Nature's Mysteries

3 A Canção Misteriosa!


Notas iniciais
Espero que gostem ♥ deixem comentários para que eu melhore, essa é a primeira história que eu escrevo ♥

Acordei com Jane me chamando, estávamos aterrissando; levei minhas mãos aos olhos, pois minha visão ainda estava embaçada, olhei para a minha janela, até meus olhos se acostumarem com a luz e, então, finalmente, consegui enxergar a cidade onde minha vó morava, que se chamava Adeia e ficava do outro lado do país em relação à casa de minha mãe.

Observo atentamente a nossa aterrissagem, sinto um frio na barriga, viro para trás e falo para Jane e Mare que estão entretidas, lendo as revistas do avião:

— Se comportem, peguem suas coisas, quando o avião aterrissar, me esperem e sairemos juntas; fiquem atentas a vovó deve estar lá fora a nossa espera!

Elas assentiram com a cabeça; Jane virou para mim e disse:

— Não somos criancinhas! Não precisa nos dizer o que fazer...

Olhei para ela de uma forma que ela se calou na hora.

Descemos do avião juntas; o sol estava forte, tive que levar a mão a testa para enxergar, Jane e Mare estavam atrás de mim à espera de algum comando; comecei a andar, as pessoas estavam fazendo filas para entrar na parte coberta do aeroporto. Quando finalmente chegamos à sombra, comecei a procurar minha avó, sempre olhando para trás, me certificando de que minhas irmãs me seguiam. Havia muitas pessoas no local, mesmo assim reconheci o rosto doce de minha avó há metros de distância. Ela trajava roupas simples e seus cabelos grisalhos, presos em rabo de cavalo, realçavam seus lindos olhos azuis (iguais aos meus). Um sorriso radiante se formou em seu rosto ao me notar na multidão, corri até ela e minhas irmãs me seguiram; nos abraçamos com força, depois ela fez o mesmo com Mare e Jane.

ºº

Conversamos muito a caminho de casa; contei a ela as minhas melhores notícias, falei de minha mãe entre os espaços que Mare não estavam falando de garotos ou de suas maquiagens novas... Jane era a mais calada, mas de vez em quando falava sobre a escola e suas amigas que fez no verão passado. A viagem foi longa e cansativa, de modo que só chegamos à casa ao anoitecer. Ainda estava um pouco claro, quando descemos do carro; peguei minha única mala e ajudei minhas irmãs com as delas, depois seguimos nossa avó até a porta e, assim que entrei, senti um aroma familiar, um que não sentia há muito tempo e me dava sensação de estar em casa. Vovó nos mostrou a cozinha simples, a sala e enfim nossos quartos; era uma casa bem grande, cada uma tinha seu quarto, mas Jane e Mare insistiram em dormir num quarto com duas camas; meu quarto era de tamanha médio, entretanto maior que o meu outro, na casa de minha mãe; suas paredes eram de madeiras escuras, os lustres realmente lindos, ao iluminarem o lugar, e a cama de casal estava impecável com lençóis dourados gastos pelo tempo. Guardo minhas coisas no guarda-roupa e me dirijo ao banheiro, tomo um banho quente e rápido, me visto com um pijama de algodão que minha mão havia me dado anos antes, com um desenho engraçado de um panda na parte da frente; seco um pouco os meus cabelos, deixando-os, ligeiramente, úmidos, escovo-os e me dirijo para a cozinha, onde todos já estão sentados me aguardando para o jantar.

ºº

Tudo foi ótimo; adoro a comida de minha avó, tanto quanto a de minha mãe.

Após algumas conversas, retirei-me aos aposentos; fechei a porta do meu quarto e fiz o mesmo com a janela do outro lado do cômodo; me dirigi ao banheiro, escovei os dentes, apaguei todas as luzes e me enfiei debaixo dos cobertores, ali postos por minha avó. Adormeci rápido e, naquela noite, não sonhei com nada.

ºº

Acordei, no dia seguinte, com um barulho do lado de fora de minha janela, parecia uma música; levantei-me, fui ao banheiro, lavei o rosto e me olhei no espelho: meus olhos estavam mais para um tom de violeta do que azul, achei estranho, mas dei de ombros, escovei os dentes e penteei meu cabelo; coloquei minha calça jeans, uma blusinha verde bem confortável e meus tênis. Dirigi-me à janela e a abri. O dia estava claro, mas o céu, nublado, e parecia ser cedo ainda; peguei meu celular e vi que eram cinco horas da manhã — “por que eu acordara tão cedo?” — Me perguntei. Fui à cozinha que estava deserta, ninguém havia acordado ainda, então, saí e pude ver a maravilha que estava a minha volta: árvores grandes e pequenas, um riacho em direção ao galinheiro e ao estábulo. Andando pelo caminho de terra ouço a música, novamente, cada vez mais clara; é alguém cantando e repetindo uma melodia simples:

“Onde a lua mais brilha, há segredos para revelar; onde o vento mais sopra, só as filhas da natureza podem achar...”

Fiquei pasma e curiosa...continuei a andar, mas dessa vez bem devagar; segui a voz por entre as muitas árvores e, quando cheguei mais perto de onde a voz vinha, ela praticamente sumiu; me aproximei mais e vi, à minha frente o desenho de um círculo, delimitado por cogumelos brancos como a neve; dentro dele não havia nenhum vestígio de grama e fora (onde eu pisava) o gramado se estendia por todo o campo; havia, sim, sete grandes árvores, perfeitamente alinhadas, todas de madeiras escuras, mas cada uma com cores diferentes em suas folhas: verdes, amarelas, roxas, vermelhas, laranjas, azuis e brancas. Uma grande árvore localizada no centro do circulo se destacava por ser a maior, com sua raiz dividida em duas partes, fazendo um buraco, onde se encaixaria, perfeitamente, uma porta oval. Ouço minha avó me chamando, olho para trás e saio correndo de volta para casa.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado ♥