Nature's Mysteries
1 A carta!
Eu costumava ir à casa da minha avó, antes da minha mãe me arrastar para o outro lado do país com minhas duas irmãs mais novas. Lá era um lugar onde eu me sentia diferente, eu mesma, acho que por ser um lugar isolado do mundo, onde há muitas árvores com a brisa do campo, isso me faz sentir leve com um sentimento diferente de todos os outros.
Estou com meu fone de ouvido no último volume, não escuto minha mãe me chamar, até ela entrar no meu quarto furiosa:
— May Stuart, estou te chamando já faz quase 10 minutos, você tem que descer, colocar comida para a Bot; eu levei a Jane e a Mare para a casa de uma amiga delas, então você vai ter que me ajudar em casa hoje!
Escutei com atenção e, mesmo não querendo, levantei-me e desci as escadas de madeira da minha casa, meio chateada por minha mãe ter me interrompido na minha parte favorita da música. Bot era a gata da Jane, mas todos a consideravam da família. Mare e Jane são gêmeas e minhas irmãs mais novas; eu tenho 15 anos, elas têm 12, isso dá uma diferença de 3 anos; elas têm os cabelos escuros de meu pai e os olhos verdes da minha mãe; já eu tenho os cabelos ruivos da minha mãe e os olhos azuis de minha avó.
Quando chego ao andar de baixo, minha mãe está fazendo o almoço; é uma mulher realmente bonita, com cabelos ruivos, olhos verdes e relativamente magra, mas com o peso dos anos e das preocupações de ser mãe solteira com 3 filhas para cuidar... sim, solteira, meu pai morreu há dois anos em um acidente, foi um período muito frustrante para nossa família... bem, mas isso não vem ao caso. Minha mãe está com um olhar de preocupação, dou de ombros e me dirijo ao quintal, lá está Bot, uma gata com pelos da cor de mel e olhos castanhos. Não sou muito apegada a ela, mas temos um certo afeto entre nós. Coloco ração e água para ela e, ao voltar para dentro da casa, uma coisa chama a minha atenção: o carteiro acabara de passar e deixara as cartas debaixo da nossa porta; pego-as com rapidez; há 3 cartas, duas são as contas de minha mãe e a outra é de minha avó para mim, abro-a e a leio rápido; logo um sorriso se abre no meu rosto e falo baixinho:
— Minha avó quer me ver!
Fale com o autor