Nature and Gods.
13 Amizade Colorida
Notas iniciais
O dia de Samanta fora extremamente atarefado como de costume; mas ao anoitecer, logo após alimentar o velho cão sabujo Sarlozi, que fazia parte de sua pequena família, Sam deu por finalizada as suas atividades e se preparou para ir passar a noite espairecendo na casa de seu melhor amigo Kaleb.
Foi assim que, depois de um longo e bem tomado banho, a ruiva mulher se enxugou e vestiu a sua roupa mais leve e confortável, e ao sair do quarto, falou — Pai! Já terminei tudo o que tinha que fazer; então vou passar a noite na casa do Kaleb, tudo bem? —
— Ora pois, mas é óbvio que sim, minha doce e amada filha. Você mais do que ninguém merece uma bela noite de bebida e diversão. Pode levar qualquer mercadoria da bodega que lhe apetecer mais. Apenas tome cuidado no caminho, certo? — Alertou senhor Manuel Roy, sempre preocupado com o bem-estar de sua única e adorada filha.
— Pode deixar pai! Eu, assim como a maioria das mulheres dessa região, sei me cuidar muito bem. — Respondeu a roja Sam enquanto enchia uma cesta de palha com alguns aperitivos e pequenas garrafas de bebida. —
— Certo, certo; apenas tome cuidado. — Finalizou o velho senhor português ao ceder e finalizar a curta conversa.
Foi então que, após pegar tudo o que precisava, a bela e jovem ruiva saiu de sua confortável casa e pôs-se a caminho da mansão de seu adorável amigo de infância.
O caminho não era tão longo assim, então logo após uma caminhada de alguns minutos, a filha do padeiro chegou na velha mansão no meio da floresta, onde encontrou o velho e forte Pedro, o magro e mudo garoto Luiz, e o estranho e vidente Thomas; todos estavam jogando baralho na frente da bela casa de madeira do lenhador.
— Boa noite rapazes! Trago presentes para vocês. — Falou Sam ao distribuir algumas pequenas garrafas de bebidas e pequenos aperitivos para os empregados da nobre mansão.
— Oh, muito obrigado minha doce e bela querida. Seu amigo lhe aguarda lá dentro na varanda do quarto. — Comentou Thomas totalmente agradecido e felicitado pelo mimo da bela moça.
— E como ele sabe que eu vinha essa noite? — Perguntou Sam zombeteira sobre o fato de não ter avisado e ter planejado fazer uma visita surpresa.
— Ué, eu previ e contei a ele. — Respondeu Thomas ao dá uma leve piscadela com seu esquerdo olho castanho avermelhado.
— Afe, seu chato! — Dramatizou Samanta ao seguir seu caminho até a entrada da enorme casa.
Quando entrou, também não fez muita cerimônia e logo subiu até o quarto de seu melhor amigo.
Não precisou bater na porta pois a mesma já estava aberta, enquanto Kaleb, sentado em uma confortável cadeira esculpida em madeira nobre, lia algum livro sobre artefatos antigos e lendas misteriosas.
— Boa noite, senhor irritante, a leitura está boa? — Perguntou a ruiva ao entrar sem pudor no quarto do lorde.
— Boa noite, ranheta, a leitura está boa sim, mas me diga.... O que trouxe de bom para mim essa noite? — Perguntou o nobre sem sequer desviar o olhar das páginas de seu interessante livro.
— Além de mim mesma? — Zombou a de olhos azuis ao estirar e mostrar a língua em provocação.
— Sim, além de seu corpo ruivo e sardento; o que mais eu vou comer esta noite? — Provocou o anfitrião ao se levantar, sorrir e olhar nos belos olhos azulados da visita.
— Nossa, que rude! Eu esperava mais educação de um Lorde tão nobre. — Retrucou Samanta ao retirar seus sapatos femininos e ficar mais à vontade descalça no chão frio da luxuosa casa.
— Até parece que você me trata bem melhor do que isso. — Zombou o herdeiro ao abraçar a sua melhor amiga e lhe dá um beijo/cheiro bem zeloso em seu branco e sardento pescoço.
— Nossa, também senti saudades! Se é isso o que você quer dizer. Hihihi... — Murmurou Sam ao retribuir o abraço com ainda mais força.
Kaleb então desfez o abraço com carinho e ao receber a cesta das mãos da bela ruiva, Falou — Vem Sam, abri um vinho tinto bem doce, do jeitinho que você gosta. —
— Opa! Agora sim já valeu a visita. Hêhêhe... — Brincou a “convidada” ao ir até o parapeito da varanda do quarto e se servir da garrafa de vinho que lá estava acompanhada de duas belas taças de cristais.
— Hêhêhe... — Riu Kaleb bastante contente com a felicidade genuína de sua “convidada”.
— Então.... O que você pode me contar de novidade? — Perguntou o anfitrião ao também se servir de vinho.
— Novidades? Hum... — Pensou Roja Sam por alguns segundos — Creio que nada demais. E você? — Perguntou em retorno.
— Digo o mesmo. Apenas que temos vizinhos novos que você já deve conhecer. — Respondeu Kaleb de maneira medíocre.
— Fala da arqueóloga com duas crianças né? Soube que se deram bem com os vizinhos da região. — Comentou Samanta bastante tranquila e relaxada.
Kaleb: — Sim, bastante até. Outro dia mesmo eu levei ela até as ruina, e á apresentei ao Vellt. —
— Nossa, que cavalheiro. Será que logo, logo essa nova vizinha conhecerá também a cama de nosso bondoso Lorde? — Zombou novamente a ruiva ao esbanjar um sorriso bastante pervertido e acusador.
— Hahahaha... — Gargalhou Kaleb gostosamente. — Talvez sim, mas no momento já estou bastante satisfeito com você e o Alejandro. — Confessou o jovem rico.
— Hum.... E por falar nele.... Como anda o afeminado? Outro dia eu estive aqui e o carro preto dele estava lá fora. — Comentou Sam sem pudor ou floreios algum.
Kaleb então sorriu ao perceber o toque suave de desaprovação na voz de sua melhor amiga, e ao dar mais um gole do doce vinho que lhes apaziguava, respondeu — Ele vem aqui ás vezes. Diz que quer relacionamento sério, mas você sabe como eu sou. Depois que eu já perdi tantas pessoas, não quero mais arriscar amar mais ninguém. —
— Hahahaha... — Gargalhou Samanta em resposta. — Até parece que eu acredito nisso! Logo você, o cara que já namorou no mínimo umas dez pessoas, contando também com as prostitutas que nós pegávamos naquele bordel, óbvio; inclusive precisamos muito voltar lá algum dia. — Finalizou Sam ao murmurar sua saudosa nostalgia.
— Ei! — Protestou o anfitrião — Não foram dez pessoas, acho... —
— Andreza, Rebeca, Eu, Laura, Asha, Imek e Alejandro. Se contar com a japonesa, o mouro e a trans do bordel, fechamos a conta em dez. — Contou e confirmou Sam sem hesitar.
Kaleb: — Mas eu não namorei com as pessoas do bordel! E também nunca namorei você, Rebeca e a Andreza! Foi apenas.... —
— Sexo? Se é o que você diz, quem sou eu para discordar? — Debochou a ruiva com a sua sinceridade sempre afiada.
Kaleb apenas ignorou o deboche e ao finalizar a sua bebida, perguntou — Quer dançar um pouco? —
Samanta então terminou o resto de sua bebida em um único e rápido gole, e logo após limpar os molhados lábios com a costa da mão direita, falou — Ui, ui, o que vamos dançar nesta bela noite, milorde? —
Kaleb apenas sorriu novamente, e ao ligar o aparelho de som que estava presente ali no quarto, perguntou — Pode ser “Te amo” de Rihanna? —
Sam logo se empolgou com o que ouviu e ao se colocar em postura de dança, respondeu — Só se for agora, meu belo senhor. —
O som então foi iniciado e os dois velhos amigos de infância logo começaram uma dança perfeita, simétrica e bastante sensual, no qual os dois pareciam conhecer cada movimento como se já tivessem dançado àquela mesma canção inúmeras vezes. —
A dança então durou alguns breves minutos, mas logo após finalizada, uma nova canção tocou logo em seguida, e os dois jovens apenas sorriram um para o outro e dançaram várias músicas, uma após a outra.
O coração dos dois batiam em perfeito ritmo, enquanto seus corpos se moviam de maneira melódica e o suor que resfriava os seus corpos se tornava cada vez mais presente.
Como além de dançar, os dois ainda faziam questão de cantar juntos, o clima de felicidade logo se instaurou por completo no quarto e no corpo dos dois próximos amigos; fazendo com que os dois logo se esquecessem de qualquer coisa que pudesse acontecer fora daquele mesmo local.
— Thing's I'll never Say? Eu amo essa música! — Comentou a sardenta ao dançar intensamente.
— Eu sei que ama! Eu também gosto. Mas.... Será que você não gosta dela por um algum motivo especifico? — Perguntou Kaleb bastante provocador.
— Qual? Você acha que eu estou secretamente apaixonada por você? — Zombou a ruiva ao fazer cara de safada e provocar o abastado com a sua mordida de lábios bastante sensual.
— Hahahaha... — Riu Kaleb — Eu já sei e tenho certeza que você me ama! Hihihi... Mas não estava falando de mim. —
Sam então percebeu a indireta de seu melhor amigo, e ao se aproximar do mesmo e pôr a sua bela e provocante boca em seu sensível e limpo ouvido direito, sussurrou — Eu quero mais é que o Bravo Oscar se foda! E que de preferência leve aquela linda garota junto com ele. —
Kaleb então, já inebriado pela dança, pela música e pela bebida, apenas acariciou delicadamente o rosto de sua bela e querida amiga colorida e falou — Então esquece eles e vem me foder gostoso essa noite. —
Samanta não perdeu tempo algum e logo beijou profundamente o homem em sua frente, o dominando e estimulando-o completamente.
Então, logo após alguns gemidos e arfados, os dois já estavam retirando as roupas e se engalfinhando numa briga de beijos, mordidas, lambidas e sussurros que só fazia os corpos quentes dos dois se aquecerem ainda mais para a longa e animada noite de prazer que eles desfrutariam daquele momento em diante.
I Just Died In Your Arms Tonight, tocava no aparelho de som naquele momento, e a noite, como se fosse quase infinita, passou vagarosamente.
Ao amanhecer, o fiel mordomo Thomas nem se chocou ao entrar no quarto e avistar os dois amigos nus adormecidos por sobre a cama enquanto o aparelho de som ainda permanecia ligado tocando Stars are Blind de Paris Hilton.
Afinal, àquela até que já era uma cena bastante corriqueira na vida dos moradores daquela bela mansão, já que ao menos uma vez na semana, ou as vezes, duas vezes por mês, a filha do comerciante Roy visitava o seu melhor amigo de infância Kaleb, a quem ela poderia sempre confiar sua vida e todos os seus segredos, sem restrições.
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