Nature Human

2 Capítulo 2 - Cidade do Silêncio


"Nesse lugar que não tem nome.

Não consigo lembrar por que vim"

(Hilary Duff — Jericho)



- Narração de Sarah ...

Parecia que havia pedras em cima dos meus olhos, era tão difícil abrir eles e poder olhar, o lugar era tão escuro, parecia um túnel ou um esgoto, porque tinha um péssimo cheiro. Eu estava com um casaco branco, que estava um pouco sujo devido eu estar deitada no chão, uma calça branca e um tênis branco também. Que droga era aquela? Eu não me lembro de como eu cheguei ali. Ao meu lado, apenas havia uma lanterna. O que seria bem útil para a escuridão do local, era até possível ver algumas coisas, mas eu precisava de mais luz. Acendi a lanterna e apontei em volta, mas tudo estava parado, sem nenhuma movimentação. Olhei meu próprio pulso e eu estava usando uma pulseira, que por sinal, também era branca, com uma numeração: 984551224714. http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=58897535

Era tão difícil entender as coisas assim, minha cabeça estava doendo e meu corpo estava pesado. Eu queria levantar, mas cada vez ficava mais impossível, eu apenas sentei no chão a apoiei minha coluna numa parede... Até que ouço um barulho, que droga é essa? Acendi a lanterna novamente e procurei, parecia um ruído de animal, que arrastava as "patas" no chão. Eu procurava desesperadamente, quando apontei para um canto, um homem estava correndo na minha direção. A idéia de que era impossível levantar desapareceu da minha mente, levantei e comecei a correr e a dor dominava meu corpo com toda força, eu corria o mais rápido possível e implorava pra que ele me deixasse em paz enquanto seguia pelo corredor do túnel escuro.

Quanto mais corria, mais eu conseguia ver a luz aparecer e ditado "Sempre há uma luz no fim do túnel" existe mesmo. Prestes a sair do túnel um carro preto veio driblando os que estavam batidos ou virados na rua e parou bem na minha frente, e um menino quase da minha altura saiu com uma arma de fogo bem apontada pra minha cara. Tem como ficar melhor?

Sarah: Por favor, não atira, eu não fiz nada, tem um cara louco atrás de mim.

Ele apenas atirou e eu fechei os olhos...

[ ... ]

Abre os olhos! — Disse o menino com o sorriso mais perfeito do mundo, mais ele ainda estava com a arma apontada pro meu rosto e eu olhei pra trás, ele tinha atirada no cara, não pude olhar direito mais só vi o corpo no chão, virei novamente pra ele.

Sarah: Qual é seu problema? Pra que matar ele? Você não precisa fazer isso, cara!

Menino: De onde você veio?

Sarah: Eu não sei, eu acordei aqui.

Menino: Seu nome?

Sarah: Meu nome é Sarah... Sarah Trager.

Menino: Meu nome é Justin Bieber, bem vinda a equipe, entre no carro.

Ele guardou a arma para minha tranqüilidade e eu entrei no carro. Só agora consegui perceber o ambiente que eu estava, o cheiro da cidade era horrível e carros estavam batidos e alguns virados, como se um furacão tivesse passado por lá, e o silêncio tomava conta. Nunca tinha visto, desde que eu nasci um silêncio tão predominante.

- Narração de Justin...

Ela parecia tão confusa e assustada, Ryan e Chaz estavam indo buscar comida comigo, foi realmente um milagre acharmos ela. Como ela ficou tanto tempo sem comer e naquele túnel escuro?

Enfim, isso é realmente um milagre, foi chato ter que assustar ela com a arma, mas daqui pra frente,ela vai ter que se acostumar com isso.

Ela tremia demais, ao chegarmos à escola, a ajudei a sair, ela estava sentindo muita dor, bem, isso resolveríamos depois com um médico, só sei que ela não estava agüentando andar, então a peguei no colo e a levei para dentro.

- Narração de Sarah...

Ele foi bem educado, porém não falava muito, ou melhor, depois do "Bem vindo a equipe" ele não disse mais nada. Ta brincando comigo né? Eu estava de volta a escola e agora eu iria receber uma suspensão de novo? Uma linda menina sorrindo veio com uma sacola e um papel e caneta na mão:

Menina: Olá, sou Demi Lovato, mas pode me chamar de Demi. Você sabe seu nome?

Sarah: Sei, meu nome é Sarah

Demi: Pode assinar ele completo aqui?

Sarah: Claro.

Demi: Bem, quantos anos?

Sarah: 17, mas to chegando no 18

Demi: Então você pode ficar conosco. Sala 27

Sarah: Ah, obrigada.

Demi: Justin mostra o quarto pra ela?

Justin: Claro.

Demi: Você não precisa dessa arma aqui dentro.

Justin: É melhor ter uma e não precisar, do que precisar e não ter uma.

Ryan: Idiotice isso.

Eu não entendo completamente nada, o que escola tem haver com arma, relatório e dormitório? Mesmo assim, segui o Justin e permaneci segurando a sacola na mão.


"♫ Esse lugar é tão patético.Ninguém entende"

(Simple Plan — Holding On)

- Narração de Sarah ...

Segui Justin, e ele era bem frio comigo, parecia que nem notava que eu estava ali ou que não se importava com a minha existência. Eu não estava entendendo absolutamente nada do que estava acontecendo, porque eles usavam armas e "moravam" na minha escola? E pelo que me lembro, não tinha aqueles muros enormes em volta da escola. Justin abriu a porta, para que eu entrasse e a sala de aula, tinha três camas beliche que no total seis pessoas poderiam dormir naquela sala, porém apenas quatro colchões estavam ocupados. Ele disse:

Justin: Você fica com a cama nº 3. Você dorme em baixo, e a Demi usa a de cima.

Sarah: Quem mais dorme aqui.

Justin: Eu, Ryan e Chaz.

Sarah: E aonde eu posso tomar banho?

Justin: Primeiro corredor, á esquerda!

Sarah: Eu não sei se devia... É que...

Justin: Não, você não deve.

Sarah: Pode até ser... Mas eu preciso. Porque eu estou aqui?

Justin: Ah, por favor, você estava lá fora. Você sabe o que você viu.

Sarah: Não eu não sei, minha última lembrança é acordar num túnel escuro.

Justin: A primeira regra é: Não saia aqui, se você sair, você morre. Queremos você viva, mas se você quiser ir, não vamos te obrigar a ficar, entendido?

Sarah: Entendi.

Justin: Vai tomar seu banho, depois me procura que eu vou te mostrar o refeitório, depois você pode dormir ou ler um livro, porque o trabalho e o treinamento começam amanha!

Sarah: Trabalho? Treinamento?

Justin: Você vai fazer 18 anos, não temos muitas pessoas com 18 aqui, precisamos de você.

Eu segui em frente ao corredor, enquanto Justin descia a escada. O lugar parecia ter algumas crianças, mas não parecia mais ambiente escolar, meu Deus, o que estava acontecendo? Ser treinada pra que?

Segui o "bendito" corredor que o Justin falou e achei a porta do banheiro, não tinha classificação como "feminino e masculino", mas aposto que devia ter horários, com certeza quando tinha meninas, os meninos não deveriam entrar. Não tinha separação nos chuveiros, mas eles tinham espelhos bem em frente aos chuveiros, era bem estranho, nem tinham box para o chuveiro, o box era apenas no vaso sanitário e tinha também alguns bancos. Eu coloquei minha sacola em um dos bancos e olhei em volta, sei lá, aquele povo era maluco, podia ter alguma câmera. Mas enfim, mesmo que tivesse, tomaria banho assim mesmo, eu preciso de uma ducha quente, abri a sacola e tinha roupas, todas pretas, e também tinha uma arma. Como assim? Pra que eu precisava daquilo eu mal sei usar. Enfim, devolvi a arma pra dentro da sacola e peguei minha toalha, uma blusa calça e tênis. Comecei a tirar a roupa para tomar banho, ao abrir senti o gelo da água, e não tinha opção de água quente, sofri naquele, mas até que foi bom pra acordar.

Escovei meu cabelo com a escova que eles me deram. Fiz um rabo de cavalo cabelo, era bem ruim não ter um secador, mas ignorei isso, coloquei minha roupa, que, aliás, estava um pouco apertada http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=58899157 , mas era suportável e fui em direção ao quarto, colocando as coisas em cima da cama, procurei dentro da sacola um casaco, estava muito frio e eu também retirei a minha pulseira com aquela maldita numeração e coloquei dentro da sacola. E retornei ao corredor para descer as escadas.

- Narração de Justin...

Nossa, ela é muito linda. Percebi quando ela desceu as escadas e pude ver seu rosto e seu corpo, quando a vi pela primeira vez não tinha notado, até porque o rosto dela estava bem sujo e o cabelo estava em seu todo seu rosto, e minha missão naquela hora era protegê-la e não ia notar isso. Ela deu um pequeno sorriso tímido e medroso, mas eu não sorri de volta. Eu não sei porque, ela não me inspira confiança. Apenas pedi para ela me seguir, porém no meio do caminho ela se distraiu observando o local e depois teve que correr atrás de mim, o que foi bem patético.

Justin: Porque você correu. Porque você não me seguiu?

Sarah: Eu apenas...

Justin: Regras são regras, você precisa seguir pra aprender a sobreviver, entendeu?

Sarah: Cara, sério, de boa! Eu sou muito agradecida por você ter me salvado etc. e tal. Mas porque você me trata assim? Porque tudo isso? O que eu fiz?

Justin: Olhe isso. *ele disse, abrindo a porta do refeitório*

Sarah: *entra no refeitório*

Justin: São 26 crianças que estão alegres jantando, e você é responsável por cada uma delas, entendeu? Se for necessário, dar sua vida, faça isso.

Deixei-a sozinha no refeitório para jantar, e voltei ao encontro de Demi, Ryan e Chaz. Eu não sei se ela esta fingindo isso, mas se está, faz isso muito bem, não é possível andar pelas cidades sem saber o que está realmente acontecendo, mas ao mesmo tempo, parece que ela está confusa de verdade.

- Narração de Sarah...


Como ele podia ser tão frio? Frio não né? Uma geleira! Peguei um prato e entrei na fila pra pegar a comida e sentei num banco que estava afastado das crianças. Como assim eu era responsável por todas elas? A cada segundo eu tentava entender o que estava acontecendo. Parecia que ninguém acreditava que eu não sei de nada. Eu terminei de comer, escovei meus dentes e me deitei abraçada de meu travesseiro e comecei a chorar baixinho, não podia acordar o Justin, Demi, Ryan e Chaz.

[...]

5 horas da manhã, todos nós fomos acordados para o inicio do trabalho, somente as crianças podiam dormir até tarde, mas as faxineiras, cozinheiras, ajudantes e etc... Eram todos despertados ás 5 da manhã. O primeiro horário era das meninas no banheiro, entrei no banheiro, tomei meu banho, fiz minha higiene pessoal e saí, sei lá, não gosto muito de compartilhar. Demi desceu, ela fazia os relatórios junto com Ryan e Chaz, e eu ia ser "treinada". Justin me levou até o terraço do colégio...



Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.