P.O.V Madison

–Tia como arranjou essa flor.

–Ah...Tirei da minha bolsa.

–Ok.

Como uma flor ficaria em uma bolsa? E segundo ela, estava me esperando a horas, como a flor não murchou? Bem ela é botânica, porque duvidar. Ela me levou ao táxi, era igual os que vi em fotos, espaçoso e discreto. Ela me ajudou colocando as malas no banco juntamente com o motorista, um senhor de idade muito simpático. Ele percebeu que eu não era de lá, e me entregou um mapa, os americanos são tão diferentes dos ingleses?

No caminho, não consegui ver nada de empolgante, como os pontos turísticos que todos me falavam, até porque Londres não é só isso. Ela me explicou que Londres toda construída em cima de uma vila abandonada, que por foi considerada por muitos estudiosos, a maior vila. Que poderia se igualar a uma cidade, mais alguns habitantes não nasciam, a vila então foi abandonada, e o último habitante se matou. Eu achei estranho porém é a história, e cada um é cada um. Entramos em um caminho de terra em meio a um bosque lindo, com várias árvores, pequenas casas, lagoinhas, flores de todos os tipos e um barulho encantador de pássaros. Então o taxista parou, peguei minhas malas, enquanto minha tia pagava o taxista. Seguimos andando no caminho de terra até chegarmos em uma grande placa de madeira em frente a um portão, na placa estava escrito: ''Bosque das Borboletas, no reino do silêncio nas províncias da natureza e no país da paz, população: 41 habitantes.''

Um homem velho e simpático me cumprimentou acenando, em seguida minha tia sorriu para ele, e o portão se abriu. Pude três ruas, com várias casas enormes no estilo inglês. E a de minha tia parecia se destacar bastante, uma casa feita com tijolos e madeira, um telhado marrom bem escuro. A chaminé, mesmo sem fumaça já era encantadora. A casa em si parecia velha, tinha três andares, ao lado do primeiro havia uma estufa, bem grande. Mais precisava entrar, as malas de uma garota já são grandes, e de uma garota que vai ficar 1 ano na Inglaterra, além do que elas vão voltar mais cheias com compras e roupas que com certeza vou levar para São Francisco. Quando entrei fiquei assustada, a casa era linda, a sala moderna, a cozinha também. Por fora achei que realmente viveria numa casa de velho. A sala tinha uma escrivaninha, um sofá em L sobre uma pequena plataforma e uma televisão enorme. Subi a escada e fui direto a meu quarto, segundo minha tia o primeiro no corredor. Era um quarto bonito, porém pequeno, tinha uma televisão uma comoda, um poster de uma banda antiga, um espelho e o banheiro, o ar condicionado, assim como no corredor estava ligado no quente, parecia que estava em L.A novamente, fiquei apenas de shorts e camiseta. Entrei no quarto e procurei uma tomada para plugar o carregador do meu celular. Sorte minha, havia uma tomada do lado da cama, fui ver se havia sinal wireless. Levei um susto, haviam vários sinais, todos livres, e todos com uma potência de sinal elevada. Eu então esperei baixar algumas músicas, e fui dormir.

Ao acordar percebi que estava carregado e as músicas estavam todas baixadas. Levantei e comecei a dançar. Quando bati o pé na comoda sem querer, uma passagem abriu atrás do espelho. Lá havia apenas uma luz e uma espada feita com raízes e ouro. E ao olhar para trás vi minha tia preocupada. Fiquei com medo, mais preciso resolver esse mistério...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.