Naturally 2.0
7 Sete – faço novos amigos
sete
Sai andando em direção aonde eu tinha vindo anteriormente e me sentei perto do lago. Peguei meu celular e li a ultima mensagem de Tom.
Nossa, não quero nem imaginar o que é Laysla Groger em um acampamento... haha’. Graças a Deus, é nocivamente perigoso pra você montar uma barraca. Oh Lord, fiquei preocupado agora, tô indo te salvar... xX Your Brownie.
Ah, seu bobo! Já estou com saudades de Londres =x, acredita que eu reencontrei aquele meu antigo amigo? E que eu já briguei com ele? Haha’, estou morrendo de saudades de te xingar! xX Your Cherry Pie.
Quando terminei de digitar a mensagem escutei uma voz atrás de mim.
– Ninguém ainda te falou que não é bom semideuses utilizarem aparelhos celulares? – Me virei e me deparei com um garoto moreno de olhos negros e pele pálida, jeans com os joelhos rasgados, uma camiseta preta e uma jaqueta aviador, admito, estiloso e muito, muito bonito.
– Oi, estranho, não nunca me disseram. –ele sorriu e eu respondi.
– Acabo de dizer – ele deu uma piscadela – Prazer, Nico di Angelo, filho de Hades. – Ele respondeu sentando-se ao meu lado e me estendendo a mão.
– Laysla Groger, filha de Hind. – Ignorei sua mão e lhe dei um beijo na bochecha. Qual’é eu nunca perdi os costumes brasileiros.
– Então é verdade? – Perguntou corando – e ficando mais fofo do que eu achei que fosse possível.
– Parece que sim, né? – Eu sorri torto e voltei a olhar para o lago. Ficamos em silencio por um tempo, até me esqueci de que ele estava ao meu lado.
– E ai, o que está achando do acampamento? – Perguntou me olhando.
– Parece legal, ainda não consegui conhecer muito bem. – Olhei-o também. – Sabe, não reparei que havia chalé de Hades. – Refleti.
– E não tem. – Ele deu de ombros – Eu não fico aqui no acampamento.
– E... Onde você fica?
– Por ai...
– Nossa, quanto mistério. – Brinquei.
– As garotas do chalé de Afrodite adoram um mistério. – Respondeu no mesmo tom de brincadeira.
– Mas eu sou curiosa, e não sou filha de Afrodite! – Dei-lhe a língua.
– Isso eu percebi. – Ele disse rindo.
– Então, onde você mora? Com sua mãe? – Insisti.
– Não, minha mãe morreu quando eu era pequeno. – Ele semicerrou os lábios.
– Sinto muito. – Ele sorriu torto.
– Relaxa.
– Agora, me coonta, estou curiosa pra saber onde você mora, afinal. – Ele riu.
– Disse sério quando eu disse que moro por ai, às vezes fico no Mundo Inferior com meu pai, ás vezes durmo em hotéis... Não tenho uma residência fixa.
– Nossa, parece solitário. – Ele deu de ombros.
– E você? Tem irmãos? Mora com seu pai? – Sorri.
– Filha única, moro com minha mãe adotiva e meu pai. – Meu celular vibrou e eu o peguei.
Londres também está com saudades de você... Ainda mais agora que você está em todas as revistas =] Como assim? O tal Percy? É bom mesmo ter brigado com ele, se eu souber que o fez de melhor amigo de novo eu te dou uns tapas... Também estou com saudades de você me xingando xX Your Brownie
Dei risada quando terminei de ler e Nico me olhou.
– Namorado? – Arqueei a sobrancelha.
– Sem chance. É meu melhor amigo de Londres.
– Londres?
– E eu que sou a curiosa, né? – Brinquei e ele riu. – Brincadeira. Eu estava morando lá até antes de ontem.
– Entendi. Ele é gay? – Respondeu brincando.
– Nico! – Gargalhamos juntos.
– Brincadeirinha! – Lhe dei uma leve tapinha e respondi a mensagem de Tom.
Como assim estou em todas as revistas? Tom, o que você aprontou? Relaxa, boboca, só tenho um melhor amigo e você sabe muito bem que é, não vou te trocar. xX Your Cherry Pie
– Agora me ajuda, Nico. Aqui no acampamento, minha mãe também não tem chalé, o que eu faço?
– Quer sair por ai comigo? – Eu ri – Brincadeira. Acho melhor você ir conversar com Quiron primeiro.
– Vem comigo? – perguntei me levantando.
– Tenho que resolver algumas coisas, mas a gente se encontra no jantar, vou ficar por aqui essa semana. – Assenti. – Mas eu te levo até a casa grande. – Eu sorri quando ele se levantou.
– Obrigada.
Andamos até a casa grande conversando animadamente, enquanto alguns campistas nos olhavam e faziam comentários.
– Até a hora do jantar, La. – Eu sorri.
– Até, Nih. – dei-lhe um beijinho na bochecha e entrei na casa grande, depois de dar duas batidinhas.
– Quiron? – Escutei um trotar de cavalo e ele apareceu.
– Laysla o que faz aqui? Soube que foi reconhecida, por Hind. – Assenti.
– Percy está um pouco ocupado com Anabeth e eu queria saber aonde que eu vou “morar” – fiz aspas com a mão – já que Hind não tem chalé aqui.
– Bom, como os semideuses filhos de deuses menores, que não têm chalé aqui ou semideuses que ainda não foram nomeados você ficará no chalé de Hermes, deus dos viajantes. É só procurar um garoto chamado Travis Stoll, ele é o chefe desse Chalé. – Assenti e peguei minha grande mochila que estava num canto da sala e minha bolsa.
– Obrigada, Quiron. – Eu sorri pra ele e saí.
Enquanto estava andando pelo acampamento, pensei em como eu iria encontrar esse garoto que eu não conhecia, eu não iria perguntar pra Percy, a solução seria encontrar Clarisse ou Nico.
– Ei, quer ajudar? – Virei-me para onde vinha à voz feminina suave –Você parece meio perdida. – Eu sorri.
– Estou procurando, Travis Stoll, do chalé de Hermes. – Ela sorriu.
– Vem, ele está no campo de treinamento.
– Obrigada.
– Imagina! Prazer, meu nome é Silena Beauregard, filha de Afrodite. – Sorri.
– Laysla Groger, filha de Hind. – Ela arregalou levemente o olho, mas logo disfarçou a expressão de surpresa.
– Hind? Pelo que eu sei você é a primeira em séculos. – Dei de ombros.
– É...
– Nossa, você é bem estilosa pra uma filha da deusa da Natureza. – Eu ri.
– Acho que isso não conta, Silena, pode muito bem surgir uma filha de Afrodite que não goste de se arrumar. – Eu dei de ombros.
– É verdade... Se bem que eu acho que mamãe teria um treco e faria de tudo para tornar essa filha vaidosa. – Nós rimos.
– Verdade, pelo que já li, Afrodite tem um gênio fortíssimo
– Sim. La, posso te chamar de La, né? – Eu ri enquanto assentia –Tá vendo aquele garoto de cabelos castanhos? – Ela apontou pra um garoto e eu assenti. – Ele é Travis Stoll...
– Obrigada, Silena. – Sorri pra ela.
– Tchau, te vejo no Jantar, benzinho.
– Te vejo lá, Silena.
Olhei para Travis e ele já não estava mais lutando, agora conversava com outro garoto muito parecido com ele, me aproximei e dei uma leve pigarreada. Os dois olharam pra mim e eu já não sabia mais quem era o Travis.
– Er... Por favor, qual de vocês dois é o Travis Stoll? – Perguntei aos gêmeos
– Não fui eu! – Falou um deles e eu ri.
– Meu nome é Laysla Groger, sou campista nova, filha de Hind. Me disseram pra te procurar. — O garoto ao seu lado me olhava dos pés a cabeça.
– Ah, é comigo mesmo! –Falou o de camiseta preta. – Travis Stoll, conselheiro-chefe do chalé de Hermes. – o de camiseta cinza murmurou um ‘metido’ – Ah, e esse paspalho aqui do lado é o meu irmão, Connor. – Ele sorriu pra mim, pelos Deuses, nesse acampamento só tem menino gato?
– Oi. – Sorri. – Então, é no seu chalé que eu vou ficar?
– Sim, sua mãe não tem chalé aqui, pra falar a verdade pensávamos que Hind estava morta. – Respondeu Connor e eu dei de ombros.
– Ahn, Laysla, né? – Perguntou Travis e eu assenti – Connor vai te mostrar o chalé e te arrumar um lugar, agora eu tenho que fazer umas coisas. – Eu sorri.
– Ok, obrigada, Travis. – Ele deu um tchauzinho e saiu.
– Bom, novata, vamos lá... Já conheceu o acampamento? – Perguntou Connor.
– Ér... Na verdade só a casa grande, o lago e a frente do chalé de Ares. – Ele sorriu.
– Chalé de Ares? Mal chegou e já está arranjando confusão... – Balançou a cabeça e eu arqueei a sobrancelha. – Gostei de você, Laysla! – Eu ri, junto com ele.
– Bom, a área dos Chalés tem o mesmo formato que a sala do trono do Olimpo, em formato de U, Zeus no meio, Hera e Poseidon ao seu lado e tudo mais. – assenti e entrei, logo depois dele, no chalé de Hermes e todos que lá estavam nos olhava. – Bom, o chalé de Hermes costuma estar lotado, todos aqueles que não foram declarados, os que foram, mas os pais não têm chalés e os filhos de Hermes ficam aqui. O que é uma grande injustiça, já que os chalés de Zeus, Hera estão vazios e o de Poseidon só têm um campista. – Eu ri.
– Mas isso é porque Hermes é o deus dos visitantes, não? –Ele sorriu.
– Exatamente. – Eu sorri em resposta. – Você pode ficar com esse beliche e colocar suas coisas aqui em cima dessa cômoda.
– Obrigada. – Ele pegou uma faca debaixo do travesseiro do beliche e guardou dentro da cômoda, coloquei minha mochila e minha bolsa lá, apenas deixando o celular em meu bolso.
– Hm... Agora vamos lhe arranjar uma armadura e uma arma. – Me encolhi e ele sorriu diante a minha reação. – Ô Srta. Pacifista, somos semideuses precisamos aprender a lidar com armas!
– Eu sei, eu sei, não tenho problemas com armas, só não sei usá-las.
– Ah, mas isso é o de menos, seu déficit de atenção e sua hiperatividade são, justamente, seus instintos de batalha. – Eu assenti – Vem, depois de te arrumar a arma e armadura eu lhe ensino a lutar. – Eu sorri pra ele.
– Ok. – Andamos um tempo e Connor me explicava tudo sobre o acampamento e quando chegamos ao lugar onde eles colocavam as armas e armaduras, ele me entregou uma armadura. Nesse tempo Tom respondeu, dizendo que tiraram fotos nossas em nosso dia de compras e no aeroporto e tinham descoberto que eu me mudei.
– A arma é você que escolhe, La. – Assenti e andei entre os corredores com varias armas em cima da mesa. Então um brilho verde me chamou atenção, fui até a mesa onde vi o brilho e passei a mão pelas espadas e facas que tinham ali. Quando achei o brilho, era um conjunto de Arco e Flecha com as pontas feita em algum tipo de planta envenenada.
– Pode ser um arco, Con? – Perguntei.
– Pode pegar as armas que quiser, La. – Assenti – Eu, por exemplo, tenho uma espada, uma faca e uma lança.
– Ok, então eu quero esse arco... – Andei um pouco mais e encontrei uma faca de bronze celestial com cabo desenhado – Essa faca...
– Faca, La? É um pouco mais complicado de se lutar com elas. – Eu o olhei enquanto continuava andando.
– Você consegue? – Ele assentiu – Então você pode me ensinar! – Ele balançou a cabeça sorrindo. – E essa espada! – Peguei por fim a espada de bronze celestial com cabo de couro,percebi que tinha um pequeno botãozinho em sua parte debaixo, quando o apertei a espada começou a diminuir, até transforma-se em um pequeno anel de bronze com uma pequena pedrinha na parte debaixo, que logo tratei de coloca-lo em meu dedo anelar.
– Ótimas escolhas, garota! – Eu sorri. – Agora vamos colocar isso junto com as suas coisas, porque a sineta do jantar já vai tocar. – Só então, eu realmente, percebi que estava com fome.
– Ooba! – Ele sorriu. Andamos novamente até o chalé de Hermes, quando chegamos Connor jogou-se em meu beliche enquanto eu guardava o arco e a faca, sentei-me na borda da cama e ficamos conversando por um tempo, ele perguntou praticamente de toda a minha vida e eu da sua.
– Não acredito que você fez isso! – Eu disse rindo das coisas que ele me contava – Desafiar Clarisse é algo muito corajoso de se fazer, mesmo. – Ele inflou o peito de orgulho.
– Ou muita burrice. – Escutei a voz e me virei, dando de cara com Travis. Eu ri.
– Desculpe, Con, mas seu irmão tem razão. – Ele fez bico e eu gargalhei mais uma vez.
– Eai, La, esse paspalho já te mostrou todo o acampamento?
– Já sim, Travis, eu já escolhi minhas armas também e ele ficou de me ensinar a lutar.
– Nossa, como meu maninho tá rápido! – zoou Trav.
– Vai á merda, Travis.
Passamos um tempo rindo até a sineta tocar, fomos juntos até o refeitório, sentei-me á mesa com o chalé de Hermes.
Percy’s Point ofView
As coisas estavam ficando confusa com a volta de La, Anabeth parecia estar, finalmente, demonstrando o que sentia por mim, mas também havia Rachel, que havia me beijado àquele dia, sem contar La, que trouxe com ele todos os meus antigos sentimentos.
Rach, pra mim, com certeza era só uma amiga. Anabeth era o melhor da minha nova vida, com ela eu aprendera a lutar, e a me encaixar nesse mundo. Enquanto Laysla era o melhor da minha antiga vida, me trazia o melhor da minha infância, do meu primeiro amor, me equilibrava. Eu só não conseguia decidir de quem eu gostava, realmente.
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