totalmente descabelada, cheia de espinhas no rosto, estressada, na tpm, cheia de manias, e com cada fora na ponta da língua..
Mas quando eu quero me arrumar, quando estou me sentindo bem comigo mesma, quando estou esbanjando felicidade. Não há quem me segure, coloco a melhor roupa, e viro outra pessoa por fora. Não há quem discorde. Sou feliz assim. Não me importa se é jeans e chinelo ou salto e vestido. Mudo de humor constantemente, mas não sou bipolar. Sou até legal, com quem merece. Quando não gosto de uma pessoa, não gosto e ponto. Mas nem por isso sou mal educada.
Sou retardada com meus amigos, mas também muito inteligente; sou forte quando preciso ser, mas na maioria das vezes frágil como uma pétala de rosa. Se quebra minha confiança uma vez, desculpe, não dou chance para que conserte, porque não vai ficar igual, não vou confiar como antes. E quando eu amo, eu amo de verdade, não gosto de coisas pela metade, apesar de ser muito indecisa. Tenho que aprender a confiar em mim mesma, e nos meus instintos.
Já contei que guardo meu coração a sete chaves e O-D-E-I-O me apaixonar? Ok, isso só aconteceu uma vez. Na outra eu só achei que estava. Mas era porque o cara era um babaca, e mais velho. Acho que é por isso que prefiro os mais novos. Não que eles não sejam babacas, mas me ouvem um pouco mais. E ficam irritadinhos quando jogo isso na cara deles. É uma ótima sensação. (Meninos, se estiverem lendo isso, amo vocês, haha)
Em janeiro eu estava naquela época de escrever e muito. Postava sempre no meu blog, mas não estava entrando muito no meu tumblr. Tinha até voltado a escrever meu livro, por causa do tédio das férias. Até que eu e meus amigos começamos a sair de novo. Íamos sempre no cinema. Queríamos voltar as aulas, mas não estudar. Afinal, era o último ano naquela escola. Mas não sabíamos que era o último ano juntos também.
Eu estava mais do que nunca grudada com eles. Sempre fazíamos tudo juntos. Éramos felizes assim. Zoamos plantão direto. E eu estava descobrindo quem eu realmente era.
Aproveitamos bastante as férias em janeiro. Rimos, brincamos, eles viviam na minha casa. Nem parece que isso foi a um ano atrás, hoje em dia a gente nem se fala.
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