Nave 3000
18 Capítulo 15
Notas iniciais
O aviso soou indicando que já tínhamos chegado ao nosso destino, não tinha muitas pessoas na barca mas eu e Nero decidimos esperar minha mãe enquanto todos começavam a sair. Alguns falavam alto, rindo e conversando ; uma garotacom o cabelo azul passou por nós e um Aury saiu assoviando com as mãos nos bolsos e uma calça cor de rosa. Enfim, depois de alguns poucos minutos, minha mae saiu do banheiro com sua bolsa preta em baixo do braço e olhos ainda vermelhos, mas recuperada do evidente choro, quando ela chegou perto eu olhei em seus olhos verdes, mas em vez de dizer algo ela apenas esboçou um sorriso.
– Desculpa, eu não deveria... — Argumentei
– Não, tudo bem Diana. Vamos apenas esquecer, depois acertamos tudo — Ela esforçou um sorriso mais convincente — Vamos desembarcar... -
Ela fez sinal e a seguimos, eu e Nero, lado a lado. Nero não falara nada até então, ficara o trajeto todo calado como o exemplo perfeito de um filho Vormund. Isso me deixava com um pouco de raiva mas como eu já me acostumara á ignorar continuei fazendo o que fazia muito bem. Fingir que estava muito bem.
SAímos, e eu consegui respirar o ar do lado de fora que era idêntico ao do lado de dentro, nada mudava nesse planeta, tudo era monótono e igual. Mas diferente da ilha Vormund, a ilha Aury era muito movimentada e em sua maioria tinha arranha-céus, pessoas andavam de um lado para o outro e vários cartazes anunciavam peças e apresentações na arena ( que era um grande espeço, coberto ou descoberto, usado como teatro ou cinema ), ou festas e celebrações no salao de festas Aury pendiam dos prédios altos e iluminados, junto com fotos de modelos e manequins apresentando a "alta moda" da cidade grande. A cidade era toda colorida e repleta de murmúrios da mutidao que ia passando.
O museu Aury terráqueo ficava á duas quadras de onde estávamos e decidimos percorrer o caminha á pé (sugestão de Nero ) para apreciar a cidade.
" Tinha que ser ele" pensei enquanto percorria as ruas que davam ao museu.
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