Nature's Mysteries
9 Sorrisos!
Notas iniciais
Abro meu melhor sorriso, e, neste momento o sol que ilumina nosso jardim brilha mais forte, Sam ainda está me encarando radiante quando caminho até ele e lhe dou um abraço apertado ele retribui o abraço e assim que se soltamos falamos “oi” ao mesmo tempo o que me fez rir baixinho. Ajudo minha avó a levar as compras para dentro de casa, vovó me da uma sacola pesada, o que me faz curvar e deixar minha mão caída, ainda segurando outras sacolas com o outro braço, Sam da um sorriso e fala:
— Deixa eu te ajudar!
Ele diz e pega a sacola extremamente pesada de minha mão, o que me faz sorrir. Olho para trás e vejo que Jane está ajudando minha avó e Mare ainda encara Sam que esta caminhando até a cozinha com algumas sacolas nos braços, isso me incomoda um pouco mas dou uma risada baixinha, beijo minha avó na bochecha e comprimento minhas irmãs, nosso relacionamento nunca foi lá aquelas coisas, sempre fomos afastadas, nos falávamos apenas quando necessário. Entrei e deixei as sacolas em cima da mesa, já havíamos pegado tudo, olhei para Sam e para minha vó, ela então entendeu o que eu quis dizer e fez que sim com a cabeça, sorri e peguei meu amigo pela mão e o levei para fora, ele pareceu meio assustado mas logo começou a sorrir também:
— Para onde vamos?!
— Apenas caminhar! Podemos?!
— Claro!
Nos sorrimos e ele começou a falar:
— Hey eu acho que se somos amigos devíamos ter um apelido não é?
— Ah pode ser! Eu posso te chamar de..... uh......eu não sei que apelido dar para você!
Eu disse meio pensativa e ele riu:
— Posso te chamar de.... Pimentinha, Tomate...
Eu o interrompo:
— E é ai que começa o preconceito com meus cabelos!! Não tenho culpa se eles tem a cor do fogo- jogo meu cabelo para trás- eles são lindos, você tem inveja!
Nós dois rimos:
—Ah posso te chamar de cabelos de fogo!
— Não muito comprido!
Falei fazendo uma careta, ele riu e eu mostrei a língua então ele falou:
— Posso te chamar de Brasa? É como se fosse o inicio do fogo!
— Quer saber não vou discutir com você, que seja Brasa! Mas fique sabendo que vai haver volta! Eu ainda não inventei seu apelido!
— Quem diria que você era vingativa Brasa, eu não conhecia esse seu lado!
— Há muitas coisas que você ainda não conhece sobre mim Sam!
— Exatamente isso que você falou “AINDA”!
— Okay okay! Mas você também é muito misterioso! “AINDA”!!
Nos rimos, já estávamos longe da casa de minha avó, e eu avistei um banco de madeira e me sentei nele puxando Sam, o que o fez sentar também, então eu comecei:
— Sam eu queria saber....
— uhum?
— O que aconteceu lá no campo a alguns dias atrás?
Ele engoliu em seco e olhou em meus olhos pegando minhas mãos:
— Sua avó disse para mim que contará tudo a você! Eu não quero falar nisso.... podemos apenas mudar de assunto?
— Ah okay então... Ah você não me disse quantos anos tem!?
Ele riu e falou:
— Você primeiro!
— Pra que tanto mistério?!
Ele riu de novo e eu mostrei a língua:
— Ai que gracinha- ele disse irônico, se referindo a eu mostrar a língua para ele – mas o.k eu tenho 16! Agora é sua vez!
— Eu tenho 15!
Ele ficou sério e falou:
— Nossa você é muito nova!!
Eu comecei a gargalhar e lhe dei um soquinho no braço
— Então.... você mora com sua avó?
Eu o olhei nos olhos, ah aqueles olhos em um tom violeta! São tão lindos, alguns fios de seu cabelo liso cor de mel caiam em seu rosto, corei não sei o porque e então eu disse:
—Eu moro com minha mãe na verdade, meu pai morreu a algum tempo então sou só eu minha mãe e minhas irmãs!
Ele abaixou a cabeça como se estivesse triste e falou:
— Desculpe não queria tocar no assunto!
Só então percebi que meus olhos estavam marejados, os limpei rapidamente e sorri para ele:
— Não tem que se desculpar, é normal eu chorar nesses assuntos, fica tranquilo, já passou!
— O.k!
— Mas e você, como é a sua família?
— Bem meu pai mora do outro lado do pais e nunca fala comigo, eu moro com minha mãe e minha avó! É isso eu sou o homem da casa!
Ele disse sorrindo e eu me perdi em seu olhar, neste momento estávamos nos encarando, o vento fez com que algumas folhas do outono dançassem no ar e meus cabelos como brasa se espalharem deixando alguns fios em meu rosto, mas eu não liguei, os olhos de Sam me fazem entrar em um tipo de transe, eu sentia mil coisas ao mesmo tempo, meu coração estava acelerado, naquele momento eu não conseguia prestar mais a atenção em nada além de seus olhos, senti ele colocar a mão em meu rosto e tirar os fios de cabelo dele, logo após tirar todos os fios ele começou a puxar meu rosto para perto, nossas testas se encostaram uma na outra, havia um mínimo espaço entre a gente, e quando começamos a aproximar mais ainda Sam levanta a cabeça rápido, eu não entendi o porque mas assim que parei de encarar seus olhos percebi que Mare estava de braços cruzados a poucos metros dali, então ela falou:
— Éé.... May eu estou te chamando faz muito tempo! Vamos o almoço já está quase pronto!
— Ah......o..k.....e-eu já estou indo!
Eu disse e ela saiu pisando forte!
Me levantei e corei, em seguida ele levanta e fala:
— Acho melhor....eu....ahh....ir!
— Ah.... okay! Te vejo depois então?
— Claro Brasa!
Ele disse e eu ri, assim ele foi saindo. Ah mas eu não ia deixar Mare estragar o momento e eu sair sem nada! Corri atrás dele e lhe dei um beijo na bochecha, aquilo já bastava, eu estava com muita vergonha ele sorriu para mim e saiu um pouco corado!
ºº
Eu fui almoçar, quando chego na cozinha Mare está emburrada e Jane está triste, mas minha avó como sempre está sorridente, mas não um sorriso normal, um sorriso malicioso e ele é para mim!
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