Nave 3000
15 Capítulo 12
Notas iniciais
Sai da barraca com o sol batendo no meu rosto e tentando me adaptar á luz do lado de fora, James estava deitado com a cabeça que pendia entre as pernas, aparentemente adormecido. Cheguei perto e pus a mão em seu ombro, ele logo despertou em um sobressalto e se pôs de pé com o canivete na mão, em uma cena cômica:
– O... O quê aconteceu? -
Eu me afastei por precaução, rapidamente:
– Você dormiu! — Falei sorrindo — Um Héracles não deveria dormir tanto. Onde está Laura Aury? -
– Ah claro, a senhora chata Aury...? — Ele falou voltando ao normal — Eu dei sonífero para ela... -
Eu arregalei os olhos e perguntei assustada:
– Você deu o quê? -
– Eu dopei ela, a desgraçada não parava de falar. Eu apaguei ela! -
– Você não pode sair apagando os outros, você não é um Berrington! -
Gritei e cerrei os punhos , mas logo tive uma idéia melhor :
– Eu vou ligar para os Berrington virem aqui! -
Mas logo que ele ouviu isso caiu em uma risada maléfica, se inclinando sobre o estômago e quase caindo no chão de tanto rir
– O que foi? — Perguntei muito aborrecida
– Cara, eu te peguei de jeito!! Você é muito tola. Eu estava brincando gata, por enquanto não droguei ninguém ..... ainda não -
Me acalmei, respirando fundo e falei em tom ameaçador:
– A próxima vez que você fizer isso.... eu conto para os seus pais -
Ele continuou rindo enquanto eu me afastava pisando forte, James começou á gritar de longe :
– Ai que medinho! Ela vai falar com o meu papai! Estou tremendo estás vendo? -
Andei em direção ao centro ainda aborrecida até que vi um andar conhecido. ERa John que andava com um Héracles ao lado, me escondí atrás da lixeira e virei para o lado da vitrine tentando acompanhar seus passos, assim que ele virou eu fui atrás seguindo John e o Héracles misterioso até ir parar no instituto de missões Vormund que ficava á oeste do centro mas eram apenas 10 minutos de caminhada.
Derrepente, em um movimento inesperado John se virou e me viu esgueirada atrás de um pilar espiando "DRoga, fui descoberta" pensei, mas John pareceu não se importar e entrou. Quando pensei em entrar no prédio meu comunicador tocou e eu tive que atender pois era uma ligação da minha mãe:
– Alô mae -
– Filha aonde você está? -
– Eu estou na costa — Mentí
– Entao venha para casa, vamos aproveitar nossos dias de feriado passeando em família. Em casa te explico melhor, volte rápido -
– Está bem mamãe -
– Te amo filha -
– Também mãe -
E desligando o comunicador me dirigí triste para casa andando á passos rápidos mas não vendo nada na minha frente, apenas sentindo meus pensamentos me afogando. John me escondia algo, e isso me deixava seriamente magoada e principalmente com raiva, talvez uns dias com minha mãe e Nero acabassem com esse sentimento.
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