Naïve
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Olá, galerinha.
Eu postando capítulo novo é quase tão inacreditável quanto a Dianna voltar pro Glee. Souberam? Pois é, quase morri também.
Capítulo novo, e curto só alertar que ainda estou aqui e ainda estou escrevendo para vocês, ok? Mas de extrema significância.
Quinntana é endgame, isso serve pra você, Ryan !
Até breve, Xo.
Quinn's POV
– Ainda estamos bem, não é mesmo? Ouvia sua voz por trás de uma carreta de emoções. Emoções apesar desse jeito Santana de ser. Na borda da mesa, cobria as pernas com a quase jeans preta e o tronco com o mesmo abrigo meu. Conversou num vazio de dois corpos amigos desconhecidos. – Continua a me perguntar isso – Do outro lado, meus dedos bobos tentaram reatar o cinto marrom na linha da cintura do vestido de outono-verão. Segurou as palavras por indescritíveis segundos, o que me fez insegura. Insegura, a saber, que do outro lado da mesa, um alguém se engasgava nas próprias palavras.– Porque falo sério – Sua garganta parecia apertada enquanto a voz acanhada. Nossas traseiras conversavam ao lutarmos em nos revestir. Em um piscar descuidado, os sons de seus passos vieram de encontro a mim, em minha direção. – Eu só sinto falta do como é o sentimento de ter uma melhor amiga, Q. – A vi encostar seu quadril na madeira , ao meu lado, e afastar uma mecha negra do cabelo agora não mais preso num rabo de cavalo quando subi meus olhos aos seus. – Britt e eu sempre estaremos na vida uma da outra, mas agora há de ser diferente. – As esferas negras pareceram presas em um momento de auto vergonha ao caírem para onde meus dedos ainda estavam. – Não só por conta de nosso rompimento, mas porque nós somos pessoas extremamente diferentes, com lugares extremamente diferentes para ir e pessoas para ver. – Vi seus gestos ansiosos. Elevou uma das pernas a mesa quando virou seu tronco em direção a mim. Os olhos brincaram com os dedos que pairavam sobre a coxa. – Ela provavelmente terminará em uma turnê pós-turnê com o artista mais atraente da época e eu estarei aqui. Tenho certeza que ela me visitará de tempo a tempo e eu irei a um show ou derivado para vê-la dançar, mas nunca seremos como fomos um dia – Segurou as palavras por uma segunda vez, meu peito apertou. – Acredito que ela meu primeiro amor. Ela sempre será especial para mim por causa disso, sabe?– Não, não na verdade. – Assim como ela, evitei seus olhos ou um contato mais profundo. – Quero dizer, entendo o que você diz, mas nunca tive essa relação interpessoal tão intensa antes. – Elevou a visão como sinônimo de que estava tudo bem se eu revolvesse prosseguir. – Acredito que nunca estive apaixonada por ninguém. – Não tive ninguém, não gostava de ninguém, não ligava para ninguém, não falava com ninguém. – Eu só nunca senti isso antes. E agora num universo alternativo eu dormi com minha melhor amiga no casamento fracassado do meu ex-professor enquanto ela tentava superar o rompimento com sua ex-namorada. – Meus ombros foram rígidos. – Hey, não é a respeito disso. – Seus olhos agora me viam, mas os meus não a viam. – Sabe que não, certo?– Está tudo bem, San. – Em uma trégua irracional, deixei que meus olhar sentisse o seu. – Nós duas estamos trabalhando na superação de coisas passageiras. – Q, não é a respeito disso – O acidente em minha voz transpareceu demais, fazendo com que ela impulsionasse seu corpo ainda mais próximo do meu. – Reconheço que é complicado reerguer nossa história ou qualquer coisa, mas meu final feliz não tem nada a ver com coisas passageiras ou com Brittany, prometo. – As palavras tão precisas da água para o vinho. Minhas bochechas queimavam ao sentir sua respiração quente vir de encontro a elas. – Tudo bem – Foi tudo que meus lábios deixaram escapar. – Você acredita em mim? – Sim, acredito em você – Apensar de não. – Está mentindo – Apesar dela sempre saber tudo que se passa a seu redor. – Não importa. Foi só uma noite, certo? – Eu disse para mim. – Foi o que você me disse querer. – Não esperou por um respirar, suspiro, nem mesmo que minha atenção chegasse aos movimentos escapatórios de novo. – É isso que você quer? A expressão entregue em sua face me mostrou que os ouvidos não ouviam esse tipo de pergunta com muita frequência. Que o ser incerto de olhos negros e lábios rosados não era digno de voz ou opinião. Que era tão frio quanto as noites de inverno e tão denso como um cubo de gelo. – Isso é estupidez, Q. – A barreira já se fazia presente. — Eu odeio essa coisa passiva agressiva. – Tudo bem. – A compreensão em meu tom pegou ambas em surpresa. Meus dedos se perderam nos fios loiros em desordem sobre minha cabeça que reclamavam a presença de angústia por todo o corpo. Meus músculos tremiam dentro do tecido da pele pálida. Em um redemoinho de pensamentos, quase me esqueci do além de mim. – Se vê em um relacionamento comigo? – O olhar foi ao chão, num acanhado nunca visto antes, num sereno sufocador. Tempos depois, com a ausência de respostas, o voltou a mim. – É uma pergunta bem difícil de responder. – Por quê? – Demorou a processar. – Simplesmente é, San. – Q, converse comigo. – Exigiu em reclamação. – Não sei, Santana. – Dei de ombros por realmente não ter conhecimento. — Nunca pensei em vocês desse jeito antes de noite passada. – Ela interpretava o olhar esboçado em meus olhos como piedade ou dó. — Sentia sua falta em minha vida antes de noite passada e agora eu não sei se o que estou sentindo é porque eu realmente ausência de sua presença pesou em mim ou se é por causa do que aconteceu. – Aparentou que cuspi as palavras de uma só vez em seu rosto próximo ao meu. – Isso, aqui, agora, mudamos tudo entre nós.
– Q, não posso perder você. – Se uma vez seus olhos eu não visse, a diria ter desmoronado. – Então, vamos parar de falar sobre isso. – Emendei a um exalar de respiração. – Não há porque isso vire um tabu entre nós. Quero que possamos conversar a respeito disso e que estejamos bem. – Quantas vezes vou ter que te dizer que está bem? Estou bem. – Sem questionamentos, meus tom se elevou e corpo se enrijeceu . – Acho que entendo. Meus dedos encontraram os seus em contato com a borda da madeira envernizada. – Confia em mim? – Senti medo de não conseguir proferir as palavras que dançavam a minha mente despreocupada, mas que eram repreendidas por uma língua egoísta. – Então se deixe acreditar que ficaremos bem.
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