Naturally 2.0
5 Cinco - Mamãe, eu vou á uma guerra!
cinco
–Acampamento? – Perguntei
– Sim, é um local de treinamento para semideuses, durante todo o verão.
– Verão? Então cinco anos atrás o Percy estava lá? — Ela assentiu e eu resmunguei um “Gabe maldito”
– Só preciso fazer uma ligação, depois vamos até sua casa falar com seus pais e você arruma suas coisas.
– OK.
Tia Sally pegou o telefone e discou um numero conhecido. Segundos depois começou a falar.
– Quiron? É a Sally. Preciso que me envie um sátiro... Uma velha amiga de Percy, eu tenho certeza que é semideusa, ela vem sendo perseguida por monstros, morava em Londres e sempre se defendeu sozinha. Ainda não sei de que Deus ela pode ser filha, mas estou levando-a para ai. – Ela esperou um pouco. – Ok. Na colina? Certo. – E desligou.
– Vamos? – Perguntou me olhando e eu assenti – Não se preocupe, lá você terá o treinamento necessário e não correrá perigo algum. – Sorri.
Nós fomos até minha casa e tia Sally ficou na sala conversando com meus pais enquanto eu subia para arrumar minhas coisas. Tia Sally falou para não exagerar, então peguei apenas minhas roupas mais confortáveis, alguns All Stars, as coisas que Tom havia me dado. Me vesti e peguei minha bolsa e coloquei dentro meus óculos de sol, meu Windows Phone e minha carteira. Desci as escadas e fui me despedir de meus pais.
– ... Sally, só cuide dela, tudo bem? – Dizia meu pai, minha mãe estava apenas calada, com algumas lágrimas escorrendo pelo rosto.
– É claro que ela vai cuidar, Pai! – Eu disse lhe dando um beijo na bochecha. Olhei para mamãe. – Mãe, não chora! – Pedi, sentando-me em seu colo. – Calma, vai ficar tudo bem, é só no verão... Eu volto daqui a um mês. – Ela sorriu e eu lhe dei um beijo na testa.
– É só que... Eu sou sua mãe. – Sorri diante a insegurança dela.
– Mãe, escuta. Eu estou pouco me lixando pra essa deusa que me fez. Você me criou, você me ensinou a ser o que eu sou e me educou. Você é a minha mãe, e ninguém vai mudar isso.
Tia Sally se levantou e eu sorri pra ela. Virei-me para papai.
– Te amo, pai. Nada pode me separar de você, nunca. – Ele meu deu um beijo na testa e eu sorri, virei-me para a porta e saí atrás de tia Sally. Ela entrou em um Prius com o teto amassado, coloquei a mala no bando de trás e sentei-me no banco da frente enquanto Sally murmurava algo sobre ter que consertar o carro de Paul.
Já estávamos na estrada á uns cinco minutos e eu contava a tia Sally tudo que tinha descoberto sobre meus poderes. Que eu na verdade todo meu poder tinha fonte da natureza, e eu o pego emprestado, e quanto mais uso os meus poderes mais cansada fico, e isso só melhora quando medito... Quanto mais eu meditar, mais meus poderes duram. E então senti algo nos seguindo, nós olhamos para trás e tia Sally assustada murmurou:
– AH, Droga, uma dracaenae. – Suspirei.
– Deixa, eu cuido dela. – Fechei os olhos e me concentrei. Abra-se, afunde-a, e mande-a para o lugar mais fundo do Tártaro, não deixe que escape, ou sua Terra será suja com esse sangue maldito. O chão se abriu e a dracaenae se afundou.
Senti-me instantaneamente fraca.
– Tia Sally, preciso meditar. – Ela me olhou – Hoje quando a encontrei estava indo ao Central Park meditar. Eu estou me sentindo fraca.
– Só nos deixe chegar e resolver o que tem pra resolver, ok, querida? – Assenti. Meu celular deu o alerta de mensagem e eu o peguei na bolsa, precisava me distrair um pouco dos meus poderes.
"Bom dia, pequena. Como está ai? Já me esqueceu ou ainda não? Haha xX Your Brownie."
Sorri ao ver que era Tom, ele conseguiria tirar qualquer problema da minha cabeça.
"Bom dia, loirinho. Aqui está tudo bem, estou indo para um Acampamento de Férias ‘-- Claro que não me esqueci de você, seu bobo. Nunca esqueço. Haha xX Your Cherry pie."
– Estamos chegando, querida. – Disse Sally estacionando o carro. – Vamos, disse saindo dele e pegando minha mala. Um garoto/bode nos esperava na entrada da Colina.
– Olá, eu sou Bernard. – Cumprimentou-nos.
– Olá, Bernard, sou Laysla.
– Quiron esta esperando por você. – Respondeu, tia Sally parou ao meu lado e me entregou minha mala.
– Vá querida, só posso ir até aqui, Quiron estará te esperando do outro lado da fronteira.
– Obrigada, tia Sally. – respondi dando-lhe um abraço e um beijo.
– Não foi nada, minha querida. – Sorri para ela.
Segui o sátiro até a colina onde havia uma arvore com uma pele dourada pendurada em um dos galhos e um dragão. Lá nos esperava um homem metade cavalo, metade homem. Meu Deus tudo aqui é metade animal, metade humano? Quero ser metade borboleta, então, ai posso cantar: voa, voa, voa, voa Brabuleta... (n/a: desculpa não me controlei huahuahua)
– Você deve ser Laysla. – Disse o homem/cavalo, assenti. – Sou Quiron.
– Prazer, Sr. Quiron. Com licença, mas o senhor tem por aqui algum lugar em que eu posso meditar?
– Sim, mas primeiro vamos até a casa grande, pois precisamos conversar alguns instantes.
– Não! O senhor não entende. Eu preciso meditar agora, estou ficando fraca e...
E então tudo escureceu.
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